Se te ocorrer, de manhã, de acordares com preguiça e indolência, lembra-te deste pensamento: «Levanto-me para retomar a minha obra de homem».

Sobre o Autor

Marco Aurélio

Marco Aurélio foi imperador de Roma por quase duas décadas, até a sua morte. Ficou conhecido como imperador-filósofo, por ter se dedicado também ao estudo da filosofia.

Mais frases de Marco Aurélio

O melhor modo de vingar-se de um inimigo, é não se assemelhar a ele.

Antes o reprovamento por um génio do que um louvor de um idiota.

Escava dentro de ti. É lá que está a fonte do bem, e esta pode jorrar continuamente, se a escavares sempre.

A arte de viver é mais parecida com a luta do que com a dança, na medida em que está pronta para enfrentar tanto o inesperado como o imprevisto e não está preparada para cair.

Quanto não ganha em tranquilidade quem não se preocupa com o que o vizinho diz, faz ou pensa, mas apenas com os seus próprios atos.

Nada de desgosto, nem de desânimo; se acabas de fracassar, recomeça.

Ama a modesta profissão que aprendeste e contenta-te com ela.

A nossa vida é aquilo que os nossos pensamentos fizerem dela.

Rejeita a sede dos livros, para que não morras com queixumes, mas serenamente.

Não desprezes a morte; dá-lhe boa acolhida, como a uma das coisas que a Natureza quer.

Pratica cada um dos teus atos como se fosse o último da tua vida.

Muitas vezes erra não apenas quem faz, mas também quem deixa de fazer alguma coisa.

Os homens são feitos um para o outro: instrui-os, ou então, suporta-os.

A maior parte das coisas que dizemos e fazemos não é necessária; quem as eliminar da própria vida será mais tranquilo e sereno.

Quem peca, contra si peca; quem comete injustiça, a si agrava, porque a si mesmo perverte.

A experiência é um troféu composto por todas as armas que nos feriram.

Se te ocorrer, de manhã, de acordares com preguiça e indolência, lembra-te deste pensamento: «Levanto-me para retomar a minha obra de homem».

Não se é menos culpado não fazendo o que se deve fazer do que fazendo o que não se deve fazer.

Puxar em comum, mas não pensar em comum.

Se tens dificuldade em cumprir um intento, não penses logo que seja impossível para o homem; pensa quanto é possível e natural para ele, e que também pode ser alcançado por ti.

Mais penosas são as consequências da ira do que as suas causas.

Mudar de opinião e seguir quem te corrige é também o comportamento do homem livre.

O valor de um homem é apenas tão elevado como o valor das suas ambições.

A morte é o descanso das repercussões sensórias, do titerear dos impulsos, das divagações do inteleto e dos serviços à carne.

Aplica-te a todo o instante com toda a atenção... para terminar o trabalho que tens nas tuas mãos... e liberta-te de todas as outras preocupações. Delas ficarás livre se executares cada ação da tua vida como se fosse a última.

Seu dever é ficar de pé – não ser mantido de pé.

Quando você se ofender com as faltas de alguém, vire-se e estude os seus próprios defeitos. Cuidando deles, você esquecerá a sua raiva e aprenderá a viver sensatamente.

A felicidade do homem depende de si mesmo.

Se você está sofrendo por coisas externas, não são elas que estão te perturbando, mas o seu próprio julgamento sobre elas. E está em seu poder anular este julgamento agora.

Não julgues as coisas ausentes como presentes; mas entre as coisas presentes pondera as de mais preço e imagina com quanto ardor as buscarias se não as tivesses à mão.

Execute cada ato da sua vida como se ele fosse o último.

Mantenha-se simples, bom, puro, sério, livre de afetação, amigo da justiça, temente aos deuses, gentil, apaixonado, vigoroso em todas as suas atitudes. Lute para viver como a filosofia gostaria que vivesse. Reverencie os deuses e ajude os homens. A vida é curta.

“Se uma causa exterior te perturba, a tua aflição não vem dessa causa, mas, sim, do teu juízo a respeito dela. Em teu poder está a possibilidade de diluir essa aflição. Se teu desgosto decorre de uma disposição interior, quem te impede de corrigir teu estado de espírito.”

De folhas o vento junca a Terra Assim dos mortais a raça... Folhas mortas : Teus filhos. Folhas mortas : Essas aclamações, esses louvores que se pretendem sinceros ou, em sentido oposto, essas secretas restriçoes e zombarias. Folhas mortas : Aqueles que te celebram a glória póstuma. As folhas todas nascem na estão primaveril, depois o vento as abate e a floresta as substitui por outras. São efêmeras todas as coisas, mas tu, entretanto, as evitas ou buscas como se fossem eternas. Um pouco mais, e terás os olhos fechados. E ao que te prantear, logo outro pranteará.