Livros de Jacinto Benavente y Martinez

Sobre o Autor

Jacinto Benavente y Martinez

Jacinto Benavente Martínez (n. Madrid, 12 de agosto de 1866 - † Madrid, 14 de julho de 1954); dramaturgo espanhol, Prêmio Nobel de Literatura em 1922.

Melhores Livros de Jacinto Benavente y Martinez

Às vezes procura-se parecer melhor do que se é. Outras vezes, procura-se parecer pior. Hipocrisia por hipocrisia, prefiro a segunda.

Na boca do mentiroso, até a verdade é suspeita.

É melhor imaginar a felicidade do que possuí-la.

O dinheiro não pode fazer com que sejamos felizes; mas é a única coisa que nos compensa do fato de não o sermos.

Diante de qualquer desgraça que nos aflige, sempre nos admiramos por sofrer menos do que, na nossa opinião, deveríamos ter sofrido.

Essa história de que o dinheiro não dá felicidade é um boato espalhado pelos ricos para que os pobres não tenham muita inveja deles.

Um homem pode casar-se com uma mulher que lhe seja inferior e ela se elevará; mas um homem que se casa com uma mulher superior a ele, rebaixa-se.

Os amores são como os bébés recém-nascidos: enquanto não choram, não se sabe se vivem.

Muitos pensam que ter talento é sorte; não vem à mente de ninguém que a sorte pode ser uma questão de talento.

Para os que não conseguem governar a própria casa nem os povos, uma boa desculpa é dizer que estes são ingovernáveis.

Todo o dinheiro tem um pecado original. E a única maneira de redimir-se é gastá-lo.

Toda a dor é grande para um coração pequeno.

Ninguém aprende a viver pela experiência alheia; a vida seria ainda mais triste se, ao começarmos a viver, já soubéssemos que viveríamos apenas para renovar a dor dos que viveram antes.

O que menos importa a uma mulher é que o seu vestido agrade aos homens; ela veste-o para outras mulheres, e a inveja destas é a aprovação que mais lhe agrada.

A disciplina consiste num imbecil que se faz obedecer por outros mais inteligentes do que ele.

Não é mais fácil encontrar quem chora com as nossas tristezas do que quem se rejubile com as nossas alegrias.

O primeiro amor, que nos parece haver de ser eterno quando chega, é o que mais nos faz rir quando passou.

O mal que fazemos é sempre mais triste do que o mal que nos fazem.

O amor pintam-no cego e com asas; cego para não ver os obstáculos; com asas para os transpor.