Cecília Meireles foi uma poetisa e jornalista, e é considerada umas das maiores escritoras brasileiras.

Cecília Meireles foi uma poetisa e jornalista, e é considerada umas das maiores escritoras brasileiras.

Frases e Pensamentos

210 frases no total. Página 6/7, de 151-180

    "Há pessoas que nos falam e nem as escutamos;
    Há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam.
    Mas há pessoas que, simplesmente, aparecem em nossa vida...
    E que marcam para sempre..."

        Cecília Meireles

    "Dizem que não foi atilho
    Nem punhal atravessado
    Mas veneno que lhe deram na comida misturado
    E chegaram os doutores
    E deixaram declarado
    Que o morto não se matara
    Mas que fora assassinado."

        Cecília Meireles

    "Eu deixo aroma até nos meus espinhos,
    ao longe, o vento vai falando de mim."

        Cecília Meireles

    "O vento do meu espírito soprou sobre a vida.
    E tudo o que era efêmero se desfez.
    e só ficastes tu que és eterno."

        Cecília Meireles

    "Eu canto, porque o instante existe e a minha vida está completa."

        Cecília Meireles

    "Quanto mais me despedaço, mais fico inteira e serena."

        Cecília Meireles

    "Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade."

        Cecília Meireles

    "Aprendi com a primavera a me deixar cortar. E a voltar sempre inteira."

        Cecília Meireles

    "De longe te hei de amar- da tranquila distância em que o amor é saudade e o desejo, constância."

        Cecília Meireles

    "Adestrei-me com o vento e minha festa é a tempestade."

        Cecília Meireles

    "Nem tudo é fácil

    É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
    É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada
    É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
    É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
    É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
    É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
    É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
    É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
    Se você errou, peça desculpas...
    É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
    Se alguém errou com você, perdoa-o...
    É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
    Se você sente algo, diga...
    É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar
    alguém que queira escutar?
    Se alguém reclama de você, ouça...
    É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
    Se alguém te ama, ame-o...
    É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
    Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível
    Precisamos acreditar, ter fé e lutar
    para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos, realidade!!!

    Leve, O Amor, Ao Meu Amigo, Vento...!!! Te Amo...!!!
    Até Amanhã...Te Amo...!!! Até Amanhã...Te Amo...!!!"

        Cecília Meireles

    "O choro vem perto dos olhos para que a dor transborde e caia.
    O choro vem quase chorando, como a onda que toca na praia.
    Descem dos céus ordens augustas e o mar leva a onda para o centro.
    O choro foge sem vestígios, mas deixando náufragos dentro!"

        Cecília Meireles

    "Tenho fases, como a lua
    Fases de andar escondida,
    fases de vir para a rua...
    Perdição da minha vida!
    Perdição da vida minha!
    Tenho fases de ser tua,
    tenho outras de ser sozinha

    Fases que vão e que vêm,
    no secreto calendário
    que um astrólogo arbitrário
    inventou para meu uso.

    E roda a melancolia
    seu interminável fuso!
    Não me encontro com ninguém
    (tenho fases, como a lua...)
    No dia de alguém ser meu
    não é dia de eu ser sua...
    E, quando chega esse dia,
    o outro desapareceu..."

        Cecília Meireles

    "Lua adversa

    Tenho fases, como a lua
    Fases de andar escondida,
    fases de vir para a rua...
    Perdição da minha vida!
    Perdição da vida minha!
    Tenho fases de ser tua,
    tenho outras de ser sozinha


    Fases que vão e que vêm,
    no secreto calendário
    que um astrólogo arbitrário
    inventou para meu uso.


    E roda a melancolia
    seu interminável fuso!
    Não me encontro com ninguém
    (tenho fases, como a lua...)
    No dia de alguém ser meu
    não é dia de eu ser sua...
    E, quando chega esse dia,
    o outro desapareceu..."

        Cecília Meireles

    "És precária e veloz, Felicidade.
    Custas a vir e, quando vens, não te demoras.
    Foste tu que ensinaste aos homens que havia tempo,
    e, para te medir, se inventaram as horas.

    Felicidade, és coisa estranha e dolorosa:
    Fizeste para sempre a vida ficar triste:
    Porque um dia se vê que as horas todas passam,
    e um tempo despovoado e profundo, persiste."

        Cecília Meireles

    "Assovio

    Ninguém abra a sua porta
    para ver que aconteceu:
    saímos de braço dado,
    a noite escura mais eu.

    Ela não sabe o meu rumo,
    eu não lhe pergunto o seu:
    não posso perder mais nada,
    se o que houve já se perdeu.

