Carlos Drummond de Andrade foi um poeta brasileiro (1902 - 1987), também cronista, contista e tradutor. Entre suas obras de maior destaque, Alguma poesia, Sentimento do mundo e A rosa do povo.

Carlos Drummond de Andrade foi um poeta brasileiro (1902 - 1987), também cronista, contista e tradutor. Entre suas obras de maior destaque, Alguma poesia, Sentimento do mundo e A rosa do povo.

Frases e Pensamentos

400 frases no total. Página 5/14, de 121-150

    "Democracia é a forma de governo em que o povo imagina estar no poder."

        Carlos Drummond de Andrade

    "Todo mundo é bom quando não usa a cabeça."

        Carlos Drummond de Andrade

    "Nossa capacidade de amar é limitada, e o amor infinito; este é o drama."

        Carlos Drummond de Andrade

    "Uma eleição é feita para corrigir o erro da eleição anterior, mesmo que o agrave."

        Carlos Drummond de Andrade

    "Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida."

        Carlos Drummond de Andrade

    "Vi gente chorando na rua, quando o juiz apitou o final do jogo perdido; vi homens e mulheres pisando com ódio os plásticos verde-amarelos que até minutos antes eram sagrados; vi bêbados inconsoláveis que já não sabiam por que não achavam consolo na bebida; vi rapazes e moças festejando a derrota para não deixarem de festejar qualquer coisa, pois seus corações estavam programados para a alegria; vi o técnico incansável e teimoso da Seleção xingado de bandido e queimado vivo sob a aparência de um boneco, enquanto o jogador que errara muitas vezes ao chutar em gol era declarado o último dos traidores da pátria; vi a notícia do suicida do Ceará e dos mortos do coração por motivo do fracasso esportivo; vi a dor dissolvida em uísque escocês da classe média alta e o surdo clamor de desespero dos pequeninos, pela mesma causa; vi o garotão mudar o gênero das palavras, acusando a mina de pé-fria; vi a decepção controlada do presidente, que se preparava, como torcedor número um do país, para viver o seu grande momento de euforia pessoal e nacional, depois de curtir tantas desilusões de governo; vi os candidatos do partido da situação aturdidos por um malogro que lhes roubava um trunfo poderoso para a campanha eleitoral; vi as oposições divididas, unificadas na mesma perplexidade diante da catástrofe que levará talvez o povo a se desencantar de tudo, inclusive das eleições; vi a aflição dos produtores e vendedores de bandeirinhas, flâmuIas e símbolos diversos do esperado e exigido título de campeões do mundo pela quarta vez, e já agora destinados à ironia do lixo; vi a tristeza dos varredores da limpeza pública e dos faxineiros de edifícios, removendo os destroços da esperança; vi tanta coisa, senti tanta coisa nas almas...

    Chego à conclusão de que a derrota, para a qual nunca estamos preparados, de tanto não a desejarmos nem a admitirmos previamente, é afinal instrumento de renovação da vida. Tanto quanto a vitória estabelece o jogo dialético que constitui o próprio modo de estar no mundo. Se uma sucessão de derrotas é arrasadora, também a sucessão constante de vitórias traz consigo o germe de apodrecimento das vontades, a languidez dos estados pós-voluptuosos, que inutiliza o indivíduo e a comunidade atuantes. Perder implica remoção de detritos: começar de novo.

    Certamente, fizemos tudo para ganhar esta caprichosa Copa do Mundo. Mas será suficiente fazer tudo, e exigir da sorte um resultado infalível? Não é mais sensato atribuir ao acaso, ao imponderável, até mesmo ao absurdo, um poder de transformação das coisas, capaz de anular os cálculos mais científicos? Se a Seleção fosse à Espanha, terra de castelos míticos, apenas para pegar o caneco e trazê-lo na mala, como propriedade exclusiva e inalienável do Brasil, que mérito haveria nisso? Na realidade, nós fomos lá pelo gosto do incerto, do difícil, da fantasia e do risco, e não para recolher um objeto roubado. A verdade é que não voltamos de mãos vazias porque não trouxemos a taça. Trouxemos alguma coisa boa e palpável, conquista do espírito de competição. Suplantamos quatro seleções igualmente ambiciosas e perdemos para a quinta. A Itália não tinha obrigação de perder para o nosso gênio futebolístico. Em peleja de igual para igual, a sorte não nos contemplou. Paciência, não vamos transformar em desastre nacional o que foi apenas uma experiência, como tantas outras, da volubilidade das coisas.

