Em vão me tento explicar, os muros são surdos. Sob a pele das palavras há cifras e códigos.

Sobre o Autor

Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade foi um poeta brasileiro (1902 - 1987), também cronista, contista e tradutor. Entre suas obras de maior destaque, Alguma poesia, Sentimento do mundo e A rosa do povo.

Mais frases de Carlos Drummond de Andrade

A minha vontade é forte, mas a minha disposição de obedecer-lhe é fraca.

Adão, o primeiro espoliado - e no próprio corpo.

As academias coroam com igual zelo o talento e a ausência dele.

Cada geração de computadores desmoraliza as antecedentes e seus criadores.

H√° campe√Ķes de tudo, inclusive de perda de campeonatos.

Há homens e mulheres que fazem do casamento uma oportunidade de adultério.

No adultério há pelo menos três pessoas que se enganam.

O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.

O homem vangloria-se de ter imitado o v√īo das aves com uma complica√ß√£o t√©cnica que elas dispensam.

Os homens distinguem-se pelo que fazem, as mulheres pelo que levam os homens a fazer.

Quem gosta de escrever cartas para os jornais n√£o deve ter namorada.

Tenho apenas duas m√£os e o sentimento do mundo.

Escritor: não somente uma certa maneira especial de ver as coisas, senão também uma impossibilidade de as ver de qualquer outra maneira.

Perder tempo em aprender coisas que n√£o interessam, priva-nos de descobrir coisas interessantes.

H√° certo gosto em pensar sozinho. √Č ato individual, como nascer e morrer.

Os homens s√£o como as moedas; devemos tom√°-los pelo seu valor, seja qual for o seu cunho.

Como as plantas a amizade n√£o deve ser muito nem pouco regada.

Necessitamos sempre de ambicionar alguma coisa que, alcançada, não nos torna sem ambição.

Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar.

Há livros escritos para evitar espaços vazios na estante.

As obras-primas devem ter sido geradas por acaso; a produção voluntária não vai além da mediocridade.

H√° duas √©pocas na vida, inf√Ęncia e velhice, em que a felicidade est√° numa caixa de bombons.

A educação para o sofrimento, evitaria senti-lo, em relação a casos que não o merecem.

Para a virtude da discrição, ou de modo geral qualquer virtude, aparecer em seu fulgor, é necessário que faltemos à sua prática.

A amizade é um meio de nos isolarmos da humanidade cultivando algumas pessoas.

Cem m√°ximas que resumissem a sabedoria universal tornariam dispens√°veis os livros.

Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.

- O senhor cultiva epigramas? - Não, só a grama do meu jardim.

√Č menor pecado elogiar um mau livro sem o ler, do que depois de o ter lido. Por isso, agrade√ßo imediatamente depois de receber o volume. N√£o h√° vida liter√°ria plenamente virtuosa.

As dificuldades são o aço estrutural que entra na construção do caráter.

Não é fácil ter paciência diante dos que têm excesso de paciência.

O cofre do banco contém apenas dinheiro. Frustar-se-á quem pensar que nele encontrará riqueza.

Só é lutador quem sabe lutar consigo mesmo.

A confiança é um ato de fé, e esta dispensa raciocínio.

Partido político é um agrupamento de cidadãos para defesa abstracta de princípios e elevação concreta de alguns cidadãos.

A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede.

stop a vida parou ou foi o automóvel?

H√° muitas raz√Ķes para duvidar e uma s√≥ para crer.

Ninguém é igual a ninguém. Todo ser humano é um estranho ímpar.

O progresso d√°-nos tanta coisa que n√£o nos sobra nada nem para pedir, nem para desejar, nem para jogar fora.

A dor é inevitável O sofrimento é opcional

Definitivo Definitivo, como tudo o que √© simples. Nossa dor n√£o adv√©m das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e n√£o se cumpriram. Sofremos por qu√™? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas proje√ß√Ķes irrealizadas, por todas as cidades que gostar√≠amos de ter conhecido ao lado do nosso amor e n√£o conhecemos, por todos os filhos que gostar√≠amos de ter tido junto e n√£o tivemos,por todos os shows e livros e sil√™ncios que gostar√≠amos de ter compartilhado, e n√£o compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos n√£o porque nosso trabalho √© desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos n√£o porque nossa m√£e √© impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poder√≠amos estar confidenciando a ela nossas mais profundas ang√ļstias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos n√£o porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos n√£o porque envelhecemos, mas porque o futuro est√° sendo confiscado de n√≥s, impedindo assim que mil aventuras nos aconte√ßam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente n√£o sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa t√£o bacana, que gerou em n√≥s um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razo√°vel,um tempo feliz. Como aliviar a dor do que n√£o foi vivido? A resposta √© simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me conven√ßo de que o desperd√≠cio da vida est√° no amor que n√£o damos, nas for√ßas que n√£o usamos, na prud√™ncia ego√≠sta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos tamb√©m a felicidade. A dor √© inevit√°vel. O sofrimento √© opcional...

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.

No meio do caminho No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas t√£o fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra

AUS√äNCIA Por muito tempo achei que a aus√™ncia √© falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje n√£o a lastimo. N√£o h√° falta na aus√™ncia. A aus√™ncia √© um estar em mim. E sinto-a, branca, t√£o pegada, aconchegada nos meus bra√ßos, que rio e dan√ßo e invento exclama√ß√Ķes alegres, porque a aus√™ncia assimilada, ningu√©m a rouba mais de mim.

Ao Amor Antigo O amor antigo vive de si mesmo, não de cultivo alheio ou de presença. Nada exige nem pede. Nada espera, mas do destino vão nega a sentença. O amor antigo tem raízes fundas, feitas de sofrimento e de beleza. Por aquelas mergulha no infinito, e por estas suplanta a natureza. Se em toda parte o tempo desmorona aquilo que foi grande e deslumbrante, a antigo amor, porém, nunca fenece e a cada dia surge mais amante. Mais ardente, mas pobre de esperança. Mais triste? Não. Ele venceu a dor, e resplandece no seu canto obscuro, tanto mais velho quanto mais amor.

Memória Amar o perdido deixa confundido este coração. Nada pode o olvido contra o sem sentido apelo do Não. As coisas tangíveis tornam-se insensíveis à palma da mão Mas as coisas findas muito mais que lindas, essas ficarão.

Sat√Ęnico √© meu pensamento a teu respeito, e ardente √© o meu desejo de apertar-te em minha m√£o, numa sede de vingan√ßa incontest√°vel pelo que me fizeste ontem. A noite era quente e calma, e eu estava em minha cama, quando, sorrateiramente, te aproximaste. Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu, sem o m√≠nimo pudor! Percebendo minha aparente indiferen√ßa,aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escr√ļpulos. At√© nos mais √≠ntimos lugares. Eu adormeci. Hoje quando acordei, procurei-te numa √Ęnsia ardente, mas em v√£o. Deixaste em meu corpo e no len√ßol provas irrefut√°veis do que entre n√≥s ocorreu durante a noite. Esta noite recolho-me mais cedo, para na mesma cama, te esperar. Quando chegares, quero te agarrar com avidez e for√ßa. Quero te apertar com todas as for√ßas de minhas m√£os. S√≥ descansarei quando vir sair o sangue quente do seu corpo. S√≥ assim, livrar-me-ei de ti, pernilongo Filho da Puta!!!!

AL√ČM DA TERRA, AL√ČM DO C√ČU Al√©m da Terra, al√©m do C√©u, no trampolim do sem-fim das estrelas, no rastro dos astros, na magn√≥lia das nebulosas. Al√©m, muito al√©m do sistema solar, at√© onde alcan√ßam o pensamento e o cora√ß√£o, vamos! vamos conjugar o verbo fundamental essencial, o verbo transcendente, acima das gram√°ticas e do medo e da moeda e da pol√≠tica, o verbo sempreamar, o verbo pluriamar, raz√£o de ser e de viver.

Os Ombros Suportam o Mundo Chega um tempo em que n√£o se diz mais: meu Deus. Tempo de absoluta depura√ß√£o. Tempo em que n√£o se diz mais: meu amor. Porque o amor resultou in√ļtil. E os olhos n√£o choram. E as m√£os tecem apenas o rude trabalho. E o cora√ß√£o est√° seco. Em v√£o mulheres batem √† porta, n√£o abrir√°s. Ficaste sozinho, a luz apagou-se, mas na sombra teus olhos resplandecem enormes. √Čs todo certeza, j√° n√£o sabes sofrer. E nada esperas de teus amigos. Pouco importa venha a velhice, que √© a velhice? Teus ombros suportam o mundo e ele n√£o pesa mais que a m√£o de uma crian√ßa. As guerras, as fomes, as discuss√Ķes dentro dos edif√≠cios provam apenas que a vida prossegue e nem todos se libertaram ainda. Alguns, achando b√°rbaro o espet√°culo prefeririam (os delicados) morrer. Chegou um tempo em que n√£o adianta morrer. Chegou um tempo em que a vida √© uma ordem. A vida apenas, sem mistifica√ß√£o.

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata....

Se procurar bem você acaba encontrando. Não a explicação (duvidosa) da vida, Mas a poesia (inexplicável) da vida.

Há vários motivos para não se amar uma pessoa e um só para amá-la.

Entre as diversas formas de mendic√Ęncia, a mais humilhante √© a do amor implorado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir. Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz.

Entre a dor e o nada o que você escolhe

No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra ...

Se voc√™ sabe explicar o que sente, n√£o ama, pois o amor foge de todas as explica√ß√Ķes poss√≠veis

Cortar o tempo Quem teve a id√©ia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indiv√≠duo genial. Industrializou a esperan√ßa, fazendo-a funcionar no limite da exaust√£o. Doze meses d√£o para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. A√≠ entra o milagre da renova√ß√£o e tudo come√ßa outra vez, com outro n√ļmero e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente

As sem-raz√Ķes do amor Eu te amo porque te amo, N√£o precisas ser amante, e nem sempre sabes s√™-lo. Eu te amo porque te amo. Amor √© estado de gra√ßa e com amor n√£o se paga. Amor √© dado de gra√ßa, √© semeado no vento, na cachoeira, no eclipse. Amor foge a dicion√°rios e a regulamentos v√°rios. Eu te amo porque n√£o amo bastante ou demais a mim. Porque amor n√£o se troca, n√£o se conjuga nem se ama. Porque amor √© amor a nada, feliz e forte em si mesmo. Amor √© primo da morte, e da morte vencedor, por mais que o matem (e matam) a cada instante de amor.

N√ÉO DEIXE O AMOR PASSAR Quando encontrar algu√©m e esse algu√©m fizer seu cora√ß√£o parar de funcionar por alguns segundos, preste aten√ß√£o: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que voc√™ est√° esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos l√°bios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d¬í√°gua neste momento, perceba: existe algo m√°gico entre voc√™s. Se o primeiro e o √ļltimo pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o cora√ß√£o, agrade√ßa: Deus te mandou um presente: O Amor. Por isso, preste aten√ß√£o nos sinais - n√£o deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.

Amor é bicho instruído Olha: o amor pulou o muro o amor subiu na árvore em tempo de se estrepar. Pronto, o amor se estrepou. Daqui estou vendo o sangue que escorre do corpo andrógino. Essa ferida, meu bem às vezes não sara nunca às vezes sara amanhã.

Beijo-flor O beijo é flor no canteiro ou desejo na boca? Tanto beijo nascendo e colhido na calma do jardim nenhum beijo beijado (como beijar o beijo?) na boca das meninas e é lá que eles estão suspensos invisíveis.

BOCA Boca: nunca te beijarei. Boca de outro que ris de mim, no mil√≠metro que nos separa, cabem todos os abismos. Boca: se meu desejo √© impotente para fechar-te, bem sabes disto, zombas de minha raiva in√ļtil. Boca amarga pois imposs√≠vel, doce boca (n√£o provarei), ris sem beijo para mim, beijas outro com seriedade.

VERBO SER Que vai ser quando crescer? Vivem perguntando em redor. Que √© ser? √Č ter um corpo, um jeito, um nome? Tenho os tr√™s. E sou? Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito? Ou a gente s√≥ principia a ser quando cresce? √Č terr√≠vel, ser? D√≥i? √Č bom? √Č triste? Ser; pronunciado t√£o depressa, e cabe tantas coisas? Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R. Que vou ser quando crescer? Sou obrigado a? Posso escolher? N√£o d√° para entender. N√£o vou ser. Vou crescer assim mesmo. Sem ser Esquecer.

A UM AUSENTE Tenho razão de sentir saudade, tenho razão de te acusar. Houve um pacto implícito que rompeste e sem te despedires foste embora. Detonaste o pacto. Detonaste a vida geral, a comum aquiescência de viver e explorar os rumos de obscuridade sem prazo sem consulta sem provocação até o limite das folhas caídas na hora de cair. Antecipaste a hora. Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas. Que poderias ter feito de mais grave do que o ato sem continuação, o ato em si, o ato que não ousamos nem sabemos ousar porque depois dele não há nada? Tenho razão para sentir saudade de ti, de nossa convivência em falas camaradas, simples apertar de mãos, nem isso, voz modulando sílabas conhecidas e banais que eram sempre certeza e segurança. Sim, tenho saudades. Sim, acuso-te porque fizeste o não previsto nas leis da amizade e da natureza nem nos deixaste sequer o direito de indagar porque o fizeste, porque te foste

A PROCURA DA POESIA N√£o fa√ßas versos sobre acontecimentos. N√£o h√° cria√ß√£o nem morte perante a poesia. Diante dela, a vida √© um sol est√°tico, n√£o aquece nem ilumina. As afinidades, os anivers√°rios, os incidentes pessoais n√£o contam. N√£o fa√ßas poesia com o corpo, esse excelente, completo e confort√°vel corpo, t√£o infenso √† efus√£o l√≠rica. Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escuro s√£o indiferentes. Nem me reveles teus sentimentos, que se prevalecem do equ√≠voco e tentam a longa viagem. O que pensas e sentes, isso ainda n√£o √© poesia. N√£o cantes tua cidade, deixa-a em paz. O canto n√£o √© o movimento das m√°quinas nem o segredo das casas. N√£o √© m√ļsica ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto √† linha de espuma. O canto n√£o √© a natureza nem os homens em sociedade. Para ele, chuva e noite, fadiga e esperan√ßa nada significam. A poesia (n√£o tires poesia das coisas) elide sujeito e objeto. N√£o dramatizes, n√£o invoques, n√£o indagues. N√£o percas tempo em mentir. N√£o te aborre√ßas. Teu iate de marfim, teu sapato de diamante, vossas mazurcas e abus√Ķes, vossos esqueletos de fam√≠lia desaparecem na curva do tempo, √© algo imprest√°vel. N√£o recomponhas tua sepultada e merenc√≥ria inf√Ęncia. N√£o osciles entre o espelho e a mem√≥ria em dissipa√ß√£o. Que se dissipou, n√£o era poesia. Que se partiu, cristal n√£o era. Penetra surdamente no reino das palavras. L√° est√£o os poemas que esperam ser escritos. Est√£o paralisados, mas n√£o h√° desespero, h√° calma e frescura na superf√≠cie intata. Ei-los s√≥s e mudos, em estado de dicion√°rio. Convive com teus poemas, antes de escrev√™-los. Tem paci√™ncia se obscuros. Calma, se te provocam. Espera que cada um se realize e consume com seu poder de palavra e seu poder de sil√™ncio. N√£o forces o poema a desprender-se do limbo. N√£o colhas no ch√£o o poema que se perdeu. N√£o adules o poema. Aceita-o como ele aceitar√° sua forma definitiva e concentrada no espa√ßo. Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terr√≠vel, que lhe deres: Trouxeste a chave? Repara: ermas de melodia e conceito elas se refugiaram na noite, as palavras. Ainda √ļmidas e impregnadas de sono, rolam num rio dif√≠cil e se transformam em desprezo.

QUADRILHA João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.

NOTA SOCIAL O poeta chega na esta√ß√£o. O poeta desembarca. O poeta toma um auto. O poeta vai para o hotel. E enquanto ele faz isso como qualquer homem da terra, uma ova√ß√£o o persegue feito vaia. Bandeirolas abrem alas. Bandas de m√ļsica. Foguetes. Discursos. Povo de chap√©u de palha. M√°quinas fotogr√°ficas assestadas. Autom√≥veis im√≥veis. Bravos... O poeta est√° melanc√≥lico. Numa √°rvore do passeio p√ļblico (melhoramento da atual administra√ß√£o) √°rvore gorda, prisioneira de an√ļncios coloridos, √°rvore banal, √°rvore que ningu√©m v√™ canta uma cigarra. Canta uma cigarra que ningu√©m ouve um hino que ningu√©m aplaude. Canta, no sol danado. O poeta entra no elevador o poeta sobe o poeta fecha-se no quarto. O poeta est√° melanc√≥lico.

Congresso Internacional do Medo Provisoriamente n√£o cantaremos o amor, que se refugiou mais abaixo dos subterr√Ęneos. Cantaremos o medo, que esteriliza os abra√ßos, n√£o cantaremos o √≥dio porque esse n√£o existe, existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro, o medo grande dos sert√Ķes, dos mares, dos desertos, o medo dos soldados, o medo das m√£es, o medo das igrejas, cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas, cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte, depois morreremos de medo e sobre nossos t√ļmulos nascer√£o flores amarelas e medrosas.

Caso do Vestido Nossa m√£e, o que √© aquele vestido, naquele prego? Minhas filhas, √© o vestido de uma dona que passou. Passou quando, nossa m√£e? Era nossa conhecida? Minhas filhas, boca presa. Vosso pai ev√©m chegando. Nossa m√£e, dizei depressa que vestido √© esse vestido. Minhas filhas, mas o corpo ficou frio e n√£o o veste. O vestido, nesse prego, est√° morto, sossegado. Nossa m√£e, esse vestido tanta renda, esse segredo! Minhas filhas, escutai palavras de minha boca. Era uma dona de longe, vosso pai enamorou-se. E ficou t√£o transtornado, se perdeu tanto de n√≥s, se afastou de toda vida, se fechou, se devorou, chorou no prato de carne, bebeu, brigou, me bateu, me deixou com vosso ber√ßo, foi para a dona de longe, mas a dona n√£o ligou. Em v√£o o pai implorou. Dava ap√≥lice, fazenda, dava carro, dava ouro, beberia seu sobejo, lamberia seu sapato. Mas a dona nem ligou. Ent√£o vosso pai, irado, me pediu que lhe pedisse, a essa dona t√£o perversa, que tivesse paci√™ncia e fosse dormir com ele... Nossa m√£e, por que chorais? Nosso len√ßo vos cedemos. Minhas filhas, vosso pai chega ao p√°tio. Disfarcemos. Nossa m√£e, n√£o escutamos pisar de p√© no degrau. Minhas filhas, procurei aquela mulher do demo. E lhe roguei que aplacasse de meu marido a vontade. Eu n√£o amo teu marido, me falou ela se rindo. Mas posso ficar com ele se a senhora fizer gosto, s√≥ pra lhe satisfazer, n√£o por mim, n√£o quero homem. Olhei para vosso pai, os olhos dele pediam. Olhei para a dona ruim, os olhos dela gozavam. O seu vestido de renda, de colo mui devassado, mais mostrava que escondia as partes da pecadora. Eu fiz meu pelo-sinal, me curvei... disse que sim. Sai pensando na morte, mas a morte n√£o chegava. Andei pelas cinco ruas, passei ponte, passei rio, visitei vossos parentes, n√£o comia, n√£o falava, tive uma febre ter√ß√£, mas a morte n√£o chegava. Fiquei fora de perigo, fiquei de cabe√ßa branca, perdi meus dentes, meus olhos, costurei, lavei, fiz doce, minhas m√£os se escalavraram, meus an√©is se dispersaram, minha corrente de ouro pagou conta de farm√°cia. Vosso pais sumiu no mundo. O mundo √© grande e pequeno. Um dia a dona soberba me aparece j√° sem nada, pobre, desfeita, mofina, com sua trouxa na m√£o. Dona, me disse baixinho, n√£o te dou vosso marido, que n√£o sei onde ele anda. Mas te dou este vestido, √ļltima pe√ßa de luxo que guardei como lembran√ßa daquele dia de cobra, da maior humilha√ß√£o. Eu n√£o tinha amor por ele, ao depois amor pegou. Mas ent√£o ele enjoado confessou que s√≥ gostava de mim como eu era dantes. Me joguei a suas plantas, fiz toda sorte de dengo, no ch√£o rocei minha cara, me puxei pelos cabelos, me lancei na correnteza, me cortei de canivete, me atirei no sumidouro, bebi fel e gasolina, rezei duzentas novenas, dona, de nada valeu: vosso marido sumiu. Aqui trago minha roupa que recorda meu malfeito de ofender dona casada pisando no seu orgulho. Recebei esse vestido e me dai vosso perd√£o. Olhei para a cara dela, quede os olhos cintilantes? quede gra√ßa de sorriso, quede colo de cam√©lia? quede aquela cinturinha delgada como jeitosa? quede pezinhos cal√ßados com sand√°lias de cetim? Olhei muito para ela, boca n√£o disse palavra. Peguei o vestido, pus nesse prego da parede. Ela se foi de mansinho e j√° na ponta da estrada vosso pai aparecia. Olhou pra mim em sil√™ncio, mal reparou no vestido e disse apenas: ¬ó Mulher, p√Ķe mais um prato na mesa. Eu fiz, ele se assentou, comeu, limpou o suor, era sempre o mesmo homem, comia meio de lado e nem estava mais velho. O barulho da comida na boca, me acalentava, me dava uma grande paz, um sentimento esquisito de que tudo foi um sonho, vestido n√£o h√°... nem nada. Minhas filhas, eis que ou√ßo vosso pai subindo a escada. Texto extra√≠do do livro Nova Reuni√£o

DESEJOS Desejo a voc√™s... Fruto do mato Cheiro de jardim Namoro no port√£o Domingo sem chuva Segunda sem mau humor S√°bado com seu amor Filme do Carlitos Chope com amigos Cr√īnica de Rubem Braga Viver sem inimigos Filme antigo na TV Ter uma pessoa especial E que ela goste de voc√™ M√ļsica de Tom com letra de Chico Frango caipira em pens√£o do interior Ouvir uma palavra am√°vel Ter uma surpresa agrad√°vel Ver a Banda passar Noite de lua cheia Rever uma velha amizade Ter f√© em Deus N√£o ter que ouvir a palavra n√£o Nem nunca, nem jamais e adeus. Rir como crian√ßa Ouvir canto de passarinho. Sarar de resfriado Escrever um poema de Amor Que nunca ser√° rasgado Formar um par ideal Tomar banho de cachoeira Pegar um bronzeado legal Aprender um nova can√ß√£o Esperar algu√©m na esta√ß√£o Queijo com goiabada P√īr-do-Sol na ro√ßa Uma festa Um viol√£o Uma seresta Recordar um amor antigo Ter um ombro sempre amigo Bater palmas de alegria Uma tarde amena Cal√ßar um velho chinelo Sentar numa velha poltrona Tocar viol√£o para algu√©m Ouvir a chuva no telhado Vinho branco Bolero de Ravel E muito carinho meu.

Resíduo (...) Pois de tudo fica um pouco. Fica um pouco de teu queixo no queixo de tua filha. De teu áspero silêncio um pouco ficou, um pouco nos muros zangados, nas folhas, mudas, que sobem. Ficou um pouco de tudo no pires de porcelana, dragão partido, flor branca, ficou um pouco de ruga na vossa testa, retrato. (...) E de tudo fica um pouco. Oh abre os vidros de loção e abafa o insuportável mau cheiro da memória.

Quero Quero que todos os dias do ano todos os dias da vida de meia em meia hora de 5 em 5 minutos me digas: Eu te amo. Ouvindo-te dizer: Eu te amo, creio, no momento, que sou amado. No momento anterior e no seguinte, como sabê-lo? Quero que me repitas até a exaustão que me amas que me amas que me amas. Do contrário evapora-se a amação pois ao não dizer: Eu te amo, desmentes apagas teu amor por mim. Exijo de ti o perene comunicado. Não exijo senão isto, isto sempre, isto cada vez mais. Quero ser amado por e em tua palavra nem sei de outra maneira a não ser esta de reconhecer o dom amoroso, a perfeita maneira de saber-se amado: amor na raiz da palavra e na sua emissão, amor saltando da língua nacional, amor feito som vibração espacial. No momento em que não me dizes: Eu te amo, inexoravelmente sei que deixaste de amar-me, que nunca me amastes antes. Se não me disseres urgente repetido Eu te amoamoamoamoamo, verdade fulminante que acabas de desentranhar, eu me precipito no caos, essa coleção de objetos de não-amor.

AMOR E SEU TEMPO Amor √© privil√©gio de maduros estendidos na mais estreita cama, que se torna a mais larga e mais relvosa, ro√ßando, em cada poro, o c√©u do corpo. √Č isto, amor: o ganho n√£o previsto, o pr√™mio subterr√Ęneo e coruscante, leitura de rel√Ęmpago cifrado, que, decifrado, nada mais existe valendo a pena e o pre√ßo do terrestre, salvo o minuto de ouro no rel√≥gio min√ļsculo, vibrando no crep√ļsculo. Amor √© o que se aprende no limite, depois de se arquivar toda a ci√™ncia herdada, ouvida. Amor come√ßa tarde.

Lutar com palavras é a tuta mais vã. Entanto lutamos mal rompe a manhã. [...] Palavra,palavra (digo exasperado), se me desafias, aceito o combate.

Se voce sabe explicar o que sente, nao ama, pois o amor foge de todas as explica√ß√Ķes poss√≠veis.

