O coração, meio desenganado, agitou-se outra vez.

Sobre o Autor

Machado de Assis

Machado de Assis foi um escritor e poeta brasileiro. Foi o fundador da Academia Brasileira de Letras e é famoso por muitos de seus livros, como Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Quincas Borba e O Alienista.

Mais frases de Machado de Assis

[Frase final de Memórias Póstumas de Brás Cubas,1881]: Não tive filhos não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria.

A vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal.

Botas...as botas apertadas são uma das maiores venturas da terra, porque, fazendo doer os pés, dão azo ao prazer de as descalçar.

Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar.

Creia em si, mas não duvide sempre dos outros.

Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento.

Lágrimas não são argumentos.

Não é amigo aquele que alardeia a amizade: é traficante; a amizade sente-se, não se diz.

Não levante a espada sobre a cabeça de quem te pediu perdão.

Não se ama duas vezes a mesma mulher.

O acaso... é um Deus e um diabo ao mesmo tempo.

O dinheiro não traz felicidade — para quem não sabe o que fazer com ele.

Suporta-se com paciência a cólica dos outros.

Está morto: podemos elogiá-lo à vontade.

Pensamentos valem e vivem pela observação exata ou nova, pela reflexão aguda ou profunda; não menos querem a originalidade, a simplicidade e a graça do dizer.

A melhor definição de amor não vale um beijo de moça namorada.

A vida é cheia de obrigações que a gente cumpre por mais vontade que tenha de as infringir deslavadamente.

A mentira é muita vezes tão involuntária como a respiração.

A moral é uma, os pecados são diferentes.

Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito.

Eu sinto a nostalgia da imoralidade.

Eu não sou homem que recuse elogios. Amo-os; eles fazem bem à alma e até ao corpo. As melhores digestões da minha vida são as dos jantares em que sou brindado.

Não te irrites se te pagarem mal um benefício; antes cair das nuvens que de um terceiro andar.

Há coisas que melhor se dizem calando.

Para as rosas, escreveu alguém, o jardineiro é eterno.

Guarda estes versos que escrevi chorando como um alívio a minha saudade, como um dever do meu amor; e quando houver em ti um eco de saudade, beija estes versos que escrevi chorando.

As coisas valem pelas idéias que nos sugerem.

Reúno em mim mesmo a teoria e a prática.

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho, Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

A arte de viver consiste em tirar o maior bem do maior mal

Defeitos não fazem mal, quando há vontade e poder de os corrigir.

Não se luta contra o destino; o melhor é deixar que nos pegue pelos cabelos e nos arraste até onde queira alçar-nos ou despenhar-nos. Esaú e Jacó

Acomodar-se às circunstâncias do momento, faz hábeis os homens e estimáveis as mulheres.

A melhor definição do amor não vale um beijo.

Mas o tempo, o tempo caleja a sensibilidade.

“(...) Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis (...)”

Eu gosto de catar o mínimo e o escondido. Onde ninguém mete o nariz, aí entra o meu, com a curiosidade estreita e aguda que descobre o encoberto.

O cristianismo é bom para as mulheres e os mendigos memórias póstumas de bras cubas

Pois o silêncio não tem fisionomia, mas as palavras muitas faces...

Convêm que os homens digam o que não sabem e, por ofício, o inverso do que sabem. Assim se forma esta outra incurável: a esperança.

Matamos o tempo, o tempo nos enterra. Memórias Póstumas de Brás Cubas

Tudo é aliado do homem que sabe querer.

A gratidão de quem recebe um benefício é bem menor que o prazer daquele de quem o faz.

A ingratidão é um direito do qual não se deve fazer uso.

Ao vencedor as batatas!

