Machado de Assis foi um escritor e poeta brasileiro. Foi o fundador da Academia Brasileira de Letras e é famoso por muitos de seus livros, como Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Quincas Borba e O Alienista.

Machado de Assis foi um escritor e poeta brasileiro. Foi o fundador da Academia Brasileira de Letras e é famoso por muitos de seus livros, como Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Quincas Borba e O Alienista.

Frases e Pensamentos

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    "Dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca.

    Capitu, isto é, uma criatura mui particular, mais mulher do que eu era homem.

    nde a verdade e onde a mentira dos sentimentos ? Seria a bela Capitu, com seus olhos de cigana oblíqua e dissimulada, uma adúltera ? Teria fundamento o ciúme que corrói a alma de Bentinho ?

    Capitu, apesar daqueles olhos que o diabo lhe deu... Você já reparou nos olhos dela? São assim de cigana oblíqua e dissimulada. Pois apesar deles, poderia passar, se não fosse a vaidade e a adulação."

        Machado de Assis

    "No alto

    O poeta chegara ao alto da montanha,
    E quando ia a descer a vertente do oeste,
    Viu uma cousa estranha,
    Uma figura má.

    Então, volvendo o olhar ao subtil, ao celeste,
    Ao gracioso Ariel, que de baixo o acompanha,
    Num tom medroso e agreste
    Pergunta o qu"

        Machado de Assis

    "Passado, presente e futuro devem coexistir harmonicamente na mente humana. Quando um deles é priorizado e os demais são totalmente esquecidos surge alguma espécie de desequilíbrio, ou, no mínimo, a hipótese de que algo não esta correto, não esta bem.
    Viva cada dia de uma vez, não deixe de viver bem o hoje em prol de um futuro que pode nem chegar, se esta infeliz no presente, busque motivos para se contentar com o que tem nele, não viva sonhando com o que terá num tempo incerto que ainda nem chegou e, quiçá, nem chegará."

        Machado de Assis

    "A Melhor definição do Amor não vale um beijo.
    Não precisa correr tanto; o que tiver de ser seu às mãos lhe há de ir.Cada qual sabe amar a seu modo; o modo pouco importa; o essencial é que saiba amar."

        Machado de Assis

    "Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro.

    Defeitos não fazem mal, quando há vontade e poder de os corrigir."

        Machado de Assis

    "As melhores mulheres pertencem aos homens mais atrevidos.
    Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo... Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados... Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.

    A Gratidão de quem recebe um benefício é sempre menor que o prazer daquele que o faz."

        Machado de Assis

    "O Dinheiro não tras felicidade para quem não sabe como usá-lo"

        Machado de Assis

    "Eu gosto de olhos que sorriem, de gestos que se desculpam, de toques que sabem conversar e de silêncios que se declaram."

        Machado de Assis

    "Mudaria o Natal ou mudei eu?"

        Machado de Assis

    "Não tive filhos, não colaborei para a propagação da miséria humana."

        Machado de Assis

    "Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente."

        Machado de Assis

    "O tempo corre, e as nossas sensações com ele se modificam."

        Machado de Assis

    "Espere o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore."

        Machado de Assis

    "As feridas da alma, são curadas com atenção, carinho e paz."

        Machado de Assis

    "E nossos olhos transmitiam coisas indizíveis e infinitas, que nossas bocas não podiam falar."

        Machado de Assis

    "O coração, meio desenganado, agitou-se outra vez."

        Machado de Assis

    "Será mesmo digna em todas as manhãs esta estranha sensação de estar-se perdendo a cada noite de sono?"

        Machado de Assis

    "É muito melhor cair das nuvens que de um terceiro andar!"

        Machado de Assis

    "As Me#8467;hores Mu#8467;her#949;s pertencem aos homens mais atrevidos. Mu#8467;heres são como maçãs em árvor#949;s. As me#8467;hores estão no topo. Os homens não quer#949;m a#8467;ca#1080;çar essas boas, porque e#8467;es têm m#949;do de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podr#949;s que ficam no chão, que #1080;ão são boas como as do topo, mas são fáceis de s#949; co#1080;seguir. Assim as maçãs no topo p#949;nsam que a#8467;go está errado com elas, qua#1080;do na verdade, e#8467;#949;s estão errados. E#8467;as têm que esperar um pouco para o homem certo ch#949;gar... aquele que é va#8467;ente o bastante para #949;sca#8467;ar até o topo da árvor#949;."

        Machado de Assis

    "(...) Dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca."

        Machado de Assis

    "Quem diria? De dois grandes namorados, de duas paixões sem freios, nada mais havia ali.(...) Havia apenas dois corações murchos, devastados pela vida e saciados dela.Não sei em igual dose,mas, enfim, saciados."

        Machado de Assis

    "”Nesse ramo dos conhecimentos humanos tudo está achado , formulado , rotulado , encaixotado; é só prover os alforjes da memória. Proíbo-te que chegues a outras conclusões que não sejam as já achadas por outros. Foge a tudo que possa cheirar a reflexão, originalidade.. (...) etc..etc."

        Machado de Assis

    "— Se eu soubera, dizia Soares, que no fim de tão pouco tempo a senhora me faria beber fel e vinagre, não teria prosseguido em uma paixão que foi o meu castigo. Fernanda, muda e distraída, mirava-se de quando em quando em um psyché, corrigindo o penteado ou simplesmente admirando a esquivança desarrazoada de Fernando. Soares insistia no mesmo tom meio sentimental. Afinal, Fernanda respondia desabridamente, exprobrando-lhe o insulto que fazia à sinceridade dos seus protestos.
    — Mas esses protestos, disse Soares, é que eu não ouço; é exatamente o que eu peço; jure que eu estou em erro e fico contente. Há uma hora que lho digo.
    — Pois sim...
    — O quê?
    — Está em erro.
    — Fernanda, juras-me isso?
    — Juro, sim..."

