Sobre o Autor

Honoré de Balzac

Honoré de Balzac (20 de maio de 1799 - 18 de agosto de 1850), foi um romancista francês.

O amor é a poesia dos sentidos. Ou é sublime, ou não existe. Quando existe, existe para sempre e vai crescendo dia a dia.

Não haverá, entre um espírito que abarrota de invenções alheias e outro que inventa por si próprio, a mesma diferença que vai de um recipiente que se enche de água à fonte que a fornece?

A igualdade pode ser um direito, mas não há poder sobre a Terra capaz de a tornar um fato.

É tão absurdo dizer que um homem não pode amar a mesma mulher toda a vida, quanto dizer que um violinista precisa de diversos violinos para tocar a mesma música.

Um vício custa mais caro que manter uma família.

Os grandes erram sempre ao brincar com os seus inferiores. A brincadeira é um jogo, e um jogo pressupõe igualdade.

O mal do nosso tempo é a superioridade. Há mais santos do que nichos.

Terrível condição do homem! Não há uma das suas felicidades que não provenha de uma ignorância qualquer.

O verdadeiro amor, como se sabe, é impiedoso.

O ódio sem desejo de vingança é um grão caído sobre o granito.

Os ricos pretendem não se admirar com nada, e reconhecem, à primeira vista, numa obra bela o defeito que os dispensará da admiração, um sentimento vulgar.

A gratidão é uma dívida que os filhos nem sempre aceitam no inventário.

A dor é como uma dessas varetas de ferro que os escultores enfiam no meio do barro, ela sustém, é uma força!

Seja no que for, apenas poderemos ser julgados pelos nossos pares.

O acaso é o maior romancista do mundo; para se ser fecundo, basta estudá-lo.

O amor ou não desculpa nada ou desculpa tudo.

A educação pública nunca resolve o difícil problema do desenvolvimento simultâneo do corpo e da inteligência.

Assim como o médico não deixa ver nada das suas apreensões ao seu paciente, da mesma forma o advogado mostra sempre uma fisionomia cheia de esperança ao seu cliente. É um desses casos raros em que a mentira se torna virtude.

O ciúme é a única paixão que os homens perdoam ao belo sexo, porque os lisonjeia.

Para um homem apaixonado, toda a mulher vale quanto ela lhe custa.

O dinheiro nunca falta para os nossos caprichos; somente discutimos o preço das coisas úteis e necessárias.

Considero a família e não o indivíduo como o verdadeiro elemento social (arriscando-me a ser julgado como espírito retrógrado).

A dor enobrece as pessoas mais vulgares, porque ela tem a sua grandeza, e, para receber o seu brilho, basta ser verdadeira.

O homem morre a primeira vez quando perde o entusiasmo.

As mulheres vêem tudo ou não vêem nada, segundo as disposições da sua alma: a única luz delas é o amor.

A necessidade é com frequência a espora do génio.

O amor é a única paixão que não admite nem passado nem futuro.

A avareza começa onde termina a pobreza.

O poder é uma ação, e o princípio eletivo é o da discussão. Não há política possível com uma discussão permanente.

Uma mulher nua seria menos perigosa do que é uma saia habilmente exibida, que cobre tudo e, ao mesmo tempo, deixa tudo à vista.