    Perdendo, após o emocionalismo das lágrimas, readquirimos ou adquirimos, na maioria das cabeças, o senso da moderação, do real contraditório, mas rico de possibilidades, a verdadeira dimensão da vida. Não somos invencíveis. Também não somos uns pobres diabos que jamais atingirão a grandeza, este valor tão relativo, com tendência a evaporar-se. Eu gostaria de passar a mão na cabeça de Telê Santana e de seus jogadores, reservas e reservas de reservas, como Roberto Dinamite, o viajante não utilizado, e dizer-lhes, com esse gesto, o que em palavras seria enfático e meio bobo. Mas o gesto vale por tudo, e bem o compreendemos em sua doçura solidária. Ora, o Telê! Ora, os atletas! Ora, a sorte! A Copa do Mundo de 82 acabou para nós, mas o mundo não acabou. Nem o Brasil, com suas dores e bens. E há um lindo sol lá fora, o sol de nós todos.

    E agora, amigos torcedores, que tal a gente começar a trabalhar, que o ano já está na segunda metade?"

        Carlos Drummond de Andrade

    "Recomeçar

    Não importa onde vc parou...
    em que momento da vida você cansou...
    o que importa é que sempre é possível
    e necessário RECOMEÇAR.
    Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
    é renovar as esperanças na vida
    e o mais importante...
    acreditar em vc de novo.

    Sofreu muito nesse período?
    foi limpeza da alma...

    Ficou com raiva das pessoas?
    foi pra pedoá-las um dia...

    Sentiu-se só por diversas vezes?
    é porque fechastes a porta até para os anjos...

    Acreditou que tudo estava perdido?
    era o início da tua melhora...

    Pois é...agora é hora de reiniciar...
    de pensar na luz...
    de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

    Que tal
    Um corte de cabelo arrojado... diferente?
    Um novo curso... ou aquele velho desejo
    de aprender a pintar... desenhar... dominar
    o computador... ou qulquer outra coisa...

    Olha quanto desafio... quanta coisa nova
    nesse mundão de meu Deus te esperando.

    Tá se sentindo sozinho?
    Besteira... tem tanta gente que vc afastou
    com o seu período de isolamento...
    Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
    pra chegar perto de vc.

    Quando nos trancamos na tristeza...
    nem nós mesmos nos suportamos...
    ficamos horríveis...
    O mal humor vai comendo nosso figado...
    até a boca fica amarga.

    Recomeçar... hoje é um bom dia pra começar
    novos desasfios.
    Onde vc quer chegar? Ir alto... sonhe alto...
    queria o melhor do melhor... queria boas coisas para a vida...
    pensando assim trazemos pra nós aquilo que desejamos...
    se pensamos pequeno...
    coisas pequenas teremos...
    Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
    lutarmos pelo melhor...
    O melhor vai se instalar na nossa vida.

    E é hoje o dia da faxina mental
    joga fora tudo que te prende ao passado...
    ao mundiho de coisas tristes

    Fotos... peças de roupas, papel de bala...
    ingressos de cinema, bilhetes de viagens...
    e toda aquela tranqueira que guardamos
    quando nos julgamos apaixonados...
    jogue tudo fora... mas principalmente...
    esvazie seu coração... fique pronto para a vida...
    para um novo amor...
    Lembre-se somos apaixonáveis
    somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes...
    afinal de contas... Nós Somos o Amor

    Porque sou do tamanho daquilo que vejo
    e não do tamanho da minha altura."