A castidade com que abria as coxas e reluzia a sua flora brava Na mansuetude das ovelhas mochas, e t√£o estreita, como se alargava. Ah, coito, coito, morte de t√£o vida, sepultura na grama, sem dizeres Em minha ardente subst√Ęncia esva√≠da, eu n√£o era ningu√©m e era mil seres em mim ressuscitados Era Ad√£o, primeiro gesto nu ante a primeira negritude de corpo feminino Roupa e tempo jaziam pelo ch√£o E nem restava mais o mundo, √† beira dessa moita orvalhada, nem destino.

Conselho de um velho apaixonado Quando encontrar algu√©m e esse algu√©m fizer seu cora√ß√£o parar de funcionar por alguns segundos, preste aten√ß√£o: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que voc√™ est√° esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos l√°bios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d√°gua neste momento, perceba: existe algo m√°gico entre voc√™s. Se o 1¬ļ e o √ļltimo pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o cora√ß√£o, agrade√ßa: Algo do c√©u te mandou um presente divino : O AMOR. Se um dia tiverem que pedir perd√£o um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abra√ßo, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: voc√™s foram feitos um pro outro. Se por algum motivo voc√™ estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas l√°grimas e enxug√°-las com ternura, que coisa maravilhosa: voc√™ poder√° contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se voc√™ conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... Se voc√™ achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se voc√™ n√£o consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que est√° marcado para a noite... Se voc√™ n√£o consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se voc√™ tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convic√ß√£o que vai continuar sendo louco por ela... Se voc√™ preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: √© o amor que chegou na sua vida. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. √Äs vezes encontram e, por n√£o prestarem aten√ß√£o nesses sinais, deixam o amor passar, sem deix√°-lo acontecer verdadeiramente. √Č o livre-arb√≠trio. Por isso, preste aten√ß√£o nos sinais. N√£o deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!

Falar é completamente fácil, quando se têm palavras em mente que expressem sua opinião. Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida. Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e fazer feliz por inteiro. Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.

Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o mundo futuro. Estou preso à vida e olho meus companheiros. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. Entre eles, considero a enorme realidade. O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas. Não serei o cantor de uma mulher, de uma história, não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela, não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida, não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.

Conselho de um velho apaixonado Quando encontrar algu√©m e esse algu√©m fizer seu cora√ß√£o parar de funcionar por alguns segundos, preste aten√ß√£o: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que voc√™ est√° esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos l√°bios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d√°gua neste momento, perceba: existe algo m√°gico entre voc√™s. Se o 1¬ļ e o √ļltimo pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o cora√ß√£o, agrade√ßa: Algo do c√©u te mandou um presente divino : O AMOR. Se um dia tiverem que pedir perd√£o um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abra√ßo, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: voc√™s foram feitos um pro outro. Se por algum motivo voc√™ estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas l√°grimas e enxug√°-las com ternura, que coisa maravilhosa: voc√™ poder√° contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se voc√™ conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... Se voc√™ achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se voc√™ n√£o consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que est√° marcado para a noite... Se voc√™ n√£o consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se voc√™ tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convic√ß√£o que vai continuar sendo louco por ela... Se voc√™ preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: √© o amor que chegou na sua vida. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. √Äs vezes encontram e, por n√£o prestarem aten√ß√£o nesses sinais, deixam o amor passar, sem deix√°-lo acontecer verdadeiramente. √Č o livre-arb√≠trio. Por isso, preste aten√ß√£o nos sinais. N√£o deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.

Procura da Poesia N√£o fa√ßas versos sobre acontecimentos. N√£o h√° cria√ß√£o nem morte perante a poesia. Diante dela, a vida √© um sol est√°tico, n√£o aquece nem ilumina. As afinidades, os anivers√°rios, os incidentes pessoais n√£o contam. N√£o fa√ßas poesia com o corpo, esse excelente, completo e confort√°vel corpo, t√£o infenso √† efus√£o l√≠rica. Tua gota de bile, tua careta de gozo ou dor no escuro s√£o indiferentes. N√£o me reveles teus sentimentos, que se prevalecem de equ√≠voco e tentam a longa viagem. O que pensas e sentes, isso ainda n√£o √© poesia. N√£o cantes tua cidade, deixa-a em paz. O canto n√£o √© o movimento das m√°quinas nem o segredo das casas. N√£o √© m√ļsica ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto √† linha de espuma. O canto n√£o √© a natureza nem os homens em sociedade. Para ele, chuva e noite, fadiga e esperan√ßa nada significam. A poesia (n√£o tires poesia das coisas) elide sujeito e objeto. N√£o dramatizes, n√£o invoques, n√£o indagues. N√£o percas tempo em mentir. N√£o te aborre√ßas. Teu iate de marfim, teu sapato de diamante, vossas mazurcas e abus√Ķes, vossos esqueletos de fam√≠lia desaparecem na curva do tempo, √© algo imprest√°vel. N√£o recomponhas tua sepultada e merenc√≥ria inf√Ęncia. N√£o osciles entre o espelho e a mem√≥ria em dissipa√ß√£o. Que se dissipou, n√£o era poesia. Que se partiu, cristal n√£o era. Penetra surdamente no reino das palavras. L√° est√£o os poemas que esperam ser escritos. Est√£o paralisados, mas n√£o h√° desespero, h√° calma e frescura na superf√≠cie intata. Ei-los s√≥s e mudos, em estado de dicion√°rio. Convive com teus poemas, antes de escrev√™-los. Tem paci√™ncia, se obscuros. Calma, se te provocam. Espera que cada um se realize e consume com seu poder de palavra e seu poder de sil√™ncio. N√£o forces o poema a desprender-se do limbo. N√£o colhas no ch√£o o poema que se perdeu. N√£o adules o poema. Aceita-o como ele aceitar√° sua forma definitiva e concentrada no espa√ßo. Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terr√≠vel que lhe deres: Trouxeste a chave? Repara: ermas de melodia e conceito elas se refugiaram na noite, as palavras. Ainda √ļmidas e impregnadas de sono, rolam num rio dif√≠cil e se transformam em desprezo

Rever√™ncia ao destino Falar √© completamente f√°cil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opini√£o. Dif√≠cil √© expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se v√°. F√°cil √© julgar pessoas que est√£o sendo expostas pelas circunst√Ęncias. Dif√≠cil √© encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que j√° fez muito errado. F√°cil √© ser colega, fazer companhia a algu√©m, dizer o que ele deseja ouvir. Dif√≠cil √© ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confian√ßa no que diz. F√°cil √© analisar a situa√ß√£o alheia e poder aconselhar sobre esta situa√ß√£o. Dif√≠cil √© vivenciar esta situa√ß√£o e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer. F√°cil √© demonstrar raiva e impaci√™ncia quando algo o deixa irritado. Dif√≠cil √© expressar o seu amor a algu√©m que realmente te conhece, te respeita e te entende. E √© assim que perdemos pessoas especiais. F√°cil √© mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar. Dif√≠cil √© mentir para o nosso cora√ß√£o. F√°cil √© ver o que queremos enxergar. Dif√≠cil √© saber que nos iludimos com o que ach√°vamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso √© dif√≠cil. F√°cil √© dizer oi ou como vai? Dif√≠cil √© dizer adeus, principalmente quando somos culpados pela partida de algu√©m de nossas vidas... F√°cil √© abra√ßar, apertar as m√£os, beijar de olhos fechados. Dif√≠cil √© sentir a energia que √© transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente el√©trica quando tocamos a pessoa certa. F√°cil √© querer ser amado. Dif√≠cil √© amar completamente s√≥. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama. F√°cil √© ouvir a m√ļsica que toca. Dif√≠cil √© ouvir a sua consci√™ncia, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas. F√°cil √© ditar regras. Dif√≠cil √© segu√≠-las. Ter a no√ß√£o exata de nossas pr√≥prias vidas, ao inv√©s de ter no√ß√£o das vidas dos outros. F√°cil √© perguntar o que deseja saber. Dif√≠cil √© estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta. F√°cil √© chorar ou sorrir quando der vontade. Dif√≠cil √© sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria. F√°cil √© dar um beijo. Dif√≠cil √© entregar a alma, sinceramente, por inteiro. F√°cil √© sair com v√°rias pessoas ao longo da vida. Dif√≠cil √© entender que pouqu√≠ssimas delas v√£o te aceitar como voc√™ √© e te fazer feliz por inteiro. F√°cil √© ocupar um lugar na caderneta telef√īnica. Dif√≠cil √© ocupar o cora√ß√£o de algu√©m, saber que se √© realmente amado. F√°cil √© sonhar todas as noites. Dif√≠cil √© lutar por um sonho. Eterno, √© tudo aquilo que dura uma fra√ß√£o de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma for√ßa jamais o resgata.

Toada do Amor E o amor sempre nessa toada! briga perdoa perdoa briga. Não se deve xingar a vida, a gente vive, depois esquece. Só o amor volta para brigar, para perdoar, amor cachorro bandido trem. Mas, se não fosse ele, também que graça que a vida tinha? Mariquita, dá cá o pito, no teu pito está o infinito.

JOS√Č E agora, Jos√©? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, Jos√©? e agora, Voc√™? Voc√™ que √© sem nome, que zomba dos outros, Voc√™ que faz versos, que ama, protesta? e agora, Jos√©? Est√° sem mulher, est√° sem discurso, est√° sem carinho, j√° n√£o pode beber, j√° n√£o pode fumar, cuspir j√° n√£o pode, a noite esfriou, o dia n√£o veio, o bonde n√£o veio, o riso n√£o veio, n√£o veio a utopia e tudo acabou e tudo fugiu e tudo mofou, e agora, Jos√©? E agora, Jos√©? sua doce palavra, seu instante de febre, sua gula e jejum, sua biblioteca, sua lavra de ouro, seu terno de vidro, sua incoer√™ncia, seu √≥dio, - e agora? Com a chave na m√£o quer abrir a porta, n√£o existe porta; quer morrer no mar, mas o mar secou; quer ir para Minas, Minas n√£o h√° mais. Jos√©, e agora? Se voc√™ gritasse, se voc√™ gemesse, se voc√™ tocasse, a valsa vienense, se voc√™ dormisse, se voc√™ cansasse, se voc√™ morresse... Mas voc√™ n√£o morre, voc√™ √© duro, Jos√©! Sozinho no escuro qual bicho-do-mato, sem teogonia, sem parede nua para se encostar, sem cavalo preto que fuja do galope, voc√™ marcha, Jos√©! Jos√©, para onde?

RECEITA DE ANO NOVO Para voc√™ ganhar bel√≠ssimo Ano Novo cor do arco-√≠ris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem compara√ß√£o com todo o tempo j√° vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para voc√™ ganhar um ano n√£o apenas pintado de novo, remendado √†s carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo at√© no cora√ß√£o das coisas menos percebidas (a come√ßar pelo seu interior) novo, espont√Ęneo, que de t√£o perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, voc√™ n√£o precisa beber champanha ou qualquer outra birita, n√£o precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?) N√£o precisa fazer lista de boas inten√ß√Ķes para arquiv√°-las na gaveta. N√£o precisa chorar arrependido pelas besteiras consumadas nem parvamente acreditar que por decreto de esperan√ßa a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justi√ßa entre os homens e as na√ß√Ķes, liberdade com cheiro e gosto de p√£o matinal, direitos respeitados, come√ßando pelo direito augusto de viver. Para ganhar um Ano Novo que mere√ßa este nome, voc√™, meu caro, tem de merec√™-lo, tem de faz√™-lo novo, eu sei que n√£o √© f√°cil, mas tente, experimente, consciente. √Č dentro de voc√™ que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

Quando encontrar algu√©m e esse algu√©m fizer seu cora√ß√£o parar de funcionar por alguns segundos, preste aten√ß√£o: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que voc√™ est√° esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos l√°bios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d√°gua neste momento, perceba: existe algo m√°gico entre voc√™s. Se o 1¬ļ e o √ļltimo pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o cora√ß√£o, agrade√ßa: Algo do c√©u te mandou um presente divino : O AMOR. Se um dia tiverem que pedir perd√£o um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abra√ßo, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: voc√™s foram feitos um pro outro. Se por algum motivo voc√™ estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas l√°grimas e enxug√°-las com ternura, que coisa maravilhosa: voc√™ poder√° contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se voc√™ conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... Se voc√™ achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se voc√™ n√£o consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que est√° marcado para a noite... Se voc√™ n√£o consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se voc√™ tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convic√ß√£o que vai continuar sendo louco por ela... Se voc√™ preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: √© o amor que chegou na sua vida. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. √Äs vezes encontram e, por n√£o prestarem aten√ß√£o nesses sinais, deixam o amor passar, sem deix√°-lo acontecer verdadeiramente. √Č o livre-arb√≠trio. Por isso, preste aten√ß√£o nos sinais. N√£o deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!

Que vai ser quando crescer? Vivem perguntando em redor. Que √© ser? √Č ter um corpo, um jeito, um nome? Tenho os tr√™s. E sou? Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito? Ou a gente s√≥ principia a ser quando cresce? √Č terr√≠vel, ser? D√≥i? √Č bom? √Č triste? Ser; pronunciado t√£o depressa, e cabe tantas coisas? Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R. Que vou ser quando crescer? Sou obrigado a? Posso escolher? N√£o d√° para entender. N√£o vou ser. Vou crescer assim mesmo. Sem ser Esquecer.

Falar é completamente fácil, quando se têm palavras em mente que expressem sua opinião. Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

QUERO Quero que todos os dias do ano todos os dias da vida de meia em meia hora de 5 em 5 minutos me digas: Eu te amo. Ouvindo-te dizer: Eu te amo,creio, no momento, que sou amado.No momento anterior e no seguinte,como sabê-lo? Quero que me repitas até a exaustão que me amas que me amas que me amas. Do contrário evapora-se a amação pois ao não dizer: Eu te amo,desmentes apagas teu amor por mim. Exijo de ti o perene comunicado.Não exijo senão isto,isto sempre, isto cada vez mais. Quero ser amado por e em tua palavra nem sei de outra maneira a não ser estade reconhecer o dom amoroso,a perfeita maneira de saber-se amado:amor na raiz da palavra e na sua emissão,amor saltando da língua nacional,amor feito som vibração espacial. No momento em que não me dizes:Eu te amo,inexoravelmente sei que deixaste de amar-me,que nunca me amastes antes. Se não me disseres urgente repetido Eu te amoamoamoamoamo,verdade fulminante que acabas de desentranhar,eu me precipito no caos,essa coleção de objetos de não-amor.

Entendo que a poesia √© neg√≥cio de grande responsabilidade, e n√£o considero rotular-se de poeta quem apenas verseje por dor-de-cotovelo, falta dinheiro ou moment√Ęnea tomada de contato com as for√ßas l√≠ricas do mundo, sem SE entregar aos trabalhos cotidianos e secretos da t√©cnica, da leitura, da contempla√ß√£o e mesmo da a√ß√£o. At√© os poetas se armam, e um poeta desarmado √©, mesmo um ser a merc√™ de inspira√ß√Ķes f√°ceis, d√≥ceis √†s modas e compromissos. Carlos Drumond de Andrade

F√°cil e Dif√≠cil Falar √© completamente f√°cil, quando se tem palavras em mente que se expresse sua opini√£o... Dif√≠cil √© expressar por gestos e atitudes, o que realmente queremos dizer. F√°cil √© julgar pessoas que est√£o sendo expostas pelas circunst√Ęncias... Dif√≠cil √© encontrar e refletir sobre os seus pr√≥prios erros. F√°cil √© fazer companhia a algu√©m, dizer o que ela deseja ouvir... Dif√≠cil √© ser amigo para todas as horas e dizer a verdade quando for preciso. F√°cil √© analisar a situa√ß√£o alheia e poder aconselhar sobre a mesma... Dif√≠cil √© vivenciar esta situa√ß√£o e saber o que fazer. F√°cil √© demonstrar raiva e impaci√™ncia quando algo o deixa irritado... Dif√≠cil √© expressar o seu amor a algu√©m que realmente te conhece. F√°cil √© viver sem ter que se preocupar com o amanh√£... Dif√≠cil √© questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e as vezes impetuosas, a cada dia que passa. F√°cil √© mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar... Dif√≠cil √© mentir para o nosso cora√ß√£o. F√°cil √© ver o que queremos enxergar... Dif√≠cil √© saber que nos iludimos com o que ach√°vamos ter visto. F√°cil √© ditar regras e, Dif√≠cil √© segui-las...

A l√≠ngua girava no c√©u da boca A l√≠ngua girava no c√©u da boca. Girava! Eram duas bocas, no c√©u √ļnico. O sexo desprendera-se de sua funda√ß√£o, errante imprimia-nos seus tra√ßos de cobre. Eu, ela, elaeu. Os dois nos mov√≠amos possu√≠dos, trespassados, eleu. A posse n√£o resultava de a√ß√£o e doa√ß√£o, nem nos somava. Consumia-nos em piscina de aniquilamento. Soltos, f√°lus e vulva no espa√ßo cristalino, vulva e f√°lus em fogo, em n√ļpcia, emancipados de n√≥s. A custo nossos corpos, i√ßados do gelatinoso jazigo, se restitu√≠ram √† consci√™ncia. O sexo reintegrou-se. A vida repontou: a vida menor. Extra√≠do do livro O amor natural, Editora Record ¬Ė RJ, 1992, p√°g. 29.

Organiza o Natal Algu√©m observou que cada vez mais o ano se comp√Ķe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto √© Natal. √Č poss√≠vel que, com o tempo, essa divis√£o se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E n√£o parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obriga√ß√Ķes enfadonhas ou malignas. Ser√° bom. Ent√£o nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manh√£ √† noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro √† cortina de nylon ¬ó sem cortinas. Governo e oposi√ß√£o, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrar√£o em regime de fraternidade. Os objetos se impregnar√£o de esp√≠rito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a m√°quina de lavar roupa abra√ßada ao flamboyant, n√ļpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sag√ľi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, ser√° uma chave para o mundo. Completado o ciclo hist√≥rico, os bens ser√£o repartidos por si mesmos entre nossos irm√£os, isto √©, com todos os viventes e elementos da terra, √°gua, ar e alma. N√£o haver√° mais cartas de cobran√ßa, de descompostura nem de suic√≠dio. O correio s√≥ transportar√° correspond√™ncia gentil, de prefer√™ncia postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borr√£o, estar√° a servi√ßo do entendimento afetuoso. A cr√≠tica de arte se dissolver√° jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudi√ß√£o nem pretens√£o, celebrando o Advento. A poesia escrita se identificar√° com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntar√° um anjo e, sorrindo, mostrar√° a terra impressa com as tintas do sol e das gal√°xias, aberta √† maneira de um livro. A m√ļsica permanecer√° a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equ√≠vocos e divertimentos musicais ser√£o arquivados, sem humilha√ß√£o para ningu√©m. Com economia para os povos desaparecer√£o suavemente classes armadas e semi-armadas, reparti√ß√Ķes arrecadadoras, pol√≠cia e fiscais de toda esp√©cie. Uma palavra ser√° descoberta no dicion√°rio: paz. O trabalho deixar√° de ser imposi√ß√£o para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdi√ß√£o desses incans√°veis trabalhadores, que s√£o os l√≠rios do campo. Sal√°rio de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de concilia√ß√£o nem tribunais de justi√ßa, pois tudo estar√° conciliado na ordem do amor. Todo mundo se rir√° do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passar√£o a dep√≥sito de doces, para visitas. Haver√° dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invis√≠vel. A morte n√£o ser√° procurada nem esquivada, e o homem compreender√° a exist√™ncia da noite, como j√° compreendera a da manh√£. O mundo ser√° administrado exclusivamente pelas crian√ßas, e elas far√£o o que bem entenderem das restantes institui√ß√Ķes caducas, a Universidade inclusive. E ser√° Natal para sempre. Ah! Seria √≥timo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade. Texto extra√≠do do livro Cadeira de Balan√ßo, Livraria Jos√© Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1972, p√°g. 52.

A bunda, que engraçada A bunda, que engraçada. Está sempre sorrindo, nunca é trágica. Não lhe importa o que vai pela frente do corpo. A bunda basta-se. Existe algo mais? Talvez os seios. Ora — murmura a bunda — esses garotos ainda lhes falta muito que estudar. A bunda são duas luas gêmeas em rotundo meneio. Anda por si na cadência mimosa, no milagre de ser duas em uma, plenamente. A bunda se diverte por conta própria. E ama. Na cama agita-se. Montanhas avolumam-se, descem. Ondas batendo numa praia infinita. Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz na carícia de ser e balançar Esferas harmoniosas sobre o caos. A bunda é a bunda redunda.

A l√≠ngua lambe A l√≠ngua lambe as p√©talas vermelhas da rosa pluriaberta; a l√≠ngua lavra certo oculto bot√£o, e vai tecendo l√©pidas varia√ß√Ķes de leves ritmos. E lambe, lambilonga, lambilenta, a licorina gruta cabeluda, e, quanto mais lambente, mais ativa, atinge o c√©u do c√©u, entre gemidos, entre gritos, balidos e rugidos de le√Ķes na floresta, enfurecidos.

Sugar e ser sugado pelo amor Sugar e ser sugado pelo amor no mesmo instante boca milvalente o corpo dois em um o gozo pleno Que não pertence a mim nem te pertence um gozo de fusão difusa transfusão o lamber o chupar o ser chupado no mesmo espasmo é tudo boca boca boca boca sessenta e nove vezes boquilíngua.

No m√°rmore de tua bunda No m√°rmore de tua bunda gravei o meu epit√°fio. Agora que nos separamos, minha morte j√° n√£o me pertence. Tu a levaste contigo.

Quero Quero que todos os dias do ano todos os dias da vida de meia em meia hora de 5 em 5 minutos me digas: Eu te amo

A liberdade é defendida com discursos e atacada com metralhadoras.

No corpo feminino, esse retiro No corpo feminino, esse retiro — a doce bunda — é ainda o que prefiro. A ela, meu mais íntimo suspiro, pois tanto mais a apalpo quanto a miro. Que tanto mais a quero, se me firo em unhas protestantes, e respiro a brisa dos planetas, no seu giro lento, violento... Então, se ponho e tiro a mão em concha — a mão, sábio papiro, iluminando o gozo, qual lampiro, ou se, dessedentado, já me estiro, me penso, me restauro, me confiro, o sentimento da morte eis que o adquiro: de rola, a bunda torna-se vampiro.

Amor ¬ó pois que √© palavra essencial Amor ¬ó pois que √© palavra essencial comece esta can√ß√£o e tudo a envolva. Amor guie o meu verso, e enquanto o guia, Re√ļna alma e desejo, membro e vulva. Quem ousar√° dizer que ele √© s√≥ alma? Quem n√£o sente no corpo a alma a expandir-se at√© desabrochar em puro grito de orgasmo, num instante de infinito? O corpo noutro corpo entrela√ßado, Fundido, dissolvido, volta √† origem Dos seres, que Plat√£o viu contemplados: √© um, perfeito em dois; s√£o dois em um. Integra√ß√£o na cama ou j√° no cosmo? Onde termina o quarto e chega aos astros? Que for√ßa em nossos flancos nos transporta a essa extrema regi√£o, et√©rea, eterna? Ao delicioso toque do clit√≥ris, j√° tudo se transforma, num rel√Ęmpago. Em pequenino ponto desse corpo, a fonte, o fogo, o mel se concentram. Vai a penetra√ß√£o rompendo nuvens e devassando s√≥is t√£o fulgurantes que nunca a vista humana os suportara mas, varado de luz, o coito segue. E prossegue e se espraia de tal sorte que, al√©m de n√≥s, al√©m da pr√≥pria vida, como ativa abstra√ß√£o que se faz carne, a id√©ia de gozar est√° gozando. E num sofrer de gozo entre palavras, menos que isto, sons, arquejos, ais, um s√≥ espasmo em n√≥s atinge o cl√≠max: √© quando o amor morre de amor, divino. Quantas vezes morremos um no outro, no √ļmido subterr√Ęneo da vagina, nessa morte mais suave do que o sono: a pausa dos sentidos, satisfeita. Ent√£o a paz se instaura. A paz dos deuses, estendidos na cama, qual est√°tuas vestidas de suor, agradecendo o que a um deus acrescenta o amor terrestre.

Mimosa boca errante Mimosa boca errante à superfície até achar o ponto em que te apraz colher o fruto em fogo que não será comido mas fruído até se lhe esgotar o sumo cálido e ele deixar-te, ou o deixares, flácido, mas rorejando a baba de delícias que fruto e boca se permitem, dádiva. Boca mimosa e sábia, impaciente de sugar e clausurar inteiro, em ti, o talo rígido mas varado de gozo ao confinar-se no limitado espaço que ofereces a seu volume e jato apaixonados como podes tornar-te, assim aberta, recurvo céu infindo e sepultura? Mimosa boca e santa, que devagar vais desfolhando a líquida espuma do prazer em rito mudo, lenta-lambente-lambilusamente ligada à forma ereta qual se fossem a boca o próprio fruto, e o fruto a boca, oh chega, chega, chega de beber-me, de matar-me, e, na morte, de viver-me. Já sei a eternidade: é puro orgasmo.

Em teu crespo jardim, anêmonas castanhas Em teu crespo jardim, anêmonas castanhas detêm a mão ansiosa: Devagar. Cada pétala ou sépala seja lentamente acariciada, céu; e a vista pouse, beijo abstrato, antes do beijo ritual, na flora pubescente, amor; e tudo é sagrado.

Quando desejos outros √© que falam Quando desejos outros √© que falam e o rigor do apetite mais se agu√ßa, despetalam-se as p√©talas do √Ęnus √† lenta introdu√ß√£o do membro longo. Ele avan√ßa, recua, e a via estreita vai transformando em d√ļlcida paragem. Mulher, dupla mulher, h√° no teu √Ęmago ocultas melodias ovidianas.

