Fernando Pessoa foi um poeta e escritor português, nascido em Lisboa. É considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa e da literatura universal.

Fernando Pessoa foi um poeta e escritor português, nascido em Lisboa. É considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa e da literatura universal.

Frases e Pensamentos

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    "Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
    Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és.. E lembra-te :

    “Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”"

        Fernando Pessoa

    "Não se acostume com o que não o faz feliz,
    revolte-se se for preciso...
    Alague seu coração de esperanças,
    mas não deixe que ele se afogue nelas.
    Se achar que precisa voltar, volte!
    Se perceber que precisa seguir, siga!
    Se estiver tudo errado, comece novamente.
    Se estiver tudo certo, continue.
    Se sentir saudades, mate-a.
    Se perder um amor, não se perca!
    Se achá-lo, segure-o!
    Circunda-te de rosas...
    Ame...
    Beba...
    Ria...
    O mais é nada!"

        Fernando Pessoa

    "Mas há mais alguma coisa... Nessas horas lentas e vazias, sobe-me da alma à mente uma tristeza de todo o ser, a amargura de tudo ser ao mesmo tempo uma sensação minha e uma coisa externa, que não está em meu poder alterar."

        Fernando Pessoa

    "[...] Mas imperfeito é tudo, nem há poente tão belo que o não pudesse ser mais, ou brisa leve que nos dê sono que não pudesse dar-nos um sono mais calmo ainda. E assim, contempladores iguais das montanhas e das estátuas, gozando os dias como os livros, sonhando tudo, sobretudo, para o converter na nossa íntima substância, faremos também descrições e análises, que, uma vez feitas, passarão a ser coisas alheias, que podemos gozar como se viessem na tarde. Não é este o conceito dos pessimistas, como aquele de Vigny, para quem a vida é uma cadeia, onde ele tecia palha para se distrair. Ser pessimista é tomar qualquer coisa como trágico, e essa atitude é um exagero e um incómodo. Não temos, é certo, um conceito de valia que apliquemos à obra que produzimos. Produzimo-la, é certo, para nos distrair, porém não como o preso que tece a palha, para se distrair do Destino, senão da menina que borda almofadas, para se distrair, sem mais nada.
    Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo. Não sei onde ela me levará, porque não sei nada. Poderia considerar esta estalagem uma prisão, porque estou compelido a aguardar nela; poderia considerá-la um lugar de sociáveis, porque aqui me encontro com outros. Não sou, porém, nem impaciente nem comum. Deixo ao que são os que se fecham no quarto, deitados moles na cama onde esperam sem sono; deixo ao que fazem os
    que conversam nas salas, de onde as músicas e as vozes chegam cômodas até mim. Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.
    Para todos nós descerá a noite e chegará a diligência. Gozo a brisa que me dão e a alma que me deram para gozá-la, e não interrogo mais nem procuro. Se o que deixar escrito no livro dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem. Se não o lerem, nem se entretiverem, será bem também."

        Fernando Pessoa

    "Agir,eis a inteligência verdadeira.
    Serei o quiser.
    Mas tenho que querer o que for..."

        Fernando Pessoa

    "Passar pelas suas alegrias e angústias como quem passa por quem não lhe interessa."

        Fernando Pessoa

    "Ah, não há saudades mais dolorosas do que as das coisas que nunca foram!"

        Fernando Pessoa

    "Mais vale ser criança que querer compreender o mundo"

        Fernando Pessoa

    "Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Afinal se coisas boas se vão é para que coisas melhores possam vir. Esqueça o passado, desapego é o segredo!"

        Fernando Pessoa

    "Tudo o que e bom dura o tempo necessário para ser inesquecível"

        Fernando Pessoa

    "... Sinto-me nascido a cada momento para a eterna novidade do mundo..."

        Fernando Pessoa

    "Ser feliz é encontrar força no perdão, esperanças nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros. É agradecer a Deus a cada minuto pelo milagre da vida."

        Fernando Pessoa

    "O valor das coisas não esta no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicaveis e pessoas incomparaveis."

        Fernando Pessoa

    "Cada coisa é o que é, e é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra, E quanto isso me basta."

        Fernando Pessoa

    "A Decadência é a perda total da inconsciência; porque a inconsciência é o fundamento da vida. O coração, se pudesse pensar, pararia."

        Fernando Pessoa

    "Quero seguir o caminho doha cem por centos aparti desta data."

        Fernando Pessoa

    "Quero tudo novo de novo. Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais. Viajar até cansar. Quero sair pelo mundo. Quero fins de semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais. Quero ver mais filmes, ler mais. Sair mais. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto. Quero morar sozinha, quero ter momentos de paz. Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Quero ser feliz, quero sossego. Quero me olhar mais. Tomar mais sol e mais banho de chuva. Preciso me concentrar mais, delirar mais. Não quero esperar mais. Quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais. Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para frente. Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa. Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero ousar mais. Experimentar mais. Quero menos ‘mas’. Quero não sentir tanta saudade. Quero mais e tudo o mais. E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha."