BONS AMIGOS Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir. Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende. Amigo a gente sente! Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar. Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende. Amigo a gente entende! Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar. Porque amigo sofre e chora. Amigo não tem hora pra consolar! Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade. Porque amigo é a direção. Amigo é a base quando falta o chão! Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros. Porque amigos são herdeiros da real sagacidade. Ter amigos é a melhor cumplicidade! Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho, Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Uma Criatura Sei de uma criatura antiga e formidável, Que a si mesma devora os membros e as entranhas, Com a sofreguidão da fome insaciável. Habita juntamente os vales e as montanhas; E no mar, que se rasga, à maneira do abismo, Espreguiça-se toda em convulsões estranhas. Traz impresso na fronte o obscuro despotismo; Cada olhar que despede, acerbo e mavioso, Parece uma expansão de amor e egoísmo. Friamente contempla o desespero e o gozo, Gosta do colibri, como gosta do verme, E cinge ao coração o belo e o monstruoso. Para ela o chacal é, como a rola, inerme; E caminha na terra imperturbável, como Pelo vasto arealum vasto paquiderme. Na árvore que rebenta o seu primeiro gomo Vem a folha, que lento e lento se desdobra, Depois a flor, depois o suspirado pomo. Pois essa criatura está em toda a obra: Cresta o seio da flor e corrompe-lhe o fruto, E é nesse destruir que as suas forças dobra. Ama de igual amor o poluto e o impoluto; Começa e recomeça uma perpétua lida; E sorrindo obedece ao divino estatuto. Tu dirás que é a morte; eu direi que é a vida.

Não gosto de lágrimas, ainda em olhos de mulheres, sejam ou não bonitas; são confissões de fraqueza, e eu nasci com tédio aos fracos. Ao cabo, as mulheres são menos fracas que os homens,ou mais pacientes, mais capazes de sofrer a dor e a adversidade...

SAUDADE. Por que sinto falta de você? Por que está saudade? Eu não te vejo mas imagino suas expressões, sua voz teu cheiro. Sua amizade me faz sonhar com um carinho, Um caminhar, a luz da lua, a beira mar. Saudade este sentimento de vazio que me tira o sono me fazendo sentir num triste abandono, é amizade eu sei, será amor talvez... Só não quero perder sua amizade, esta amizade... Que me fortalece me enobrece por ter você.

Quinze anos! é a idade das primeiras palpitações, a idade dos sonhos, a idade das ilusões amorosas, a idade de Julieta; é a flor, é a vida, e a esperança, o céu azul, o campo verde, o lago tranqüilo, a aurora que rompe, a calhandra que canta, Romeu que desce a escada de seda, o último beijo que as brisas da manhã ouvem e levam, como um eco, ao céu.

A loucura é uma ilha perdida no oceano da razão.

Não precisa correr tanto, o que é seu às mãos lhe há de vir...

O pempo é Pouco para o Muito que Espero...

Não importa ao tempo o minuto que passa, mas o minuto que vem.

O coração é a região do inesperado.

[Trecho do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas] Esta é a grande vantagem da morte, que, se não deixa boca para rir, também não deixa olhos para chorar...

[Trecho do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas] Creiam-me, o menos mal é recordar; ninguém se fie da felicidade presente; há nela uma gota da baba de Caim.

Cada estação da vida é uma edição, que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes.

Gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente civilizada, uma expressão daquele pio e secreto egoísmo que induz o homem a arrancar à morte um farrapo ao menos da sombra que passou.

Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas

A primeira glória é a reparação dos erros.

As ocasiões fazem as revoluções.

O amor é o rei dos moços e o tirano dos velhos.

Quando ela fala, parece Que a voz da brisa se cala; Talvez um anjo emudece Quando ela fala. Meu coração dolorido As suas mágoas exala, E volta ao gozo perdido Quando ela fala. Pudesse eu eternamente, Ao lado dela, escutá-la, Ouvir sua alma inocente Quando ela fala. Minha alma, já semimorta, Conseguira ao céu alçá-la Porque o céu abre uma porta Quando ela fala.

...tempo é um tecido invisivel em que se pode bordar tudo, uma flor, um pássaro, uma dama, um castelo, um túmulo. Também se pode bordar nada. Nada em cima de invisivel é a mais sutil obra deste mundo, e acaso do outro.

Não se irrite o leitor com esta confissão. Eu bem sei que, para titilar-lhe os nervos da fantasia, devia padecer um grande desespero, derramar algumas lágrimas, e não almoçar. Seria romanesco; mas não seria biográfico. A realidade pura é que eu almocei, como nos demais dias...

