Sobre o Autor

Renato Russo

Renato Manfredini Júnior, conhecido como Renato Russo (27.03.1960 - 11.10.1996). Compositor poeta, cantor e pensador brasileiro. Destacou-se à frente da banda Legião Urbana.

Quem insiste em julgar os outros sempre tem alguma coisa pra esconder.

Sei que às vezes uso palavras repetidas, Mas quais são as palavras que nunca são ditas?

Quando penso em alguém,só penso em você.

O que sinto muitas vezes faz sentido e outras vezes não encontro o motico que me explica por que é que não consigo ver sentido no que sinto o que procuro o que desejo que faz parte do meu mundo..

Faço nosso o meu segredo mais sincero.

Quem um dia irá dizer que não existe razão para as coisas feita pelo o coração?

A vida continua e se entregar é uma bobagem.

Uma guerra sempre avança a tecnologia Mesmo sendo guerra santa, quente, morna ou fria Prá que exportar comida, se as armas dão mais lucros na exportação...?

Quem me dera, ao menos uma vez, acreditar por um instante em tudo o que existe. Acreditar que o mundo é perfeito e que todas as pessoas são felizes.

Quem me dera ao menos uma vez Que o mais simples Fosse visto como o mais importante...

Quantas chances desperdicei qdo oq eu mais qria Era provar pra todo mundo, que eu não precisava provar nada pra ninguém.

E como um anjo caído, Eu fiz questão de esquecer, Que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira. Mas não sou mais tão criança a ponto de saber tudo.

QUANTAS CHANCES DESPERDICEI QUANDO O QUE EU MAIS QUERIA ERA PROVAR PRA TODO MUNDO QUE EU NÃO PRECISAVA PROVAR NADA PRA NINGUÉM (Quase sem querer)

Me sinto tão só me dizem que a solidão até que me cai bem.

[...] Quase acreditei na sua promessa E o que vejo é fome e destruição Perdi a minha sela e a minha espada Perdi o meu castelo e minha princesa. Quase acreditei, quase acreditei E, por honra, se existir verdade Existem os tolos e existe o ladrão E há quem se alimente do que é roubo Mas vou guardar o meu tesouro Caso você esteja mentindo. Olha o sopro do dragão... [...] É a verdade o que assombra O descaso que condena, A estupidez, o que destrói Eu vejo tudo que se foi E o que não existe mais Tenho os sentidos já dormentes, O corpo quer, a alma entende. [...] Não me entrego sem lutar Tenho, ainda, coração Não aprendi a me render Que caia o inimigo então. [...] Tudo passa, tudo passará... E nossa estória não estará pelo avesso Assim, sem final feliz. Teremos coisas bonitas pra contar. E até lá, vamos viver Temos muito ainda por fazer Não olhe pra trás Apenas começamos. O mundo começa agora Apenas começamos.

Não sou escravo de ninguém Ninguém, senhor do meu domínio Sei o que devo defender E, por valor eu tenho E temo o que agora se desfaz. Viajamos sete léguas Por entre abismos e florestas Por Deus nunca me vi tão só É a própria fé o que destrói Estes são dias desleais. Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão. Reconheço meu pesar Quando tudo é traição, O que venho encontrar É a virtude em outras mãos. Minha terra é a terra que é minha E sempre será Minha terra tem a lua, tem estrelas E sempre terá. II Quase acreditei na sua promessa E o que vejo é fome e destruição Perdi a minha sela e a minha espada Perdi o meu castelo e minha princesa. Quase acreditei, quase acreditei E, por honra, se existir verdade Existem os tolos e existe o ladrão E há quem se alimente do que é roubo Mas vou guardar o meu tesouro Caso você esteja mentindo. Olha o sopro do dragão... III É a verdade o que assombra O descaso que condena, A estupidez, o que destrói Eu vejo tudo que se foi E o que não existe mais Tenho os sentidos já dormentes, O corpo quer, a alma entende. Esta é a terra-de-ninguém Sei que devo resistir Eu quero a espada em minhas mãos. Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão. Não me entrego sem lutar Tenho, ainda, coração Não aprendi a me render Que caia o inimigo então. IV - Tudo passa, tudo passará... E nossa estória não estará pelo avesso Assim, sem final feliz. Teremos coisas bonitas pra contar. E até lá, vamos viver Temos muito ainda por fazer Não olhe pra trás Apenas começamos. O mundo começa agora Apenas começamos.