        Fernando Pessoa

    "NÃO: Não quero nada.
    Já disse que não quero nada.
    Não me venham com conclusões!
    A única conclusão é morrer.
    (...)
    Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
    Assim, como sou, tenham paciência!
    Vão para o diabo sem mim,
    Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
    Para que havemos de ir juntos?"

        Fernando Pessoa

    "(...) O sonho que nos promete o impossível já nisso nos priva dele, mas o sonho que nos promete o possível intromete-se com a própria vida e delega nela a sua solução. Um vive exclusivo e independente; o outro submisso das contingências do que acontece."

        Fernando Pessoa

    "INSÔNIA
    Não durmo, nem espero dormir.
    Nem na morte espero dormir.
    Espera-me uma insónia da largura dos astros,
    E um bocejo inútil do comprimento do mundo.
    Não durmo; não posso ler quando acordo de noite,
    Não posso escrever quando acordo de noite,
    Não posso pensar quando acordo de noite —
    Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!
    Ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer!
    Não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo,
    E o meu sentimento é um pensamento vazio.
    Passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam
    — Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
    Passam por mim, transtornadas, coisas que me não sucederam
    — Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
    Passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada,
    E até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo.
    Não tenho força para ter energia para acender um cigarro.
    Fito a parede fronteira do quarto como se fosse o universo.
    Lá fora há o silêncio dessa coisa toda.
    Um grande silêncio apavorante noutra ocasião qualquer,
    Noutra ocasião qualquer em que eu pudesse sentir.
    Estou escrevendo versos realmente simpáticos —
    Versos a dizer que não tenho nada que dizer,
    Versos a teimar em dizer isso,
    Versos, versos, versos, versos, versos…
    Tantos versos…
    E a verdade toda, e a vida toda fora deles e de mim!
    Tenho sono, não durmo, sinto e não sei em que sentir.
    Sou uma sensação sem pessoa correspondente,
    Uma abstracção de autoconsciência sem de quê,
    Salvo o necessário para sentir consciência,
    Salvo — sei lá salvo o quê…
    Não durmo. Não durmo. Não durmo.
    Que grande sono em toda a cabeça e em cima dos olhos e na alma!
    Que grande sono em tudo excepto no poder dormir!
    Ó madrugada, tardas tanto… Vem…
    Vem, inutilmente,
    Trazer-me outro dia igual a este, a ser seguido por outra noite igual a esta…
    Vem trazer-me a alegria dessa esperança triste,
    Porque sempre és alegre, e sempre trazes esperança,
    Segundo a velha literatura das sensações.
    Vem, traz a esperança, vem, traz a esperança.
    O meu cansaço entra pelo colchão dentro.
    Doem-me as costas de não estar deitado de lado.
    Se estivesse deitado de lado doíam-me as costas de estar deitado de lado.
    Vem, madrugada, chega!
    Que horas são? Não sei.
    Não tenho energia para estender uma mão para o relógio,
    Não tenho energia para nada, para mais nada…
    Só para estes versos, escritos no dia seguinte.
    Sim, escritos no dia seguinte.
    Todos os versos são sempre escritos no dia seguinte.
    Noite absoluta, sossego absoluto, lá fora.
    Paz em toda a Natureza.
    A Humanidade repousa e esquece as suas amarguras.
    Exactamente.
    A Humanidade esquece as suas alegrias e amarguras.
    Costuma dizer-se isto.
    A Humanidade esquece, sim, a Humanidade esquece,
    Mas mesmo acordada a Humanidade esquece.
    Exactamente. Mas não durmo."

        Fernando Pessoa

    "Há um tempo em que é preciso
    abandonar as roupas usadas,
    que já tem a forma do nosso corpo, e
    esquecer os nossos caminhos,
    que nos levam sempre
    aos mesmos lugares.
    É o tempo da travessia:
    e, se não ousarmos fazê-la,
    teremos ficado, para sempre,
    à margem de nós mesmos."

        Fernando Pessoa

    "Não tenhas nada nas mãos
    Nem uma memória na alma,
    Que quando te puserem
    Nas mãos o óbolo último,
    Ao abrirem-te as mãos
    Nada te cairá.
    Que trono te querem dar
    Que Átropos to não tire?
    Que louros que não fanem
    Nos arbítrios de Minos?
    Que horas que te não tornem
    Da estatura da sombra
    Que serás quando fores
    Na noite e ao fim da estrada.
    Colhe as flores mas larga-as,
    Das mãos mal as olhaste.
    Senta-te ao sol. Abdica
    E sê rei de ti próprio."

        Fernando Pessoa

    "Enquanto não encerramos um capítulo, não podemos partir para o próximo. Por isso é tão importante deixar certas coisas irem embora, soltar, desprender-se. As pessoas precisam entender que ninguém está jogando com cartas marcadas, às vezes ganhamos e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é."