Talvez espante ao leitor a franqueza com que lhe exponho e realço a minha mediocridade; advirta que a franqueza é a primeira virtude de um defunto. Na vida, o olhar da opinião, o contraste dos interesses, a luta das cobiças obrigam a gente a calar os trapos velhos, a disfarçar os rasgões e os remendos, a não estender ao mundo as revelações que faz à consciência; e o melhor da obrigação é quando, a força de embaçar os outros, embaça-se um homem a si mesmo, porque em tal caso poupa-se o vexame, que é uma sensação penosa e a hipocrisia, que é um vício hediondo. Mas, na morte, que diferença! que desabafo! que liberdade! Como a gente pode sacudir fora a capa, deitar ao fosso as lentejoulas, despregar-se, despintar-se, desafeitar-se, confessar lisamente o que foi e o que deixou de ser! Porque, em suma, já não há vizinhos, nem amigos, nem inimigos, nem conhecidos, nem estranhos; não há platéia. O olhar da opinião, esse olhar agudo e judicial, perde a virtude, logo que pisamos o território da morte; não digo que ele se não estenda para cá, e nos não examine e julgue; mas a nós é que não se nos dá do exame nem do julgamento. Senhores vivos, não há nada tão incomensurável como o desdém dos finados. Memórias póstumas de Brás Cubas

Círculo Vicioso Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume: - Quem me dera que fosse aquela loura estrela, que arde no eterno azul, como uma eterna vela ! Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme: - Pudesse eu copiar o transparente lume, que, da grega coluna á gótica janela, contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela ! Mas a lua, fitando o sol, com azedume: - Misera ! tivesse eu aquela enorme, aquela claridade imortal, que toda a luz resume ! Mas o sol, inclinando a rutila capela: - Pesa-me esta brilhante aureola de nume... Enfara-me esta azul e desmedida umbela... Porque não nasci eu um simples vaga-lume?

A primeira glória é a reparação dos erros. As ocasiões fazem as revoluções. O amor é o rei dos moços e o tirano dos velhos. O amor é o egoísmo duplicado. Não se perde nada em parecer mau - ganha-se tanto como em sê-lo. Também a dor tem suas hipocrisias. O medo é um preconceito dos nervos. E um preconceito, desfaz-se - basta a simples reflexão. Dormir é um modo interino de morrer. O tempo é um rato roedor das coisas, que as diminui ou altera no sentido de lhes dar outro aspecto. Matamos o tempo - o tempo nos enterra. Amor repelido é amor multiplicado. De todas as coisas humanas, a única que tem o fim em si mesma é a arte. O destino, como os dramaturgos, não anuncia as peripécias nem o desfecho. Não se ama duas vezes a mesma mulher. A vaidade é um princípio de corrupção. Não há alegria pública que valha uma boa alegria particular. Suporta-se com muita paciência a dor no fígado alheio. A fortuna troca, ás vezes, os cálculos da natureza.

[Trecho do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas] Trata de saborear a vida; e fica sabendo, que a pior filosofia é a do choramingas que se deita à margem do rio para o fim de lastimar o curso incessante das águas. O ofício delas é não parar nunca; acomoda-te com a lei, e trata de aproveitá-la.

Livros e flores Teus olhos são meus livros. Que livro há aí melhor, Em que melhor se leia A página do amor? Flores me são teus lábios. Onde há mais bela flor, Em que melhor se beba O bálsamo do amor?

A uma senhora que me pediu versos Pensa em ti mesma, acharás Melhor poesia, Viveza, graça, alegria, Doçura e paz. Se já dei flores um dia, Quando rapaz, As que ora dou têm assaz Melancolia. Uma só das horas tuas Valem um mês Das almas já ressequidas. Os sóis e as luas Creio bem que Deus os fez Para outras vidas.

No alto O poeta chegara ao alto da montanha, E quando ia a descer a vertente do oeste, Viu uma cousa estranha, Uma figura má. Então, volvendo o olhar ao subtil, ao celeste, Ao gracioso Ariel, que de baixo o acompanha, Num tom medroso e agreste Pergunta o que será. Como se perde no ar um som festivo e doce, Ou bem como se fosse Um pensamento vão, Ariel se desfez sem lhe dar mais resposta. Para descer a encosta O outro lhe deu a mão.

Relíquia íntima Ilustríssimo, caro e velho amigo, Saberás que, por um motivo urgente, Na quinta-feira, nove do corrente, Preciso muito de falar contigo. E aproveitando o portador te digo, Que nessa ocasião terás presente, A esperada gravura de patente Em que o Dante regressa do Inimigo. Manda-me pois dizer pelo bombeiro Se às três e meia te acharás postado Junto à porta do Garnier livreiro: Senão, escolhe outro lugar azado; Mas dá logo a resposta ao mensageiro, E continua a crer no teu Machado.