        Carlos Drummond de Andrade

    "Cantiga do Viúvo

    A noite caiu na minhalma
    Fiquei triste sem querer
    Uma sombra veio vindo
    Veio vindo, me abraçou
    Era a sombra de meu bem

    Que morreu há tanto tempo
    Me abraçou com tanto amor
    Me apertou com tanto fogo
    Me beijou, me consolou
    Depois riu devagarinho
    Me disse adeus com a cabeça e saiu
    Fechou a porta
    Ouvi seus passos na escada
    Depois mais nada, acabou"

        Carlos Drummond de Andrade

    "A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está
    no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta
    que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a
    felicidade."

        Carlos Drummond de Andrade

    "Amor é privilégio de maduros
    estendidos na mais estreita cama,
    que se torna a mais larga e mais relvosa,
    roçando, em cada poro, o céu do corpo.
    É isto, amor: o ganho não previsto,
    o prêmio subterrâneo e coruscante,
    leitura de relâmpago cifrado,
    que, decifrado, nada mais existe valendo
    a pena e o preço do terrestre,
    salvo o minuto de ouro no relógio
    minúsculo, vibrando no crepúsculo.
    Amor é o que se aprende no limite,
    depois de se arquivar toda a ciência
    herdada, ouvida.
    Amor começa tarde."

        Carlos Drummond de Andrade

    "Conselho de um velho apaixonado

    Quando encontrar alguém e esse alguém fizer
    seu coração parar de funcionar por alguns segundos,
    preste atenção: pode ser a pessoa
    mais importante da sua vida.

    Se os olhares se cruzarem e, neste momento,
    houver o mesmo brilho intenso entre eles,
    fique alerta: pode ser a pessoa que você está
    esperando desde o dia em que nasceu.

    Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo
    for apaixonante, e os olhos se encherem
    dágua neste momento, perceba:
    existe algo mágico entre vocês.

    Se o 1º e o último pensamento do seu dia
    for essa pessoa, se a vontade de ficar
    juntos chegar a apertar o coração, agradeça:
    Algo do céu te mandou
    um presente divino : O AMOR.

    Se um dia tiverem que pedir perdão um
    ao outro por algum motivo e, em troca,
    receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos
    e os gestos valerem mais que mil palavras,
    entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

    Se por algum motivo você estiver triste,
    se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa
    sofrer o seu sofrimento, chorar as suas
    lágrimas e enxugá-las com ternura, que
    coisa maravilhosa: você poderá contar
    com ela em qualquer momento de sua vida.

    Se você conseguir, em pensamento, sentir
    o cheiro da pessoa como
    se ela estivesse ali do seu lado...

    Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
    mesmo ela estando de pijamas velhos,
    chinelos de dedo e cabelos emaranhados...


    Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
    ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...

    Se você não consegue imaginar, de maneira
    nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...

    Se você tiver a certeza que vai ver a outra
    envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção
    que vai continuar sendo louco por ela...

    Se você preferir fechar os olhos, antes de ver
    a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.

    Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes
    na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.

    Às vezes encontram e, por não prestarem atenção
    nesses sinais, deixam o amor passar,
    sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.

    É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
    Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem
    cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!"

        Carlos Drummond de Andrade

    "Preso à minha classe e a algumas roupas,Vou de branco pela rua cinzenta.

    Melancolias, mercadorias espreitam-me.

    Devo seguir até o enjôo? Posso, sem armas, revoltar-me?

    Olhos sujos no relógio da torre:

    Não, o tempo não chegou de completa justiça.

    O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.

    O tempo pobre, o poeta pobrefundem-se no mesmo impasse.

    Em vão me tento explicar, os muros são surdos.

    Sob a pele das palavras há cifras e códigos.

    O sol consola os doentes e não os renova.As coisas.

    Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.

    Vomitar esse tédio sobre a cidade.

    Quarenta anos e nenhum problema resolvido, sequer colocado.