        Machado de Assis

    "Um Apólogo

    Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:

    — Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?

    — Deixe-me, senhora.

    — Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.

    — Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.

    — Mas você é orgulhosa.

    — Decerto que sou.

    — Mas por quê?

    — É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?

    — Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?

    — Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...

    — Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...

    — Também os batedores vão adiante do imperador.

    — Você é imperador?

    — Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...

    Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:

    — Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...

    A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.

    Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:

    — Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.

    Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:

    — Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.

    Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:

    — Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!


    Texto extraído do livro Para Gostar de Ler - Volume 9 - Contos, Editora Ática - São Paulo, 1984, pág. 59."

        Machado de Assis

    "Capítulo VIII Razão contra Sandice

    JÁ O LEITOR compreendeu que era a razão que voltava à casa, e convidava a Sandice a sair, clamando, e com melhor jus, as palavras de Tartufo:

    La maison est à moi, c´est à vous d´en sortir.

    Mas é sestro antido da Sandice criar amor às casas alheias, de modo que, apenas senhora de uma, dificilmente lha farão despejar.É sestro; não se tira daí; há muito que lhe calejou a vergonha. Agora, se advertirmos no imenso número de casas que ocupa, umas de vez, outras durante as suas estações calmosas, concluiremos que esta amável peregrina é o terror dos proprietários. No nosso caso, houve quase um distúrbio à porta do meu cérebro, porque a aventícia não queria entregar a casa, e a dona não cedia da intenção de tomar o que era seu. Afinal, já a Sandice se contetava com um cantinho no sótão.
    _Não, senhora, replicou a Razão, estou cansada de lhe ceder sótãos, cansada e experimentada, o que você quer é passar mansamente do sotão à sala de jantar, daí à de visitas e o resto.
    _Está bem, deixe-me ficar algum tempo mais, estou na pista de um mistério...
    _Que mistério?
    _De dois, emendou a Sandice; o da vida e o da morte;peço-lhe, só uns dez minutos.
    A Razão pôs-se a rir.
    _Hás de ser sempre a mesma coisa ... sempre a mesma coisa ... sempre a mesma coisa ...
    E, dizendo isso, travou-lhe dos pulsos e arrastou-a para fora; depois entrou e fechou-se. A Sandice ainda gemeu algumas súplicas, grunhiu algumas zangas; mas dessenganou-se depressa, deitou língua de fora, em ar de surriada, e foi andando ...


    Memórias Póstumas de Brás Cubas."

        Machado de Assis

    "-Meu senhor - respondeu-me um longo verme gordo - nós não sabemos absolutamente nada dos textos que roemos, nem escolhemos o que roemos, nem amamos ou detestamos o que roemos; nós roemos
    Dom Casmurro, pg. 36"

        Machado de Assis

    "Mas é tempo de tornar aquela tarde de novembro, uma tarde clara e fresca, sossegada como a nossa casa."

        Machado de Assis

    "Era homem como os outros; outros Aquiles andam por aí que são da cabeça aos pés um imenso calcanhar."

        Machado de Assis

    "Entretanto, vida diferente não quer dizer vida pior;"

        Machado de Assis

    "Eu que meditava ir ter com a morte, não ousei fitá-la quando ela veio ter comigo.


    (Memórias póstumas de Brás Cubas)"

        Machado de Assis

Biografia


Joaquim Maria Machado de Assis (1839 - 1908), foi um escritor e poeta brasileiro, e também o pioneiro como cronista. Foi o fundador da Academia Brasileira de Letras e é famoso por muitos de seus livros, como Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Quincas Borba e O Alienista.

Com 16 anos, Machado de Assis publicou seu primeiro trabalho literário, o poema "Ela", na revista Marmota Fluminense, e apenas um ano depois consegue seu primeiro emprego como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional. É lá que conhece quem se tornaria seu protetor, Manuel Antônio de Almeida, autor da obra Memórias de um Sargento de Milícias.

No ano de 1860, a convite de Quintino Bocaiúva, Machado de Assis passou a fazer parte da redação do jornal Diário do Rio de Janeiro, além de escrever para as revistas O Espelho, A Semana Ilustrada e Jornal das Famílias. Um ano depois, publicou seu primeiro livro, chamado "Queda que as mulheres têm para os tolos".

No dia 28 de janeiro de 1897, Machado de Assis e o escritor José Veríssimo fundaram a Academia Brasileira de Letras e Machado de Assis foi eleito presidente da instituição, cargo que ocupou até sua morte.

Machado de Assis escreveu mais de 50 obras, entre romances, coletâneas de poesidas, contos, mas ficará sempre imortalizado por obras como Quincas Borba, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro e O Alienista.

"As coisas muito claras me noturnam."

    Manoel de Barros

"Onde não puderes amar, não te demores..."

    Augusto Branco

"Eu não desisti...apenas não insisto mais."

    Cazuza

"Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho."

    Carlos Drummond de Andrade

"Soltar os demônios pode ser muito educativo em certas ocasiões."

    Deepak Chopra

"Todo o homem é culpado do bem que não fez."

    Voltaire

"O sexo é o alívio da tensão. O amor é a causa"

    Woody Allen

"Os mentirosos estão sempre prontos a jurar."

    Vittorio Alfieri

"Vento

Pastor das nuvens."

    Mario Quintana

"A maior felicidade é quando a pessoa sabe porque é que é infeliz."

    Fiódor Dostoiévski