Sobre o Autor

Jean Jacques Rousseau

Jean-Jacques Rousseau, (28 de Junho de 1712, Genebra - 2 de Julho de 1778, Ermenonville, perto de Paris). Escritor e filósofo suiço.

Para conhecer os homens, torna-se indispensável vê-los agir.

É sobretudo na solidão que se sente a vantagem de viver com alguém que saiba pensar.

O homem verdadeiramente livre apenas quer o que pode e faz o que lhe agrada.

Não contesto que a medicina seja útil a alguns homens, mas digo que ela é funesta ao género humano.

A natureza nunca nos engana; somos sempre nós que nos enganamos.

Ninguém quer o bem público que não está de acordo com o seu.

A mulher tem mais espírito, o homem mais génio. A mulher olha, o homem compreende.

A espécie de felicidade que me falta, não é tanto fazer o que quero mas não fazer o que não quero.

Não há nada que esteja menos sob o nosso domínio que o coração, e, longe de podermos comandá-lo, somos forçados a obedecer-lhe.

O homem que não conhece a dor, não conhece a ternura da humanidade.

Odeio os livros; ensinam apenas a falar daquilo que não se sabe.

A força fez os primeiros escravos, a sua covardia perpetuou-os.

A consciência é a voz da alma, as paixões são a voz do corpo.

Bastará nunca sermos injustos para estarmos sempre inocentes?

Geralmente aqueles que sabem pouco falam muito e aqueles que sabem muito falam pouco.

As boas ações elevam o espírito e predispõem-no a praticar outras.

Sou escravo pelos meus vícios e livre pelos meus remorsos.

As nossas paixões são os principais instrumentos da nossa conservação.

Quanto mais do mundo vi, menos pude moldar-me à sua maneira.

A natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável.

Povos livres, lembrai-vos desta máxima: A liberdade pode ser conquistada, mas nunca recuperada.

A educação do homem começa no momento do seu nascimento; antes de falar, antes de entender, já se instrui.

A arte de interrogar não é tão fácil como se pensa. É mais uma arte de mestres do que de discípulos; é preciso ter aprendido muitas coisas para saber perguntar o que não se sabe.

O primeiro raciocínio do homem é de natureza sensitiva...: os nossos primeiros mestres de filosofia são os nossos pés, as nossas mãos, os nossos olhos.

Visto que o fundamento da propriedade é a utilidade, onde não houver utilidade possível não pode existir propriedade.

A inocência não se envergonha de nada.

Os homens dizem que a vida é curta, e eu vejo que eles se esforçam para a tornar assim.

Há um pequeno número de homens e mulheres que pensam por todos os outros, e para o qual todos os outros falam e agem.

Pelos mesmos caminhos não se chega sempre aos mesmos fins.

Odeio mais as máximas ruins do que as más ações.