As mulheres gulosas As mulheres gulosas que chupam picolé — diz um sábio que sabe — são mulheres carentes e o chupam lentamente qual se vara chupassem, e ao chupá-lo já sabem que presto se desfaz na falácia do gozo o picolé fuginte como se esfaz na mente o imaginário pênis.

A castidade com que abria as coxas A castidade com que abria as coxas e reluzia a sua flora brava. Na mansuetude das ovelhas mochas, e t√£o estreita, como se alargava. Ah, coito, coito, morte de t√£o vida, sepultura na grama, sem dizeres. Em minha ardente subst√Ęncia esva√≠da, eu n√£o era ningu√©m e era mil seres em mim ressuscitados. Era Ad√£o, primeiro gesto nu ante a primeira negritude de corpo feminino. Roupa e tempo jaziam pelo ch√£o. E nem restava mais o mundo, √† beira dessa moita orvalhada, nem destino.

De arredio motel em colcha de damasco De arredio motel em colcha de damasco viste em mim teu pai morto, e brincamos de incesto. A morte, entre nós dois, tinha parte no coito. O brinco era violento, misto de gozo e asco, e nunca mais, depois, nos fitamos no rosto.

No pequeno museu sentimental No pequeno museu sentimental os fios de cabelo religados por laços mínimos de fita são tudo que dos montes hoje resta, visitados por mim, montes de Vênus. Apalpo, acaricio a flora negra, a negra continua, nesse branco total do tempo extinto em que eu, pastor felante, apascentava caracóis perfumados, anéis negros, cobrinhas passionais, junto do espelho que com elas rimava, num clarão. Os movimentos vivos no pretérito enroscam-se nos fios que me falam de perdidos arquejos renascentes em beijos que da boca deslizavam para o abismo de flores e resinas. Vou beijando a memória desses beijos.

Era bom alisar seu traseiro marm√≥reo Era bom alisar seu traseiro marm√≥reo e nele soletrar meu destino completo: paix√£o, vol√ļpia, dor, vida e morte beijando-se em alvos esponsais numa curva infinita. Era amargo sentir em seu frio traseiro a cor do outro final, a esf√©rica ren√ļncia a toda aspira√ß√£o de am√°-la de outra forma. S√≥ a bunda existia, o resto era miragem.

O que se passa na cama (O que se passa na cama √© segredo de quem ama.) √Č segredo de quem ama n√£o conhecer pela rama gozo que seja profundo, elaborado na terra e t√£o fora deste mundo que o corpo, encontrando o corpo e por ele navegando, atinge a paz de outro horto, noutro mundo: paz de morto, nirvana, sono do p√™nis. Ai, cama can√ß√£o de cuna, dorme, menina, nanana, dorme on√ßa su√ßuarana, dorme c√Ęndida vagina, dorme a √ļltima sirena ou a pen√ļltima¬Ö O p√™nis dorme, puma, americana fera exausta. Dorme, fulva grinalda de tua vulva. E silenciem os que amam, entre len√ßol e cortina ainda √ļmidos de s√™men, estes segredos de cama.

Lira do amor rom√Ęntico Ou a eterna repeti√ß√£o Atirei um lim√£o n¬í√°gua e fiquei vendo na margem. Os peixinhos responderam: Quem tem amor tem coragem. Atirei um lim√£o n¬í√°gua e caiu enviesado. Ouvi um peixe dizer: Melhor √© o beijo roubado. Atirei um lim√£o n¬í√°gua, como fa√ßo todo ano. Senti que os peixes diziam: Todo amor vive de engano. Atirei um lim√£o n¬í√°gua, como um vidro de perfume. Em coro os peixes disseram: Joga fora teu ci√ļme. Atirei um lim√£o n¬í√°gua mas perdi a dire√ß√£o. Os peixes, rindo, notaram: Quanto d√≥i uma paix√£o! Atirei um lim√£o n¬í√°gua, ele afundou um barquinho. N√£o se espantaram os peixes: faltava-me o teu carinho. Atirei um lim√£o n¬í√°gua, o rio logo amargou. Os peixinhos repetiram: √Č dor de quem muito amou. Atirei um lim√£o n¬í√°gua, o rio ficou vermelho e cada peixinho viu meu cora√ß√£o num espelho. Atirei um lim√£o n¬í√°gua mas depois me arrependi. Cada peixinho assustado me lembra o que j√° sofri. Atirei um lim√£o n¬í√°gua, antes n√£o tivesse feito. Os peixinhos me acusaram de amar com falta de jeito. Atirei um lim√£o n¬í√°gua, fez-se logo um burburinho. Nenhum peixe me avisou da pedra no meu caminho. Atirei um lim√£o n¬í√°gua, de t√£o baixo ele boiou. Comenta o peixe mais velho: Infeliz quem n√£o amou. Atirei um lim√£o n¬í√°gua, antes atirasse a vida. Iria viver com os peixes a minh¬íalma dolorida. Atirei um lim√£o n¬í√°gua, pedindo √† √°gua que o arraste. At√© os peixes choraram porque tu me abandonaste. Atirei um lim√£o n¬í√°gua. Foi tamanho o rebuli√ßo que os peixinhos protestaram: Se √© amor, deixa disso. Atirei um lim√£o n¬í√°gua, n√£o fez o menor ru√≠do. Se os peixes nada disseram, tu me ter√°s esquecido? Atirei um lim√£o n¬í√°gua, caiu certeiro: z√°s-tr√°s. Bem me avisou um peixinho: Fui passado pra tr√°s. Atirei um lim√£o n¬í√°gua, de clara ficou escura. At√© os peixes j√° sabem: voc√™ n√£o ama: tortura. Atirei um lim√£o n¬í√°gua e ca√≠ n¬í√°gua tamb√©m, pois os peixes me avisaram, que l√° estava meu bem. Atirei um lim√£o n¬í√°gua, foi levado na corrente. Senti que os peixes diziam: H√°s de amar eternamente.

Receita de Ano Novo Para voc√™ ganhar bel√≠ssimo Ano Novo cor de arco-√≠ris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem compara√ß√£o como todo o tempo j√° vivido (mal vivido ou talvez sem sentido) para voc√™ ganhar um ano n√£o apenas pintado de novo, remendado √†s carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser, novo at√© no cora√ß√£o das coisas menos percebidas (a come√ßar pelo seu interior) novo espont√Ęneo, que de t√£o perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, voc√™ n√£o precisa beber champanha ou qualquer outra birita, n√£o precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?). N√£o precisa fazer lista de boas inten√ß√Ķes para arquiv√°-las na gaveta. N√£o precisa chorar de arrependido pelas besteiras consumadas nem parvamente acreditar que por decreto da esperan√ßa a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justi√ßa entre os homens e as na√ß√Ķes, liberdade com cheiro e gosto de p√£o matinal, direitos respeitados, come√ßando pelo direito augusto de viver. Para ganhar um ano-novo que mere√ßa este nome, voc√™, meu caro, tem de merec√™-lo, tem de faz√™-lo de novo, eu sei que n√£o √© f√°cil, mas tente, experimente, consciente. √Č dentro de voc√™ que o Ano Novo cochila e espera desde sempre. Texto extra√≠do do Jornal do Brasil, Dezembro/1997.

..................................... Se voc√™ conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... Se voc√™ achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se voc√™ n√£o consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que est√° marcado para a noite... Se voc√™ n√£o consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se voc√™ tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convic√ß√£o que vai continuar sendo louco por ela... Se voc√™ preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: √© o amor que chegou na sua vida. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. √Äs vezes encontram e, por n√£o prestarem aten√ß√£o nesses sinais, deixam o amor passar, sem deix√°-lo acontecer verdadeiramente. √Č o livre-arb√≠trio. Por isso, preste aten√ß√£o nos sinais. N√£o deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!! AMOTE! AMOTE! AMOTE!!!!!!!!!! QUE SEU NATAL!!!!!!!!!!!!!!!! SEJA FELIZ! FELIZ! FELIZ!!!!!

EU ETIQUETA Em minha cal√ßa est√° grudado um nome Que n√£o √© meu de batismo ou de cart√≥rio Um nome... estranho. Meu blus√£o traz lembrete de bebida Que jamais pus na boca, nessa vida, Em minha camiseta, a marca de cigarro Que n√£o fumo, at√© hoje n√£o fumei. Minhas meias falam de produtos Que nunca experimentei Mas s√£o comunicados a meus p√©s. Meu t√™nis √© proclama colorido De alguma coisa n√£o provada Por este provador de longa idade. Meu len√ßo, meu rel√≥gio, meu chaveiro, Minha gravata e cinto e escova e pente, Meu copo, minha x√≠cara, Minha toalha de banho e sabonete, Meu isso, meu aquilo. Desde a cabe√ßa ao bico dos sapatos, S√£o mensagens, Letras falantes, Gritos visuais, Ordens de uso, abuso, reincid√™ncias. Costume, h√°bito, perm√™ncia, Indispensabilidade, E fazem de mim homem-an√ļncio itinerante, Escravo da mat√©ria anunciada. Estou, estou na moda. √Č duro andar na moda, ainda que a moda Seja negar minha identidade, Troc√°-la por mil, a√ßambarcando Todas as marcas registradas, Todos os logotipos do mercado. Com que inoc√™ncia demito-me de ser Eu que antes era e me sabia T√£o diverso de outros, t√£o mim mesmo, Ser pensante sentinte e solit√°rio Com outros seres diversos e conscientes De sua humana, invenc√≠vel condi√ß√£o. Agora sou an√ļncio Ora vulgar ora bizarro. Em l√≠ngua nacional ou em qualquer l√≠ngua (Qualquer principalmente.) E nisto me comparo, tiro gl√≥ria De minha anula√ß√£o. N√£o sou - v√™ l√° - an√ļncio contratado. Eu √© que mimosamente pago Para anunciar, para vender Em bares festas praias p√©rgulas piscinas, E bem √† vista exibo esta etiqueta Global no corpo que desiste De ser veste e sand√°lia de uma ess√™ncia T√£o viva, independente, Que moda ou suborno algum a compromete. Onde terei jogado fora Meu gosto e capacidade de escolher, Minhas idiossincrasias t√£o pessoais, T√£o minhas que no rosto se espelhavam E cada gesto, cada olhar Cada vinco da roupa Sou gravado de forma universal, Saio da estamparia, n√£o de casa, Da vitrine me tiram, recolocam, Objeto pulsante mas objeto Que se oferece como signo dos outros Objetos est√°ticos, tarifados. Por me ostentar assim, t√£o orgulhoso De ser n√£o eu, mas artigo industrial, Pe√ßo que meu nome retifiquem. J√° n√£o me conv√©m o t√≠tulo de homem. Meu nome novo √© Coisa. Eu sou a Coisa, coisamente.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida. Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e fazer feliz por inteiro. Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.

...) Pois de tudo fica um pouco. Fica um pouco de teu queixo no queixo de tua filha. De teu áspero silêncio um pouco ficou, um pouco nos muros zangados, nas folhas, mudas, que sobem. Ficou um pouco de tudo no pires de porcelana, dragão partido, flor branca, ficou um pouco de ruga na vossa testa, retrato. (...) E de tudo fica um pouco. Oh abre os vidros de loção e abafa o insuportável mau cheiro da memória. (Resíduo)

Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o mundo futuro. Estou preso à vida e olho meus companheiros Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. Entre eles, considere a enorme realidade. O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas. Não serei o cantor de uma mulher, de uma história. Não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela. Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida. Não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins. O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.

Soneto da perdida esperan√ßa Perdi o bonde e a esperan√ßa. Volto p√°lido para casa. A rua √© in√ļtil e nenhum auto passaria sobre meu corpo. Vou subir a ladeira lenta em que os caminhos se fundem. Todos eles conduzem ao princ√≠pio do drama e da flora. N√£o sei se estou sofrendo ou se √© algu√©m que se diverte por que n√£o? na noite escassa com um insol√ļvel flautim. Entretanto h√° muito tempo n√≥s gritamos: sim! ao eterno.

Tamb√©m j√° fui brasileiro Eu tamb√©m j√° fui brasileiro moreno como voc√™s. Ponteei viola, guiei forde e aprendi na mesa dos bares que o nacionalismo √© uma virtude. Mas h√° uma hora em que os bares se fecham e todas as virtudes se negam. Eu tamb√©m j√° fui poeta. Bastava olhar para mulher, pensava logo nas estrelas e outros substantivos celestes. Mas eram tantas, o c√©u tamanho, minha poesia perturbou-se. Eu tamb√©m j√° tive meu ritmo. Fazia isso, dizia aquilo. E meus amigos me queriam, meus inimigos me odiavam. Eu ir√īnico deslizava satisfeito de ter meu ritmo. Mas acabei confundindo tudo. Hoje n√£o deslizo mais n√£o, n√£o sou ir√īnico mais n√£o, n√£o tenho ritmo mais n√£o.

Poema de sete faces Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida. As casas espiam os homens que correm atrás de mulheres. A tarde talvez fosse azul, não houvesse tantos desejos. O bonde passa cheio de pernas: pernas brancas pretas amarelas. Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração. Porém meus olhos não perguntam nada. O homem atrás do bigode é sério, simples e forte. Quase não conversa. Tem poucos, raros amigos o homem atrás dos óculos e do bigode. Meu Deus, por que me abandonaste se sabias que eu não era Deus, se sabias que eu era fraco. Mundo mundo vasto mundo se eu me chamasse Raimundo seria uma rima, não seria uma solução. Mundo mundo vasto mundo, mais vasto é meu coração. Eu não devia te dizer mas essa lua mas esse conhaque botam a gente comovido como o diabo.

N√£o quero ser o √ļltimo a comer-te N√£o quero ser o √ļltimo a comer-te. Se em tempo n√£o ousei, agora √© tarde. Nem sopra a flama antiga nem beber-te aplacaria sede que n√£o arde em minha boca seca de querer-te, de desejar-te tanto e sem alarde, fome que n√£o sofria padecer-te assim pasto de tantos, e eu covarde a esperar que limpasses toda a gala que por teu corpo e alma ainda resvala, e chegasses, intata, renascida, para travar comigo a luta extrema que fizesse de toda a nossa vida um chamejante, universal poema.

Também temos saudade do que não existiu, e dói bastante.

Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar.

Há vários motivos para não se amar uma pessoa e um só para amá-la; Este prevalece.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita

Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Os m√©dicos est√£o fazendo a aut√≥psia Dos desiludidos que se mataram Que grande cora√ß√£o eles possuiam Visc√©ras imensas, tripas sentimentais E um est√īmago cheio de poesia.

Verdadeiro amor

Sentimos saudade de certos momentos da nossa vida e de certos momentos de pessoas que passaram por ela.

Para Sempre Por que Deus permite que as mães vão-se embora? Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento. Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade. Por que Deus se lembra - mistério profundo - de tirá-la um dia? Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho.

Amar Que pode uma criatura sen√£o, entre criaturas, amar? amar e esquecer, amar e malamar, amar, desamar, amar? sempre, e at√© de olhos vidrados, amar? Que pode, pergunto, o ser amoroso, sozinho, em rota√ß√£o universal, sen√£o rodar tamb√©m, e amar? amar o que o mar traz √† praia, e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha, √© sal, ou precis√£o de amor, ou simples √Ęnsia? Amar solenemente as palmas do deserto, o que √© entrega ou adora√ß√£o expectante, e amar o in√≥spito, o √°spero, um vaso sem flor, um ch√£o de ferro, e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina. Este o nosso destino: amor sem conta, distribu√≠do pelas coisas p√©rfidas ou nulas, doa√ß√£o ilimitada a uma completa ingratid√£o, e na concha vazia do amor a procura medrosa, paciente, de mais e mais amor. Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa amar a √°gua impl√≠cita, e o beijo t√°cito, e a sede infinita.

Quando encontrar algu√©m e esse algu√©m fizer seu cora√ß√£o parar de funcionar por alguns segundos, preste aten√ß√£o: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que voc√™ est√° esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos l√°bios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d√°gua neste momento, perceba: existe algo m√°gico entre voc√™s. Se o 1¬ļ e o √ļltimo pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o cora√ß√£o, agrade√ßa: Algo do c√©u te mandou um presente divino : O AMOR. Se um dia tiverem que pedir perd√£o um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abra√ßo, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: voc√™s foram feitos um pro outro. Se por algum motivo voc√™ estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas l√°grimas e enxug√°-las com ternura, que coisa maravilhosa: voc√™ poder√° contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se voc√™ conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... Se voc√™ achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se voc√™ n√£o consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que est√° marcado para a noite... Se voc√™ n√£o consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se voc√™ tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convic√ß√£o que vai continuar sendo louco por ela... Se voc√™ preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: √© o amor que chegou na sua vida. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. √Äs vezes encontram e, por n√£o prestarem aten√ß√£o nesses sinais, deixam o amor passar, sem deix√°-lo acontecer verdadeiramente. √Č o livre-arb√≠trio. Por isso, preste aten√ß√£o nos sinais. N√£o deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR!

O professor disserta sobre ponto difícil do programa. Um aluno dorme, Cansado das canseiras desta vida. O professor vai sacudí-lo? Vai repreendê-lo? Não. O rofessor baixa a voz, Com medo de acordá-lo.

CONSOLO NA PRAIA Vamos, n√£o chores... A inf√Ęncia est√° perdida. A mocidade est√° perdida. Mas a vida n√£o se perdeu. O primeiro amor passou. O segundo amor passou. O terceiro amor passou. Mas o cora√ß√£o continua. Perdeste o melhor amigo. N√£o tentaste qualquer viagem. N√£o possuis casa, navio, terra. Mas tens um c√£o. Algumas palavras duras, em voz mansa, te golpearam. Nunca, nunca cicatrizam. Mas, e o humour? A injusti√ßa n√£o se resolve. √Ä sombra do mundo errado murmuraste um protesto t√≠mido. Mas vir√£o outros. Tudo somado, devias precipitar-te, de vez, nas √°guas. Est√°s nu na areia, no vento... Dorme, meu filho.

Consolo na praia Vamos, n√£o chores. A inf√Ęncia est√° perdida. A mocidade est√° perdida. Mas a vida n√£o se perdeu. O primeiro amor passou. O segundo amor passou. O terceiro amor passou. Mas o cora√ß√£o continua. Perdeste o melhor amigo. N√£o tentaste qualquer viagem. N√£o possuis carro, navio, terra. Mas tens um c√£o. Algumas palavras duras, em voz mansa, te golpearam. Nunca, nunca cicatrizam. Mas, e o humour? A injusti√ßa n√£o se resolve. √Ä sombra do mundo errado murmuraste um protesto t√≠mido. Mas vir√£o outros. Tudo somado, devias precipitar-te, de vez, nas √°guas. Est√°s nu na areia, no vento... Dorme, meu filho.

Conselho de um velho apaixonado Quando encontrar algu√©m e esse algu√©m fizer seu cora√ß√£o parar de funcionar por alguns segundos, preste aten√ß√£o: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que voc√™ est√° esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos l√°bios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d√°gua neste momento, perceba: existe algo m√°gico entre voc√™s. Se o 1¬ļ e o √ļltimo pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o cora√ß√£o, agrade√ßa: Algo do c√©u te mandou um presente divino : O AMOR. Se um dia tiverem que pedir perd√£o um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abra√ßo, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: voc√™s foram feitos um pro outro. Se por algum motivo voc√™ estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas l√°grimas e enxug√°-las com ternura, que coisa maravilhosa: voc√™ poder√° contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se voc√™ conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... Se voc√™ achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se voc√™ n√£o consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que est√° marcado para a noite... Se voc√™ n√£o consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se voc√™ tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convic√ß√£o que vai continuar sendo louco por ela... Se voc√™ preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: √© o amor que chegou na sua vida. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. √Äs vezes encontram e, por n√£o prestarem aten√ß√£o nesses sinais, deixam o amor passar, sem deix√°-lo acontecer verdadeiramente. √Č o livre-arb√≠trio. Por isso, preste aten√ß√£o nos sinais. N√£o deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!

Amar o perdido deixa confundido este coração. Nada pode o olvido contra o sem sentido apelo do Não. As coisas tangíveis tornam-se insensíveis à palma da mão Mas as coisas findas muito mais que lindas, essas ficarão. Por Ser Intangível... Morrerei de Amor Porque Te Quero...

Conselho de um velho apaixonado Quando encontrar algu√©m e esse algu√©m fizer seu cora√ß√£o parar de funcionar por alguns segundos, preste aten√ß√£o: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que voc√™ est√° esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos l√°bios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d√°gua neste momento, perceba: existe algo m√°gico entre voc√™s. Se o 1¬ļ e o √ļltimo pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o cora√ß√£o, agrade√ßa: Algo do c√©u te mandou um presente divino : O AMOR. Se um dia tiverem que pedir perd√£o um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abra√ßo, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: voc√™s foram feitos um pro outro. Se por algum motivo voc√™ estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas l√°grimas e enxug√°-las com ternura, que coisa maravilhosa: voc√™ poder√° contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se voc√™ conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... Se voc√™ achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se voc√™ n√£o consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que est√° marcado para a noite... Se voc√™ n√£o consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se voc√™ tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convic√ß√£o que vai continuar sendo louco por ela... Se voc√™ preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: √© o amor que chegou na sua vida. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. √Äs vezes encontram e, por n√£o prestarem aten√ß√£o nesses sinais, deixam o amor passar, sem deix√°-lo acontecer verdadeiramente. √Č o livre-arb√≠trio. Por isso, preste aten√ß√£o nos sinais. N√£o deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!! Eu me interesso....e digo: Te Amo !!!!!!!!!!!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. Eu me interesso...e digo: Te Amo !!!!!!!!!!!!

Conselho de um velho apaixonado Quando encontrar algu√©m e esse algu√©m fizer seu cora√ß√£o parar de funcionar por alguns segundos, preste aten√ß√£o: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que voc√™ est√° esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos l√°bios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d√°gua neste momento, perceba: existe algo m√°gico entre voc√™s. Se o 1¬ļ e o √ļltimo pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o cora√ß√£o, agrade√ßa: Deus te mandou um presente: O AMOR. Se um dia tiverem que pedir perd√£o um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abra√ßo, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: voc√™s foram feitos um pro outro. Se por algum motivo voc√™ estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas l√°grimas e enxug√°-las com ternura, que coisa maravilhosa: voc√™ poder√° contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se voc√™ conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... Se voc√™ achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se voc√™ n√£o consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que est√° marcado para a noite... Se voc√™ n√£o consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se voc√™ tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convic√ß√£o que vai continuar sendo louco por ela... Se voc√™ preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: √© o amor que chegou na sua vida. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. √Äs vezes encontram e, por n√£o prestarem aten√ß√£o nesses sinais, deixam o amor passar, sem deix√°-lo acontecer verdadeiramente. √Č o livre-arb√≠trio. Por isso, preste aten√ß√£o nos sinais. N√£o deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!

As coisas que amamos as pessoas que amamos são eternas até certo ponto. Duram o infinito variável no limite de nosso poder de respirar a eternidade Pensá-las é pensar que não acabam nunca, dar-lhes moldura de granito. De outra maneira se tornam absoluta numa outra (maior) realidade. Começam a esmaecer quando nos cansamos, e todos nos cansamos, por um outro itinerário, de aspirar a resina do eterno.* Já não pretendemos que sejam imperecíveis. Restituímos cada ser e coisa à condição precária rebaixamos o amor ao estado de utilidade. Do sonho eterno fica esse gozo acre na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar

No meio do caminho No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha um pedro no meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra tinha um pedro no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra. Derepente, eis que um Meteóro e dos grandes ,cai na minha frente, não tenho como evitá-lo , mem mesmo, fingir que não está ali, mas então ao observar melhor, percebo, que é mais que uma grande pedra no meu caminho, sim, tratasse de um valioso tesouro, e olho para o céu, e sorrindo, agradeço à ELE, por me dar o mais valioso presente, que perseguimos em nossa Vida : o AMOR !!!!! PP M Lourdes L Mello

Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade. Se O Mestre Diz, Eu Não dizdigo, Mas... Que Ele Me Desculpe, Pois Tenho Você, Hoje, Como O Meu....HHHHUUUMMM !!!! Melhor Motivo !!!!! Beijos....!!! Abraços....!!!! Muito Cheiro...HHHUUUMMM...

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. Concordo com você,e é por isto que eu me arrisco tanto.. TE AMO...TE AMO...TE AMO...TE AMO...TE AMO...!!!!!!!!!!

Quando encontrar algu√©m e esse algu√©m fizer seu cora√ß√£o parar de funcionar por alguns segundos, preste aten√ß√£o: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que voc√™ est√° esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos l√°bios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d√°gua neste momento, perceba: existe algo m√°gico entre voc√™s. Se o 1¬ļ e o √ļltimo pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o cora√ß√£o, agrade√ßa: Algo do c√©u te mandou um presente divino : O AMOR. Se um dia tiverem que pedir perd√£o um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abra√ßo, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: voc√™s foram feitos um pro outro. Se por algum motivo voc√™ estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas l√°grimas e enxug√°-las com ternura, que coisa maravilhosa: voc√™ poder√° contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se voc√™ conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... Se voc√™ achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se voc√™ n√£o consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que est√° marcado para a noite... Se voc√™ n√£o consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se voc√™ tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convic√ß√£o que vai continuar sendo louco por ela... Se voc√™ preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: √© o amor que chegou na sua vida. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. √Äs vezes encontram e, por n√£o prestarem aten√ß√£o nesses sinais, deixam o amor passar, sem deix√°-lo acontecer verdadeiramente. √Č o livre-arb√≠trio. Por isso, preste aten√ß√£o nos sinais. N√£o deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR! TE AMO FELIZ...AT√Č...!!! TE AMO FELIZ...AT√Č...!!!! TE AMO FELIZ...AT√Č...!!! TE AMO FELIZ...AT√Č...!!!!

