Livros de Hugo Hofmannsthal

Sobre o Autor

Hugo Hofmannsthal

Hugo von Hofmannsthal, pseudônimo de Hugo Laurenz August Hofmann (* 1 de fevereiro de 1874, em Viena, Áustria; † 15 de julho de 1929, em Rodaun, Áustria) foi um escritor austríaco.

Melhores Livros de Hugo Hofmannsthal

Não é a ação que torna impuro o delinquente; é só o delinquente que torna impura a ação.

O espírito desenvolve a sua maior força corpo a corpo com o sensual.

Os jovens usam muitas vezes no espírito uma peruca, mas feita do seu próprio cabelo.

A beleza, inclusive na arte, não pode ser imaginada sem pudor.

Na juventude, somos atraídos por aquilo que é chamado de interessante; na idade madura, pelo que é bom.

Aceitar é mais difícil do que entusiamar-se.

Não é conhecer muitas coisas, mas sim pôr muitas coisas em contato umas com as outras que constitui um primeiro grau de criatividade.

A verdadeira poesia mantém a mesma distância da insensibilidade e do sentimentalismo.

Amadurecer significa separar de forma mais nítida, ligar de forma mais íntima.

O processo de formação é tanto mais feliz quanto mais as suas diversas fases assumirem o caráter de acontecimentos vividos.

O presente impõe formas. Sair dessa esfera e produzir outras formas constitui a criatividade.

A pintura transforma o espaço em tempo; a música, o tempo em espaço.

Cada novo conhecimento importante que se faz decompõe-nos e volta a compor-nos. Se esse conhecimento for da maior importância, passamos por uma regeneração.

A única identidade que subsiste perante o olhar que penetra bem fundo é a identidade do que é contrário.

O homem está cheio de intenções; não as conhece, mas elas constituem os impulsos secretos da sua ação.

A imaginação forte é conservadora.

Sem o amor-próprio nenhuma vida é possível, nem sequer a mais leve decisão, só desespero e rigidez.

A política é magia. A quem sabe invocar os poderes é que eles obedecem.

Um inteligência vulgar é como um mau cão de caça, que depressa encontra a pista de um pensamento e depressa a volta a perder; uma inteligência invulgar é como um cão de fila, que segue firme e resolutamente a pista até atingir o que é vida.

Tudo aquilo em que se acredita existe, é só isso.

Há tantas espécies de pessoas de vinte anos ou de cinquenta anos como há espécies de amigos, amantes ou pais.

Uma pessoa pode chegar aos sessenta anos sem fazer uma ideia do que é um carácter. Nada é mais oculto do que as coisas com que continuamente andamos na boca.

Política é magia.

Amor-próprio e ódio a si próprio são as mais profundas das forças produtivas terrenas.

Uma pessoa tem alguns amigos menos do que supõe e alguns mais do que conhece.

Não se pode exigir que uma pessoa saiba tudo, mas que uma pessoa, sabendo de uma coisa, saiba de tudo.

A vontade tem, nos nossos pensamentos, uma participação muito maior que a razão.

Não há nada essencial no interior que não seja ao mesmo tempo percebido no exterior.

Ódio a si próprio de forma parcial na base de tudo o que constitui fracasso.

Caráteres sem ação são frouxos, ações sem caráteres são cegos.