Clarisse Estou cansado de ser vilipendiado, incompreendido e descartado Quem diz que me entende nunca quis saber Aquele menino foi internado numa clínica Dizem que por falta de atenção dos amigos, das lembranças Dos sonhos que se configuram tristes e inertes Como uma ampulheta imóvel, não se mexe, não se move, não trabalha. E Clarisse está trancada no banheiro E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete Deitada no canto, seus tornozelos sangram E a dor é menor do que parece Quando ela se corta ela se esquece Que é impossível ter da vida calma e força Viver em dor, o que ninguém entende Tentar ser forte a todo e cada amanhecer. Uma de suas amigas já se foi Quando mais uma ocorrência policial Ninguém entende, não me olhe assim Com este semblante de bom-samaritano Cumprindo o seu dever, como se fosse doente Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente Nada existe pra mim, não tente Você não sabe e não entende E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito Clarisse sabe que a loucura está presente E sente a essência estranha do que é a morte Mas esse vazio ela conhece muito bem De quando em quando é um novo tratamento Mas o mundo continua sempre o mesmo O medo de voltar pra casa à noite Os homens que se esfregam nojentos No caminho de ida e volta da escola A falta de esperança e o tormento De saber que nada é justo e pouco é certo E que estamos destruindo o futuro E que a maldade anda sempre aqui por perto A violência e a injustiça que existe Contra todas as meninas e mulheres Um mundo onde a verdade é o avesso E a alegria já não tem mais endereço Clarisse está trancada no seu quarto Com seus discos e seus livros, seu cansaço Eu sou um pássaro Me trancam na gaiola E esperam que eu cante como antes Eu sou um pássaro Me trancam na gaiola Mas um dia eu consigo existir e vou voar pelo caminho mais bonito Clarisse só tem 14 anos...

Angra dos Reis Deixa, se fosse sempre assim Quente, deita aqui perto de mim Tem dias, que tudo está em paz E agora os dias são iguais.. Se fosse só sentir saudade Mas tem sempre algo mais Seja como for É uma dor que dói no peito Pode rir agora Que estou sozinho Mas não venha me roubar... Vamos brincar perto da usina Deixa pra lá A Angra é dos Reis Por que se explicar Se não existe perigo... Senti teu coração perfeito Batendo à toa e isso dói Seja como for É uma dor que dói no peito Pode rir agora Que estou sozinho Mas não venha me roubar Vai ver que não é nada disso Vai ver que já não sei quem sou Vai ver que nunca fui o mesmo A culpa é toda sua e nunca foi... Mesmo se as estrelas Começassem a cair A luz queimasse tudo ao redor E fosse o fim chegando cedo Você visse o nosso corpo Em chamas! Deixa, pra lá... Quando as estrelas Começarem a cair Me diz, me diz Pronde é Que a gente vai fugir?

Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto Quando o sol bater Na janela do teu quarto, Lembra e vê Que o caminho é um só, Porque esperar Se podemos começar Tudo de novo? Agora mesmo. A humanidade é desumana Mas ainda temos chance, O sol nasce pra todos, Só não sabe quem não quer. Até bem pouco tempo atrás, Poderíamos mudar o mundo, Quem roubou nossa coragem? Tudo é dor, E toda dor vem do desejo, De não sentimos dor.

Tão correto e tão bonito, o infinito é realmente um dos deuses mais lindos.

Não sei onde estou indo,só sei que não estou perdido, aprendi a viver um dia de cada vez

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho, entenda: assim pude trazer você de volta pra mim...

E é só você que tem A cura do meu vício De insistir nesta saudade Que eu sinto de tudo Que eu ainda não vi.

Digam o que disserem, o mal do século é a solidão.

Esse é nosso mundo, o que é demais nunca é o basntante, a primeira vez sempre a ultima chanse ninguém ver onde chegamos, os assassinos estão livres nós não estamos...

Tudo é dor, e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor...

Quem me dera ao menos uma vez... Provar que quem tem mais do que precisa ter, quase sempre se convence que não tem o bastante... e fala demias por não ter nada a dizer!

A noite acabou. Talvez tenhamos que fugir sem você

Feche a porta do seu quarto Porque se toca o telefone pode ser alguém Com quem você quer falar Por horas e horas e horas.

Acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto.