Millôr Fernandes (1923 - 2012) foi um desenhista, humorista, dramaturgo, escritor e tradutor brasileiro.

Millôr Fernandes (1923 - 2012) foi um desenhista, humorista, dramaturgo, escritor e tradutor brasileiro.

Frases e Pensamentos

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    "Brasil; um filme pornô com trilha de Bossa Nova."

        Millôr Fernandes

    "Brasil, condenado à esperança."

        Millôr Fernandes

    "Nunca ninguém perdeu dinheiro apostando na desonestidade."

        Millôr Fernandes

    "Eu também não sou um homem livre. Mas muito poucos estiveram tão perto."

        Millôr Fernandes

    "O otimista não sabe o que o espera."

        Millôr Fernandes

    "O cadáver é que é o produto final. Nós somos apenas a matéria prima."

        Millôr Fernandes

    "Fiquem tranquilos os poderosos que têm medo de nós: nenhum humorista atira pra matar."

        Millôr Fernandes

    "Estranho é que o cérebro, feito essencialmente pra produzir idéias, exulte quando tem uma."

        Millôr Fernandes

    "Uma imagem vale mais do que mil palavras. Vai dizer isto com uma imagem."

        Millôr Fernandes

    "*AMOR É SONHO, SEXO É REALIDADE.....
    *A FELICIDADE É ASSIM COMO SEXO, ENTRA E SAI, ENTRA E SAI...
    *Sexo CAUSA gente...
    *A FELICIDADE NÃO É AUSENCIA DE CONFLITO, Á A HABILIDADE
    DE LIDAR COM ELE!
    *UMA PESSOA FEIZ NÃO TEM O MELHR DE TUDO; ELA TORNA TUDO
    MELHOR!"

        Millôr Fernandes

    "Assim, desajeitados,
    Carinho ocasional
    Sem projeto final
    Nem sonhos à distância
    Sem sombra ao sol,
    Também sem ânsia,
    Soneto (a meu modo e maneira)

    Apenas companheiros de estrada
    Ruas, valas, alguns quintais,
    Dias, noites, noites e dias,
    Sol e chuva ocasionais
    Vamos.
    Onde as paralelas se encontram,
    Lá,
    Nos separamos."

        Millôr Fernandes

    "Música, divina música!

    Tanto duvidaram dele, da teoria daquele jovem gênio musical, que ele resolveu provar pra si mesmo, empiricamente, a teoria de que não existem animais selvagens. Que os animais são tão ou mais sensíveis do que os seres humanos. E que são sensíveis sobretudo ao envolvimento da música, quando esta é competentemente interpretada.

    Por isso, uma noite, esgueirou-se sozinho pra dentro do Jardim Zoológico da cidade e, silenciosamente, se aproximou da jaula dos orangotangos. Começou a tocar baixinho, bem suave, a sua magnífica flauta doce, ao mesmo tempo em que abria a porta da jaula. Os macacões quase que não pestanejaram. Se moveram devagarinho, fascinados, apenas pra se aproximar mais do músico e do som.

    O músico continuou as volutas de sua fantasia musical enquanto abria a jaula dos leões. Os leões, também hipnotizados, foram saindo, pé ante pé, com o respeito que só têm os grandes aficionados da música. E assim a flauta continuou soando no meio da noite, mágica e sedutora, enquanto o gênio ia abrindo jaula após jaula e os animais o acompanhavam, definitivamente seduzidos, como ele previra.

    Uma lua enorme, de prata e ouro, iluminava os jacarés, elefantes, cobras, onças, tudo quanto é animal de Deus ali reunido, envolvidos na sinfonia improvisada no meio das árvores. Até que o músico, sempre tocando, abriu a última jaula do último animal - um tigre.

    Que, mal viu a porta aberta, saltou sobre ele, engolindo músico e música - e flauta doce de quebra. Os bichos todos deram um oh! de consternação. A onça, chocada, exprimiu o espanto e a revolta de todos:

    - Mas, tigre, era um músico estupendo, uma música sublime! Por que você fez isso? E o tigre, colocando as patas em concha nas orelhas, perguntou:
    - Ahn? O quê, o quê? Fala mais alto, pô!

    MORAL: OS ANIMAIS TAMBÉM TÊM DEFICIÊNCIAS HUMANAS."

        Millôr Fernandes

    "Eu sofro de mimfobia. Tenho medo de mim mesmo. Mas me enfrento todo dia."

        Millôr Fernandes

    "A liberdade é um cachorro vira-lata."

        Millôr Fernandes

    "Um homem que come carne por instinto é tão vegetariano quanto um homem que come vegetais por princípio. Afinal de contas a carne é transubstanciação do capim que o animal comeu."

