Sobre o Autor

Victor Hugo

Victor Hugo (26 de fevereiro de 1802 - 22 de maio de 1885) foi um escritor francês, autor de Les Miserábles (Os Miseráveis).

Não temais a derrota de hoje. Concentrai vossos corações e vossas mãos num único alvo: a vitória final!

A tristeza é apenas o prelúdio da alegria.

Sou imortal. Nada pode me ferir.

Enfrentei o terror da morte e, transpondo-o, encontrei a flor da vida.

O que falta às pessoas não é força, e sim, vontade.

A verdade é como o Sol. Ela permite-nos ver tudo, mas não deixa que a olhemos.

... Myriel teve que resignar-se à sorte de todas as pessoas que chegam a uma cidade pequena, onde é maior o número de bocas que falam do que cabeças que pensam.

Desejo que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes, E quando estiverem exaustos e sorridentes, Ainda haja amor para recomeçar. E se tudo isso acontecer, Não tenho mais nada a desejar.

Mas Gilliat vigiava. Espreitado, espreitava.

Vivamos, seja. Mas façamos com que a morte nos seja progresso. Aspiremos aos mundos menos tenebrosos. Sigamos a consciência que nos leva para lá.

O homem, carnívoro, também é coveiro. A nossa existência é feita de morte. Tal é a lei terrífica. Somos sepulcro.

Ser é fato, não ser é o direito.

Não se pode pensar quem está em extase como não se pode nadar quem está numa torrente.

Ela abaixou a fronte, como se o rosto na sombra pusesse na sombra o pensamento.

A lua batia nas árvores, algumas nuvens erravam por entre as estrelas pálidas, o mar falava às coisas da sombra, a meia voz, a cidade dormia, do horizonte subia uma neblina, a melancolia era profunda.

Aceita-se a massa do infortúnio, a poeira não.

O pesar é nuvem e muda de forma.

...Mas a sua alegria apagava-se dia-a-dia, e cobria-se de poeira, como a asa de uma borboleta que um alfinete atravessou.

Só os grandes espíritos resistem. E ainda assim...

É esse o efeito das existências esvaziadas, a vida é a viagem, a idéia é o itinerário. Sem itinerário, pára-se. Perdido o alvo, morre a força.

O pesadelo era o descanso do desespero. Passava noites a sonhar e os dias a cismar.

As suas reflexões não eram pensamentos, o seu sono não era repouso. De dia não era um homem, de noite não era um homem adormecido.

As quimeras nele e sobre ele, a nuvem noturna, cheia de faces confusas, atravessava-lhe o cérebro.

É hora da tempestade. O mar espera silencioso.

A perda das forças não esgota a vontade. Crer é apenas a segunda potência; a primeira é querer, as montanhas proverbiais que a fé transporta nada valem ao lado do que a vontade produz.

Quem ama quer, e aquele que quer relampeja e cintila.

O olho do homem é feito de modo que se lhe vê por ele a virtude. A nossa pupila diz que quantidade de homens há dentro de nós.

O amor é um grande ato que define como somos trouxas, além de nos iludir fazem agente viver um momento que em algum lugar na sua vida sentiremos saudades da nossas velhas atitudes ou apenas lembraremos como um ato embaraçoso.

Há certas descidas ao fundo do abismo que retiram um homem do meio dos vivos.

Que volúpia não é sentir-se sinceramente abominável.