Sobre o Autor

Jean Racine

Jean Racine (22 de dezembro de 1639 – 21 de bril de 1699), dramaturgo francês.

Um coração nobre não pode suspeitar que haja nos outros a baixeza e a malignidade que não existe nele.

Um benefício jogado em cara é sempre considerado uma ofensa.

A honra fala, isso basta: eis os nossos oráculos.

Quem deseja ir longe poupa a montada.

Não há segredos que o tempo não revele.

Criado no serralho, conheço-lhe os meandros.

Temê-lo-ei em breve, quando ele já não me temer.

Cansado de se fazer amar, quer-se lazer temer.

O povo gosta dos reis que o sabem poupar - ama ainda mais os que sabem reinar.

Quanto mais gosto de quem ofende, mais sinto a ofensa.

Bela, sem enfeites. De uma beleza que acaba de se arrancar ao sono.

É preciso julgar-se amado para julgar-se infiel.

O covarde teme a morte, e isso é tudo o que teme.

Beijo o meu rival, mas é para o sufocar.

Obrigam-se também, a dizer palavras compridíssimas, tão longas como daqui a Pontoise.

Sem dinheiro, a honra é uma doença.

A fé que não age será uma fé sincera.

Temo os vossos silêncios, não as vossas injúrias.

Malograria a minha vingança tornando-a tão rápida.

A dor que se cala é de todas a mais funesta.

Aníbal predisse-o, acreditemos nesse grande homem: Nunca se vencerão os Romanos senão dentro de Roma.

Os mais infelizes são os que menos ousam chorar.

Quão facilmente o amor acredita em tudo o que deseja!

O vício, tal como a virtude, cresce em passos pequenos.

Entrego-me cegamente ao impulso que me arrasta.

Ela flutua, ela hesita: em suma, ela é mulher.

A minha única esperança está no meu desespero.