        Millôr Fernandes

    "Não há problema tão grande que não caiba no dia seguinte."

        Millôr Fernandes

    "Você pode desconfiar de uma admiração, mas não de um ódio. O ódio é sempre sincero."

        Millôr Fernandes

    "Em ciência leia sempre os livros mais novos. Em literatura, os mais velhos."

        Millôr Fernandes

    "[b] - Quão maravilhosas as pessoas que não conhecemos bem."

        Millôr Fernandes

    "Um Quociente apaixonou-se
    Um dia
    Doidamente
    Por uma Incógnita."

        Millôr Fernandes

    "O coração tem imbecilidades que a estupidez desconhece."

        Millôr Fernandes

    "O que é pior - a chamada mentira piedosa ou a verdade cruel?"

        Millôr Fernandes

    "O desespero eu aguento.
    O que me apavora é essa esperança."

        Millôr Fernandes

    "O Código Penal é a causa de todos os crimes!"

        Millôr Fernandes

    "Você pode evitar descendentes. Mas não há nenhuma pílula para evitar certos antepassados."

        Millôr Fernandes

    "Toda lei é boa, desde que seja usada legalmente."

        Millôr Fernandes

    "Eu não quero viver num mundo em que não possa fazer uma piada de mau gosto."

        Millôr Fernandes

    "Dito e feito; tudo foi dito e nada foi feito."

        Millôr Fernandes

    "E convém não esquecer que bitributação é quando arrancam seis vezes o dinheiro do cidadão. Pois o normal já é tributação."

        Millôr Fernandes

    "SEM MARGEM A DÚVIDAS

    Se você ainda mantém
    A intenção moral-visual
    De só encarar homens de bem
    Segue este meu conselho:
    Sai da rua,
    Vai pra casa,
    Tranca a porta
    E quebra o espelho."

        Millôr Fernandes

Biografia


Millôr Viola Fernandes (16 de agosto de 1923 - 27 de março de 2012) foi um cartunista, jornalista, cronista, dramaturgo, roteirista, tradutor e poeta brasileiro. Nasce no Rio de Janeiro, em 1923, filho do engenheiro Francisco Fernandes e de Maria Viola Fernandes.

Nasceu Milton Viola Fernandes, tendo sido registrado, graças a uma caligrafia duvidosa, como Millôr, o que veio a saber na adolescência. Órfão de pai aos dois anos e de mãe aos 11, desde muito cedo começa a trabalhar. Aos 15 anos entra para a revista O Cruzeiro como contínuo. Aos 16 anos, convidado para colaborar na revista A Cigarra, cria o pseudônimo Vão Gôgo. Em 1943 volta para a revista O Cruzeiro, que passa, ao longo dos anos, de 11 mil exemplares para 750 mil exemplares semanais. Em 1946, faz sua estréia literária com o livro Eva sem Costela - um livro em defesa do homem, e sete anos depois é montada sua primeira peça de teatro, Uma Mulher em Três Atos. Em 1964 edita a revista humorística O Pif-Paf, considerada uma das pioneiras da imprensa alternativa, e quatro anos depois participa da fundação do jornal O Pasquim.

Cartunista, vem colaborando nos principais órgãos da imprensa brasileira; cronista, tem mais de 40 títulos publicados; dramaturgo, alcançou sucessos como Liberdade, Liberdade (em parceria com Flávio Rangel), Computa, computador, computa e É..; artista gráfico, tem trabalhos expostos em várias galerias de arte do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Faz roteiros de filmes, programas de televisão, shows e musicais e é um dos mais solicitados tradutores de teatro do país. Irônico, polêmico, com seus textos (aforismos, epigramas, ironia, duplos sentidos e trocadilhos) e seus desenhos constrói a crônica dos costumes brasileiros dos últimos sessenta anos.

"Onde não puderes amar, não te demores..."

    Augusto Branco

"Eu não desisti...apenas não insisto mais."

    Cazuza

"As coisas muito claras me noturnam."

    Manoel de Barros

"Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho."

    Carlos Drummond de Andrade

"Os mentirosos estão sempre prontos a jurar."

    Vittorio Alfieri

"O sexo é o alívio da tensão. O amor é a causa"

    Woody Allen

"Soltar os demônios pode ser muito educativo em certas ocasiões."

    Deepak Chopra

"Todo o homem é culpado do bem que não fez."

    Voltaire

"A maior felicidade é quando a pessoa sabe porque é que é infeliz."

    Fiódor Dostoiévski

"Vento

Pastor das nuvens."

    Mario Quintana