Quando encontrar algu√©m e esse algu√©m fizer seu cora√ß√£o parar de funcionar por alguns segundos, preste aten√ß√£o: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que voc√™ est√° esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos l√°bios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d√°gua neste momento, perceba: existe algo m√°gico entre voc√™s. Se o 1¬ļ e o √ļltimo pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o cora√ß√£o, agrade√ßa: Algo do c√©u te mandou um presente divino : O AMOR. Se um dia tiverem que pedir perd√£o um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abra√ßo, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: voc√™s foram feitos um pro outro. Se por algum motivo voc√™ estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas l√°grimas e enxug√°-las com ternura, que coisa maravilhosa: voc√™ poder√° contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se voc√™ conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... Se voc√™ achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se voc√™ n√£o consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que est√° marcado para a noite... Se voc√™ n√£o consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se voc√™ tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convic√ß√£o que vai continuar sendo louco por ela... Se voc√™ preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: √© o amor que chegou na sua vida. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. √Äs vezes encontram e, por n√£o prestarem aten√ß√£o nesses sinais, deixam o amor passar, sem deix√°-lo acontecer verdadeiramente. √Č o livre-arb√≠trio. Por isso, preste aten√ß√£o nos sinais. N√£o deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR! O Amor, Ao Meu Amigo, Vento...,Leve!!!!Te Amo...!!!!

Lembrete Se procurar bem, você acaba encontrando não a explicação (duvidosa) da vida, mas a poesia (inexplicável) da vida.. Declaração de amor. Ed. Record.

...Quero ser amado por e em tua palavra...

N√£o h√° vivos, h√° os que morreram e os que esperam a vez.

O amor é grande mas cabe no breve espaço de beijar.

A dor e inevitavél o sofrimento e opcional

Porque eu sou do tamanho daquilo que sinto, que vejo e que faço, não do tamanho que as pessoas me enxergam.

Não serei o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o meu futuro. Estou preso à vida e olho meus companheiros. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. Entre eles,considero a enorme realidade. O presente é tão grande,não nos afastemos. Não nos afastemos muito,vamos de mãos dadas. Não serei o cantor de uma mulher,de uma história, não direi suspiros ao anoitecer,a paisagem vista da janela,não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicidas,não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. O tempo é minha matéria,o tempo presente,os homens presentes,a vida presente.

MANEIRA DE AMAR O jardineiro conversava com as flores e elas se habituaram ao di√°logo. Passava manh√£s contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um ger√Ęnio. O girassol n√£o ia muito com sua cara, ou porque n√£o fosse homem bonito, ou porque os girass√≥is s√£o orgulhosos de natureza. Em v√£o o jardineiro tentava captar-lhe as gra√ßas, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para n√£o ver o rosto que lhe sorria. Era uma situa√ß√£o bastante embara√ßosa, que as outras flores n√£o comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o p√© de girassol e de renovar-lhe a terra, na devida ocasi√£o. O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente n√£o fazendo coisa alguma. E mando-o embora,depois de assinar a carteira de trabalho. Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque n√£o tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que n√£o se conformava com a aus√™ncia do homem. VOC√ä O TRATAVA MAL, AGORA EST√Ā ARREPENDIDO? N√ÉO, RESPODEU, ESTOU TRISTE PORQUE AGORA N√ÉO POSSO TRAT√Ā-LO MAL. √Č A MINHA MANEIRA DE AMAR, ELE SABIA DISSO, E GOSTAVA.

CONFRONTO Bateu, Amor à porte da Loucura. Deixe-me entrar, pediu, sou teu irmão. Só tu me limparás da lama escura a que me conduziu a paixão A Loucura desdenha recebê-lo, sabendo quanto o Amor vive de engano, mas estarrece de surpresa ao vê-lo, de humano que era, assim tão inumano. E exclama: Entra correndo, o pouso é teu. Mais que ningém mereces habitar minha casa infernal, feita de breu. Enquanto me retiro, sem destino, pois não sei de mais triste desatino que este mal sem perdão, o mal de Amor

F√°cil √© julgar pessoas que est√£o sendo expostas pelas circunst√Ęncias. Dif√≠cil √© encontrar e refletir sobre seus erros, ou tentar fazer diferente algo que j√° fez muito errado. E √© assim que perdemos pessoas especiais.

AMOR E SEU TEMPO Amor √© privil√©gio de maduros estendidos na mais estreita cama, que se torna a mais larga e mais relvosa, ro√ßando, em cada poro, o c√©u do corpo. √Č isto, amor: o ganho n√£o previsto, o pr√™mio subterr√Ęneo e coruscante, leitura de rel√Ęmpago cifrado, que, decifrado, nada mais existe valendo a pena e o pre√ßo terrestre, salvo o minuto de ouro no rel√≥gio min√ļsculo, vibrando no crep√ļsculo. Amor √© o que se aprende no limite, depois de se arquivar toda a ci√™ncia herdada, ouvida. Amor come√ßa tarde.

Verdade A porta da verdade estava aberta, mas só deixava passar meia pessoa de cada vez. Assim não era possível atingir toda a verdade, porque a meia pessoa que entrava só trazia o perfil de meia verdade. E sua segunda metade voltava igualmente com meio perfil. E os meios perfis não coincidiam. Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta. Chegaram ao lugar luminoso onde a verdade esplendia seus fogos. Era dividida em metades diferentes uma da outra. Chegou-se a discutir qual a metade mais bela. Nenhuma das duas era totalmente bela. E carecia optar. Cada um optou conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

Imposs√≠vel compor um poema a essa altura da evolu√ß√£o da humanidade. Imposs√≠vel escrever um poema - uma linha que seja - de verdadeira poesia. O √ļltimo trovador morreu em 1914. Tinha um nome de que ningu√©m se lembra mais. H√° m√°quinas terrivelmente complicadas para as necessidades mais simples. Se quer fumar um charuto aperte um bot√£o. Palet√≥s abotoam-se por eletricidade. Amor se faz pelo sem-fio. N√£o precisa est√īmago para digest√£o. Um s√°bio declarou a O Jornal que ainda falta muito para atingirmos um n√≠vel razo√°vel de cultura. Mas at√© l√°, felizmente, estarei morto. Os homens n√£o melhoram e matam-se como percevejos. Os percevejos her√≥icos renascem. Inabit√°vel, o mundo √© cada vez mais habitado. E se os olhos reaprendessem a chorar seria um segundo dil√ļvio. (Desconfio que escrevi um poema.)

AOS NAMORADOS DO BRASIL Dai-me, Senhor, assist√™ncia t√©cnica para eu falar aos namorados do Brasil. Ser√° que namorado algum escuta algu√©m? Adianta falar a namorados? E ser√° que tenho coisas a dizer-lhes que eles n√£o saibam, eles que transformam a sabedoria universal em divino esquecimento? Adianta-lhes, Senhor, saber alguma coisa, quando perdem os olhos para toda paisagem , perdem os ouvidos para toda melodia e s√≥ v√™em, s√≥ escutam melodia e paisagem de sua pr√≥pria fabrica√ß√£o? Cegos, surdos, mudos - felizes! - s√£o os namorados enquanto namorados. Antes, depois s√£o gente como a gente, no pedestre dia-a-dia. Mas quem foi namorado sabe que outra vez voltar√° √† sublime invalidez que √© signo de perfei√ß√£o interior. Namorado √© o ser fora do tempo, fora de obriga√ß√£o e CPF, ISS, IFP, PASEP,INPS. Os c√≥digos, desarmados, retrocedem de sua porta, as multas envergonham-se de alvej√°-lo, as guerras, os tratados internacionais encolhem o rabo diante dele, em volta dele. O tempo, afiando sem pausa a sua foice, espera que o namorado desnamore para sempre. Mas nascem todo dia namorados novos, renovados, inovantes, e ningu√©m ganha ou perde essa batalha. Pois namorar √© destino dos humanos, destino que regula nossa dor, nossa doa√ß√£o, nosso inferno gozoso. E quem vive, aten√ß√£o: cumpra sua obriga√ß√£o de namorar, sob pena de viver apenas na apar√™ncia. De ser o seu cad√°ver itinerante. De n√£o ser. De estar, e nem estar. O problema, Senhor, √© como aprender, como exercer a arte de namorar, que audiovisual nenhum ensina, e vai al√©m de toda universidade. Quem aprendeu n√£o ensina. Quem ensina n√£o sabe. E o namorado s√≥ aprende, sem sentir que aprendeu, por obra e gra√ßa de sua namorada. A mulher antes e depois da B√≠blia √© pois enciclop√©dia natural ci√™ncia infusa, inconciente, infensa a testes, fulgurante no simples manifestar-se, chegado o momento. H√° que aprender com as mulheres as finezas fin√≠ssimas do namoro. O homem nasce ignorante, vive ignorante, √†s vezes morre tr√™s vezes ignorante de seu cora√ß√£o e da maneira de us√°-lo. S√≥ a mulher (como explicar?) entende certas coisas que n√£o s√£o para entender. S√£o para aspirar como ess√™ncia, ou nem assim. Elas aspiram o segredo do mundo. H√° homens que se cansam depressa de namorar, outros que s√£o infi√©is √† namorada. Pobre de quem n√£o aprendeu direito, ai de quem nunca estar√° maduro para aprender, triste de quem n√£o merecia, n√£o merece namorar. Pois namorar n√£o √© s√≥ juntar duas atra√ß√Ķes no velho estilo ou no moderno estilo, com arrepios, murm√ļrios, sil√™ncios, caminhadas, jantares, grava√ß√Ķes, fins-de-semana, o carro √† toda ou a 80, lancha, piscina, dia-dos-namorados, foto colorida, filme adoidado,, r√°pido motel onde os espelhos n√£o guardam beijo e alma de ningu√©m. Namorar √© o sentido absoluto que se esconde no gesto muito simples, n√£o intencional, nunca previsto, e d√° ao gesto a cor do amanhecer, para ficar durando, perdurando, som de cristal na concha ou no infinito. Namorar √© al√©m do beijo e da sintaxe, n√£o depende de estado ou condi√ß√£o. Ser duplicado, ser complexo, que em si mesmo se mira e se desdobra, o namorado, a namorada n√£o s√£o aquelas mesmas criaturas que cruzamos na rua. S√£o outras, s√£o estrelas remot√≠ssimas, fora de qualquer sistema ou situa√ß√£o. A limita√ß√£o terrestre, que os persegue, tenta cobrar (inveja) o terr√≠vel imposto de passagem: Depressa! Corre! Vai acabar! Vai fenecer! Vai corromper-se tudo em flor esmigalhada na sola dos sapatos... Ou sen√£o: Desiste! Foge! Esquece! E os fracos esquecem. Os t√≠midos desistem. Fogem os covardes. Que importa? A cada hora nascem outros namorados para a novidade da antiga experi√™ncia. E inauguram cada manh√£ (namoramor) o velho, velho mundo renovado.

O Ch√£o √© a cama O Ch√£o √© a cama para o amor urgente, O amor n√£o espera ir para a cama. Sobre o tapete no duro piso, a gente comp√Ķe de corpo a corpo a √ļltima trama. E para repousar do amor, vamos para a cama!

Quando encontrar algu√©m e esse algu√©m fizer seu cora√ß√£o parar de funcionar por alguns segundos, preste aten√ß√£o: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que voc√™ est√° esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos l√°bios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d√°gua neste momento, perceba: existe algo m√°gico entre voc√™s. Se o 1¬ļ e o √ļltimo pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o cora√ß√£o, agrade√ßa: Algo do c√©u te mandou um presente divino : O AMOR. Se um dia tiverem que pedir perd√£o um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abra√ßo, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: voc√™s foram feitos um pro outro. Se por algum motivo voc√™ estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas l√°grimas e enxug√°-las com ternura, que coisa maravilhosa: voc√™ poder√° contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se voc√™ conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... Se voc√™ achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se voc√™ n√£o consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que est√° marcado para a noite... Se voc√™ n√£o consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se voc√™ tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convic√ß√£o que vai continuar sendo louco por ela... Se voc√™ preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: √© o amor que chegou na sua vida. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. √Äs vezes encontram e, por n√£o prestarem aten√ß√£o nesses sinais, deixam o amor passar, sem deix√°-lo acontecer verdadeiramente. √Č o livre-arb√≠trio. Por isso, preste aten√ß√£o nos sinais. N√£o deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!! Eu me interesso....e digo: Te Amo !!!!!!!!!!!

Conselho de um velho apaixonado Quando encontrar algu√©m e esse algu√©m fizer seu cora√ß√£o parar de funcionar por alguns segundos, preste aten√ß√£o: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que voc√™ est√° esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos l√°bios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d√°gua neste momento, perceba: existe algo m√°gico entre voc√™s. Se o 1¬ļ e o √ļltimo pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o cora√ß√£o, agrade√ßa: Algo do c√©u te mandou um presente divino : O AMOR. Se um dia tiverem que pedir perd√£o um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abra√ßo, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: voc√™s foram feitos um pro outro. Se por algum motivo voc√™ estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas l√°grimas e enxug√°-las com ternura, que coisa maravilhosa: voc√™ poder√° contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se voc√™ conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... Se voc√™ achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se voc√™ n√£o consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que est√° marcado para a noite... Se voc√™ n√£o consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se voc√™ tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convic√ß√£o que vai continuar sendo louco por ela... Se voc√™ preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: √© o amor que chegou na sua vida. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. √Äs vezes encontram e, por n√£o prestarem aten√ß√£o nesses sinais, deixam o amor passar, sem deix√°-lo acontecer verdadeiramente. √Č o livre-arb√≠trio. Por isso, preste aten√ß√£o nos sinais. N√£o deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR!

O grande barato da vida √© olhar para tr√°s e sentir orgulho da sua hist√≥ria. Desejo para todo mundo esse olhar especial. 2008 pode ser um ano especial se nosso olhar for diferente. Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoismos, e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoistas, mas podemos entender o outro. 2008 pode n√£o, VAI ser o bicho, o m√°ximo, maravilhoso, lindo, maneiro, especial. O grande lance √© viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e AGORA. Claro que a vida prega pe√ßas. √Č l√≥gico que, por vezes, o bolo sola, o pneu fura, chove demais... Mas... Pensa s√≥ : tem gra√ßa viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? N√£o quero ser cego, burro ou dissimulado. Quero viver bem! 2007 foi um ano cheio. Problemas, desislus√Ķes... As vezes se espera demais das pessoas A grana que n√£o veio, o amigo que decepcionou. Normal... 2008 n√£o vai ser diferente O homem √© cheio de imperfei√ß√Ķes, a natureza tem sua pesonalidade que nem sempre √© a que a gente mais deseja, mas e a√≠? Fazer oque? Acabar com seu bom humor? Com sua esperan√ßa? O que eu desejo para todos √© sabedoria. E que todos n√≥s saibamos transformar tudo em uma boa experi√™ncia. Como por exemplo entender o amigo que n√£o merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passa para a categoria 3 ou muda de classe, vira colega. Al√©m do mais, a gente provalvemente, tamb√©m j√° decepcionou alguem! O nosso desejo n√£o se realizou? Beleza, n√£o tava na hora, n√£o deveria ser a melhor coisa para esse momento. Chorar de dor, de solid√£o, de tristeza faz parte do homem. N√£o adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes

A VERDADE A porta da verdade estava aberta, mas só deixava passar meia pessoa de cada vez. Assim não era possível atingir toda a verdade, porque a meia pessoa que entrava só trazia o perfil de meia verdade. E sua segunda metade voltava igualmente com meio perfil. E os dois meios perfis não coincidiam. Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta. Chegaram a um lugar luminoso onde a verdade esplendia seus fogos. Era dividida em duas metades, diferentes uma da outra. Chegou-se a discutir qual a metade mais bela. As duas eram totalmente belas. Mas carecia optar. Cada um optou conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

O SEU SANTO NOME Não facilite com a palavra amor. Não a jogue no espaço, bolha de sabão. Não se inebrie com o seu engalanado som. Não a empregue sem razão acima de toda a razão ( e é raro). Não brinque, não experimente, não cometa a loucura sem remissão de espalhar aos quatro ventos do mundo essa palavra que é toda sigilo e nudez, perfeição e exílio na Terra. Não a pronuncie.

Felismente existe o √°lcool na vida. Uns tomar √©ter, outros, coca√≠na. Eu tomo alegria! Minha ternura dentuca √© dissimulada. Tenho todos os motivos menos um de ser triste. Estou farto do lirismo comedido. Como deve ser bom gostar de uma feia! Pura ou degradada at√© a √ļltima baixeza eu quero a estrela da manha. ... os corpos se entendem, mas as almas nao. - Bendita a morte, que √© o fim de todos os milagres.

Conselho de um velho apaixonado Quando encontrar algu√©m e esse algu√©m fizer seu cora√ß√£o parar de funcionar por alguns segundos, preste aten√ß√£o: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que voc√™ est√° esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos l√°bios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d√°gua neste momento, perceba: existe algo m√°gico entre voc√™s. Se o 1¬ļ e o √ļltimo pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o cora√ß√£o, agrade√ßa: Algo do c√©u te mandou um presente divino : O AMOR. Se um dia tiverem que pedir perd√£o um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abra√ßo, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: voc√™s foram feitos um pro outro. Se por algum motivo voc√™ estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas l√°grimas e enxug√°-las com ternura, que coisa maravilhosa: voc√™ poder√° contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se voc√™ conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... Se voc√™ achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se voc√™ n√£o consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que est√° marcado para a noite... Se voc√™ n√£o consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se voc√™ tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convic√ß√£o que vai continuar sendo louco por ela... Se voc√™ preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: √© o amor que chegou na sua vida. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. √Äs vezes encontram e, por n√£o prestarem aten√ß√£o nesses sinais, deixam o amor passar, sem deix√°-lo acontecer verdadeiramente. √Č o livre-arb√≠trio. Por isso, preste aten√ß√£o nos sinais. N√£o deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!! Eu me interesso....e digo: Te Amo !!!!!!!!!!! Carlos Drumond de Andrade

Ainda que mal Ainda que mal pergunte, ainda que mal respondas; ainda que mal te entenda, ainda que mal repitas; ainda que mal insista, ainda que mal desculpes; ainda que mal me exprima, ainda que mal me julgues; ainda que mal me mostre, ainda que mal me vejas; ainda que mal te encare, ainda que mal te furtes; ainda que mal te siga, ainda que mal te voltes; ainda que mal te ame, ainda que mal o saibas; ainda que mal te agarre, ainda que mal te mates; ainda assim te pergunto e me queimando em teu seio, me salvo e me dano: amor.

Amor √© privil√©gio de maduros estendidos na mais estreita cama, que se torna a mais larga e mais relvosa, ro√ßando, em cada poro, o c√©u do corpo. √Č isto, amor: o ganho n√£o previsto, o pr√™mio subterr√Ęneo e coruscante, leitura de rel√Ęmpago cifrado, que, decifrado, nada mais existe valendo a pena e o pre√ßo do terrestre, salvo o minuto de ouro no rel√≥gio min√ļsculo, vibrando no crep√ļsculo. Amor √© o que se aprende no limite, depois de se arquivar toda a ci√™ncia herdada, ouvida. Amor come√ßa tarde.

CONSOLO NA PRAIA Vamos, n√£o chores... A inf√Ęncia est√° perdida. A mocidade est√° perdida. Mas a vida n√£o se perdeu. O primeiro amor passou. O segundo amor passou. O terceiro amor passou. Mas o cora√ß√£o continua. Perdeste o melhor amigo. N√£o tentaste qualquer viagem. N√£o possuis casa, navio, terra. Mas tens um c√£o. Algumas palavras duras, em voz mansa, te golpearam. Nunca, nunca cicatrizam. Mas, e o humour? A injusti√ßa n√£o se resolve. √Ä sombra do mundo errado murmuraste um protesto t√≠mido. Mas vir√£o outros. Tudo somado, devias precipitar-te, de vez, nas √°guas. Est√°s nu na areia, no vento... Dorme, meu filho.

Clara manhã, obrigado. O essencial é viver.

O pássaro é livre na prisão do ar. O espírito é livre na prisão do corpo.

Um dia desses, eu separo um tempinho e ponho em dia todos os choros que n√£o tenho tido tempo de chorar.

Tempo disso, tempo daquilo; falta o tempo de nada.

E fala e ri e gesticula e grita. (teus olhos) entrava-nos alma adentro e via esta lama podre e com pesar nos fitava e com ira amaldiçoava e com doçura perdoava.

N√£o basta sentir a chegada dos dias lindos. √Č necess√°rio proclamar: Os dias ficaram lindos.

Eu n√£o devia te dizer , mas essa lua, mas esse conhaque, botam a gente comovido como o diabo.

E cada instante e diferente, e cada homen é diferente, e somos todos iguais. No mesmo ventre o escuro inicial, na mesma terra o silêncio global, mas não seja logo.

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados. Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

O antigo amor, porém, nunca fenece e a cada dia surge mais amante. Mais ardente, mas pobre de esperança. Mais triste? Não. Ele venceu a dor, e resplandece no seu canto obscuro, tanto mais velho quanto mais amor.

Desejo a vocês Fruto do mato Cheiro de jardim Namoro no portão Domingo sem chuva Segunda sem mau humor Sábado com seu amor Filme do Carlitos Chope com os amigos Viver sem inimigos Filme na TV Ter uma pessoa especial E que ela goste de você Ouvir uma palavra amável Ver a banda passar Noite de lua cheia Rever uma velha amizade Ter fé em Deus Não ter que ouvir não Nem nunca, nem jamais Nem adeus Rir como criança Ouvir canto de passarinho Sarar de resfriado Escrever um poema de amor Tomar banho de cachoeira Aprender uma nova canção Esperar alguém na estação Queijo com goiabada Uma festa Um violão Uma seresta Recordar um amor antigo Ter um ombro sempre amigo Bater palmas com alegria Uma tarde amena Calçar um chinelo velho Tocar violão para alguém Vinho branco Bolero de Ravel E muito carinho meu

Conselho de um velho apaixonado Quando encontrar algu√©m e esse algu√©m fizer seu cora√ß√£o parar de funcionar por alguns segundos, preste aten√ß√£o: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que voc√™ est√° esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos l√°bios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d√°gua neste momento, perceba: existe algo m√°gico entre voc√™s. Se o 1¬ļ e o √ļltimo pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o cora√ß√£o, agrade√ßa: Algo do c√©u te mandou um presente divino : O AMOR. Se um dia tiverem que pedir perd√£o um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abra√ßo, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: voc√™s foram feitos um pro outro. Se por algum motivo voc√™ estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas l√°grimas e enxug√°-las com ternura, que coisa maravilhosa: voc√™ poder√° contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se voc√™ conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... Se voc√™ achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se voc√™ n√£o consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que est√° marcado para a noite... Se voc√™ n√£o consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se voc√™ tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convic√ß√£o que vai continuar sendo louco por ela... Se voc√™ preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: √© o amor que chegou na sua vida. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. √Äs vezes encontram e, por n√£o prestarem aten√ß√£o nesses sinais, deixam o amor passar, sem deix√°-lo acontecer verdadeiramente. √Č o livre-arb√≠trio. Por isso, preste aten√ß√£o nos sinais. N√£o deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!

Eterno, √© tudo aquilo que dura uma fra√ß√£o de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma for√ßa jamais o resgata! F√°cil √© ouvir a m√ļsica que toca. Dif√≠cil √© ouvir a sua consci√™ncia. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas. F√°cil √© ditar regras. Dif√≠cil √© segu√≠-las. Ter a no√ß√£o exata de nossas pr√≥prias vidas, ao inv√©s de ter no√ß√£o das vidas dos outros. F√°cil √© perguntar o que deseja saber. Dif√≠cil √© estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta. F√°cil √© chorar ou sorrir quando der vontade. Dif√≠cil √© sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria. F√°cil √© dar um beijo. Dif√≠cil √© entregar a alma. Sinceramente, por inteiro. F√°cil √© sair com v√°rias pessoas ao longo da vida. Dif√≠cil √© entender que pouqu√≠ssimas delas v√£o te aceitar como voc√™ √© e te fazer feliz por inteiro. F√°cil √© ocupar um lugar na caderneta telef√īnica. Dif√≠cil √© ocupar o cora√ß√£o de algu√©m. Saber que se √© realmente amado. F√°cil √© sonhar todas as noites. Dif√≠cil √© lutar por um sonho. F√°cil √© mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar. Dif√≠cil √© mentir para o nosso cora√ß√£o. F√°cil √© ver o que queremos enxergar. Dif√≠cil √© saber que nos iludimos com o que ach√°vamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso √© dif√≠cil. F√°cil √© dizer oi ou como vai? Dif√≠cil √© dizer adeus. Principalmente quando somos culpados pela partida de algu√©m de nossas vidas... F√°cil √© abra√ßar, apertar as m√£os, beijar de olhos fechados. Dif√≠cil √© sentir a energia que √© transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente el√©trica quando tocamos a pessoa certa. F√°cil √© querer ser amado. Dif√≠cil √© amar completamente s√≥. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama. Falar √© completamente f√°cil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opini√£o. Dif√≠cil √© expressar por gestos e atitudes o que realmente sentimos.

A PALAVRA Já não quero dicionários consultados em vão. Quero só a palavra que nunca estará neles nem se pode inventar. Que resumiria o mundo e o substituiria. Mais sol do que o sol, dentro da qual vivêssemos todos em comunhão, mudos, saboreando-a.

Se voc√™ conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... Se voc√™ achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se voc√™ n√£o consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que est√° marcado para a noite... Se voc√™ n√£o consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se voc√™ tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convic√ß√£o que vai continuar sendo louco por ela... Se voc√™ preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: √© o amor que chegou na sua vida. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. √Äs vezes encontram e, por n√£o prestarem aten√ß√£o nesses sinais, deixam o amor passar, sem deix√°-lo acontecer verdadeiramente. √Č o livre-arb√≠trio. Por isso, preste aten√ß√£o nos sinais. N√£o deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR!!!

