Sobre o Autor

Cazuza

Cazuza, pseudônimo de Agenor de Miranda Araújo Neto (nasceu dia 4 de abril de 1958, no Rio de Janeiro, Brasil - morreu dia 7 de julho de 1990); cantor brasileiro.

Acredito em Deus... ele está no pôr-do-sol, nas pessoas bonitas, legais, superanimadas... Também não acredito em outra vida. A vida é essa aqui mesmo, e a gente tem que aproveitar enquanto é tempo. Já me preocupei muito com a morte e tive medo até. Hoje, apesar de ser um assunto sobre o qual não gosto muito de falar, encaro com naturalidade, porque acredito também na energia das coisas. Na transformação das coisas em energia. Talvez até volte a este mundo, mas como outra coisa, em outra forma... sei lá.

...Eu causo nas pessoas um tipo de enjôo com meu jeito, com minha carência,com minha ânsia por atenção. Tenho amor incondicional pelas pessoas que entram em minha vida e sinceramente,não sei o quanto isso é bom nos dias atuais. Talvez esse seja o meu pior defeito...

Estou careta, não bebo, não tomo drogas, não estou mais na noite; estou tratando de mim de um jeito que nenhuma babá trataria. Nunca tinha ido a um médico até os 30 anos... eu não sabia que tinha um corpo e que ele podia falhar um dia.

O inferno é aqui. A cabeça da gente é um inferno. E essa de o inferno são os outros não sei não... Pra mim, que dependo muito de amigos, de carinho dos outros, não vejo a vida contra alguém. Posso até ser meio ingênuo. Essa visão de inferno e céu: eu não vejo o inferno como uma coisa ruim e o céu como bom. O céu pode ser uma chatice e o inferno uma coisa divertida. Aliás, as imagens que temos do inferno são sempre aquelas onde localizamos o demônio, as pessoas transando, se comendo. O inferno é um baile de carnaval no Monte Líbano.

Dizem que tô louco, por te querer assim, por pedir tão pouco.. E me dar por feliz. Em perder noites de sono só pra te ver dormir e me fingir de burro pra você sobressair. Dizem que tô louco, que você manda em mim, mas não me convencem não, que seja tão ruim. Que prazer mais egoísta o de cuidar de um outro ser, mesmo se dando mais do que se tem pra receber. E é por isso que eu te chamo.. Minha flor, meu bebê. Dizem que tô louco e falam pro meu bem. Os meus amigos todos, será que eles não entendem? Que quem ama nesta vida, as vezes ama sem querer e que a dor no fundo esconde uma pontinha de prazer. E é por isso que eu te chamo.. Minha flor, meu bebê!

Escrevo para não falar sozinho!

acho muito chato você chegar a um lugar e ficar ouvindo as pessoas falarem mal da vida. Pô, vai a um analista então!

Vida louca vida... Já eu não posso te levar quero que você me leve.. Vida louca vida... Vida imensa Ninguém vai nos perdoar! Nosso crime não compensa

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo, com sabor de furta mordida, nós na batida no embalo da rede, matando a sede na saliva.

Pra mim é tudo ou nunca mais

Queria um dia no mundo poder te mostrar o meu talento pra loucura

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida

Meus heróis morreram de overdose, meus inimigos estão no poder.

Quem vem com tudo não cansa.

Estranho o teu Cristo, Rio Que olha tão longe, além Com os braços sempre abertos Mas sem protejer ninguém

Quem tem um sonho não dança.

O que mais odeio é gente complicada e preconceituosa, hipocrisia e ser acordado. Nenhuma outra coisa consegue ser pior do que isso.

Eu queria te dar a lua, só que pintada de verde.

Eu quis fazer um mundo nosso Um tempo nosso pressentido Numa troca de olhares Mas você só quer os bares O imprevisível dos lugares Perdidos sem mim

Não estou amadurecendo para apodrecer. Estou maduro, mas fresquinho no galho, pronto pra ser comido.

Tenho amor incondicional pelas pessoas que entram em minha vida e sinceramente, não sei o quanto isso é bom nos dias atuais. talvez esse seja meu pior defeito.

Que quem ama nesta vida, as vezes ama sem querer e que a dor no fundo esconde uma pontinha de prazer.

Que prazer mais egoísta, o de cuidar de um outro ser, mesmo se dando mais do que se tem pra receber.

Não adianta desperdiçar sofrimento por quem não merece. É como escrever poemas no papel higiênico.. E limpar o cu com os sentimentos mais nobres.

Pra que mentir Fingir que perdoou Tentar ficar amigos sem rancor A emoção acabou Que coincidência é o amor A nossa música nunca mais tocou Pra que usar de tanta educação Pra destilar terceiras intenções Desperdiçando o meu mel Devagarinho, flor em flor Entre os meus inimigos, beija-flor

Saudade É uma palavra Saudade Só existe na língua portuguesa Saudade de Val vendendo pó na esquina Saudade do que nunca vai voltar E dos amigos que se foram Eu hoje estou com saudade Na noite quente e no calor Que sobe do asfalto Saudade quente Saudade da roda de cerveja Dos amigos da madruga e Saudade de nadar no mar E um dia ter sido mais puro Saudade da primeira namorada E namorado também Saudade, principalmente Da irresponsabilidade Saudade, meus amigos Daqui a pouco vou estar com vocês.

Eu sou apenas um beijo da boca do luxo na boca do lixo.

E por você eu largo tudo Vou mendigar, roubar, matar Até nas coisas mais banais Prá mim é tudo ou nunca mais

Eu protegi o teu nome por amor Em um codinome, Beija-flor Não responda nunca, meu amor Pra qualquer um na rua, Beija-flor

Tudo é possível no amor.