Os dois horizontes Dois horizontes fecham nossa vida: Um horizonte, — a saudade Do que não há de voltar; Outro horizonte, — a esperança Dos tempos que hão de chegar; No presente, — sempre escuro, — Vive a alma ambiciosa Na ilusão voluptuosa Do passado e do futuro. Os doces brincos da infância Sob as asas maternais, O vôo das andorinhas, A onda viva e os rosais. O gozo do amor, sonhado Num olhar profundo e ardente, Tal é na hora presente O horizonte do passado. Ou ambição de grandeza Que no espírito calou, Desejo de amor sincero Que o coração não gozou; Ou um viver calmo e puro À alma convalescente, Tal é na hora presente O horizonte do futuro. No breve correr dos dias Sob o azul do céu, — tais são Limites no mar da vida: Saudade ou aspiração; Ao nosso espírito ardente, Na avidez do bem sonhado, Nunca o presente é passado, Nunca o futuro é presente. Que cismas, homem? — Perdido No mar das recordações, Escuto um eco sentido Das passadas ilusões. Que buscas, homem? — Procuro, Através da imensidade, Ler a doce realidade Das ilusões do futuro. Dois horizontes fecham nossa vida.

O amor é o egoísmo duplicado.

Não se perde nada em parecer mau - ganha-se tanto como em sê-lo.

Também a dor tem suas hipocrisias.

O medo é um preconceito dos nervos. E um preconceito, desfaz-se - basta a simples reflexão.

Dormir é um modo interino de morrer.

O tempo é um rato roedor das coisas, que as diminui ou altera no sentido de lhes dar outro aspecto.

Amor repelido é amor multiplicado.

De todas as coisas humanas, a única que tem o fim em si mesma é a arte.

O destino, como os dramaturgos, não anuncia as peripécias nem o desfecho.

A vaidade é um princípio de corrupção.

Não há alegria pública que valha uma boa alegria particular.

Suporta-se com muita paciência a dor no fígado alheio.

A fortuna troca, ás vezes, os cálculos da natureza.

Depois, querida, ganharemos o mundo!

As pessoas valem o que vale a afeição da gente. E, é daí que mestre povo tirou aquele adágio que, quem o feio ama bonito lhe parece.

Não há amor possível sem a oportunidade dos sujeitos.

Umas coisas nascem de outras, enroscam-se, desatam-se, confundem-se, perdem-se, e o tempo vai andando sem se perder de si...

A vida é boa.

Um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde.

Escrevia-a com a pena da galhofa e atinta da melancolia,e não é dificíl antever o que poderá sair desse conúnbio. Memórias Póstumas de Brás Cubas

Grande coisa é haver recebido do céu uma particula da sabedoria,o dom de achar as relações das coisas,a faculdade de as comparar e o talento de concluir!

A borboleta ,depois de esvoaçar muito em torno de mim,pousou-me na testa.

Crê em ti;mas nem sempre duvídes dos outros.

Há amigos de oito dias e indiferentes de oito anos.

Ruínas (...) Risos não tem, e em seu magoado gesto Transluz não sei que dor oculta aos olhos; — Dor que à face não vem, — medrosa e casta, Íntima e funda; — e dos cerrados cílios Se uma discreta muda Lágrima cai, não murcha a flor do rosto; Melancolia tácita e serena, Que os ecos não acorda em seus queixumes, Respira aquele rosto. A mão lhe estende O abatido poeta. Ei-los percorrem Com tardo passo os relembrados sítios, Ermos depois que a mão da fria morte Tantas almas colhera. Desmaiavam, nos serros do poente, As rosas do crepúsculo. “Quem és? pergunta o vate; o sol que foge No teu lânguido olhar um raio deixa; — Raio quebrado e frio; — o vento agita Tímido e frouxo as tuas longas tranças. Conhecem-te estas pedras; das ruínas Alma errante pareces condenada A contemplar teus insepultos ossos. Conhecem-te estas árvores. E eu mesmo Sinto não sei que vaga e amortecida Lembrança de teu rosto.” Desceu de todo a noite, Pelo espaço arrastando o manto escuro Que a loura Vésper nos seus ombros castos, Como um diamante, prende. Longas horas Silenciosas correram. No outro dia, Quando as vermelhas rosas do oriente Ao já próximo sol a estrada ornavam Das ruínas saíam lentamente Duas pálidas sombras: O poeta e a saudade.

