Livros de Vinícius de Moraes

Sobre o Autor

Vinícius de Moraes

Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes, ou Vinicius de Moraes, (1913 - 1980) foi um diplomata, jornalista, poeta e compositor brasileiro.

Melhores Livros de Vinícius de Moraes

Você se fez presente em todos os momentos firmes e trêmulos. E, passo a passo, pude sentir a sua mão na minha, transmitindo-me a segurança necessária para enfrentar meu caminho e seguir... A tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida, e sinto que, em meu gesto, existe o teu gesto e em minha voz, a tua voz

Subamos! Subamos acima Subamos além, subamos Acima do além, subamos! Com a posse fisica dos braços Inelutavelmente galgaremos O grande mar de estrelas Através de milênios de luz. Subamos! Como dois atletas O rosto petrificado No pálido sorriso do esforço Subamos acima Com a posse física dos braços E os músculos desmesurados Na calma convulsa da ascensão. Oh, acima Mais longe que tudo Além, mais longe que acima do além! Como dois acrobatas Subamos, lentíssimos Lá onde o infinito De tão infinito Nem mais nome tem Subamos! Tensos Pela corda luminosa Que pende invisível E cujos nós são astros Queimando nas mãos Subamos à tona Do grande mar de estrelas Onde dorme a noite Subamos! Tu e eu, herméticos As nádegas duras A carótida nodosa Na fibra do pescoço Os pés agudos em ponta. Como no espasmo. E quando Lá, acima Além, mais longe que acima do além Adiante do véu de Betelgeuse Depois do país de Altair Sobre o cérebro de Deus Num último impulso Libertados do espírito Despojados da carne Nós nos possuiremos. E morreremos Morreremos alto, imensamente IMENSAMENTE ALTO

Rua Nascimento Silva,cento e sete você ensinando pra Elizete as canções de canção do amor demais lembra que tempo feliz,ai,que saudade Ipanema era só felicidade, era como se o amor doesse em paz Nossa famosa garota nem sabia a que ponto a cidade turvaria esse Rio de amor que se perdeu Mesmo a tristeza da gente era mais bela e além disso se via da janela um cantinho de céu e o Redentor É,meu amigo,só resta uma certeza é preciso acabar com essa tristeza é preciso inventar de novo o amor nossa famosa garota nem sabia a que ponto a cidade turvaria esse Rio de amor que se perdeu mesmo a tristeza da gente era mais bela e além disso se via da janela um cantinho de céu e o Redentor É, meu amigo só resta uma certeza é preciso acabar com essa tristeza é preciso inventar de novo o amor

Minha sorte está lançada. Eu sou, eu sou estrada, eu sou, eu sou levada, eu sou, eu sou partida.. O sol no pensamento e o tempo contra o vento. E a minha voz alçada. [...] Entre os ecos do infinito eu grito, eu mato a solidão. Eu sou meu tempo, eu vou a ferro e fogo, eu corro. Eu vou, eu canto e grito: amor!

Chore, grite, ame. Diga que valeu, que doeu, que daqui pra frente só vai melhorar. Perdoe, insista, ame novamente. Não leve a vida tão a sério. Descomplique. ... Quebre regras, perdoe rápido beije lentamente. Ame de verdade, ria descontroladamente e nunca lamente nada que tenha feito você sorrir...

Soneto da Desesperança De não poder viver sua esperança Transformou-a em estátua e deu-lhe um nicho Secreto, onde ao sabor do seu capricho Fugisse a vê-la como uma criança. Tão cauteloso fez-se em seus cuidados De não mostrá-la ao mundo, que a queria Que por zelo demais, ficaram um dia Irremediavelmente separados. Mas eram tais os seus ciúmes dela Tão grande a dor de não poder vivê-la, Que em desespero, resolveu-se: - Mato-a! E foi assim que triste como um bicho Uma noite subiu até o nicho E abriu o coração diante da estátua.

