Millôr Fernandes (1923 - 2012) foi um desenhista, humorista, dramaturgo, escritor e tradutor brasileiro.

Millôr Fernandes (1923 - 2012) foi um desenhista, humorista, dramaturgo, escritor e tradutor brasileiro.

Frases e Pensamentos

239 frases no total. Página 8/8, de 211-239

    "Esnobar
    É exigir café fervendo
    E deixar esfriar."

        Millôr Fernandes

    "há colcha mais dura
    que a lousa
    da sepultura?"

        Millôr Fernandes

    "Vocês não sabem como é divertido o absoluto ceticismo. Pode-se brincar com a hipocrisia alheia como quem brinca com a roleta russa com a certeza de que a arma está descarregada."

        Millôr Fernandes

    "Viver é desenhar sem borracha."

        Millôr Fernandes

    "Roube ainda hoje! Amanhã pode ser ilegal."

        Millôr Fernandes

    "Quem mata o tempo não é assassino mas sim um suicida."

        Millôr Fernandes

    "Quando um chato diz: Eu vou embora, que presença de espírito."

        Millôr Fernandes

    "Ontem hoje / E amanhã / O homem o cabelo parte / Parte o cabelo com arte / Até que o cabelo parte."

        Millôr Fernandes

    "O poder é o camaleão ao contrário: todos tomam a sua cor."

        Millôr Fernandes

    "O pior casamento é o que dá certo."

        Millôr Fernandes

    "O melhor movimento feminino ainda é o dos quadris."

        Millôr Fernandes

    "O cara só é sinceramente ateu quando está muito bem de saúde."

        Millôr Fernandes

    "Numa vida média de 50 anos, 80 a 100 dias são empregados pelos homens só no ato de fazer a barba. Ignora-se o que as mulheres fazem com esse tempo."

        Millôr Fernandes

    "Nós, os humoristas, temos bastante importância para ser presos e nenhuma importância para ser soltos."

        Millôr Fernandes

    "Ninguém sabe o que você ouve, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala."

        Millôr Fernandes

    "Não devemos resisitir às tentações: elas podem não voltar."

        Millôr Fernandes

    "Machão não come mel - come abelha."

        Millôr Fernandes

    "Jamais diga uma mentira que não possa provar."

        Millôr Fernandes

    "Inúmeros artistas contemporâneos não são artistas e, olhando bem, nem são contemporâneos."

        Millôr Fernandes

    "Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim."

        Millôr Fernandes

    "De todas as taras sexuais, não existe nenhuma mais estranha do que a abstinência."

        Millôr Fernandes

    "Como são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos bem."

        Millôr Fernandes

    "Chato...Indivíduo que tem mais interesse em nós do que nós temos nele."

        Millôr Fernandes

    "As pessoas que falam muito, mentem sempre, porque acabam esgotando seu estoque de verdades."

        Millôr Fernandes

    "Anatomia é uma coisa que os homens também têm, mas que, nas mulheres, fica muito melhor."

        Millôr Fernandes

    "Acreditar que não acreditamos em nada é crer na crença do descrer."

        Millôr Fernandes

    "A triste certeza / De que hoje estou de posse / É que a minha calvície / Nem ao menos é precoce."

        Millôr Fernandes

    "A maior vantagem da comida macrobiótica é que, por mais que você coma, por mais que encha o estômago, está sempre perfeitamente subalimentado."

        Millôr Fernandes

    "[Sobre o Xadrez]
    Jogo chinês que aumenta a capacidade de jogar xadrez."

        Millôr Fernandes

Biografia


Millôr Viola Fernandes (16 de agosto de 1923 - 27 de março de 2012) foi um cartunista, jornalista, cronista, dramaturgo, roteirista, tradutor e poeta brasileiro. Nasce no Rio de Janeiro, em 1923, filho do engenheiro Francisco Fernandes e de Maria Viola Fernandes.

Nasceu Milton Viola Fernandes, tendo sido registrado, graças a uma caligrafia duvidosa, como Millôr, o que veio a saber na adolescência. Órfão de pai aos dois anos e de mãe aos 11, desde muito cedo começa a trabalhar. Aos 15 anos entra para a revista O Cruzeiro como contínuo. Aos 16 anos, convidado para colaborar na revista A Cigarra, cria o pseudônimo Vão Gôgo. Em 1943 volta para a revista O Cruzeiro, que passa, ao longo dos anos, de 11 mil exemplares para 750 mil exemplares semanais. Em 1946, faz sua estréia literária com o livro Eva sem Costela - um livro em defesa do homem, e sete anos depois é montada sua primeira peça de teatro, Uma Mulher em Três Atos. Em 1964 edita a revista humorística O Pif-Paf, considerada uma das pioneiras da imprensa alternativa, e quatro anos depois participa da fundação do jornal O Pasquim.

Cartunista, vem colaborando nos principais órgãos da imprensa brasileira; cronista, tem mais de 40 títulos publicados; dramaturgo, alcançou sucessos como Liberdade, Liberdade (em parceria com Flávio Rangel), Computa, computador, computa e É..; artista gráfico, tem trabalhos expostos em várias galerias de arte do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Faz roteiros de filmes, programas de televisão, shows e musicais e é um dos mais solicitados tradutores de teatro do país. Irônico, polêmico, com seus textos (aforismos, epigramas, ironia, duplos sentidos e trocadilhos) e seus desenhos constrói a crônica dos costumes brasileiros dos últimos sessenta anos.

"Onde não puderes amar, não te demores..."

    Augusto Branco

"Eu não desisti...apenas não insisto mais."

    Cazuza

"As coisas muito claras me noturnam."

    Manoel de Barros

"Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho."

    Carlos Drummond de Andrade

"Os mentirosos estão sempre prontos a jurar."

    Vittorio Alfieri

"O sexo é o alívio da tensão. O amor é a causa"

    Woody Allen

"Soltar os demônios pode ser muito educativo em certas ocasiões."

    Deepak Chopra

"Todo o homem é culpado do bem que não fez."

    Voltaire

"A maior felicidade é quando a pessoa sabe porque é que é infeliz."

    Fiódor Dostoiévski

"Vento

Pastor das nuvens."

    Mario Quintana