Que importa o tempo? Há amigos de oito dias e indiferentes de oito anos.

Ninguem faz mal a um homem no mesmo instante em que vai pedir-lhe um favor.

As pessoas valem o que vale a afeição da gente.

As nossas paixões não aceleram nem moderam o passo do tempo.

Esquecer é uma necessidade.

Felizes os cães, que pelo faro descobrem os amigos.

Cada estação da vida é uma edição,que corrige a anterior,e que será corrigida também,até a edição definitiva!

As melhores mulheres pertencem aos homens mais atrevidos

Sonharás uns amores de romance, quase impossíveis. Digo-lhe que faz mal, que é melhor contentar-se com a realidade; se ela não é brilhante como os sonhos, tem pelo menos a vantagem de existir.

O Mestre deve ser meio sério,para dar autoridade à lição e meio risonho, para obter o perdão da correção.

Em Minas, não se aborrecia tanto, por quê? Não achou solução ao enigma, uma vez que o ar tinha mais em que se distrair, e que o distraia deveras; Mas havia aqui horas de um tédio mortal.

Imenso amor? Imenso amor, paixão, violenta acrescentando que talvez a definição já não coubesse bem ao atual sentimento da pessoa. Agora era uma adoração quieta e calada...

Memorial de Aires Basta amar para escolher bem; o diabo que fosse era sempre boa escolha.

Bons amigos

[...]Não sei se me explico bem, nem é preciso dizer melhor para o fogo a que lançarei um dia estas folhas de solitário. [Memorial de Áires - 25 de janeiro]

Os olhos continuaram a dizer coisas infinitas. As palavras de boca é que nem tentavam sair, e tornavam ao coração caladas como vinham...

E melhor é naturalmente cedo do que artificialmente tarde

O mais feroz dos animais domésticos é o relógio de parede. Conheço um que já devorou três gerações da minha família.

Prazos largos são fáceis de subescrever; a imaginação os faz infinitos.

A CAROLINA Querida, ao pé do leito derradeiro Em que descansas dessa longa vida, Aqui venho e virei, pobre querida, Trazer-te o coração do companheiro. Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro Que, a despeito de toda a humana lida, Fez a nossa existência apetecida E num recanto pôs um mundo inteiro. Trago-te flores, - restos arrancados Da terra que nos viu passar unidos E ora mortos nos deixa e separados. Que eu, se tenho nos olhos malferidos Pensamentos de vida formulados, São pensamentos idos e vividos.

CAROLINA (o preferido por José Mindlin) 1906 QUERIDA, ao pé do leito derradeiro Em que descansas dessa longa vida, Aqui venho e virei, pobre querida, Trazer-te o coração do companheiro. Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro Que, a despeito de toda a humana lida, Fez a nossa existência apetecida E num recanto pôs um mundo inteiro. Trago-te flores, - restos arrancados Da terra que nos viu passar unidos E ora mortos nos deixa e separados.

O amor é uma carta, mais ou menos longa, escrita em papel velino, corte dourado, muito cheiroso e catita; carta de parabéns quando se lê, carta de pêsames quando se acabou de ler. Tu que chegaste ao fim, põe a epístola no fundo da gaveta, e não te lembres de ir ver se ela tem um post-scriptum...

Teoria do Humanitismo (Quincas Borba) Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. (...) aao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.

QUINCAS BORBA CAPÍTULO XLV ENQUANTO uma chora, outra ri; é a lei do mundo, meu rico senhor; é a perfeição universal. Tudo chorando seria monótono, tudo rindo cansativo; mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas, soluços e sarabandas, acaba por trazer à alma do mundo a variedade necessária, e faz-se o equilíbrio da vida...

Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, eles estão errados... Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.

O capital existe, se forma e sobrevive a custa da sociedade que trabalha e nem sempre é recompensada pelos lucros que gera

O esperado nos mantém fortes, firmes e em pé. O inesperado nos torna frágeis e propõe recomeços.

