Sobre o Autor

Paulo Franchetti

Paulo Franchetti é um crítico literário, professor e escritor brasileiro, nascido em São Paulo.

Ao pôr-do-sol O brilho humilde Das folhas de capim.

Mesmo o velho eucalipto Parece feliz - Névoa da manhã.

Ao sol da manhã, Imóvel como se dormisse, A coruja no fio.

Sempre do mesmo lado, O dia todo e a noite inteira, O vento da montanha.

A chuva parou - Na voz do pássaro, Que frio!

O calor sufoca. De pouco em pouco, Fogo e fumaça.

Apenas vós, Árvores de tronco branco, Me garantis que retornei.

Chove de novo - As vacas e os carros Devagar, em fila indiana.

Dentro da mata - Até a queda da folha Parece viva.

Parou de chover: No ar lavado, as árvores Parecem mais verdes.

Cidade natal: Até as flores do espinheiro, No mesmo lugar.

Azul e verde e cinza - Olhando bem, o céu É de todas as cores!

Acordo molhado de suor - O sonho do banho No tanque do quintal!

À beira da estrada Com o pêlo tão sedoso O cachorro morto.