Serenata do Adeus Ai, a lua que no céu surgiu Não é a mesma que te viu Nascer dos braços meus Cai a noite sobre o nosso amor E agora só restou do amor Uma palavra: adeus Ai, vontade de ficar Mas tendo de ir embora Ai, que amar é se ir morrendo pela vida afora É refletir na lágrima Um momento breve De uma estrela pura, cuja luz morreu Ah, mulher, estrela a refulgir Parte, mas antes de partir Rasga o meu coração Crava as garras no meu peito em dor E esvai em sangue todo amor Toda a desilusão Ai, vontade de ficar Mas tendo de ir embora Ai, que amar é se ir morrendo pela vida afora É refletir na lágrima Um momento breve de uma estrela pura Cuja luz morreu Numa noite escura Triste como eu

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive. -

AS BORBOLETAS Brancas Azuis Amarelas E pretas Brincam Na luz As belas Borboletas Borboletas brancas São alegres e francas. Borboletas azuis Gostam de muita luz. As amarelinhas São tão bonitinhas! E as pretas, então Oh, que escuridão!

Uma música que seja... ...Como os mais belos harmônicos da natureza. Uma música que seja como o som do vento na cordoalha dos navios, aumentando gradativamente de tom até atingir aquele em que se cria uma reta ascendente para o infinito. Uma música que comece sem começo e termine sem fim. Uma música que seja como o som do vento numa enorme harpa plantada no deserto. Uma música que seja como a nota lancinante deixada no ar por um pássaro que morre. Uma música que seja como o som dos altos ramos das grandes árvores vergastadas pelos temporais. Uma música que seja como o ponto de reunião de muitas vozes em busca de uma harmonia nova. Uma música que seja como o vôo de uma gaivota numa aurora de novos sons...

Procura-se um amigo Procura-se um amigo. Não precisa ser homem,basta ser humano, basta ter sentimento,basta ter coração. Precisa saber falar e calar,sobretudo saber ouvir o que as palavras não dizem. Tem que gostar de poesia,de madrugada, de pássaros, das estrelas, do sol, da lua,do canto dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor,um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar. Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e,no caso de assim não ser,deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem de ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer. Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações da infância. Preciso de um amigo para não enlouquecer, para contar o que vi de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações,dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças d´água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. Preciso de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela,mas porque já tenho um amigo. Preciso de um amigo para parar de chorar. Para não viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que bata nos ombros sorrindo e chorando, mas que me chame de amigo, para que eu tenha a consciência de que ainda vivo.

Todo grande amor só é bem grande se for triste!

Você que lê e não sabe, Você que reza e não crê, Você que entra e não cabe, Você vai ter que viver...

Ah, quem me dera. Ir-me contigo agora a um horizonte firme, comum. Embora amar-te. Ah, quem me dera amar-te sem mais ciúmes. De alguém em algum lugar que nem presumes..

Ai, a lua que no céu surgiu Não é a mesma que te viu Nascer dos braços meus Cai a noite sobre o nosso amor E agora só restou do amor Uma palavra: adeus

A areia dotempo escorre de entre meus dedos. Ai que medo de amar!

“Para que vieste / Na minha janela / Meter o nariz? / Se foi por um verso / Não sou mais poeta / Ando tão feliz.”

Tomara Que você volte depressa Que você não se despeça Nunca mais do meu carinho E chore, se arrependa E pense muito Que é melhor se sofrer junto Que viver feliz sozinho

A vida só se dá pra quem se deu. Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu.

Eu sem você sou só desamor. Um barco sem mar, um campo sem flor. Tristeza que vai, tristeza que vem. Sem você, meu amor, eu não sou ninguém… -

Que todos os caminhos, me encaminham pra você… -V

Há duas maneiras de ser infeliz: Desejar o que não se tem ou ter o que se desejava.

O amor é imortal, posto que é chama

Porque a vida só se dá pra quem se deu. Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu. Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não. Não há mal pior do que a descrença. Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão.

Não, a maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, e que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro. O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e de ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes da emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto da sua fria e desolada torre.

Quem pagará o enterro e as flores Se eu me morrer de amores? Quem, dentre amigos, tão amigo Para estar no caixão comigo? Quem, em meio ao funeral Dirá de mim: — Nunca fez mal... Quem, bêbado, chorará em voz alta De não me ter trazido nada? Quem virá despetalar pétalas No meu túmulo de poeta?