    Nenhuma carta escrita nem recebida.

    Todos os homens voltam para casa.

    Estão menos livres mas levam jornaise soletram o mundo, sabendo que o perdem.

    Crimes da terra, como perdoá-los?

    Tomei parte em muitos, outros escondi.

    Alguns achei belos, foram publicados.

    Crimes suaves, que ajudam a viver.

    Ração diária de erro, distribuída em casa.

    Os ferozes padeiros do mal.Os ferozes leiteiros do mal.

    Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.

    Ao menino de 1918 chamavam anarquista.

    Porém meu ódio é o melhor de mim.

    Com ele me salvoe dou a poucos uma esperança mínima.

    Uma flor nasceu na rua!

    Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.

    Uma flor ainda desbotada

    ilude a polícia, rompe o asfalto.

    Façam completo silêncio, paralisem os negócios,

    garanto que uma flor nasceu.

    Sua cor não se percebe.

    Suas pétalas não se abrem.

    Seu nome não está nos livros.

    É feia. Mas é realmente uma flor.

    Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde

    e lentamente passo a mão nessa forma insegura.

    Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.

    Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.

    É feia.

    Mas é uma flor.

    Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio."

        Carlos Drummond de Andrade

    "FÁCIL E DIFÍCIL

    Falar é completamente fácil, quando se têm palavras em mente que expressem sua opinião.
    Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer...

    Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
    Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros...

    Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ela deseja ouvir.
    Difícil é ser amigo para todas horas e dizer sempre a verdade quando for preciso...

    Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta.
    Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer.

    Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo lhe deixa irritado.
    Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece...

    Fácil é viver sem ter que se preocupar com o amanhã.
    Difícil é questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e às vezes impetuosas, a cada dia que passa...

    Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
    Difícil é mentir para o nosso coração...

    Fácil é ver o que queremos enxergar.
    Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto...

    Fácil é brincar como um tolo.
    Difícil é ter que ser sério...

    Fácil é dizer oi, ou como vai ?.
    Difícil é dizer adeus...

    Fácil é abraçar, apertar a mão.
    Difícil é sentir a energia que é transmitida...

    Fácil é querer ser amado.
    Difícil é amar completamente só...

    Fácil é ouvir a música que toca.
    Difícil é ouvir a sua consciência...

    Fácil é perguntar o que deseja saber.
    Difícil é estar preparado para escutar esta resposta...

    Fácil é querer ser o que quiser.
    Difícil é ter certeza do que realmente és...

    Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
    Difícil é sorrir com vontade de chorar (ou vice-versa)...

    Fácil é beijar.
    Difícil é entregar a alma...

    Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
    Difícil é ocupar o coração de alguém...

    Fácil é ferir quem nos ama.
    Difícil é tentar curar esta ferida...

    Fácil é ditar regras.
    Difícil é seguí-las...

    Fácil é sonhar todas as noites.
    Difícil é lutar por um sonho...

    Fácil é exibir sua vitória a todos.
    Difícil é assumir a sua derrota com dignidade...

    Fácil é admirar uma lua cheia.
    Difícil é enxergar sua outra face...

    Fácil é viver o presente.
    Difícil é se desvencilhar do passado...

    Fácil é saber que está rodeado pôr pessoas queridas.
    Difícil é saber que está se sentindo só no meio delas...

    Fácil é tropeçar em uma pedra.
    Difícil é levantar de uma queda, com ferimentos...

    Fácil é desfrutar a vida a cada dia.
    Difícil é dar o verdadeiro valor a ela...

    Fácil é rezar todas as noites.
    Difícil é encontrar Deus nas pequenas coisas..."

        Carlos Drummond de Andrade

    "AMOR
    1985 - AMAR SE APRENDE AMANDO


    O ser busca o outro ser, e ao conhecê-lo
    acha a razão de ser, já dividido.
    São dois em um: amor, sublime selo
    que à vida imprime cor, graça e sentido.