Eterno, √© tudo aquilo que dura uma fra√ß√£o de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma for√ßa jamais o resgata! F√°cil √© ouvir a m√ļsica que toca. Dif√≠cil √© ouvir a sua consci√™ncia. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas. F√°cil √© ditar regras. Dif√≠cil √© segu√≠-las. Ter a no√ß√£o exata de nossas pr√≥prias vidas, ao inv√©s de ter no√ß√£o das vidas dos outros. F√°cil √© perguntar o que deseja saber. Dif√≠cil √© estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta. F√°cil √© chorar ou sorrir quando der vontade. Dif√≠cil √© sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria. F√°cil √© dar um beijo. Dif√≠cil √© entregar a alma. Sinceramente, por inteiro. F√°cil √© sair com v√°rias pessoas ao longo da vida. Dif√≠cil √© entender que pouqu√≠ssimas delas v√£o te aceitar como voc√™ √© e te fazer feliz por inteiro. F√°cil √© ocupar um lugar na caderneta telef√īnica. Dif√≠cil √© ocupar o cora√ß√£o de algu√©m. Saber que se √© realmente amado. F√°cil √© sonhar todas as noites. Dif√≠cil √© lutar por um sonho. F√°cil √© mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar. Dif√≠cil √© mentir para o nosso cora√ß√£o. F√°cil √© ver o que queremos enxergar. Dif√≠cil √© saber que nos iludimos com o que ach√°vamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso √© dif√≠cil. F√°cil √© dizer oi ou como vai? Dif√≠cil √© dizer adeus. Principalmente quando somos culpados pela partida de algu√©m de nossas vidas... F√°cil √© abra√ßar, apertar as m√£os, beijar de olhos fechados. Dif√≠cil √© sentir a energia que √© transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente el√©trica quando tocamos a pessoa certa. F√°cil √© querer ser amado. Dif√≠cil √© amar completamente s√≥. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama. Falar √© completamente f√°cil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opini√£o. Dif√≠cil √© expressar por gestos e atitudes o que realmente sentimos. Carlos Drumond de Andrade

N√£o importa aonde voc√™ parou... Em que momento da vida voc√™ cansou... O que importa √© que sempre √© poss√≠vel e necess√°rio Recome√ßar. Recome√ßar √© dar uma chance a si mesmo... √Č renovar as esperan√ßas na vida e o mais importante... Acreditar em voc√™ de novo. Sofreu muito nesse per√≠odo? Foi aprendizado... Chorou muito? Foi limpeza da alma... Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdo√°-las um dia... Sentiu-se s√≥ por diversas vezes? √Č porque voc√™ fechou as portas at√© para os anjos... Acreditou que tudo estava perdido? Era o in√≠cio da sua melhora... Pois √©... Agora √© hora de reiniciar... De pensar na luz... De encontrar prazer nas coisas mais simples de novo... Que tal um novo emprego? Um corte de cabelo arrojado... Diferente? Um novo curso... Ou aquele velho desejo de aprender a pintar... Desenhar... Dominar o computador... Ou qualquer outra coisa... Olha quanto desafio... Quanta coisa nova nesse mund√£o de meu Deus, o esperando. Est√° se sentindo sozinho? Besteira... Tem tanta gente que voc√™ afastou com o seu per√≠odo de isolamento... Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para chegar perto de voc√™. Quando nos trancamos na tristeza... Nem n√≥s mesmos nos suportamos... Ficamos horr√≠veis... O mal humor vai comendo nosso f√≠gado... At√© a boca fica amarga! Recome√ßar... Hoje √© um bom dia para come√ßar novos desafios. Onde voc√™ quer chegar? Ir alto... Sonhe alto... Queira o melhor do melhor... Queira coisas boas para a vida... Pensando assim trazemos para n√≥s aquilo que desejamos... Se pensamos pequeno... Coisas pequenas teremos... J√° se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida. E √© o hoje o dia da faxina mental... Joga fora tudo que te prende ao passado... Ao mundinho de coisas tristes... Fotos... Pe√ßas de roupa, papel de bala... Ingressos de cinema, bilhete de viagens... E toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados... Jogue tudo fora... Mas, principalmente, esvazie seu cora√ß√£o... Fique pronto para a vida... Para um novo amor... Lembre-se: somos apaixon√°veis... Somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes... Afinal de contas... N√≥s somos o Amor. Sou do tamanho daquilo que vejo e n√£o do tamanho da minha altura.

A flor e seu nome Mas o que impressiona mesmo no amor-perfeito √© o nome. Que responsabilidade, meu filho! H√° por a√≠ uma planta chamada de amor-de-um-dia, que n√£o carece muito esfor√ßo para ser e acontecer, como doidivanas. Outra atende por amor-das-onze-horas e presume-se como sua vida √© folgada. H√° tamb√©m amor-de-vaqueiro, amor-de-hortel√£o, amor-de-mo√ßa, amor-de-negro... muitos amores vegetais que desempenham fun√ß√£o limitada. Mas este aqui n√£o tem √°rea espec√≠fica, n√£o se dirige a grupo, ocasi√£o, profiss√£o. √Č absoluto, resume um ideal que vai al√©m do poder das flores e dos seres humanos. Que sentir√° o amor-perfeito, sabendo-se assim nomeado? Que tristeza lhe transfixar√° o veludo das p√©talas , ao sentir que os homens que tal apela√ß√£o lhe dera n√£o s√£o absolutamente perfeitos em seus amores? Que aquele substantivo, casado a este adjetivo, sugere mais aspira√ß√£o infrut√≠fera da alma do que modelo identific√°vel no cotidiano? A tais perguntas o s√≥brio amor-perfeito n√£o responde. O outono tampouco. Talvez seja melhor n√£o haver resposta.

Vacina de ano novo Muitos me desejaram paz e amor em 75. Mas havendo amor, haver√° paz? Amor √© o contrario radioso dela. √Č inquieta√ß√£o, agita√ß√£o, vontade de absorver o objeto amado, temor de perd√™-lo, sentimento de n√£o merec√™-lo, √Ęnsia de domin√°-lo, masoquismo de ser dominado por ele, dor de n√£o o haver conhecido antes, dor de n√£o ocupar seu pensamento 24 horas por dia, e mais dias a pedir ao dia para ocup√°-lo, brasa de imagin√°-lo menos preso a mim do que eu a ele, desespero de o n√£o guardar no bolso, junto ao cora√ß√£o, ou fisicamente dentro deste, como sangue a circular eternamente e eternamente o mesmo. Amor √© isso e mais alguma triste coisa. E a tristeza incur√°vel do tempo n√£o passa fora de n√≥s, passa √© dentro e na pele marcada da gente, lembrando que eternidade √© ilus√£o de minutos e o ato de amor deste momento j√° ficou mergulhado em ter sido. Amor √© paz?

CONSELHOS DE UM VELHO APAIXONADO Quando encontrar algu√©m e esse algu√©m fizer seu cora√ß√£o parar de funcionar por alguns segundos, preste aten√ß√£o: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que voc√™ est√° esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos l√°bios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d¬í√°gua neste momento, perceba: existe algo m√°gico entre voc√™s. Se o 1¬ļ e o √ļltimo pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o cora√ß√£o, agrade√ßa: Algo do c√©u te mandou um presente divino : O AMOR. Se um dia tiverem que pedir perd√£o um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abra√ßo, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: voc√™s foram feitos um pro outro. Se por algum motivo voc√™ estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas l√°grimas e enxug√°-las com ternura, que coisa maravilhosa: voc√™ poder√° contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se voc√™ conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... Se voc√™ achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se voc√™ n√£o consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que est√° marcado para a noite... Se voc√™ n√£o consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se voc√™ tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convic√ß√£o que vai continuar sendo louco por ela... Se voc√™ preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: √© o amor que chegou na sua vida. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. √Äs vezes encontram e, por n√£o prestarem aten√ß√£o nesses sinais, deixam amor passar, sem deix√°-lo acontecer verdadeiramente. √Č o livre-arb√≠trio. Por isso, preste aten√ß√£o nos sinais. N√£o deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR !!!

Inconfesso Desejo Queria ter coragem Para falar deste segredo Queria poder declarar ao mundo Este amor Não me falta vontade Não me falta desejo Você é minha vontade Meu maior desejo Queria poder gritar Esta loucura saudável Que é estar em teus braços Perdido pelos teus beijos Sentindo-me louco de desejo Queria recitar versos Cantar aos quatros ventos As palavras que brotam Você é a inspiração Minha motivação Queria falar dos sonhos Dizer os meus secretos desejos Que é largar tudo Para viver com você Este inconfesso desejo

Para Viver um Grande Amor √Č preciso abrir todas as portas que fecham o cora√ß√£o. Quebrar barreiras constru√≠das ao longo do tempo, Por amores do passado que foram em v√£o √Č preciso muita ren√ļncia em ser e mudan√ßa no pensar. √Č preciso n√£o esquecer que ningu√©m vem perfeito para n√≥s! √Č preciso ver o outro com os olhos da alma e se deixar cativar! √Č preciso renunciar ao que n√£o agrada ao seu amor... Para que se moldem um ao outro como se molda uma escultura, Aparando as arestas que podem machucar. √Č como lapidar um diamante bruto...para faz√™-lo brilhar! E quando decidir que chegou a sua hora de amar, Lembre-se que √© preciso haver identifica√ß√£o de almas! De gostos, de gestos, de pele... No modo de sentir e de pensar! √Č preciso ver a luz iluminar a aura, Dando uma chance para que o amor te encontre Na suavidade morna de uma noite calma... √Č preciso se entregar de corpo e alma! √Č preciso ter dentro do cora√ß√£o um sonho Que se acalenta no desejo de: amar e ser amada! √Č preciso conhecer no outro o ser t√£o procurado! √Č preciso conquistar e se deixar seduzir... Entrar no jogo da sedu√ß√£o e deixar fluir! Amar com emo√ß√£o para se saber sentir A sensa√ß√£o do momento em que o amor te devora! E quando voc√™ estiver vivendo no cl√≠max dessa paix√£o, Que sinta que essa foi a melhor de suas escolhas! Que foi seu grande desafio... e o passo mais acertado De todos os caminhos de sua vida trilhados! Mas se assim n√£o for... Que nunca te arrependas pelo amor dado! Faz parte da vida arriscar-se por um sonho... Porque se n√£o fosse assim, nunca ter√≠amos sonhado! Mas, antes de tudo, que voc√™ saiba que tem aliado. Ele se chama TEMPO... seu melhor amigo. S√≥ ele pode dar todas as certezas do amanh√£... A certeza que... realmente voc√™ amou. A certeza que... realmente voc√™ foi amada.

Eterno, √© tudo aquilo que dura uma fra√ß√£o de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma for√ßa jamais o resgata! F√°cil √© ouvir a m√ļsica que toca. Dif√≠cil √© ouvir a sua consci√™ncia. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas. F√°cil √© ditar regras. Dif√≠cil √© segu√≠-las. Ter a no√ß√£o exata de nossas pr√≥prias vidas, ao inv√©s de ter no√ß√£o das vidas dos outros. F√°cil √© perguntar o que deseja saber. Dif√≠cil √© estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta. F√°cil √© chorar ou sorrir quando der vontade. Dif√≠cil √© sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria. F√°cil √© dar um beijo. Dif√≠cil √© entregar a alma. Sinceramente, por inteiro. F√°cil √© sair com v√°rias pessoas ao longo da vida. Dif√≠cil √© entender que pouqu√≠ssimas delas v√£o te aceitar como voc√™ √© e te fazer feliz por inteiro. F√°cil √© ocupar um lugar na caderneta telef√īnica. Dif√≠cil √© ocupar o cora√ß√£o de algu√©m. Saber que se √© realmente amado. F√°cil √© sonhar todas as noites. Dif√≠cil √© lutar por um sonho. F√°cil √© mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar. Dif√≠cil √© mentir para o nosso cora√ß√£o. F√°cil √© ver o que queremos enxergar. Dif√≠cil √© saber que nos iludimos com o que ach√°vamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso √© dif√≠cil. F√°cil √© dizer oi ou como vai? Dif√≠cil √© dizer adeus. Principalmente quando somos culpados pela partida de algu√©m de nossas vidas... F√°cil √© abra√ßar, apertar as m√£os, beijar de olhos fechados. Dif√≠cil √© sentir a energia que √© transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente el√©trica quando tocamos a pessoa certa. F√°cil √© querer ser amado. Dif√≠cil √© amar completamente s√≥. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama. Falar √© completamente f√°cil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opini√£o. Dif√≠cil √© expressar por gestos e atitudes o que realmente sentimos. Carlos Drumond de Andrade

AMAR VERBO INTRANSITIVO! Quando encontrar algu√©m e esse algu√©m fizer seu cora√ß√£o(#9829;) parar de funcionar por alguns segundos preste aten√ß√£o: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que voc√™ est√° esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos l√°bios for intenso,se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d√°gua neste momento perceber√°: existe algo m√°gico entre voc√™s. Se o primeiro e o √ļltimo pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o cora√ß√£o, agrade√ßa: adivinha quem chegou? O Amor Se um dia tiverem que pedir perd√£o um ao outro por algum motivo e em troca receber um abra√ßo, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: voc√™s foram feitos um para o outro. Se por algum motivo voc√™ estiver triste, se a vida te der uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas l√°grimas e enxug√°-las com ternura, que coisa maravilhosa: voc√™ poder√° contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se voc√™ conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... Se voc√™ achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo estando de pijamas velhos, chinelo de dedo e cabelos emaranhados... Se voc√™ n√£o consegue estudar direito o dia todo,ansioso pelo encontro que est√° marcado para a noite... Se voc√™ n√£o consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se voc√™ tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convic√ß√£o que vai continuar sendo louco por ela... Se voc√™ preferir morrer, antes de ver a outra partindo: √© o amor que chegou na sua vida. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Ou √†s vezes encontram e, por n√£o prestarem aten√ß√£o nesses sinais, deixam o amor passar, sem deix√°-lo acontecer verdadeiramente. Por isso preste aten√ß√£o nos sinais, n√£o deixe que as loucura do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor.

√Č sempre no passado aquele orgasmo, √© sempre no presente aquele duplo, √© sempre no futuro aquele p√Ęnico. √Č sempre no meu peito aquela garra. √Č sempre no meu t√©dio aquele aceno. √Č sempre no meu sono aquela guerra. √Č sempre no meu trato o amplo distrato. Sempre na minha firma a antiga f√ļria. Sempre no mesmo engano outro retrato. √Č sempre nos meus pulos o limite. √Č sempre nos meus l√°bios a estampilha. √Č sempre no meu n√£o aquele trauma. Sempre no meu amor a noite rompe. Sempre dentro de mim meu inimigo. E sempre no meu sempre a mesma aus√™ncia.

Onde estivestes de noite Que de manh√£ regressais com o ultramundo nas veias, entre flores abissais?

DEZEMBRO Quem me acode à cabeça e ao coração neste fim de ano, entre alegria e dor? Que sonho, que mistério, que oração? Amor.

Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.

Perdi o bonde e a esperança Volto pálido para casa

Conselhos de um velho apaixonado...

Que século, meu Deus! - exclamaram os ratos e começaram a roer o edifício.

RECOMENDA√á√ÉO Neste bot√Ęnico setembro, que pelo menos voc√™ plante com euf√≥rica emo√ß√£o ecol√≥gica num pote de pl√°stico uma flor de ret√≥rica.

Existem muitos motivos para n√£o se amar uma pessoa, mas apenas um para am√°-la.

Amor nenhum dispensa uma gota de √°cido

A vida necessita de pausas.

O mundo é grande O mundo é grande e cabe Na jalela sobre o mar O mar é grande e cabe Na cama e no clochão de amar O amor é grande e cabe No breve espaço de beijar

Mas se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo melhor... O melhor vai se instalar em nossa vida. Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e n√£o do tamanho da minha altura.

que pode uma criatura senão,entre criaturas,amar? Amar e esquecer,Amar,desamar,amar? Sempre,e até de olhos vidrados,amar?...

A dan√ßa e a alma A dan√ßa?N√£o √© movimento s√ļbito gesto musical √Č concentra√ß√£o,num momento, da humana gra√ßa natural No solo n√£o,no √©ter pairamos, nele amar√≠amos ficar. A dan√ßa-n√£o vento nos ramos seiva,for√ßa,perene estar um estar entre c√©u e ch√£o, novo dom√≠nio conquistado, onde busque nossa paix√£o libertar-se por todo lado... Onde a alma possa descrever suas mais divinas par√°bolas sem fugir a forma do ser por sobre o mist√©rio das f√°bulas

Doze meses d√£o para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. A√≠ entra o milagre da renova√ß√£o e tudo come√ßa outra vez, com outro n√ļmero e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.

A Bomba A bomba √© uma flor de p√Ęnico apavorando os floricultores A bomba √© o produto quintessente de um laborat√≥rio falido A bomba √© est√ļpida √© ferotriste √© cheia de rocamboles A bomba √© grotesca de t√£o metuenda e co√ßa a perna A bomba dorme no domingo at√© que os morcegos esvoacem A bomba n√£o tem pre√ßo n√£o tem lugar n√£o tem domic√≠lio A bomba amanh√£ promete ser melhorzinha mas esquece A bomba n√£o est√° no fundo do cofre, est√° principalmente onde n√£o est√° A bomba mente e sorri sem dente A bomba vai a todas as confer√™ncias e senta-se de todos os lados A bomba √© redonda que nem mesa redonda, e quadrada A bomba tem horas que sente falta de outra para cruzar A bomba multiplica-se em a√ß√Ķes ao portador e portadores sem a√ß√£o A bomba chora nas noites de chuva, enrodilha-se nas chamin√©s A bomba faz week-end na Semana Santa A bomba tem 50 megatons de algidez por 85 de ignom√≠nia A bomba industrializou as t√©rmites convertendo-as em bal√≠sticos interplanet√°rios A bomba sofre de h√©rnia estranguladora, de amn√©sia, de mononucleose, de verborr√©ia A bomba n√£o √© s√©ria, √© conspicuamente tediosa A bomba envenena as crian√ßas antes que comece a nascer A bomba continnua a envenen√°-las no curso da vida A bomba respeita os poderes espirituais, os temporais e os tais A bomba pula de um lado para outro gritando: eu sou a bomba A bomba √© um cisco no olho da vida, e n√£o sai A bomba √© uma inflama√ß√£o no ventre da primavera A bomba tem a seu servi√ßo m√ļsica estereof√īnica e mil valetes de ouro, cobalto e ferro al√©m da comparsaria A bomba tem supermercado circo biblioteca esquadrilha de m√≠sseis, etc. A bomba n√£o admite que ningu√©m acorde sem motivo grave A bomba quer √© manter acordados nervosos e s√£os, atletas e paral√≠ticos A bomba mata s√≥ de pensarem que vem a√≠ para matar A bomba dobra todas as l√≠nguas √† sua turva sintaxe A bomba saboreai a morte com marshmallow A bomba arrota impostura e prosop√©ia pol√≠tica A bomba cria leopardos no quintal, eventualmente no living A bomba √© podre A bomba gostaria de ter remorso para justificar-se mas isso lhe √© vedado A bomba pediu ao Diabo que a batizasse e a Deus que lhe validasse o batismo A bomba declare-se balan√ßa de justi√ßa arca de amor arcanjo de fraternidade A bomba tem um clube fechad√≠ssimo A bomba pondera com olho neocr√≠tico o Pr√™mio Nobel A bomba √© russamenricanenglish mas agradam-lhe efl√ļvios de Paris A bomba oferece de bandeja de ur√Ęnio puro, a t√≠tulo de bonifica√ß√£o, √°tomos de paz A bomba n√£o ter√° trabalho com as artes visuais, concretas ou tachistas A bomba desenha sinais de tr√Ęnsito ultreletr√īnicos para proteger velhos e criancinhas A bomba n√£o admite que ningu√©m se d√™ ao luxo de morrer de c√Ęncer A bomba √© c√Ęncer A bomba vai √† Lua, assovia e volta A bomba reduz neutros e neutrinos, e abana-se com o leque da rea√ß√£o em cadeia A bomba est√° abusando da gl√≥ria de ser bomba A bomba n√£o sabe quando, onde e porque vai explodir, mas preliba o instante inef√°vel A bomba fede A bomba √© vigiada por sentinelas p√°vidas em torre√Ķes de cartolina A bomba com ser uma besta confusa d√° tempo ao homem para que se salve A bomba n√£o destruir√° a vida O homem (tenho esperan√ßa) liquidar√° a bomba.

SUSSURRO Se não erro ao decifrar a voz dos vegetais, eis que suspira a muda de pau-ferro no silêncio do ser: - Eu sei que fui plantada com musica, discurso e tudo mais, para alguém no futuro, oferecer sem discurso e sem musica o prazer da derrubada.

A Grande Manchete Aproxima-se a hora da manchete. O PETR√ďLEO ACABOU. Acabaram as alucina√ß√Ķes os crimes, os romances as guerras do petr√≥leo. O mundo fica livre do pesadelo institucionalizado. Atiradores ao lixo motores de combust√£o interna e lataria colorida, o Museu da Sucata exibe o derradeiro carro carrasco. Tem etiqueta de remorso: ¬ďCansei a humanidade¬Ē. Ruas voltam a existir para o homem e as alegrias de estar-junto. A polui√ß√£o perdeu seu aliado fidel√≠ssimo. A pressa acabou. Acabou, pessoal! o congestionamento, o palavr√£o, a neurose coletiva. A morte violenta entre ferragens com seu v√©u de √≥leo e chamas acabou. Milh√Ķes de arvores meninas irrompem do asfalto e da consci√™ncia em carnaval de sol. D√£o sombras gr√°tis ao papo dos amigos, √† do√ßura do √≥cio no intervalo do batente, do amor antes aprisionado sob o cap√ī ou esmigalhado pelas rodas, √Ę vida de mil formas naturais. Pessoas, animais, confraternizam: Milagre! Dura 5 (?) minutos a festa da natureza com a cidade. Irrompem formas eletr√īnicas implac√°veis, engenhos teleguiados catap√ļlticos de m√°ximo poder ofensivo e reconquistam o espa√ßo em que a vida bailava. Recome√ßa o problema de viver na cidade-problema? De que valeu cantar o fim da gasolina de alta octanagem? Enquanto n√£o vem a formid√°vel manchete vamos curtindo outras manchetinhas a varejo. Vamos curtindo a vis√£o do caos e do exterm√≠nio na rua, na foto, no sono atormentado: Mas 400 carros por dia nas pistas que encolhem, encolhem, s√£o apenas enfuma√ßadas fita de rangidos. Mais loucura, mais palavr√£o e mais desastre. E lemos Ralph Nader: a cada 10 minutos morre uma pessoa em acidente de carro; a cada 15 segundos sai algu√©m ferido na p√°tria industrial dos autom√≥veis. Vamos imit√°-la? Vamos venc√™-la em desafio de quem mata mais e morre mais? Ou vamos ficar apenas engarrafados sem garrafa no ar polu√≠do e constelado de placa, de sinais que assinalam o grande entupimento? Perguntas estas s√£o mensagem tamb√©m ela espremida na garrafa que b√≥ia no alto-mar de ondas surdas e cegas √† espera do futuro que as responda.

Como nos enganamos fugindo ao amor! Como o desconhecemos, talvez com receio de enfrentar Sua espada coruscante, seu formidável Poder de penetrar o sangue e nele imprimir Uma orquídea de fogo e lágrimas. Entretanto, ele chegou de manso e me envolveu Em doçura e celestes amavios. Não queimava, não siderava; sorria. Mal entendi, tonto que fui, esse sorriso. Feri-me pelas próprias mãos, não pelo amor Que trazias para mim e que teus dedos confirmavam Ao se juntarem aos meus, na infantil procura do outro, O outro que eu me supunha, o outro que te imaginava, Quando - por esperteza do amor - senti que éramos um só.

O TEMPO PASSA? NÃO PASSA O tempo passa? Não passa no abismo do coração lá dentro, perdura a graça do amor, florindo em canção. O tempo nos aproxima cada vez mais, nos reduz a um só verso e uma rima de mãos e olhos, na luz. O tempo é todo vestido de amor e tempo de amar. O meu tempo e o teu transcedem qualquer medida. Além do amor, não ha nada, amar é o sumo da vida. Pois só quem ama escutou o apelo da eternidade.

Quando encontrar algu√©m e esse algu√©m fizer seu cora√ß√£o parar de funcionar por alguns segundos, preste aten√ß√£o: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que voc√™ est√° esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos l√°bios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d√°gua neste momento, perceba: existe algo m√°gico entre voc√™s. Se o 1¬ļ e o √ļltimo pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o cora√ß√£o, agrade√ßa: Algo do c√©u te mandou um presente divino : O AMOR. Se um dia tiverem que pedir perd√£o um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abra√ßo, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: voc√™s foram feitos um pro outro. Se por algum motivo voc√™ estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas l√°grimas e enxug√°-las com ternura, que coisa maravilhosa: voc√™ poder√° contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se voc√™ conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... Se voc√™ achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se voc√™ n√£o consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que est√° marcado para a noite... Se voc√™ n√£o consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se voc√™ tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convic√ß√£o que vai continuar sendo louco por ela... Se voc√™ preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: √© o amor que chegou na sua vida. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. √Äs vezes encontram e, por n√£o prestarem aten√ß√£o nesses sinais, deixam o amor passar, sem deix√°-lo acontecer verdadeiramente. √Č o livre-arb√≠trio. Por isso, preste aten√ß√£o nos sinais. N√£o deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!