Felizes os cães!

Os fatos explicarão melhor os sentimentos: os fatos são tudo.

Por que sinto falta de você? Por que esta saudade? Eu não te vejo mas imagino suas expressões, sua voz teu cheiro...

Ama de igual amor o poluto e o impoluto; Começa e recomeça uma perpétua lida; E sorrindo obedece ao divino estatuto. Tu dirás que é a morte; eu direi que é a vida.

O vício é muitas vezes o estrume da virtude.

Bem diz o Eclesiastes: Algumas vezes tem o homem domínio sobre outro homem para desgraça sua. O melhor de tudo, acrescento eu, é possuir-se a gente a si mesmo.

As feridas da alma são curadas com carinho, atenção e paz.

… A VAIDADE É UM PRINCÍPIO DE CORRUPÇÃO…

Importuna coisa é a felicidade alheia quando somos vítima de algum infortúnio

Palavra puxa palavra, uma idéia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução.

A vida, mormente nos velhos, é um ofício cansativo.

Não há nada mais tenaz que um bom ódio.

Por muito que se recuse deixa sempre algum gosto a paixão que a gente inspira.

Já lá dizia o poeta que a verdade pode ser às vezes inverossímil.

Não é mau este costume de escrever o que se pensa e o que se vê, e dizer isso mesmo quando não se vê nem pensa nada.

Compreende que este turbilhão é assim mesmo,leva as folhas do mato e os farrapos do caminho,sem exceção nem piedade[...]

Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo... Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados... Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.

Estávamos ali com o céu em nós. As mãos, unindo os nervos, faziam das duas criaturas uma só, mas uma só criatura seráfica. Os olhos continuaram a dizer coisas infinitas, as palavras de boca é que nem tentavam sair, tornavam ao coração caladas como vinham...

O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo. O que aqui está é, mal comparando, semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos, e que apenas conserva o hábito externo, como se diz nas autópsias; o interno não aguenta tinta. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos, como todos os documentos falsos, mas não a mim. Os amigos que me restam são de data recente; todos os antigos foram estudar a geologia dos campos-santos. Quanto às amigas, algumas datam de quinze anos, outras de menos, e quase todas crêem na mocidade. Duas ou três fariam crer nela aos outros, mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários, e tal frequência é cansativa. Entretanto, vida diferente não quer dizer vida pior; é outra coisa. A certos respeitos, aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei; mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta, e, de memória, conservo alguma recordação doce e feiticeira. Em verdade, pouco apareço e menos falo. Distrações raras. O mais do tempo é gasto em hortar, jardinar e ler; como bem e não durmo mal.

Não sublimei o seu amor apenas renuciei. Pois você disse uma vez: foi muito bom o que aconteceu; sendo assim houve descaso, você conformou, não lutou e foi-se consolando. Aprendi também a me consolar.

Era uma vez uma choupana que ardia na estrada; a dona – um triste molambo de mulher – chorava o seu desastre, a poucos passos, sentada no chão. Senão quando, indo a passar um homem ébrio, viu o incêndio, viu a mulher, perguntou-lhe se a casa era dela. – É minha, sim, meu senhor; é tudo o que eu possuía, neste mundo. – Dá-me então licença que acenda ali o meu charuto?

- retrucou ela, rindo, também. - Saiba, pois, que sou muito senhora da minha vontade, mas pouco amiga de a exprimir; quero que me adivinhem e obedeçam; sou também um pouco altiva, às vezes caprichosa, e por cima de tudo isso tenho um coração exigente. Veja se é possível encontrar tanto defeito junto!

Então,se és digna de si mesma,não teima em espertar a lembrança morta ou expirante;não busca no olhar de hoje a mesma saudação do olhar de ontem,quando eram outros os que encetavam a marcha da vida,de alma alegre e pé veloz.

[...] e se tiver um pouco de filosofia,não inveja mas lastima as que lhe tomaram o carro,porque também elas hão de ser apeadas pelo estribeiro OBLIVION.

É melhor, muito melhor, contentar-se com a realidade; se ela não é tão brilhante como os sonhos, tem pelo menos a vantagem de existir.

Há uma grandeza, há uma glória, há uma intrepidez em ser simplesmente bom, sem aparato, nem interesse, nem cálculo; e sobretudo sem arrependimento.