O POETA A vida do poeta tem um ritmo diferente É um contínuo de dor angustiante. O poeta é um destinado do sofrimento Do sofrimento qe lhe clareia a visão de beleza E sua alma é uma parcela do infinito distante O infinito que ninguém sonda e ninguém compreende. Ele é o eterno errante dos caminhos Que vai, pisando a terra e olhando o céu Preso pelos exretmos intangíveis Clareando como um raio de sol a paisagem da vida...

Deixa secar no meu rosto Esse pranto de amor que a presença desatou Deixa passar o desgosto Esse gosto da ausência que me restou Eu tinha feito da saudade A minha amiga mais constante E ela a cada instante Me pedia pra esperar E foi tudo o que eu fiz, te esperei tanto Tão sozinho no meu canto Tendo apenas o meu canto pra cantar Por isso deixa que o meu pensamento Ainda lembre um momento a saudade que eu vivi A tua imagem fiel Que hoje volta ao meu lado E que eu sinto que perdi.

Se você adora o seu amigo ou amiga, saiba que essa é a semana do amigo, e você pode mandar um belo poema de amizade para seu querido amigo de todas as horas, e nós daqui do Alienado colocamos esse poema pra você se inspirar. Amizade Muitas pessoas irão entrar e sair da sua vida mas somente verdadeiros amigos deixarão pegadas no seu coração. Para lidar consigo mesmo, use a cabeça, para lidar como os outros, use o coração, raiva é a única palavra de perigo. Se alguém te traiu uma vez, a culpa é dele; Se alguém te trai duas vezes, a culpa é sua. Quem perde dinheiro, perde muito, Quem perde um amigo, perde mais. Quem perde a fé, perde tudo. Jovens bonitos são acidentes da natureza: Velhos bonitos são obras de arte. Aprenda também com o erro dos outros, você não vive tempo suficiente para cometer todos os erros. Amigos você e eu… Você trouxe outro amigo… Agora somos três… Nós começamos um grupo… Nosso círculo de amigos… E como um círculo, não tem começo nem fim… Ontem é história: Amanhã é mistério, Hoje uma dádiva, É por isso que é chamado presente… Esses poemas servem para mostrar aos amigos, a tamanha importância dele em nossa vida, pois sem uma amizade verdadeira, não se é possível ser feliz, poder estar em paz, pois sempre precisamos de uma pessoa para nos consolar, para sair e nos fazer rir ou até mesmo para emprestar um ombro amigo para que possamos chorar nossas mágoas. Existem diversos poemas de amizades espalhados pela internet mundo afora, sendo que eles falam de um determinado tema em específico, seja um pedido de desculpas, seja para mostrar a importância de um amigo em nossas vidas. Alguns desses poemas já são famosos e conhecidos na internet, por via email, por via orkut ou até mesmo por twitter, que são sites de relacionamento bastante usados por todo o mundo, e acabam sendo fontes fiéis de divulgação desses poemas, não somente desses, mas sim também deles. Se você quer fazer alguma homenagem a algum amigo, mande a ele um poema, pois isso sempre agrada quem recebe, fazendo com que a pessoa fique muito grata por você ter lembrado dela dessa maneira tão linda e carinhosa. Veja outros poemas de amizades: “A amizade consegue ser tão complexa… Deixa uns desanimados, outros bem felizes… É a alimentação dos fracos É o reino dos fortes Faz-nos cometer erros Os fracos deixam se ir abaixo Os fortes erguem sempre a cabeça os assim assim assumem-os Sem pensar conquistamos O mundo geral e construimos o nosso pequeno lugar deixando brilhar cada estrelinha Estrelinhas… Doces, sensiveis, frias, ternurentas… Mas sempre presentes em qualquer parte Os donos da Amizade…” “Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente compartilhar as mesmas recordações. pois boas lembraças, são marcantes,eo que é marcante nnca se esquece!Uma grande amizade mesmo com o passar do tempo é cultivada assim!”

(...) resta esse constante esforço Para caminhar dentro do LABIRINTO Esse eterno levantar-se depois De cada queda, Essa busca de equilíbrio no fio Da navalha, Essa terrível coragem diante do Grande medo, E esse medo infantil De ter PEQUENAS CORAGENS.