Quando encontrar algu√©m e esse algu√©m fizer seu cora√ß√£o parar de funcionar por alguns segundos, preste aten√ß√£o. Pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e neste momento houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que voc√™ est√° esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos l√°bios for intenso, se o beijo for apaixonante e os olhos encherem d√°gua neste momento, perceba: existe algo m√°gico entre voc√™s. Se o primeiro e o √ļltimo pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o cora√ß√£o, agrade√ßa: Deus te mandou um presente divino: o amor. Se um dia tiver que pedir perd√£o um ao outro por algum motivo e em troca receber um abra√ßo, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: voc√™s foram feitos um pro outro. Se por algum motivo voc√™ estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas l√°grimas e enxug√°-las com ternura, que coisa maravilhosa: voc√™ poder√° contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se voc√™ conseguir em pensamento sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... se voc√™ achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se voc√™ n√£o consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que est√° marcado para a noite... se voc√™ n√£o consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se voc√™ tiver a certeza que vai ver a pessoa envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convic√ß√£o que vai continuar sendo louco por ela... se voc√™ preferir morrer antes de ver a outra partindo: √© o amor que chegou na sua vida. √Č uma d√°diva. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Ou √†s vezes encontram e por n√£o prestarem aten√ß√£o nesses sinais, deixam o amor passar, sem deix√°-lo acontecer verdadeiramente. √Č o livre-arb√≠trio. Por isso preste aten√ß√£o nos sinais, n√£o deixe que as loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor.

Res√≠duo De tudo ficou um pouco Do meu medo. Do teu asco. Dos gritos gagos. Da rosa ficou um pouco Ficou um pouco de luz captada no chap√©u. Nos olhos do rufi√£o de ternura ficou um pouco (muito pouco). Pouco ficou deste p√≥ de que teu branco sapato se cobriu. Ficaram poucas roupas, poucos v√©us rotos pouco, pouco, muito pouco. Mas de tudo fica um pouco. Da ponte bombardeada, de duas folhas de grama, do ma√ßo - vazio - de cigarros, ficou um pouco. Pois de tudo fica um pouco. Fica um pouco de teu queixo no queixo de tua filha. De teu √°spero sil√™ncio um pouco ficou, um pouco nos muros zangados, nas folhas, mudas, que sobem. Ficou um pouco de tudo no pires de porcelana, drag√£o partido, flor branca, ficou um pouco de ruga na vossa testa, retrato. Se de tudo fica um pouco, mas por que n√£o ficaria um pouco de mim? no trem que leva ao norte, no barco, nos an√ļncios de jornal, um pouco de mim em Londres, um pouco de mim algures? na consoante? no po√ßo? Um pouco fica oscilando na embocadura dos rios e os peixes n√£o o evitam, um pouco: n√£o est√° nos livros. De tudo fica um pouco. N√£o muito: de uma torneira pinga esta gota absurda, meio sal e meio √°lcool, salta esta perna de r√£, este vidro de rel√≥gio partido em mil esperan√ßas, este pesco√ßo de cisne, este segredo infantil... De tudo ficou um pouco: de mim; de ti; de Abelardo. Cabelo na minha manga, de tudo ficou um pouco; vento nas orelhas minhas, simpl√≥rio arroto, gemido de v√≠scera inconformada, e min√ļsculos artefatos: camp√Ęnula, alv√©olo, c√°psula de rev√≥lver... de aspirina. De tudo ficou um pouco. E de tudo fica um pouco. Oh abre os vidros de lo√ß√£o e abafa o insuport√°vel mau cheiro da mem√≥ria. Mas de tudo, terr√≠vel, fica um pouco, e sob as ondas ritmadas e sob as nuvens e os ventos e sob as pontes e sob os t√ļneis e sob as labaredas e sob o sarcasmo e sob a gosma e sob o v√īmito e sob o solu√ßo, o c√°rcere, o esquecido e sob os espet√°culos e sob a morte escarlate e sob as bibliotecas, os asilos, as igrejas triunfantes e sob tu mesmo e sob teus p√©s j√° duros e sob os gonzos da fam√≠lia e da classe, fica sempre um pouco de tudo. √Äs vezes um bot√£o. √Äs vezes um rato.

Nosso Tempo I Esse √© tempo de partido, tempo de homens partidos. Em v√£o percorremos volumes, viajamos e nos colorimos. A hora pressentida esmigalha-se em p√≥ na rua. Os homens pedem carne. Fogo. Sapatos. As leis n√£o bastam. Os l√≠rios n√£o nascem da lei. Meu nome √© tumulto, e escreve-se na pedra. Visito os fatos, n√£o te encontro. Onde te ocultas, prec√°ria s√≠ntese, penhor de meu sono, luz dormindo acesa na varanda? Mi√ļdas certezas de empr√©stimos, nenhum beijo sobe ao ombro para contar-me a cidade dos homens completos. Calo-me, espero, decifro. As coisas talvez melhorem. S√£o t√£o fortes as coisas! Mas eu n√£o sou as coisas e me revolto. Tenho palavras em mim buscando canal, s√£o roucas e duras, irritadas, en√©rgicas, comprimidas h√° tanto tempo, perderam o sentido, apenas querem explodir. II Esse √© tempo de divisas, tempo de gente cortada. De m√£os viajando sem bra√ßos, obscenos gestos avulsos. Mudou-se a rua da inf√Ęncia. E o vestido vermelho vermelho cobre a nudez do amor, ao relento, no vale. S√≠mbolos obscuros se multiplicam. Guerra, verdade, flores? Dos laborat√≥rios plat√īnicos mobilizados vem um sopro que cresta as faces e dissipa, na praia, as palavras. A escurid√£o estende-se mas n√£o elimina o suced√Ęneo da estrela nas m√£os. Certas partes de n√≥s como brilham! S√£o unhas, an√©is, p√©rolas, cigarros, lanternas, s√£o partes mais √≠ntimas, e pulsa√ß√£o, o ofego, e o ar da noite √© o estritamente necess√°rio para continuar, e continuamos. III E continuamos. √Č tempo de muletas. Tempo de mortos faladores e velhas paral√≠ticas, nost√°lgicas de bailado, mas ainda √© tempo de viver e contar. Certas hist√≥rias n√£o se perderam. Conhe√ßo bem esta casa, pela direita entra-se, pela esquerda sobe-se, a sala grande conduz a quartos terr√≠veis, como o do enterro que n√£o foi feito, do corpo esquecido na mesa, conduz √† copa de frutas √°cidas, ao claro jardim central, √† √°gua que goteja e segreda o incesto, a b√™n√ß√£o, a partida, conduz √†s celas fechadas, que cont√™m: pap√©is? crimes? moedas? √ď conta, velha preta, √≥ jornalista, poeta, pequeno historiados urbano, √≥ surdo-mudo, deposit√°rio de meus desfalecimentos, abre-te e conta, mo√ßa presa na mem√≥ria, velho aleijado, baratas dos arquivos, portas rangentes, solid√£o e asco, pessoas e coisas enigm√°ticas, contai; capa de poeira dos pianos desmantelados, contai; velhos selos do imperador, aparelhos de porcelana partidos, contai; ossos na rua, fragmentos de jornal, colchetes no ch√£o da costureira, luto no bra√ßo, pombas, c√£es errantes, animais ca√ßados, contai. Tudo t√£o dif√≠cil depois que vos calastes... E muitos de v√≥s nunca se abriram. IV √Č tempo de meio sil√™ncio, de boca gelada e murm√ļrio, palavra indireta, aviso na esquina. Tempo de cinco sentidos num s√≥. O espi√£o janta conosco. √Č tempo de cortinas pardas, de c√©u neutro, pol√≠tica na ma√ß√£, no santo, no gozo, amor e desamor, c√≥lera branda, gim com √°gua t√īnica, olhos pintados, dentes de vidro, grotesca l√≠ngua torcida. A isso chamamos: balan√ßo. No beco, apenas um muro, sobre ele a pol√≠cia. No c√©u da propaganda aves anunciam a gl√≥ria. No quarto, irris√£o e tr√™s colarinhos sujos. V Escuta a hora formid√°vel do almo√ßo na cidade. Os escrit√≥rios, num passe, esvaziam-se. As bocas sugam um rio de carne, legumes e tortas vitaminosas. Salta depressa do mar a bandeja de peixes arg√™nteos! Os subterr√Ęneos da fome choram caldo de sopa, olhos l√≠quidos de c√£o atrav√©s do vidro devoram teu osso. Come, bra√ßo mec√Ęnico, alimenta-te, m√£o de papel, √© tempo de comida, mais tarde ser√° o de amor. Lentamente os escrit√≥rios se recuperam, e os neg√≥cios, forma indecisa, evoluem. O espl√™ndido neg√≥cio insinua-se no tr√°fego. Multid√Ķes que o cruzam n√£o v√™em. √Č sem cor e sem cheiro. Est√° dissimulado no bonde, por tr√°s da brisa do sul, vem na areia, no telefone, na batalha de avi√Ķes, toma conta de tua alma e dela extrai uma porcentagem. Escuta a hora espandongada da volta. Homem depois de homem, mulher, crian√ßa, homem, roupa, cigarro, chap√©u, roupa, roupa, roupa, homem, homem, mulher, homem, mulher, roupa, homem, imaginam esperar qualquer coisa, e se quedam mudos, escoam-se passo a passo, sentam-se, √ļltimos servos do neg√≥cio, imaginam voltar para casa, j√° noite, entre muros apagados, numa suposta cidade, imaginam. Escuta a pequena hora noturna de compensa√ß√£o, leituras, apelo ao cassino, passeio na praia, o corpo ao lado do corpo, afinal distendido, com as cal√ßas despido o inc√īmodo pensamento de escravo, escuta o corpo ranger, enla√ßar, refluir, errar em objetos remotos e, sob eles soterrados sem dor, confiar-se ao que bem me importa do sono. Escuta o horr√≠vel emprego do dia em todos os pa√≠ses de fala humana, a falsifica√ß√£o das palavras pingando nos jornais, o mundo irreal dos cart√≥rios onde a propriedade √© um bolo com flores, os bancos triturando suavemente o pesco√ßo do a√ß√ļcar, a constela√ß√£o das formigas e usur√°rios, a m√° poesia, o mau romance, os fr√°geis que se entregam √† prote√ß√£o do basilisco, o homem feio, de mortal fei√ļra, passeando de bote num sinistro crep√ļsculo de s√°bado. VI Nos por√Ķes da fam√≠lia orqu√≠deas e op√ß√Ķes de compra e desquite. A gravidez el√©trica j√° n√£o traz del√≠quios. Crian√ßas al√©rgicas trocam-se; reformam-se. H√° uma implac√°vel guerra √†s baratas. Contam-se hist√≥rias por correspond√™ncia. A mesa re√ļne um copo, uma faca, e a cama devora tua solid√£o. Salva-se a honra e a heran√ßa do gado. VII Ou n√£o se salva, e √© o mesmo. H√° solu√ß√Ķes, h√° b√°lsamos para cada hora e dor. H√° fortes b√°lsamos, dores de classe, de sangrenta f√ļria e pl√°cido rosto. E h√° m√≠nimos b√°lsamos, recalcadas dores ign√≥beis, les√Ķes que nenhum governo autoriza, n√£o obstante doem, melancolias insuborn√°veis, ira, reprova√ß√£o, desgosto desse chap√©u velho, da rua lodosa, do Estado. H√° o pranto no teatro, no palco ? no p√ļblico ? nas poltronas ? h√° sobretudo o pranto no teatro, j√° tarde, j√° confuso, ele embacia as luzes, se engolfa no lin√≥leo, vai minar nos armaz√©ns, nos becos coloniais onde passeiam ratos noturnos, vai molhar, na ro√ßa madura, o milho ondulante, e secar ao sol, em po√ßa amarga. E dentro do pranto minha face trocista, meu olho que ri e despreza, minha repugn√Ęncia total por vosso lirismo deteriorado, que polui a ess√™ncia mesma dos diamantes. VIII O poeta declina de toda responsabilidade na marcha do mundo capitalista e com suas palavras, intui√ß√Ķes, s√≠mbolos e outras armas prometa ajudar a destru√≠-lo como uma pedreira, uma floresta um verme.

A flor e a n√°usea Uma flor nasceu na rua! Passem de longe, bondes, √īnibus, rio de a√ßo do tr√°fego. Uma flor ainda desbotada ilude a pol√≠cia, rompe o asfalto. Fa√ßam completo sil√™ncio, paralisem os neg√≥cios, garanto que uma flor nasceu. √Č feia. Mas √© flor. Furou o asfalto, o t√©dio, o nojo e o √≥dio.

Os impactos de amor n√£o s√£o poesia.

Carlos, sossegue, o amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será.

Que pode uma criatura senão, entre outras criaturas, amar? amar e esquecer, amar e malamar, amar, desamar, amar? sempre, e até de olhos vidrados, amar?

A tarde talvez fosse azul n√£o houvesse tantos desejos.

Chegou um tempo em que não adianta morrer. Chegou um tempo que a vida é uma ordem.

Palavras, palavras, se me desafias, aceito o combate.

¬ďA conquista da liberdade √© algo que faz tanta poeira, que por medo da bagun√ßa, preferimos, normalmente, optar pela arruma√ß√£o.

Os senhores me desculpem, mas devido ao adiantado das horas eu me sinto anterior às fronteiras.

Professorinha ensinando à crianças; a adultos; ao povo; toda a arte de ser, sem esconder o ser. (Trecho de Drummond, no dia da morte de Leila)

Porque calando nem sempre quer dizer que concordamos com o que ouvimos ou lemos,mas estamos dando a outrem a chance de pensar, refletir, saber o que falou ou escreveu.

E o hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança itabirana.

Cuidado por onde andas, que é sobre os meus sonhos que caminhas

Amar se aprende amando.

Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade. -Drummond- Postado por Daniela Carvalho

...ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de m√£os dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternura e escove a alma com leves fric√ß√Ķes de esperan√ßa. De alma escovada e cora√ß√£o estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o pr√≥prio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria l√≠rios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha inten√ß√Ķes de quermesse em seus olhos e beba licor de n√©voa de borboletas, cada qual trazendo uma p√©rola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.

Sete. Sin√īnimo de azar? Praia. Um √≥timo lugar pra fazer novas amizades, conversar com pessoas bacanas, pegar um corzinha. Um √≥timo lugar pra quem quer perder a esposa. Ainda mais se for com o melhor amigo da fam√≠lia. Foi o que aconteceu comigo em sete de julho de mil novecentos e setenta e sete. Uma data inesquec√≠vel para quem perdeu o grande amor da vida. √Č muito dif√≠cil para eu contar uma hist√≥ria onde o equivocado fui eu, onde o ludibriado fui eu, onde o ¬ďcorno¬Ē fui eu. Eu fui tra√≠do pelo meu melhor amigo franc√™s e pela minha linda negra mulher, Ver√īnica e Sth√©phan. Uma afro-descendente com um moderno franc√™s. N√£o combinariam. Era dia de muito calor; est√°vamos em 1977, era sete de julho, est√°vamos de f√©rias do trabalho; Sth√©pan me liga e me prop√Ķe um banho de mar em Copacabana, confirmo a presen√ßa de minha fam√≠lia ao encontro. Desligo o telefone. Apre√ßo Maria Isabel, minha filha, e minha mulher, Ver√īnica. Pego meu Volvo 76, e sa√≠mos em partida ao nosso chal√© em Copacabana, chegamos por volta das 13h40. Avistamos Sth√©pan sentado na cadeira de montar bebendo uma √°gua de coco. Ele nos oferece. Dizemos n√£o. Agradecemos. Pedimos dois guarda-s√≥is e outras cadeiras. Ele est√° hospedado no Palace Hotel, que √° dois meses foi comprado por meu av√ī. Sth√©pan √© filho de um grande amigo de meu pai, por isso ele est√° pagando metade da di√°ria. O sonho de Ver√īnica sempre foi conhecer Paris e andar em um transatl√Ęntico. Mas todas as vezes que lhe propunha viajar ela preferia gastar em joias e roupas de grifes, e ela nem sabia o que era isso. Ver√īnica pede para ver as fotos novas que ele tirou em paris durante esses anos. Ent√£o ele pede para que ela o acompanhe at√© o Hotel, pede para que eu e minha filha olhemos as coisas, para que eles fossem ver as fotos. Concordamos. E eles se foram. Sth√©pan sempre ficou admirado com a beleza de minha esposa, pois ele nunca tinha visto uma negra t√£o linda como Ver√īnica. Em mil novecentos e cinq√ľenta quando eu me noivei com Ver√īnica, ele morava aqui no Brasil. Sempre nos finais de semanas √≠amos √† praia. E eu percebia como ele olhava para o grande busto de minha mulher, ficava impressionado com o tamanho de seus seios, ficava bobo de ver que aqueles grandes pomos eram ¬ďfrutos¬Ē de uma pele negra. Ele adorava v√™-los. Ver√īnica sabia disso. Eu ainda n√£o. Tamb√©m j√° estava desconfiado de como ele n√£o se casava de segui-la, sempre que ela ia para o nosso chal√© preparar alguma coisa para comermos na praia ele ia atr√°s. Podia ser uma urg√™ncia urin√°ria, um refor√ßo na bebida, n√£o importava o que fosse tudo era pretexto para ele se engra√ßar com ela. Aposto que o caso come√ßou da√≠, ela farta das pobres cantadas dele, n√£o se importou de lhe abrir a blusa e lhe conceder alguns momentos de prazer em minha casa - que ficava ao lado do Hotel de meu av√ī. ¬Ė E pronto. N√£o custou tanto assim satisfazer aquele grande homem, meio sem-vergonha, mais algumas vezes. E da√≠ n√£o teria o porqu√™ de recusar visitas intimas na casa dele. N√£o sei se felizmente ou infelizmente nunca peguei os dois se deleitando. Revirando o ba√ļ da mem√≥ria, enquanto Maria Isabel se banhava nas √°guas salgadas de Copacabana me lembrei de tudo isso e me perguntei se eles depois de tantos anos poderiam ainda me trair. Se dependesse daquele cr√°pula com certeza sim. Mil vezes sim. N√£o esperei nem mais um segundo. Atravessei a Avenida Copacabana sem olhar para os lados. Cheguei √†s portas do hotel, subi as escadas. Todas as 264 escadas em poucos minutos. Nem um empregado ousou a me parar, estava disposto a atropelar qualquer um que tivesse tamanha estupidez. O pouco tempo que levei para subir a escadaria fiquei pensando no que os dois estariam fazendo. E se n√£o fosse nada daquilo que imaginei? E se fosse somente alucina√ß√Ķes? E se os dois apenas estivessem vendo fotos de Paris? Mas para saber era preciso ir at√© l√°. Pagar esse pre√ßo que talvez seja o mais alto que temos que pagar na vida. Subi. Cheguei. Esmurrei a porta. Berrei: POL√ćCIA. Ele abriu. Vi Ver√īnica se escondendo atr√°s do len√ßol. O que n√£o adiantou. Reconheceria aqueles p√©s tamanhos 33 com as solas encardidas de areia e sal em qualquer lugar. Com um safan√£o arranquei o len√ßol que ela estava embrulhada. Simultaneamente Sth√©pan me chamou de covarde tipo selvagem. Iria lhe responder rispidamente, mas nem isso ele merecia. E Ver√īnica s√≥ sabia chorar. Eu a agarrei e a levantei pelos cabelos. Arrastei-a pelas escadas, humilhei-a perante os porteiros, faxineiros, recepcionistas do hotel. Bati-lhe entre os b√™bados das ruas e avenidas. E com isso ela veio ao falecimento, e eu ao sabor da vit√≥ria de que uma vez na vida fiz o que achei conveniente. Condenado a pris√£o eu fui. Depois eu nunca mais vi Sth√©pan, o fim dele certamente foi a morte por uma baiana infeliz.

Gastei uma hora pensando um verso que a pena n√£o quer escrever. No entanto ele est√° c√° dentro inquieto, vivo. Ele est√° c√° dentro e n√£o quer sair. Mas a poesia deste momento inunda minha vida inteira.

N√£o se mate Carlos, sossegue, o amor √© isso que voc√™ est√° vendo: hoje beija, amanh√£ n√£o beija, depois de amanh√£ √© domingo e segunda-feira ningu√©m sabe o que ser√°. In√ļtil voc√™ resistir ou mesmo suicidar-se. N√£o se mate, oh n√£o se mate, Reserve-se todo para as bodas que ningu√©m sabe quando vir√£o, se √© que vir√£o. O amor, Carlos, voc√™ tel√ļrico, a noite passou em voc√™, e os recalques se sublimando, l√° dentro um barulho inef√°vel, rezas, vitrolas, santos que se persignam, an√ļncios do melhor sab√£o, barulho que ningu√©m sabe de qu√™, praqu√™. Entretanto voc√™ caminha melanc√≥lico e vertical. Voc√™ √© a palmeira, voc√™ √© o grito que ningu√©m ouviu no teatro e as luzes todas se apagam. O amor no escuro, n√£o, no claro, √© sempre triste, meu filho, Carlos, mas n√£o diga nada a ningu√©m, ningu√©m sabe nem saber√°. N√£o se mate

Rever√™ncia ao destino Falar √© completamente f√°cil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opini√£o. Dif√≠cil √© expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se v√°. F√°cil √© julgar pessoas que est√£o sendo expostas pelas circunst√Ęncias. Dif√≠cil √© encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que j√° fez muito errado. F√°cil √© ser colega, fazer companhia a algu√©m, dizer o que ele deseja ouvir. Dif√≠cil √© ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confian√ßa no que diz. F√°cil √© analisar a situa√ß√£o alheia e poder aconselhar sobre esta situa√ß√£o. Dif√≠cil √© vivenciar esta situa√ß√£o e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer. F√°cil √© demonstrar raiva e impaci√™ncia quando algo o deixa irritado. Dif√≠cil √© expressar o seu amor a algu√©m que realmente te conhece, te respeita e te entende. E √© assim que perdemos pessoas especiais. F√°cil √© mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar. Dif√≠cil √© mentir para o nosso cora√ß√£o. F√°cil √© ver o que queremos enxergar. Dif√≠cil √© saber que nos iludimos com o que ach√°vamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso √© dif√≠cil. F√°cil √© dizer oi ou como vai? Dif√≠cil √© dizer adeus, principalmente quando somos culpados pela partida de algu√©m de nossas vidas... F√°cil √© abra√ßar, apertar as m√£os, beijar de olhos fechados. Dif√≠cil √© sentir a energia que √© transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente el√©trica quando tocamos a pessoa certa. F√°cil √© querer ser amado. Dif√≠cil √© amar completamente s√≥. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama. F√°cil √© ouvir a m√ļsica que toca. Dif√≠cil √© ouvir a sua consci√™ncia, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas. F√°cil √© ditar regras. Dif√≠cil √© segui-las. Ter a no√ß√£o exata de nossas pr√≥prias vidas, ao inv√©s de ter no√ß√£o das vidas dos outros. F√°cil √© perguntar o que deseja saber. Dif√≠cil √© estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta. F√°cil √© chorar ou sorrir quando der vontade. Dif√≠cil √© sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria. F√°cil √© dar um beijo. Dif√≠cil √© entregar a alma, sinceramente, por inteiro. F√°cil √© sair com v√°rias pessoas ao longo da vida. Dif√≠cil √© entender que pouqu√≠ssimas delas v√£o te aceitar como voc√™ √© e te fazer feliz por inteiro. F√°cil √© ocupar um lugar na caderneta telef√īnica. Dif√≠cil √© ocupar o cora√ß√£o de algu√©m, saber que se √© realmente amado. F√°cil √© sonhar todas as noites. Dif√≠cil √© lutar por um sonho. Eterno, √© tudo aquilo que dura uma fra√ß√£o de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma for√ßa jamais o resgata.

Se um dia olhar para o céu e não te ver, é que sou a onda do mar e não consigo te esqueçer, sou feliz do teu lado sem do seu lado estar, pois vc é isolado no meu modo de pensar, quando estou triste e não tem solução, lembro que vc existe e mora no meu corção!

Desejo a voc√™... Fruto do mato Cheiro de jardim Namoro no port√£o Domingo sem chuva Segunda sem mau humor S√°bado com seu amor Ouvir uma palavra am√°vel Ter uma surpresa agrad√°vel Noite de lua Cheia Rever uma velha amizade Ter f√© em Deus N√£o ter que ouvir a palavra n√£o Nem nunca, nem jamais e adeus. Rir como crian√ßa Ouvir canto de passarinho Escrever um poema de Amor Que nunca ser√° rasgado Formar um par ideal Tomar banho de cachoeira Aprender uma nova can√ß√£o Esperar algu√©m na esta√ß√£o Queijo com goiabada P√īr-do-Sol na ro√ßa Uma festa Um viol√£o Uma seresta Recordar um amor antigo Ter um ombro sempre amigo Bater palmas de alegria Uma tarde amena Cal√ßar um velho chinelo Sentar numa velha poltrona Tocar viol√£o para algu√©m Ouvir a chuva no telhado Vinho branco Bolero de Ravel... E muito carinho meu.