    Vou pelo braço da noite,
    levando tudo que é meu:
    - a dor que os homens me deram,
    e a canção que Deus me deu."

        Cecília Meireles

    "Motivo


    Eu canto porque o instante existe
    e a minha vida está completa.
    Não sou alegre nem sou triste:
    sou poeta.


    Irmão das coisas fugidias,
    não sinto gozo nem tormento.
    Atravesso noites e dias
    no vento.


    Se desmorono ou se edifico,
    se permaneço ou me desfaço,
    — não sei, não sei. Não sei se fico
    ou passo.


    Sei que canto. E a canção é tudo.
    Tem sangue eterno a asa ritmada.
    E um dia sei que estarei mudo:
    — mais nada."

        Cecília Meireles

    "No mistério do sem-fim
    equilibra-se um planeta.

    E, no planeta, um jardim,
    e, no jardim, um canteiro;
    no canteiro uma violeta,
    e, sobre ela, o dia inteiro,

    entre o planeta e o sem-fim,
    a asa de uma borboleta"

        Cecília Meireles

    "Tu tens um medo:
    Acabar.
    Não vês que acabas todo o dia.
    Que morres no amor.
    Na tristeza.
    Na dúvida.
    No desejo.
    Que te renovas todo o dia.
    No amor.
    Na tristeza.
    Na dúvida.
    No desejo.
    Que és sempre outro.
    Que és sempre o mesmo.
    Que morrerás por idades imensas.
    Até não teres medo de morrer.

    E então serás eterno."

        Cecília Meireles

    "O Menino Azul



    O menino quer um burrinho
    para passear.
    Um burrinho manso,
    que não corra nem pule,
    mas que saiba conversar.

    O menino quer um burrinho
    que saiba dizer
    o nome dos rios,
    das montanhas, das flores,
    — de tudo o que aparecer.

    O menino quer um burrinho
    que saiba inventar histórias bonitas
    com pessoas e bichos
    e com barquinhos no mar.

    E os dois sairão pelo mundo
    que é como um jardim
    apenas mais largo
    e talvez mais comprido
    e que não tenha fim.

    (Quem souber de um burrinho desses,
    pode escrever
    para a Ruas das Casas,
    Número das Portas,
    ao Menino Azul que não sabe ler.)"

        Cecília Meireles

    "Pus o meu sonho num navio
    e o navio em cima do mar;
    - depois, abri o mar com as mãos,
    para o meu sonho naufragar

    Minhas mãos ainda estão molhadas
    do azul das ondas entreabertas,
    e a cor que escorre de meus dedos
    colore as areias desertas.

    O vento vem vindo de longe,
    a noite se curva de frio;
    debaixo da água vai morrendo
    meu sonho, dentro de um navio...

    Chorarei quanto for preciso,
    para fazer com que o mar cresça,
    e o meu navio chegue ao fundo
    e o meu sonho desapareça.

    Depois, tudo estará perfeito;
    praia lisa, águas ordenadas,
    meus olhos secos como pedras
    e as minhas duas mãos quebradas."

        Cecília Meireles

    "Aceitação

    É mais fácil pousar o ouvido nas nuvens
    e sentir passar as estrelas
    do que prendê-lo à terra e alcançar o rumor dos teus passos.

    É mais fácil, também, debruçar os olhos nos oceanos
    e assistir, lá no fundo, ao nascimento mundo das formas,
    que desejar que apareças, criando com teu simples gesto
    o sinal de uma eterna esperança

    Não me interessam mais nem as estrelas, nem as formas do mar,
    nem tu.

    Desenrolei de dentro do tempo a minha canção:
    não tenho inveja às cigarras: também vou morrer de cantar."

        Cecília Meireles

    "A arte de ser feliz


    Houve um tempo em que minha janela se abria
    sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
    Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
    Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
    e o jardim parecia morto.
    Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
    e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
    Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
    E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
    Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
    Outras vezes encontro nuvens espessas.
    Avisto crianças que vão para a escola.
    Pardais que pulam pelo muro.
    Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
    Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
    Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
    Ás vezes, um galo canta.
    Às vezes, um avião passa.
    Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
    E eu me sinto completamente feliz.
    Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
    que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
    outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
    finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim."

