Sobre o Autor

Voltaire

Voltaire, pseudónimo de François-Marie Arouet (Paris, 21 de Novembro de 1694 - 30 de Maio de 1778), foi um poeta, ensaísta, dramaturgo, filósofo e historiador iluminista francês. Ele defendia a liberdade de ser e pensar diferente.

Que ingenuidade, que pobreza de espírito, dizer que os animais são máquinas privadas de conhecimento e sentimento, que procedem sempre da mesma maneira, que nada aprendem, nada aperfeiçoam! (...) Bárbaros agarram esse cão que tão prodigiosamente vence o homem em amizade, pregam-no em cima de uma mesa e dissecam-no vivo para mostrarem-te suas veias mesentéricas. Descobres nele todos os mesmos órgãos de sentimentos de que te gabas. Responde-me maquinista, teria a natureza entrosado nesse animal todos os órgãos do sentimento sem objetivo algum? Terá nervos para ser insensível? Não inquires à natureza tão impertinente contradição.

O acaso não é, não pode ser, senão a causa ignorada de um efeito desconhecido.

Posso não concordar com o que dizes, mas defenderei até a morte o direito de dize-lo

Não estou de acordo com o que você diz, mas lutarei até o fim para que você tenha o direito de dizê-lo

A religião começou quando o primeiro patife conheceu o primeiro tolo.

O bom humor é incompatível com a crueldade.

Entendo e quase invejo a gentil e inocente alegria dos comuns, mas amo a angústia de ser incomum.

É claro que um indivíduo que persegue um homem, seu irmão, porque ele não tem a mesma opinião, é um monstro.

Deus é um comediante entretendo uma platéia com medo demais para rir.

Aos vivos deve-se o respeito, aos mortos não se deve senão a verdade.

A falsa ciência gera ateus; a verdadeira ciência leva os homens a se curvar diante da divindade.

O trabalho afasta de nós três grandes males: o aborrecimento, o vício e a necessidade!

Tenho um instinto para amar a verdade; mas é apenas um instinto.

Para que discutir com os homens que não se rendem às verdades mais evidentes? Não são homens, são pedras.

Um Homem grosseiro é facilmente reconhecido: Não raciocina, portanto não duvida de nada, Não nega, portanto não crê. Cultiva hábitos há muito nele arraigados e nada aceita, medroso, além daquilo que sejam as conveniências do que vai até a porta da frente da sua casa. Não testemunha o seu tempo: Vive no tempo do que um dia conquistou; não deixa que ninguém o conheça, posto precisar defender-se com frequência e, dessa forma, fica livre para ofender os outros. Um Homem rude é aquele que aprende com o que lê, mas prefere não aplicar o que a teoria lhe ensinou, medroso, nada aceita do mundo presente, porque julga que já traçara seu destino e o inesperado não lhe interessa memsmo que seja a sua própria felicidade. Mas um homem infeliz é aquele que desconhecendo os caminhos da existência e as possibilidades que neles se escondem, julga que nada precisa mudar e que tudo está certo como está. Feliz é o homem, certamente, que apesar de todas as adversidades, cruza sem medo a via do destino, toma na mão as rédias de sua própria vida, conduz o carro dos seus dias para onde seu coração e a sua inteligência lhe indicar.

O mundo me intriga. Não posso imaginar que este relógio exista e não haja relojoeiro.

Casamento é a única aventura aberta aos covardes

Meus amigos, uma falsa ciência gera ateus, mas a verdadeira ciência leva os homens a se curvar diante da divindade...

A única diferença entre um tigre e um ser humano é que o primeiro mata e estraçalha por fome e instinto, enquanto que o segundo mata por parágrafos.

Preconceitos são a razão dos tolos.

Esta vida é um perpétuo combate e a filosofia o único emplastro que podemos pôr nas feridas que recebemos de todos os lados. **emplastro ( Preparação terapêutica adesiva que tira a dor)

Educação é uma descoberta progressiva de nossa própria ignorância.

O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade.

O sucesso sempre foi a criação da ousadia

Não é a verdade que nos perde; é a maneira de dizê-la.

Eu acredito no Deus que criou os homens, e não no Deus que os homens criaram.

Nós nascemos sozinhos. Nós vivemos sozinhos. Nós morremos sozinhos. E qualquer coisa neste intervalo que possa nos dar a ilusão de que não estamos sós, nós nos agarramos a ela.

Não concordo com uma única palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-la”.

Não é nossa condição social, mas a qualidade de nossa alma que nos torna felizes.

Non condivido la tua opinione, ma difenderò fino alla morte il tuo diritto ad esprirmela