Morte do Leiteiro H√° pouco leite no pa√≠s, √© preciso entreg√°-lo cedo. H√° muita sede no pa√≠s, √© preciso entreg√°-lo cedo. H√° no pa√≠s uma legenda, que ladr√£o se mata com tiro. Ent√£o o mo√ßo que √© leiteiro de madrugada com sua lata sai correndo e distribuindo leite bom para gente ruim. Sua lata, suas garrafas e seus sapatos de borracha v√£o dizendo aos homens no sono que algu√©m acordou cedinho e veio do √ļltimo sub√ļrbio trazer o leite mais frio e mais alvo da melhor vaca para todos criarem for√ßa na luta brava da cidade. Na m√£o a garrafa branca n√£o tem tempo de dizer as coisas que lhe atribuo nem o mo√ßo leiteiro ignaro, morados na Rua Namur, empregado no entreposto, com 21 anos de idade, sabe l√° o que seja impulso de humana compreens√£o. E j√° que tem pressa, o corpo vai deixando √† beira das casas uma apenas mercadoria. E como a porta dos fundos tamb√©m escondesse gente que aspira ao pouco de leite dispon√≠vel em nosso tempo, avancemos por esse beco, peguemos o corredor, depositemos o litro... Sem fazer barulho, √© claro, que barulho nada resolve. Meu leiteiro t√£o sutil de passo maneiro e leve, antes desliza que marcha. √Č certo que algum rumor sempre se faz: passo errado, vaso de flor no caminho, c√£o latindo por princ√≠pio, ou um gato quizilento. E h√° sempre um senhor que acorda, resmunga e torna a dormir. Mas este acordou em p√Ęnico (ladr√Ķes infestam o bairro), n√£o quis saber de mais nada. O rev√≥lver da gaveta saltou para sua m√£o. Ladr√£o? se pega com tiro. Os tiros na madrugada liquidaram meu leiteiro. Se era noivo, se era virgem, se era alegre, se era bom, n√£o sei, √© tarde para saber. Mas o homem perdeu o sono de todo, e foge pra rua. Meu Deus, matei um inocente. Bala que mata gatuno tamb√©m serve pra furtar a vida de nosso irm√£o. Quem quiser que chame m√©dico, pol√≠cia n√£o bota a m√£o neste filho de meu pai. Est√° salva a propriedade. A noite geral prossegue, a manh√£ custa a chegar, mas o leiteiro estatelado, ao relento, perdeu a pressa que tinha. Da garrafa estilha√ßada, no ladrilho j√° sereno escorre uma coisa espessa que √© leite, sangue... n√£o sei. Por entre objetos confusos, mal redimidos da noite, duas cores se procuram, suavemente se tocam, amorosamente se enla√ßam, formando um terceiro tom a que chamamos aurora.

As sem-raz√Ķes do amor Eu te amo porque te amo, N√£o precisas ser amante, e nem sempre sabes s√™-lo. Eu te amo porque te amo. Amor √© estado de gra√ßa e com amor n√£o se paga. OBS: Eu Te amo porque mesmo sabendo que errei no passado os meus olhos ainda querem encontrar os seus.

Doze meses d√£o para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. A√≠ entra o milagre da renova√ß√£o e tudo come√ßa outra vez, com outro n√ļmero e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.

Amor √© privil√©gio de maduros estendidos na mais estreita cama, que se torna a mais larga e mais relvosa,ro√ßando, em cada poro, o c√©u do corpo. √Č isto, amor: o ganho n√£o previsto,o pr√™mio subterr√Ęneo e coruscante,leitura de rel√Ęmpago cifrado,que, decifrado, nada mais existe valendo a pena e o pre√ßo do terrestre,salvo o minuto de ouro no rel√≥gio min√ļsculo,vibrando no crep√ļsculo. Amor √© o que se aprende no limite,depois de se arquivar toda a ci√™ncia herdada, ouvida. Amor come√ßa tarde.

Mas as coisas findam, muito mais que lindas essas ficar√£o.

Noventa por cento de ferro nas calçadas,oitenta por cento de ferro nas almas

Eu quero um beijo na minha lua grande... kkkkkkkk

Se eu gosto de poesia? Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor. Acho que a poesia est√° contida nisso tudo.

Ela promete ser boazinha, n√£o destruir, mas depois esquece.

Por que cultivas/ as sem perfume/ e agressivas/ flores do ci√ļme

Se o primeiro e o √ļltimo pensamento do seu dia for essa pessoa , se a vontade de ficar juntos chega a apertar o cora√ß√£o : √© o amor !

O essencial é viver!

O problema n√£o √© inventar. √Č ser inventado hora ap√≥s hora E nunca ficar pronta Nossa edi√ß√£o convincente.

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica.;

Se pensarmos pequeno, coisas pequenas teremos... Mas se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar em nossa vida. Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e n√£o do tamanho da minha altura.

O mundo √© grande O mundo √© grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar √© grande e cabe na cama e no colch√£o de amar. O amor √© grande e cabeno breve espa√ßo de beijar. ¬ē#4326;¬ē#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;¬ē#4326;¬ē Se o primeiro e o √ļltimo pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o cora√ß√£o, agrade√ßa: Deus te mandou um presente divino - o amor. (...) Leia completo aqui... LEMBRETE Se procurar bem voc√™ acaba encontrando. N√£o a explica√ß√£o (duvidosa) da vida, Mas a poesia (inexplic√°vel) da vida. ¬ē#4326;¬ē#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;¬ē#4326;¬ē AS SEM-RAZ√ēES DO AMOR Eu te amo porque te amo, N√£o precisas ser amante, e nem sempre sabes s√™-lo. Eu te amo porque te amo. Amor √© estado de gra√ßa e com amor n√£o se paga. Amor √© dado de gra√ßa, √© semeado no vento, na cachoeira, no eclipse. Amor foge a dicion√°rios e a regulamentos v√°rios. Eu te amo porque n√£o amo bastante ou demais a mim. Porque amor n√£o se troca, n√£o se conjuga nem se ama. Porque amor √© amor a nada, feliz e forte em si mesmo. Amor √© primo da morte, e da morte vencedor, por mais que o matem (e matam) a cada instante de amor. ¬ē#4326;¬ē#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;¬ē#4326;¬ē Amor √© o que se aprende no limite, depois de se arquivar toda a ci√™ncia herdada, ouvida. Amor come√ßa tarde. Se eu gosto de poesia? Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor. Acho que a poesia est√° contida nisso tudo. ¬ē#4326;¬ē#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;¬ē#4326;¬ē AMAR Que pode uma criatura sen√£o, entre criaturas, amar? Amar e esquecer, amar e malamar, amar, desamar, amar? Sempre, e at√© de olhos vidrados, amar? Que pode, pergunto, o ser amoroso, sozinho, em rota√ß√£o universal, sen√£o rodar tamb√©m, e amar? Amar o que o mar traz √† praia, o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha, √© sal, ou precis√£o de amor, ou simples √Ęnsia? Amar solenemente as palmas do deserto, o que √© entrega ou adora√ß√£o expectante, e amar o in√≥spito, o cru, um vaso sem flor, um ch√£o de ferro, e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina. Este o nosso destino: amor sem conta, distribuido pelas coisas p√©rfidas ou nulas, doa√ß√£o ilimitada a uma completa ingratid√£o, e na concha vazia do amor a procura medrosa, paciente, de mais e mais amor. Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa amar a √°gua impl√≠cita, e o beijo t√°cito, e a sede infinita. ¬ē#4326;¬ē#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;#8215;¬ē#4326;¬ē Ser feliz sem motivo √© a mais aut√™ntica forma de felicidade. A cada dia que vivo, mais me conven√ßo de que o desperd√≠cio da vida est√° no amor que n√£o damos, nas for√ßas que n√£o usamos, na prud√™ncia ego√≠sta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos tamb√©m a felicidade. A dor √© inevit√°vel. O sofrimento √© opcional.

¬ďQuem n√£o tem namorado √© algu√©m que tirou f√©rias n√£o remuneradas de si mesmo. Namorado √© a mais dif√≠cil das conquistas. Dif√≠cil porque namorado de verdade √© muito raro. Necessita de adivinha√ß√£o, de pele, saliva, l√°grima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. ¬ď

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional...

Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem.

Rever√™ncia ao destino Falar √© completamente f√°cil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opini√£o. Dif√≠cil √© expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se v√°. F√°cil √© julgar pessoas que est√£o sendo expostas pelas circunst√Ęncias. Dif√≠cil √© encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que j√° fez muito errado. F√°cil √© ser colega, fazer companhia a algu√©m, dizer o que ele deseja ouvir. Dif√≠cil √© ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confian√ßa no que diz. F√°cil √© analisar a situa√ß√£o alheia e poder aconselhar sobre esta situa√ß√£o. Dif√≠cil √© vivenciar esta situa√ß√£o e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer. F√°cil √© demonstrar raiva e impaci√™ncia quando algo o deixa irritado. Dif√≠cil √© expressar o seu amor a algu√©m que realmente te conhece, te respeita e te entende. E √© assim que perdemos pessoas especiais. F√°cil √© mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar. Dif√≠cil √© mentir para o nosso cora√ß√£o. F√°cil √© ver o que queremos enxergar. Dif√≠cil √© saber que nos iludimos com o que ach√°vamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso √© dif√≠cil. F√°cil √© dizer oi ou como vai? Dif√≠cil √© dizer adeus, principalmente quando somos culpados pela partida de algu√©m de nossas vidas... F√°cil √© abra√ßar, apertar as m√£os, beijar de olhos fechados. Dif√≠cil √© sentir a energia que √© transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente el√©trica quando tocamos a pessoa certa. F√°cil √© querer ser amado. Dif√≠cil √© amar completamente s√≥. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama. F√°cil √© ouvir a m√ļsica que toca. Dif√≠cil √© ouvir a sua consci√™ncia, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas. F√°cil √© ditar regras. Dif√≠cil √© segu√≠-las. Ter a no√ß√£o exata de nossas pr√≥prias vidas, ao inv√©s de ter no√ß√£o das vidas dos outros. F√°cil √© perguntar o que deseja saber. Dif√≠cil √© estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta. F√°cil √© chorar ou sorrir quando der vontade. Dif√≠cil √© sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria. F√°cil √© dar um beijo. Dif√≠cil √© entregar a alma, sinceramente, por inteiro. F√°cil √© sair com v√°rias pessoas ao longo da vida. Dif√≠cil √© entender que pouqu√≠ssimas delas v√£o te aceitar como voc√™ √© e te fazer feliz por inteiro. F√°cil √© ocupar um lugar na caderneta telef√īnica. Dif√≠cil √© ocupar o cora√ß√£o de algu√©m, saber que se √© realmente amado. F√°cil √© sonhar todas as noites. Dif√≠cil √© lutar por um sonho. Eterno, √© tudo aquilo que dura uma fra√ß√£o de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma for√ßa jamais o resgata.

AMOR 1985 - AMAR SE APRENDE AMANDO O ser busca o outro ser, e ao conhecê-lo acha a razão de ser, já dividido. São dois em um: amor, sublime selo que à vida imprime cor, graça e sentido. Amor - eu disse - e floriu uma rosa embalsamando a tarde melodiosa no canto mais oculto do jardim, mas seu perfume não chegou a mim.

F√ĀCIL E DIF√ćCIL Falar √© completamente f√°cil, quando se t√™m palavras em mente que expressem sua opini√£o. Dif√≠cil √© expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer... F√°cil √© julgar pessoas que est√£o sendo expostas pelas circunst√Ęncias. Dif√≠cil √© encontrar e refletir sobre os seus erros... F√°cil √© ser colega, fazer companhia a algu√©m, dizer o que ela deseja ouvir. Dif√≠cil √© ser amigo para todas horas e dizer sempre a verdade quando for preciso... F√°cil √© analisar a situa√ß√£o alheia e poder aconselhar sobre esta. Dif√≠cil √© vivenciar esta situa√ß√£o e saber o que fazer. F√°cil √© demonstrar raiva e impaci√™ncia quando algo lhe deixa irritado. Dif√≠cil √© expressar o seu amor a algu√©m que realmente te conhece... F√°cil √© viver sem ter que se preocupar com o amanh√£. Dif√≠cil √© questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e √†s vezes impetuosas, a cada dia que passa... F√°cil √© mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar. Dif√≠cil √© mentir para o nosso cora√ß√£o... F√°cil √© ver o que queremos enxergar. Dif√≠cil √© saber que nos iludimos com o que ach√°vamos ter visto... F√°cil √© brincar como um tolo. Dif√≠cil √© ter que ser s√©rio... F√°cil √© dizer oi, ou como vai ?. Dif√≠cil √© dizer adeus... F√°cil √© abra√ßar, apertar a m√£o. Dif√≠cil √© sentir a energia que √© transmitida... F√°cil √© querer ser amado. Dif√≠cil √© amar completamente s√≥... F√°cil √© ouvir a m√ļsica que toca. Dif√≠cil √© ouvir a sua consci√™ncia... F√°cil √© perguntar o que deseja saber. Dif√≠cil √© estar preparado para escutar esta resposta... F√°cil √© querer ser o que quiser. Dif√≠cil √© ter certeza do que realmente √©s... F√°cil √© chorar ou sorrir quando der vontade. Dif√≠cil √© sorrir com vontade de chorar (ou vice-versa)... F√°cil √© beijar. Dif√≠cil √© entregar a alma... F√°cil √© ocupar um lugar na caderneta telef√īnica. Dif√≠cil √© ocupar o cora√ß√£o de algu√©m... F√°cil √© ferir quem nos ama. Dif√≠cil √© tentar curar esta ferida... F√°cil √© ditar regras. Dif√≠cil √© segu√≠-las... F√°cil √© sonhar todas as noites. Dif√≠cil √© lutar por um sonho... F√°cil √© exibir sua vit√≥ria a todos. Dif√≠cil √© assumir a sua derrota com dignidade... F√°cil √© admirar uma lua cheia. Dif√≠cil √© enxergar sua outra face... F√°cil √© viver o presente. Dif√≠cil √© se desvencilhar do passado... F√°cil √© saber que est√° rodeado p√īr pessoas queridas. Dif√≠cil √© saber que est√° se sentindo s√≥ no meio delas... F√°cil √© trope√ßar em uma pedra. Dif√≠cil √© levantar de uma queda, com ferimentos... F√°cil √© desfrutar a vida a cada dia. Dif√≠cil √© dar o verdadeiro valor a ela... F√°cil √© rezar todas as noites. Dif√≠cil √© encontrar Deus nas pequenas coisas...

Preso √† minha classe e a algumas roupas,Vou de branco pela rua cinzenta. Melancolias, mercadorias espreitam-me. Devo seguir at√© o enj√īo? Posso, sem armas, revoltar-me? Olhos sujos no rel√≥gio da torre: N√£o, o tempo n√£o chegou de completa justi√ßa. O tempo √© ainda de fezes, maus poemas, alucina√ß√Ķes e espera. O tempo pobre, o poeta pobrefundem-se no mesmo impasse. Em v√£o me tento explicar, os muros s√£o surdos. Sob a pele das palavras h√° cifras e c√≥digos. O sol consola os doentes e n√£o os renova.As coisas. Que tristes s√£o as coisas, consideradas sem √™nfase. Vomitar esse t√©dio sobre a cidade. Quarenta anos e nenhum problema resolvido, sequer colocado. Nenhuma carta escrita nem recebida. Todos os homens voltam para casa. Est√£o menos livres mas levam jornaise soletram o mundo, sabendo que o perdem. Crimes da terra, como perdo√°-los? Tomei parte em muitos, outros escondi. Alguns achei belos, foram publicados. Crimes suaves, que ajudam a viver. Ra√ß√£o di√°ria de erro, distribu√≠da em casa. Os ferozes padeiros do mal.Os ferozes leiteiros do mal. P√īr fogo em tudo, inclusive em mim. Ao menino de 1918 chamavam anarquista. Por√©m meu √≥dio √© o melhor de mim. Com ele me salvoe dou a poucos uma esperan√ßa m√≠nima. Uma flor nasceu na rua! Passem de longe, bondes, √īnibus, rio de a√ßo do tr√°fego. Uma flor ainda desbotada ilude a pol√≠cia, rompe o asfalto. Fa√ßam completo sil√™ncio, paralisem os neg√≥cios, garanto que uma flor nasceu. Sua cor n√£o se percebe. Suas p√©talas n√£o se abrem. Seu nome n√£o est√° nos livros. √Č feia. Mas √© realmente uma flor. Sento-me no ch√£o da capital do pa√≠s √†s cinco horas da tarde e lentamente passo a m√£o nessa forma insegura. Do lado das montanhas, nuvens maci√ßas avolumam-se. Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em p√Ęnico. √Č feia. Mas √© uma flor. Furou o asfalto, o t√©dio, o nojo e o √≥dio.

Conselho de um velho apaixonado Quando encontrar algu√©m e esse algu√©m fizer seu cora√ß√£o parar de funcionar por alguns segundos, preste aten√ß√£o: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que voc√™ est√° esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos l√°bios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d√°gua neste momento, perceba: existe algo m√°gico entre voc√™s. Se o 1¬ļ e o √ļltimo pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o cora√ß√£o, agrade√ßa: Algo do c√©u te mandou um presente divino : O AMOR. Se um dia tiverem que pedir perd√£o um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abra√ßo, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: voc√™s foram feitos um pro outro. Se por algum motivo voc√™ estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas l√°grimas e enxug√°-las com ternura, que coisa maravilhosa: voc√™ poder√° contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se voc√™ conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... Se voc√™ achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se voc√™ n√£o consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que est√° marcado para a noite... Se voc√™ n√£o consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se voc√™ tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convic√ß√£o que vai continuar sendo louco por ela... Se voc√™ preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: √© o amor que chegou na sua vida. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. √Äs vezes encontram e, por n√£o prestarem aten√ß√£o nesses sinais, deixam o amor passar, sem deix√°-lo acontecer verdadeiramente. √Č o livre-arb√≠trio. Por isso, preste aten√ß√£o nos sinais. N√£o deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!

Amor √© privil√©gio de maduros estendidos na mais estreita cama, que se torna a mais larga e mais relvosa, ro√ßando, em cada poro, o c√©u do corpo. √Č isto, amor: o ganho n√£o previsto, o pr√™mio subterr√Ęneo e coruscante, leitura de rel√Ęmpago cifrado, que, decifrado, nada mais existe valendo a pena e o pre√ßo do terrestre, salvo o minuto de ouro no rel√≥gio min√ļsculo, vibrando no crep√ļsculo. Amor √© o que se aprende no limite, depois de se arquivar toda a ci√™ncia herdada, ouvida. Amor come√ßa tarde.

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

Cantiga do Vi√ļvo A noite caiu na minhalma Fiquei triste sem querer Uma sombra veio vindo Veio vindo, me abra√ßou Era a sombra de meu bem Que morreu h√° tanto tempo Me abra√ßou com tanto amor Me apertou com tanto fogo Me beijou, me consolou Depois riu devagarinho Me disse adeus com a cabe√ßa e saiu Fechou a porta Ouvi seus passos na escada Depois mais nada, acabou

Recomeçar Não importa onde vc parou... em que momento da vida você cansou... o que importa é que sempre é possível e necessário RECOMEÇAR. Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo... é renovar as esperanças na vida e o mais importante... acreditar em vc de novo. Sofreu muito nesse período? foi limpeza da alma... Ficou com raiva das pessoas? foi pra pedoá-las um dia... Sentiu-se só por diversas vezes? é porque fechastes a porta até para os anjos... Acreditou que tudo estava perdido? era o início da tua melhora... Pois é...agora é hora de reiniciar... de pensar na luz... de encontrar prazer nas coisas simples de novo. Que tal Um corte de cabelo arrojado... diferente? Um novo curso... ou aquele velho desejo de aprender a pintar... desenhar... dominar o computador... ou qulquer outra coisa... Olha quanto desafio... quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando. Tá se sentindo sozinho? Besteira... tem tanta gente que vc afastou com o seu período de isolamento... Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu pra chegar perto de vc. Quando nos trancamos na tristeza... nem nós mesmos nos suportamos... ficamos horríveis... O mal humor vai comendo nosso figado... até a boca fica amarga. Recomeçar... hoje é um bom dia pra começar novos desasfios. Onde vc quer chegar? Ir alto... sonhe alto... queria o melhor do melhor... queria boas coisas para a vida... pensando assim trazemos pra nós aquilo que desejamos... se pensamos pequeno... coisas pequenas teremos... Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor... O melhor vai se instalar na nossa vida. E é hoje o dia da faxina mental joga fora tudo que te prende ao passado... ao mundiho de coisas tristes Fotos... peças de roupas, papel de bala... ingressos de cinema, bilhetes de viagens... e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados... jogue tudo fora... mas principalmente... esvazie seu coração... fique pronto para a vida... para um novo amor... Lembre-se somos apaixonáveis somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes... afinal de contas... Nós Somos o Amor Porque sou do tamanho daquilo que vejo e não do tamanho da minha altura.

Vi gente chorando na rua, quando o juiz apitou o final do jogo perdido; vi homens e mulheres pisando com √≥dio os pl√°sticos verde-amarelos que at√© minutos antes eram sagrados; vi b√™bados inconsol√°veis que j√° n√£o sabiam por que n√£o achavam consolo na bebida; vi rapazes e mo√ßas festejando a derrota para n√£o deixarem de festejar qualquer coisa, pois seus cora√ß√Ķes estavam programados para a alegria; vi o t√©cnico incans√°vel e teimoso da Sele√ß√£o xingado de bandido e queimado vivo sob a apar√™ncia de um boneco, enquanto o jogador que errara muitas vezes ao chutar em gol era declarado o √ļltimo dos traidores da p√°tria; vi a not√≠cia do suicida do Cear√° e dos mortos do cora√ß√£o por motivo do fracasso esportivo; vi a dor dissolvida em u√≠sque escoc√™s da classe m√©dia alta e o surdo clamor de desespero dos pequeninos, pela mesma causa; vi o garot√£o mudar o g√™nero das palavras, acusando a mina de p√©-fria; vi a decep√ß√£o controlada do presidente, que se preparava, como torcedor n√ļmero um do pa√≠s, para viver o seu grande momento de euforia pessoal e nacional, depois de curtir tantas desilus√Ķes de governo; vi os candidatos do partido da situa√ß√£o aturdidos por um malogro que lhes roubava um trunfo poderoso para a campanha eleitoral; vi as oposi√ß√Ķes divididas, unificadas na mesma perplexidade diante da cat√°strofe que levar√° talvez o povo a se desencantar de tudo, inclusive das elei√ß√Ķes; vi a afli√ß√£o dos produtores e vendedores de bandeirinhas, fl√ĘmuIas e s√≠mbolos diversos do esperado e exigido t√≠tulo de campe√Ķes do mundo pela quarta vez, e j√° agora destinados √† ironia do lixo; vi a tristeza dos varredores da limpeza p√ļblica e dos faxineiros de edif√≠cios, removendo os destro√ßos da esperan√ßa; vi tanta coisa, senti tanta coisa nas almas... Chego √† conclus√£o de que a derrota, para a qual nunca estamos preparados, de tanto n√£o a desejarmos nem a admitirmos previamente, √© afinal instrumento de renova√ß√£o da vida. Tanto quanto a vit√≥ria estabelece o jogo dial√©tico que constitui o pr√≥prio modo de estar no mundo. Se uma sucess√£o de derrotas √© arrasadora, tamb√©m a sucess√£o constante de vit√≥rias traz consigo o germe de apodrecimento das vontades, a languidez dos estados p√≥s-voluptuosos, que inutiliza o indiv√≠duo e a comunidade atuantes. Perder implica remo√ß√£o de detritos: come√ßar de novo. Certamente, fizemos tudo para ganhar esta caprichosa Copa do Mundo. Mas ser√° suficiente fazer tudo, e exigir da sorte um resultado infal√≠vel? N√£o √© mais sensato atribuir ao acaso, ao imponder√°vel, at√© mesmo ao absurdo, um poder de transforma√ß√£o das coisas, capaz de anular os c√°lculos mais cient√≠ficos? Se a Sele√ß√£o fosse √† Espanha, terra de castelos m√≠ticos, apenas para pegar o caneco e traz√™-lo na mala, como propriedade exclusiva e inalien√°vel do Brasil, que m√©rito haveria nisso? Na realidade, n√≥s fomos l√° pelo gosto do incerto, do dif√≠cil, da fantasia e do risco, e n√£o para recolher um objeto roubado. A verdade √© que n√£o voltamos de m√£os vazias porque n√£o trouxemos a ta√ßa. Trouxemos alguma coisa boa e palp√°vel, conquista do esp√≠rito de competi√ß√£o. Suplantamos quatro sele√ß√Ķes igualmente ambiciosas e perdemos para a quinta. A It√°lia n√£o tinha obriga√ß√£o de perder para o nosso g√™nio futebol√≠stico. Em peleja de igual para igual, a sorte n√£o nos contemplou. Paci√™ncia, n√£o vamos transformar em desastre nacional o que foi apenas uma experi√™ncia, como tantas outras, da volubilidade das coisas. Perdendo, ap√≥s o emocionalismo das l√°grimas, readquirimos ou adquirimos, na maioria das cabe√ßas, o senso da modera√ß√£o, do real contradit√≥rio, mas rico de possibilidades, a verdadeira dimens√£o da vida. N√£o somos invenc√≠veis. Tamb√©m n√£o somos uns pobres diabos que jamais atingir√£o a grandeza, este valor t√£o relativo, com tend√™ncia a evaporar-se. Eu gostaria de passar a m√£o na cabe√ßa de Tel√™ Santana e de seus jogadores, reservas e reservas de reservas, como Roberto Dinamite, o viajante n√£o utilizado, e dizer-lhes, com esse gesto, o que em palavras seria enf√°tico e meio bobo. Mas o gesto vale por tudo, e bem o compreendemos em sua do√ßura solid√°ria. Ora, o Tel√™! Ora, os atletas! Ora, a sorte! A Copa do Mundo de 82 acabou para n√≥s, mas o mundo n√£o acabou. Nem o Brasil, com suas dores e bens. E h√° um lindo sol l√° fora, o sol de n√≥s todos. E agora, amigos torcedores, que tal a gente come√ßar a trabalhar, que o ano j√° est√° na segunda metade?

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.

Uma eleição é feita para corrigir o erro da eleição anterior, mesmo que o agrave.