        Cecília Meireles

    "Nunca eu tivera querido
    Dizer palavra tão louca
    Bateu-me um vento na boca
    E depois no teu ouvido
    Levou somente a palavra
    Deixou ficar o sentido

    O sentido está guardado
    No rosto com que te miro
    Nesse perdido suspiro
    Que te segue alucinado
    No meu sorriso suspenso
    Como um beijo malogrado

    Nunca ninguém viu ninguém
    Que o amor pusesse tão triste
    Esta tristeza não viste
    E eu sei que ela se vê bem
    Só se aquele mesmo vento
    Fechou teus olhos também"

        Cecília Meireles

    "Eu canto porque o instante existe
    E a minha vida está completa.
    Não sou alegre nem sou triste:
    Sou poeta.

    Irmã das coisas fugidias,
    Não sinto gozo nem tormento.
    Atravesso noites e dias
    No vento

    Se desmorono ou se edifico,
    Se permaneço, ou me desfaço,
    - não sei, não sei. Não sei se fico
    ou passo.

    Sei que canto. E a canção é tudo.
    Tem sangue eterno a asa rimada.
    E um dia sei que estarei muda:
    - mais nada."

        Cecília Meireles

    "Renova-te.
    Renasce em ti mesmo.
    Multiplica os teus olhos, para verem mais.
    Multiplica-se os teus braços para semeares tudo.
    Destrói os olhos que tiverem visto.
    Cria outros, para as visões novas.
    Destrói os braços que tiverem semeado,
    Para se esquecerem de colher.
    Sê sempre o mesmo.
    Sempre outro. Mas sempre alto.
    Sempre longe.
    E dentro de tudo."

        Cecília Meireles

    "LUA ADVERSA

    Tenho fases, como a lua
    Fases de andar escondida,
    fases de vir para a rua...
    Perdição da minha vida!
    Perdição da vida minha!
    Tenho fases de ser tua,
    tenho outras de ser sozinha.

    Fases que vão e vêm,
    no secreto calendário
    que um astrólogo arbitrário
    inventou para meu uso.

    E roda a melancolia
    seu interminável fuso!
    Não me encontro com ninguém
    (tenho fases como a lua...)
    No dia de alguém ser meu
    não é dia de eu ser sua...
    E, quando chega esse dia,
    o outro desapareceu..."

        Cecília Meireles

    "É preciso não esquecer nada:
    nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
    nem o sorriso para os infelizes
    nem a oração de cada instante.


    É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
    nem o céu de sempre.


    O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
    o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.


    O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
    a idéia de recompensa e de glória.


    O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
    vigiados pelos próprios olhos
    severos conosco, pois o resto não nos pertence."

        Cecília Meireles

    "Não sejas o de hoje.
    Não suspires por ontens...
    não queiras ser o de amnhã.
    Faze-te sem limites no tempo.
    Vê a tua vida em todas as origens.
    Em todas as existências.
    Em todas as mortes.
    E sabes que serás assim para sempre.
    Não queiras marcar a tua passagem.
    Ela prossegue:
    É a passagem que se continua.
    É a tua eternidade.
    És tu.

    Cecília Meireles"

        Cecília Meireles

    "Quando penso em você, fecho os olhos de saudade."

        Cecília Meireles

Biografia


Cecília Meireles foi uma poetisa e jornalista, e é considerada umas das maiores escritoras brasileiras, com mais de 50 obras publicas, além disso foi professora de línguas, literatura, música, folclore e teoria educacional.

Com dezoito anos, Cecília Meireles publicou seu primeiro livro de poesias, chamado Espectro. Seus livros eram influenciado pelo Modernismo, Romantismo e outros.

Na profissão de jornalista, publicava matérias sobre os
problemas na educação, e por esse seu interesse, foi fundadora da primeira biblioteca infantil do Brasil, no ano de 1934. Seu interesse pela educação e pelas crianças fez com que tivesse também um grande reconhecimento na poesia infantil, com textos como "O Cavalinho Branco", "Colar de Carolina", "O mosquito escreve" e muitos outros.

No ano de 1939, Cecília publicou "Viagem", livro que acabou ganhando o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras.

"As coisas muito claras me noturnam."

    Manoel de Barros

"Onde não puderes amar, não te demores..."

    Augusto Branco

"Eu não desisti...apenas não insisto mais."

    Cazuza

"Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho."

    Carlos Drummond de Andrade

"Soltar os demônios pode ser muito educativo em certas ocasiões."

    Deepak Chopra

"O sexo é o alívio da tensão. O amor é a causa"

    Woody Allen

"Todo o homem é culpado do bem que não fez."

    Voltaire

"Os mentirosos estão sempre prontos a jurar."

    Vittorio Alfieri

"Vento

Pastor das nuvens."

    Mario Quintana

"A maior felicidade é quando a pessoa sabe porque é que é infeliz."

    Fiódor Dostoiévski