O tempo é um tecido invisível em que se pode bordar tudo.

A Higiene é filha das podridões seculares

A arte de viver consiste em tirar o maior bem do maior mal.

A ocasião faz o furto; o ladrão nasce feito.

Afinal de contas, pensava ele, aquele coração, tão volúvel e estouvado, não devia ser meu; a traição mais tarde seria mais funesta.

A donzela casta e sincera que supunha vir encontrar desaparecia para dar lugar a uma mulher de coração pérfido e vulgar espírito.

Quando dois corações se querem entender, ainda que falem hebraico, descobrem-se logo um ao outro.

(...) Pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. [Quincas Borba]

Escrever a própria essência, é contá-la toda, o bem e o mal. Tal faço eu, à medida que me vai lembrando e convindo à construção ou reconstrução de mim mesmo.

Sejamos incontroláveis então…e que a gente não desista porque ninguém acredita.

Eu que meditava ir ter com a morte, não ousei fitá-la quando ela veio ter comigo. (Memórias póstumas de Brás Cubas)

Entretanto, vida diferente não quer dizer vida pior;

Era homem como os outros; outros Aquiles andam por aí que são da cabeça aos pés um imenso calcanhar.

Mas é tempo de tornar aquela tarde de novembro, uma tarde clara e fresca, sossegada como a nossa casa.

-Meu senhor - respondeu-me um longo verme gordo - nós não sabemos absolutamente nada dos textos que roemos, nem escolhemos o que roemos, nem amamos ou detestamos o que roemos; nós roemos Dom Casmurro, pg. 36

Capítulo VIII Razão contra Sandice JÁ O LEITOR compreendeu que era a razão que voltava à casa, e convidava a Sandice a sair, clamando, e com melhor jus, as palavras de Tartufo: La maison est à moi, c´est à vous d´en sortir. Mas é sestro antido da Sandice criar amor às casas alheias, de modo que, apenas senhora de uma, dificilmente lha farão despejar.É sestro; não se tira daí; há muito que lhe calejou a vergonha. Agora, se advertirmos no imenso número de casas que ocupa, umas de vez, outras durante as suas estações calmosas, concluiremos que esta amável peregrina é o terror dos proprietários. No nosso caso, houve quase um distúrbio à porta do meu cérebro, porque a aventícia não queria entregar a casa, e a dona não cedia da intenção de tomar o que era seu. Afinal, já a Sandice se contetava com um cantinho no sótão. _Não, senhora, replicou a Razão, estou cansada de lhe ceder sótãos, cansada e experimentada, o que você quer é passar mansamente do sotão à sala de jantar, daí à de visitas e o resto. _Está bem, deixe-me ficar algum tempo mais, estou na pista de um mistério... _Que mistério? _De dois, emendou a Sandice; o da vida e o da morte;peço-lhe, só uns dez minutos. A Razão pôs-se a rir. _Hás de ser sempre a mesma coisa ... sempre a mesma coisa ... sempre a mesma coisa ... E, dizendo isso, travou-lhe dos pulsos e arrastou-a para fora; depois entrou e fechou-se. A Sandice ainda gemeu algumas súplicas, grunhiu algumas zangas; mas dessenganou-se depressa, deitou língua de fora, em ar de surriada, e foi andando ... Memórias Póstumas de Brás Cubas.

Um Apólogo Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha: — Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo? — Deixe-me, senhora. — Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça. — Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros. — Mas você é orgulhosa. — Decerto que sou. — Mas por quê? — É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu? — Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu? — Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados... — Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando... — Também os batedores vão adiante do imperador. — Você é imperador? — Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto... Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha: — Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima... A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile. Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe: — Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá. Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: — Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico. Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: — Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária! Texto extraído do livro Para Gostar de Ler - Volume 9 - Contos, Editora Ática - São Paulo, 1984, pág. 59.

— Se eu soubera, dizia Soares, que no fim de tão pouco tempo a senhora me faria beber fel e vinagre, não teria prosseguido em uma paixão que foi o meu castigo. Fernanda, muda e distraída, mirava-se de quando em quando em um psyché, corrigindo o penteado ou simplesmente admirando a esquivança desarrazoada de Fernando. Soares insistia no mesmo tom meio sentimental. Afinal, Fernanda respondia desabridamente, exprobrando-lhe o insulto que fazia à sinceridade dos seus protestos. — Mas esses protestos, disse Soares, é que eu não ouço; é exatamente o que eu peço; jure que eu estou em erro e fico contente. Há uma hora que lho digo. — Pois sim... — O quê? — Está em erro. — Fernanda, juras-me isso? — Juro, sim...