    Amor - eu disse - e floriu uma rosa
    embalsamando a tarde melodiosa
    no canto mais oculto do jardim,
    mas seu perfume não chegou a mim."

        Carlos Drummond de Andrade

    "Reverência ao destino

    Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
    Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

    Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
    Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

    Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
    Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
    E com confiança no que diz.

    Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
    Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.

    Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
    Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
    E é assim que perdemos pessoas especiais.

    Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
    Difícil é mentir para o nosso coração.

    Fácil é ver o que queremos enxergar.
    Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
    Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

    Fácil é dizer oi ou como vai?
    Difícil é dizer adeus, principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

    Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
    Difícil é sentir a energia que é transmitida.
    Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

    Fácil é querer ser amado.
    Difícil é amar completamente só.
    Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.

    Fácil é ouvir a música que toca.
    Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

    Fácil é ditar regras.
    Difícil é seguí-las.
    Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

    Fácil é perguntar o que deseja saber.
    Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.

    Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
    Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

    Fácil é dar um beijo.
    Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.

    Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
    Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

    Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
    Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.

    Fácil é sonhar todas as noites.
    Difícil é lutar por um sonho.

    Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata."

        Carlos Drummond de Andrade

    "Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem."

        Carlos Drummond de Andrade

    "Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
    verso:

    Se iludindo menos e vivendo mais!!!
    A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
    está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
    na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
    sofrimento,perdemos também a felicidade.

    A dor é inevitável.
    O sofrimento é opcional..."

        Carlos Drummond de Andrade

    "“Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.
    Namorado é a mais difícil das conquistas.
    Difícil porque namorado de verdade é muito raro.
    Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. “"

        Carlos Drummond de Andrade

    "O mundo é grande
    O mundo é grande e cabe nesta janela sobre o mar.
    O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar.
    O amor é grande e cabeno breve espaço de beijar.

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    Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa,
    se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça:
    Deus te mandou um presente divino - o amor. (...) Leia completo aqui...

    LEMBRETE
    Se procurar bem você acaba encontrando.
    Não a explicação (duvidosa) da vida,
    Mas a poesia (inexplicável) da vida.

    •#4326;•#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;•#4326;•

    AS SEM-RAZÕES DO AMOR

    Eu te amo porque te amo,
    Não precisas ser amante,
    e nem sempre sabes sê-lo.
    Eu te amo porque te amo.
    Amor é estado de graça
    e com amor não se paga.

    Amor é dado de graça,
    é semeado no vento,
    na cachoeira, no eclipse.
    Amor foge a dicionários
    e a regulamentos vários.

    Eu te amo porque não amo
    bastante ou demais a mim.
    Porque amor não se troca,
    não se conjuga nem se ama.
    Porque amor é amor a nada,
    feliz e forte em si mesmo.

    Amor é primo da morte,
    e da morte vencedor,
    por mais que o matem (e matam)
    a cada instante de amor.

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    Amor é o que se aprende no limite,
    depois de se arquivar toda a ciência
    herdada, ouvida.
    Amor começa tarde.

    Se eu gosto de poesia?
    Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor.
    Acho que a poesia está contida nisso tudo.


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    AMAR

    Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?
    Amar e esquecer, amar e malamar, amar, desamar, amar?
    Sempre, e até de olhos vidrados, amar?
    Que pode, pergunto, o ser amoroso, sozinho, em rotação universal, senão rodar também, e amar?
    Amar o que o mar traz à praia, o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha, é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
    Amar solenemente as palmas do deserto, o que é entrega ou adoração expectante, e amar o inóspito, o cru, um vaso sem flor, um chão de ferro, e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
    Este o nosso destino: amor sem conta, distribuido pelas coisas pérfidas ou nulas, doação ilimitada a uma completa ingratidão, e na concha vazia do amor a procura medrosa, paciente, de mais e mais amor.
    Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

    •#4326;•#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;•#4326;•

    Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.

    A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."

        Carlos Drummond de Andrade

    "Se pensarmos pequeno, coisas pequenas teremos...
    Mas se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar em nossa vida. Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura."