        Fernando Pessoa

    "Sou minha própria paisagem; Assisto à minha passagem, diverso, móbil e só, não sei sentir-me onde estou.
    Por isso, alheio, vou lendo como páginas, meu ser. O que segue não prevendo, o que passou a esquecer. Noto à margem do que li o que julguei que senti.
    Releio e digo : Fui eu ?
    Deus sabe, porque o escreveu."

        Fernando Pessoa

    "Os críticos podem dizer que determinado poema, longamente ritmado, não quer, afinal, dizer senão que o dia está bom. Mas dizer que o dia está bom é difícil, e o dia bom, ele mesmo, passa. Temos pois que conservar o dia bom em memória florida e prolixa, e assim constelar de novas flores ou de novos astros os campos ou os céus da exterioridade vazia e passageira."

        Fernando Pessoa

    "A maioria pensa com a sensibilidade, eu sinto com o pensamento. Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver. Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar."

        Fernando Pessoa

    "o sino da minha aldeia

    O sino da minha aldeia,
    Dolente na tarde calma,
    Cada tua badalada
    Soa dentro de minha alma.

    E é tão lento o teu soar,
    Tão como triste da vida,
    Que já a primeira pancada
    Tem o som de repetida.

    Por mais que me tanjas perto
    Quando passo, sempre errante,
    És para mim como um sonho.
    Soas-me na alma distante.

    A cada pancada tua,
    Vibrante no céu aberto,
    Sinto mais longe o passado,
    Sinto a saudade mais perto."

        Fernando Pessoa

    "Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto..."

        Fernando Pessoa

    "Amo como ama o amor
    Não conheço nenhuma outra razão para amar do que amar."

        Fernando Pessoa

    "Acontece-me às vezes, e sempre que acontece é quase de repente, surgir-me no meio das sensações um cansaço tão terrível da vida que não há sequer hipótese de ato com que dominá-lo."

        Fernando Pessoa

Biografia


Fernando Pessoa (1888 - 1935) foi um poeta e escritor português, nascido em Lisboa. É considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa e da literatura universal.

Aos seis anos de idade, Fernando Pessoa foi para a África do Sul, onde aprendeu perfeitamente o inglês, e das quatro obras que publicou em vida, três são em inglês. Durante sua vida, Fernando Pessoa trabalhou em vários lugares como correspondente de língua inglesa e francesa. Foi também empresário, editor, crítico literário, jornalista, comentador político, tradutor, inventor, astrólogo e publicitário, e ao mesmo tempo produzia suas obras em verso e prosa.

Como poeta, era conhecido por suas múltiplas personalidades, os heterónimos, que eram e são até hoje objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra.

Fernando Pessoa faleceu em Lisboa, com 47 anos anos de idade, vítima de uma cólica hepática causada por um cálculo biliar associado a cirrose hepática, um diagnóstico hoje é dia é contestado por diversos médicos.

Os principais heterônimos de Fernando Pessoa são:

- Alberto Caeiro, nascido em Lisboa, e era o mais objetivo dos heterônimos. Buscava o objetivismo absoluto, eliminando todos os vestígios da subjetividade. É o poeta que busca "as sensações das coisas tais como são". Opõe-se radicalmente ao intelectualismo, à abstração, à especulação metafísica e ao misticismo. É o menos "culto" dos heterônimos, o que menos conhece a Gramática e a Literatura.

- Ricardo Reis, nascido no Porto, representa a vertente clássica ou neoclássica da criação de Fernando Pessoa. Sua linguagem é contida, disciplinada. Seus versos são, geralmente, curtos. Apóia-se na mitologia greco-romana; é adepto do estoicismo e do epicurismo (saúde do corpo e da mente, equilíbrio, harmonia) para que se possa aproveitar a vida, porque a morte está à espreita. É um médico que se mudou para o Brasil.

- Álvaro de Campos, nascido no Porto, é o lado "moderno" de Fernando Pessoa, caracterizado por uma vontade de conquista, por um amor à civilização e ao progresso. Campos era um engenheiro inativo, inadaptado, com consciência crítica.

"As coisas muito claras me noturnam."

    Manoel de Barros

"Onde não puderes amar, não te demores..."

    Augusto Branco

"Eu não desisti...apenas não insisto mais."

    Cazuza

"Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho."

    Carlos Drummond de Andrade

"Soltar os demônios pode ser muito educativo em certas ocasiões."

    Deepak Chopra

"Todo o homem é culpado do bem que não fez."

    Voltaire

"O sexo é o alívio da tensão. O amor é a causa"

    Woody Allen

"Os mentirosos estão sempre prontos a jurar."

    Vittorio Alfieri

"Vento

Pastor das nuvens."

    Mario Quintana

"A maior felicidade é quando a pessoa sabe porque é que é infeliz."

    Fiódor Dostoiévski