”Nesse ramo dos conhecimentos humanos tudo está achado , formulado , rotulado , encaixotado; é só prover os alforjes da memória. Proíbo-te que chegues a outras conclusões que não sejam as já achadas por outros. Foge a tudo que possa cheirar a reflexão, originalidade.. (...) etc..etc.

Quem diria? De dois grandes namorados, de duas paixões sem freios, nada mais havia ali.(...) Havia apenas dois corações murchos, devastados pela vida e saciados dela.Não sei em igual dose,mas, enfim, saciados.

(...) Dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca.

As Me#8467;hores Mu#8467;her#949;s pertencem aos homens mais atrevidos. Mu#8467;heres são como maçãs em árvor#949;s. As me#8467;hores estão no topo. Os homens não quer#949;m a#8467;ca#1080;çar essas boas, porque e#8467;es têm m#949;do de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podr#949;s que ficam no chão, que #1080;ão são boas como as do topo, mas são fáceis de s#949; co#1080;seguir. Assim as maçãs no topo p#949;nsam que a#8467;go está errado com elas, qua#1080;do na verdade, e#8467;#949;s estão errados. E#8467;as têm que esperar um pouco para o homem certo ch#949;gar... aquele que é va#8467;ente o bastante para #949;sca#8467;ar até o topo da árvor#949;.

É muito melhor cair das nuvens que de um terceiro andar!

Será mesmo digna em todas as manhãs esta estranha sensação de estar-se perdendo a cada noite de sono?

O coração, meio desenganado, agitou-se outra vez.

E nossos olhos transmitiam coisas indizíveis e infinitas, que nossas bocas não podiam falar.

As feridas da alma, são curadas com atenção, carinho e paz.

Espere o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.

O tempo corre, e as nossas sensações com ele se modificam.

Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente.

Não tive filhos, não colaborei para a propagação da miséria humana.

Mudaria o Natal ou mudei eu?

Eu gosto de olhos que sorriem, de gestos que se desculpam, de toques que sabem conversar e de silêncios que se declaram.

O Dinheiro não tras felicidade para quem não sabe como usá-lo

As melhores mulheres pertencem aos homens mais atrevidos. Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo... Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados... Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore. A Gratidão de quem recebe um benefício é sempre menor que o prazer daquele que o faz.

Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro. Defeitos não fazem mal, quando há vontade e poder de os corrigir.

A Melhor definição do Amor não vale um beijo. Não precisa correr tanto; o que tiver de ser seu às mãos lhe há de ir.Cada qual sabe amar a seu modo; o modo pouco importa; o essencial é que saiba amar.

Passado, presente e futuro devem coexistir harmonicamente na mente humana. Quando um deles é priorizado e os demais são totalmente esquecidos surge alguma espécie de desequilíbrio, ou, no mínimo, a hipótese de que algo não esta correto, não esta bem. Viva cada dia de uma vez, não deixe de viver bem o hoje em prol de um futuro que pode nem chegar, se esta infeliz no presente, busque motivos para se contentar com o que tem nele, não viva sonhando com o que terá num tempo incerto que ainda nem chegou e, quiçá, nem chegará.

No alto O poeta chegara ao alto da montanha, E quando ia a descer a vertente do oeste, Viu uma cousa estranha, Uma figura má. Então, volvendo o olhar ao subtil, ao celeste, Ao gracioso Ariel, que de baixo o acompanha, Num tom medroso e agreste Pergunta o qu

Dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. Capitu, isto é, uma criatura mui particular, mais mulher do que eu era homem. nde a verdade e onde a mentira dos sentimentos ? Seria a bela Capitu, com seus olhos de cigana oblíqua e dissimulada, uma adúltera ? Teria fundamento o ciúme que corrói a alma de Bentinho ? Capitu, apesar daqueles olhos que o diabo lhe deu... Você já reparou nos olhos dela? São assim de cigana oblíqua e dissimulada. Pois apesar deles, poderia passar, se não fosse a vaidade e a adulação.