        Carlos Drummond de Andrade

    "Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica.;"

        Carlos Drummond de Andrade

    "O problema não é inventar.
    É ser inventado hora após hora
    E nunca ficar pronta
    Nossa edição convincente."

        Carlos Drummond de Andrade

    "O essencial é viver!"

        Carlos Drummond de Andrade

    "Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa , se a vontade de ficar juntos chega a apertar o coração : é o amor !"

        Carlos Drummond de Andrade

    "Por que cultivas/ as sem perfume/ e agressivas/ flores do ciúme"

        Carlos Drummond de Andrade

    "Ela promete ser boazinha, não destruir, mas depois esquece."

        Carlos Drummond de Andrade

    "Se eu gosto de poesia?
    Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor.
    Acho que a poesia está contida nisso tudo."

        Carlos Drummond de Andrade

    "Eu quero um beijo na minha lua grande... kkkkkkkk"

        Carlos Drummond de Andrade

    "Noventa por cento de ferro nas calçadas,oitenta por cento de ferro nas almas"

        Carlos Drummond de Andrade

    "Mas as coisas findam, muito mais que lindas essas ficarão."

        Carlos Drummond de Andrade

Biografia


Poeta, cronista, contista e tradutor brasileiro. Sua obra traduz a visão de um individualista comprometido com a realidade social.

Na poética de Carlos Drummond de Andrade, a expressão pessoal evolui numa linha em que a originalidade e a unidade do projeto se confirmam a cada passo. Ao mesmo tempo, também se assiste à construção de uma obra fiel à tradição literária que reúne a paisagem brasileira à poesia culta ibérica e européia.

Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira MG, em 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade natal, em Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por "insubordinação mental". De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro.

Ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925. Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Excelente funcionário, passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil.

Predomínio da individualidade. O modernismo não chega a ser dominante nem mesmo nos primeiros livros de Drummond, Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934), em que o poema-piada e a descontração sintática pareceriam revelar o contrário. A dominante é a individualidade do autor, poeta da ordem e da consolidação, ainda que sempre, e fecundamente, contraditórias. Torturado pelo passado, assombrado com o futuro, ele se detém num presente dilacerado por este e por aquele, testemunha lúcida de si mesmo e do transcurso dos homens, de um ponto de vista melancólico e cético. Mas, enquanto ironiza os costumes e a sociedade, asperamente satírico em seu amargor e desencanto, entrega-se com empenho e requinte construtivo à comunicação estética desse modo de ser e estar.

Vem daí o rigor, que beira a obsessão. O poeta trabalha sobretudo com o tempo, em sua cintilação cotidiana e subjetiva, no que destila do corrosivo, no que desmonta, dispersa, desarruma, do berço ao túmulo -- do indivíduo ou de uma cultura.

Em Sentimento do mundo (1940), em José (1942) e sobretudo em A rosa do povo (1945), Drummond lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta a explicitação de sua mais íntima apreensão para com a vida como um todo. A surpreendente sucessão de obras-primas, nesses livros, indica a plena maturidade do poeta, mantida sempre.

Alvo de admiração irrestrita, tanto pela obra quanto pelo seu comportamento como escritor, Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro RJ, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.

"Onde não puderes amar, não te demores..."

    Augusto Branco

"Eu não desisti...apenas não insisto mais."

    Cazuza

"As coisas muito claras me noturnam."

    Manoel de Barros

"Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho."

    Carlos Drummond de Andrade

"Os mentirosos estão sempre prontos a jurar."

    Vittorio Alfieri

"O sexo é o alívio da tensão. O amor é a causa"

    Woody Allen

"Soltar os demônios pode ser muito educativo em certas ocasiões."

    Deepak Chopra

"Todo o homem é culpado do bem que não fez."

    Voltaire

"A maior felicidade é quando a pessoa sabe porque é que é infeliz."

    Fiódor Dostoiévski

"Vento

Pastor das nuvens."

    Mario Quintana