Nossa capacidade de amar é limitada, e o amor infinito; este é o drama.

Todo mundo é bom quando não usa a cabeça.

Democracia é a forma de governo em que o povo imagina estar no poder.

Os homens igualam-se na dor e diversificam-se na alegria.

Um dia desses, eu separo um tempinho e ponho em dia todos os choros que eu n√£o tenho tido tempo de chorar.

O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.

Sentimos falta até do que não existiu, e dói muito.

A dor é inevitável, o sofrimento é opcional.

O Dia dos Namorados para mim é todo dia. Não tenho dias marcados para te amar noite e dia.

Recome√ßar Mesmo que o hoje te d√™ um n√£o, lembre-se que h√° um amanh√£ melhor, a certeza de que os nossos caminhos devemos tra√ßar ao lado de quem nos ama; com amor, paz, confian√ßa e felicidade, √© a base para se recome√ßar. Um recome√ßo, pra pensar no que fazer agora, acreditando em si mesmo, na busca do que ser√° prioridade daqui pra frente; PLANOS? Pra que os fizemos, j√° que o amanh√£ √© mist√©rio? A qualquer momento pode ser tempo, de revisar os conceitos e a√ß√Ķes, e concluir, que tudo aquilo que voc√™ viveu marcou, por√©m n√£o foi suficiente pra que continuasse. As lembran√ßas passadas ficam, tudo que vivemos era pra ser vivido , o destino √© como um livro do qual n√≥s somos os autores, ele n√£o v√™m pronto, antes de nascermos ele est√° em branco, ao nascermos introduzimos as primeiras passagens, um come√ßo, com o tempo atrav√©s das escolhas vamos escrevendo-o p√°gina por p√°gina, rabiscadas, rasgadas ou marcadas, onde encontramos obst√°culos onde indicar√£o a melhor hora pra recome√ßar, nos √ļltimos dias de vida concluiremos, e no final deixamos nossas historias marcadas no cora√ß√£o daqueles, que sempre far√£o parte de nossa historia, onde quer que estejam. Recome√ßar √© dar uma nova chance a si mesmo, √© renovar as esperan√ßas na vida e o mais importante, acreditar em voc√™ de novo.

AMOR, Amar ontem , amar hoje, amar amanh√£, ou simplesmente n√£o amar! Dif√≠cil ter a certeza de que se √© correspondido, ou n√£o, medo de errar, se decepcionar, ou magoar outro algu√©m, por depois ter a certeza de que realmente n√£o o amava, e sempre se perguntar: √© verdade a hip√≥tese de s√≥ se amar uma vez na vida? Amar √© como um √ļnico cora√ß√£o dividido em duas partes, cada uma com sua personalidade, e forma de entender o amor, que passam um bom tempo a procura da sua metade, e quando se encontram , descobrem o verdadeiro significado de amar. Nos preocupamos em saber se √© a pessoa certa ou errada,e tudo gira em torno de uma √ļnica pergunta, ser√° mesmo amor ? n√£o se deve ter medo de amar, se entregar, de dizer eu te amo, por√©m sabendo que o EU TE AMO, tem significado, n√£o √© como um bom dia, mais como saber se √© realmente amor? PRESEN√áA, FALTA, fizemos quest√£o de sempre querer estar perto, de ligar quando sentir saudade, de dar um abra√ßo bem forte quando passam algum tempo sem se ver, de n√£o imaginar sua vida sem aquela pessoa, e o mais dif√≠cil saber seu real valor quando perd√™-la. Voc√™ chora, sente saudade, por√©m isso n√£o √© o bastante para traz√™-la de volta. Aquele que voc√™ respeita, cuida, demonstra carinho, que briga se for preciso, mais minutos depois j√° est√£o se falando..; o que jamais enxugar√° sua l√°grima, por√©m nunca deixando-a cair, a verdadeira raz√£o √© te mostrar o que √© felicidade. Independente de tudo vendo seus avan√ßos e trope√ßos que a vida te ensina,estando sempre ao seu lado, e l√° no final vendo todos os seus sonhos se realizem. Mesmo assim amar √© muito complicado ou ser√° que a gente que complica? J√° refletia Drummond: Ah o amor ... um n√£o sei o que, que nasce n√£o sei onde, vem n√£o sei como e d√≥i n√£o sei porque...

O Homem Escrito Ainda est√° vivo ou virou pe√ßa de arquivo sua vida √© papel a fingir de jornal? Dele faz-se bom uso seu texto √© confuso? Numa velha gaveta o esquecem, a caneta? Ap√≥s tantos escapes arredonda-se em l√°pis? Essa indel√©vel tinta √© para que n√£o minta mas do que o necess√°rio √© uma sigla no arm√°rio? Recobre-se de letras ou s√£o apenas tretas? Entrar√° em cat√°logo a custa de mon√≥logo? Ter√° n√ļmero, barra e borra de carimbo? Afinal, ele √© gente ou registro pungente?

A loucura √© diagnosticada pelos s√£os, que n√£o se submetem a diagn√≥stico. H√° um limite em que a raz√£o deixa de ser raz√£o, e a loucura ainda √© razo√°vel. Somos l√ļcidos na medida em que perdemos a riqueza da imagina√ß√£o.

F√ĀCIL E DIF√ćCIL Falar √© completamente f√°cil, quando se t√™m palavras em mente que expressem sua opini√£o. Dif√≠cil √© expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer... F√°cil √© julgar pessoas que est√£o sendo expostas pelas circunst√Ęncias. Dif√≠cil √© encontrar e refletir sobre os seus erros... F√°cil √© ser colega, fazer companhia a algu√©m, dizer o que ela deseja ouvir. Dif√≠cil √© ser amigo para todas horas e dizer sempre a verdade quando for preciso... F√°cil √© analisar a situa√ß√£o alheia e poder aconselhar sobre esta. Dif√≠cil √© vivenciar esta situa√ß√£o e saber o que fazer. F√°cil √© demonstrar raiva e impaci√™ncia quando algo lhe deixa irritado. Dif√≠cil √© expressar o seu amor a algu√©m que realmente te conhece... F√°cil √© viver sem ter que se preocupar com o amanh√£. Dif√≠cil √© questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e √†s vezes impetuosas, a cada dia que passa... F√°cil √© mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar. Dif√≠cil √© mentir para o nosso cora√ß√£o... F√°cil √© ver o que queremos enxergar. Dif√≠cil √© saber que nos iludimos com o que ach√°vamos ter visto... F√°cil √© brincar como um tolo. Dif√≠cil √© ter que ser s√©rio... F√°cil √© dizer oi, ou como vai ?. Dif√≠cil √© dizer adeus... F√°cil √© abra√ßar, apertar a m√£o. Dif√≠cil √© sentir a energia que √© transmitida... F√°cil √© querer ser amado. Dif√≠cil √© amar completamente s√≥... F√°cil √© ouvir a m√ļsica que toca. Dif√≠cil √© ouvir a sua consci√™ncia... F√°cil √© perguntar o que deseja saber. Dif√≠cil √© estar preparado para escutar esta resposta... F√°cil √© querer ser o que quiser. Dif√≠cil √© ter certeza do que realmente √©s... F√°cil √© chorar ou sorrir quando der vontade. Dif√≠cil √© sorrir com vontade de chorar (ou vice-versa)... F√°cil √© beijar. Dif√≠cil √© entregar a alma... F√°cil √© ocupar um lugar na caderneta telef√īnica. Dif√≠cil √© ocupar o cora√ß√£o de algu√©m... F√°cil √© ferir quem nos ama. Dif√≠cil √© tentar curar esta ferida... F√°cil √© ditar regras. Dif√≠cil √© segu√≠-las... F√°cil √© sonhar todas as noites. Dif√≠cil √© lutar por um sonho... F√°cil √© exibir sua vit√≥ria a todos. Dif√≠cil √© assumir a sua derrota com dignidade... F√°cil √© admirar uma lua cheia. Dif√≠cil √© enxergar sua outra face... F√°cil √© viver o presente. Dif√≠cil √© se desvencilhar do passado... F√°cil √© saber que est√° rodeado p√īr pessoas queridas. Dif√≠cil √© saber que est√° se sentindo s√≥ no meio delas... F√°cil √© trope√ßar em uma pedra. Dif√≠cil √© levantar de uma queda, com ferimentos... F√°cil √© desfrutar a vida a cada dia. Dif√≠cil √© dar o verdadeiro valor a ela... F√°cil √© rezar todas as noites. Dif√≠cil √© encontrar Deus nas pequenas coisas...

A porta da verdade estava aberta, mas só deixava passar meia pessoa de cada vez. Assim não era possível atingir toda a verdade, porque a meia pessoa que entrava só trazia o perfil de meia verdade. E sua segunda metade voltava igualmente com meio perfil. E os meios perfis não coincidiam. Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta. Chegaram ao lugar luminoso onde a verdade esplendia seus fogos. Era dividida em metades diferentes uma da outra. Chegou-se a discutir qual a metade mais bela. Nenhuma das duas era totalmente bela. E carecia optar. Cada um optou conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

Gostaria de te desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente. Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes. E que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua felicidade!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade .

Essas coisas ¬ďVoc√™ n√£o est√° na idade de sofrer por essas coisas.¬Ē H√° ent√£o a idade de sofrer e a de n√£o sofrer mais por essas, essas coisas ? As coisas s√≥ deviam acontecer para fazer sofrer na idade pr√≥pria de sofrer ? Ou n√£o se devia sofrer pelas coisas que causam sofrimento pois vieram fora de hora, e a hora √© calma ? E se n√£o estou mais na idade de sofrer √© porque estou morto, e morto √© a idade de n√£o sentir as coisas, essas coisas?

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. Concordo com você,e é por isto que eu me arrisco tanto.. TE AMO...TE AMO...TE AMO...TE AMO...TE AMO...!!!!!!!!!!

O Homem;as viagens o homem,bicho da Terra t√£o pequeno chateia-se na terra lugar de muita mis√©ria e pouca divers√£o faz um foguete,uma c√°psula,um m√≥dulo toca para a Lua desce cauteloso na Lua pisa na Lua planta bandeirola na Lua experimenta a Lua coloniza a Lua civiliza a Lua humaniza a Lua. Lua humanizada:t√£o igual √† Terra O homem chateia-se na Lua Vamos para Marte-ordena a suas m√°quinas Elas obedecem,o homem desce em Marte pisa em Marte experimenta coloniza civiliza humaniza Marte com engenho e arte. Marte humanizado,que lugar quadrado. Vamos a outra parte? Claro-diz o engennho sofisticado e d√≥cil. Vamos a V√™nus. O homem p√Ķe o p√© em V√™nus, v√™ o visto- √© isto? idem idem idem. O homem funde a cuca se n√£o J√ļpiter proclamar justi√ßa junto com injusti√ßa repetir a fossa repetir o inquieto repert√≥rio. Outros planetas restam para outras col√īnias. O espa√ßo todo vira Terra-a terra. O homem chega ao Sol ou d√° uma volta s√≥ para tever? N√£o v√™ que ele inventa roupa insider√°vel de viver no Sol. P√Ķe o p√© e: mas que chato √© o Sol,falso touro espanhol domado. Restam outros sistemas fora do solar a col- onizar. Ao acabarem todos s√≥ resta ao homem (estar√° equipado?) a dific√≠lima dangeros√≠ssima viagem de si a si mesmo por o p√© no ch√£o do seu cora√ß√£o experimentar colonizar civilizar humanizar o homem descobrindo em suas pr√≥prias inexploradas entranhas a perene,insuspeitada alegria de con-viver.

Os ombros suportam o mundo, chega um tempo em que n√£o se diz mais: meu Deus. Tempo de absoluta depura√ß√£o. Tempo em que n√£o se diz mais: meu amor, porque o amor resultou in√ļtil. E os olhos n√£o choram. E as m√£os tecem apenas o rude trabalho. E o cora√ß√£o est√° seco.

Quem teve a id√©ia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indiv√≠duo genial. ...Industrializou a esperan√ßa fazendo-a funcionar no limite da exaust√£o. Doze meses d√£o para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. A√≠ entra o milagre da renova√ß√£o e tudo come√ßa outra vez com outro n√ļmero e outra vontade de acreditar que daqui pra adiante vai ser diferente para voc√™, desejo o sonho realizado. O amor esperado. ...A esperan√ßa renovada. Para voc√™, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir. Todas as m√ļsicas que puder emocionar. Para voc√™ neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais c√ļmplices, que sua fam√≠lia esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida. Gostaria de lhe desejar tantas coisas mas nada seria suficiente¬Ö Ent√£o, desejo apenas que voc√™ tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, rumo a sua felicidade!

Quem teve a id√©ia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indiv√≠duo genial. ...Industrializou a esperan√ßa fazendo-a funcionar no limite da exaust√£o. Doze meses d√£o para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. A√≠ entra o milagre da renova√ß√£o e tudo come√ßa outra vez com outro n√ļmero e outra vontade de acreditar que daqui pra adiante vai ser diferente para voc√™, desejo o sonho realizado. O amor esperado. ...A esperan√ßa renovada. Para voc√™, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir. Todas as m√ļsicas que puder emocionar. Para voc√™ neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais c√ļmplices, que sua fam√≠lia esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida. Gostaria de lhe desejar tantas coisas mas nada seria suficiente¬Ö Ent√£o, desejo apenas que voc√™ tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, rumo a sua felicidade!!!¬Ē

Fácil é saber que está rodeado por pessoas queridas. Difícil é saber que está se sentindo só no meio delas...

Não preciso de dez mandamentos para viver, me basta só um: não interferir na vida dos outros.

De tudo fica um pouco. N√£o muito.

Te amo, porque te amo.

Porque eu sou do tamanho daquilo que sinto, que vejo e que faço, não do tamanho que os outros me enxergam.

Sabia dizer de tal modo a uma senhora idosa que a achava cada vez mais jovem, que a senhora subitamente remoçava, e a mentira se resolvia em verdade.

Se procurar bem, você acaba encontrando. Não a explicação (duvidosa) da vida, Mas a poesia (inexplicável) da vida.

E sou meu próprio frio que me fecho longe do amor desabitado e líquido, amor em que me amaram, me feriram sete vezes por dia em sete dias de sete vidas de ouro, amor, fonte de eterno frio,

Crimes suaves, que ajudam a viver...

Dentro de mim, bem no fundo/ há reservas colossais de tempo,/ futuro, pós-futuro, pretérito.

Depois, cantou ¬ďse mil vezes voc√™ me deixar e voltar, eu aceito¬Ē.

¬ďO melhor rem√©dio contra a saudade √© a falta de mem√≥ria.¬Ē

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata...

Fácil é dizer oi, ou como vai ?. Difícil é dizer adeus... Fácil é abraçar, apertar a mão. Difícil é sentir a energia que é transmitida... Fácil é querer ser amado. Difícil é amar completamente só...

Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado… Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados… Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite… Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado… Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela… Se você preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.

Jogue tudo fora, mas principalmente esvazie seu coração, fique pronto para a vida, para um novo amor. Lembre-se somos apaixonáveis, somos capazes de amar muitas e muitas vezes. Afinal de contas, nós somos o amor.

H√° maquinas terr√≠velmente complicadas para as necessidades mais simples. Se quer fumar um cachuto aperte um bot√£o, Palet√≥s abotoam-se por eletricidade, Amor e faz pelo sem-fio, N√£o precisa est√īmago para digest√£o (...)

Eterno √© tudo aquilo que vive uma fra√ß√£o de segundo mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma for√ßa o resgata ... √Č tenta√ß√£o a vertigem; e tamb√©m a pirueta dos √©brios. Eternos! Eternos, miseravelmente. O rel√≥gio no pulso √© nosso confidente.

Quem teve a id√©ia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indiv√≠duo genial. Industrializou a esperan√ßa, fazendo-a funcionar no limite da exaust√£o. Doze meses d√£o para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. A√≠ entra o milagre da renova√ß√£o e tudo come√ßa outra vez, com outro n√ļmero e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.

Amor ¬Ė pois que √© palavra essencial comece esta can√ß√£o e toda a envolva. Amor guie o meu verso, e enquanto o guia, re√ļna alma e desejo, membro e vulva. Quem ousar√° dizer que ele √© s√≥ alma? Quem n√£o sente no corpo a alma expandir-se at√© desabrochar em puro grito de orgasmo, num instante de infinito? O corpo noutro corpo entrela√ßado, fundido, dissolvido, volta √† origem dos seres, que Plat√£o viu completados: √© um, perfeito em dois; s√£o dois em um. Integra√ß√£o na cama ou j√° no cosmo? Onde termina o quarto e chega aos astros? Que for√ßa em nossos flancos nos transporta a essa extrema regi√£o, et√©rea, eterna? Ao delicioso toque do clit√≥ris, j√° tudo se transforma, num rel√Ęmpago. Em pequenino ponto desse corpo, a fonte, o fogo, o mel se concentraram. Vai a penetra√ß√£o rompendo nuvens e devassando s√≥is t√£o fulgurantes que nunca a vista humana os suportara, mas, varado de luz, o coito segue. E prossegue e se espraia de tal sorte que, al√©m de n√≥s, al√©m da pr√≥rpia vida, como ativa abstra√ß√£o que se faz carne, a id√©ia de gozar est√° gozando. E num sofrer de gozo entre palavras, menos que isto, sons, arquejos, ais, um s√≥ espasmo em n√≥s atinge o climax: √© quando o amor morre de amor, divino. Quantas vezes morremos um no outro, no √ļmido subterr√Ęneo da vagina, nessa morte mais suave do que o sono: a pausa dos sentidos, satisfeita. Ent√£o a paz se instaura. A paz dos deuses, estendidos na cama, qual est√°tuas vestidas de suor, agradecendo o que a um deus acrescenta o amor terrestre.

Onde você quer chegar? Ir alto? Sonhe alto... Queira o melhor do melhor... Se pensarmos pequeno... Coisas pequenas teremos... Mas se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo melhor... O melhor vai se instalar em nossa vida. Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura.

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.

O quarto em desordem. Na curva perigosa dos cinquenta derrapei neste amor. Que dor! que pétala sensível e secreta me atormenta e me provoca à síntese da flor que não se sabe como é feita: amor, na quinta-essência da palavra, e mudo de natural silêncio já não cabe em tanto gesto de colher e amar a nuvem que de ambígua se dilui nesse objeto mais vago do que nuvem e mais defeso, corpo! corpo, corpo, verdade tão final, sede tão vária, e esse cavalo solto pela cama, a passear o peito de quem ama.

Eterno é a flor que se fana se soube florir é o meninno recém-nascido antes que lhe deem nome e lhe comuniquem o sentimento do efêmero é o gesto de enlaçar e beijar na visita do amor às almas eterno é tudo aquilo que vive uma fração de segundo mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força [o resgata.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional...

Sim, tenho saudades. Sim, acuso-te porque fizeste o n√£o previsto nas leis da amizade e da natureza nem nos deixaste sequer o direito de indagar porque o fizeste, porque te foste

O beijo é flor no canteiro ou desejo na boca?

A conquista da liberdade é algo que faz tanta poeira, que por medo da bagunça, preferimos, normalmente, optar pela arrumação.

As coisas tangíveis tornam-se insensíveis à palma da mão Mas as coisas findas muito mais que lindas, essas ficarão.

Amor é o que se aprende no limite, depois de se arquivar toda a ciência herdada, ouvida. Amor começa tarde.

Tudo vale a pena se alma não é pequena.

√Č pr√≥prio da mulher o sorriso que nada promete e permite tudo imaginar.

A melhor medicina contra a saudade é a falta de memória.

Quero que todos os dias do ano todos os dias da vida de meia em meia hora de 5 em 5 minutos me digas: Eu te amo. Ouvindo-te dizer: Eu te amo, creio, no momento, que sou amado. No momento anterior e no seguinte, como sabê-lo? Quero que me repitas até a exaustão que me amas que me amas que me amas. Do contrário evapora-se a amação pois ao dizer: Eu te amo, desmentes apagas teu amor por mim. Exijo de ti o perene comunicado. Não exijo senão isto, isto sempre, isto cada vez mais. Quero ser amado por e em tua palavra nem sei de outra maneira a não ser esta de reconhecer o dom amoroso, a perfeita maneira de saber-se amado: amor na raiz da palavra e na sua emissão amor saltando da língua nacional, amor feito som vibração espacial. No momento em que não me dizes: Eu te amo, inexoravelmente sei que deixaste de amar-me, que nunca me amaste antes. Se não me disseres urgente repetido Eu te amoamoamoamoamoamo, verdade fulminante que acabas de desentranhar, eu me precipito no caos, essa coleção de objetos de não-amor.

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados. Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Balada do amor atrav√©s das idades Eu te gosto, voc√™ me gosta desde tempos imemoriais. Eu era grego, voc√™ troiana, troiana mas n√£o Helena. Sa√≠ do cavalo de pau para matar meu irm√£o. Matei, brigamos, morremos. Virei soldado romano, perseguidor de crist√£os. Na porta da catatumba encontrei-te novamente. Mas quando vi voc√™ nua ca√≠da na areia do circo e o le√£o que vinha vindo, dei um pulo desesperado e o le√£o comeu n√≥s dois. Depois fui pirata mouro, flagelo da Tripolit√Ęnia. Toquei fogo na fragata onde voc√™ se escondia da f√ļria do meu bergantim. Mas quando ia te pegar e te fazer minha escrava, voc√™ fez o sinal da cruz e rasgou o peito a punhal¬Ö Me suicidei tamb√©m. Depois (tempos mais amenos) fui cortes√£o de Versailles, espirituoso e devasso. Voc√™ cismou de ser freira¬Ö Pulei muro de convento mas complica√ß√Ķes pol√≠ticas nos levaram √† guilhotina. Hoje sou mo√ßo moderno, remo, pulo, dan√ßo, boxo, tenho dinheiro no banco. Voc√™ √© uma loura not√°vel, boxa, dan√ßa, pula, rema. Seu pai √© que n√£o faz gosto. Mas depois de mil perip√©cias, eu, her√≥i da Paramount, te abra√ßo, beijo e casamos.

Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado… Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados… Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite… Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado… Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela… Se você preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.

Este o nosso destino: amor sem conta, distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas, doação ilimitada a uma completa ingratidão, e na concha vazia do amor a procura medrosa, paciente, de mais e mais amor.

Com que inoc√™ncia demito-me de ser eu que antes era e me sabia t√£o diverso dos outros, t√£o mim-mesmo, ser pensante, sentinte e solid√°rio com outros seres diversos e conscientes Da sua humana, invenc√≠vel condi√ß√£o. Agora sou an√ļncio, ora vulgar ora bizarro, em l√≠ngua nacional ou em qualquer l√≠ngua (qualquer, principalmente). E nisto me comprazo, tiro gl√≥ria de minha anula√ß√£o.

A Um Ausente Tenho razão de sentir saudade tenho razão de te recusar. Houve um pacto implícito que rompeste e sem te despedires foste embora. Detonaste o pacto. Detonaste a vida geral, a comum aquiescência de viver e explorar os rumos de obscuridade sem prazo sem consulta sem provocação até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Falar √© completamente f√°cil, quando se tem palavras em mente que se expresse sua opini√£o... Dif√≠cil √© expressar por gestos e atitudes, o que realmente queremos dizer. ...F√°cil √© julgar pessoas que est√£o sendo expostas pelas circunst√Ęncias... Dif√≠cil √© encontrar e refletir sobre os seus pr√≥prios erros. F√°cil √© fazer companhia a algu√©m, dizer o que ela deseja ouvir... Dif√≠cil √© ser amigo para todas as horas e dizer a verdade quando for preciso. F√°cil √© analisar a situa√ß√£o alheia e poder aconselhar sobre a mesma... Dif√≠cil √© vivenciar esta situa√ß√£o e saber o que fazer. F√°cil √© demonstrar raiva e impaci√™ncia quando algo o deixa irritado... Dif√≠cil √© expressar o seu amor a algu√©m que realmente te conhece. F√°cil √© viver sem ter que se preocupar com o amanh√£... Dif√≠cil √© questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e as vezes impetuosas, a cada dia que passa. F√°cil √© mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar... Dif√≠cil √© mentir para o nosso cora√ß√£o. F√°cil √© ver o que queremos enxergar... Dif√≠cil √© saber que nos iludimos com o que ach√°vamos ter visto. F√°cil √© ditar regras e, Dif√≠cil √© segui-las...

O professor disserta sobre ponto difícil do programa. Um aluno dorme, Cansado das canseiras desta vida. O professor vai sacudí-lo? Vai repreendê-lo? Não. O professor baixa a voz, Com medo de acordá-lo.

O Lutador Lutar com palavras √© a luta mais v√£. Entanto lutamos mal rompe a manh√£. S√£o muitas, eu pouco. Algumas, t√£o fortes como o javali. N√£o me julgo louco. Se o fosse, teria poder de encant√°-las. Mas l√ļcido e frio, apare√ßo e tento apanhar algumas para meu sustento num dia de vida. Deixam-se enla√ßar, tontas √† car√≠cia e s√ļbito fogem e n√£o h√° amea√ßa e nem 3 h√° sev√≠cia que as traga de novo ao centro da pra√ßa. Insisto, solerte. Busco persuadi-las. Ser-lhes-ei escravo de rara humildade. Guardarei sigilo de nosso com√©rcio. Na voz, nenhum travo de zanga ou desgosto. Sem me ouvir deslizam, perpassam lev√≠ssimas e viram-me o rosto. Lutar com palavras parece sem fruto. N√£o t√™m carne e sangue¬Ö Entretanto, luto. Palavra, palavra (digo exasperado), se me desafias, aceito o combate. Quisera possuir-te neste descampado, sem roteiro de unha ou marca de dente nessa pele clara. Preferes o amor de uma posse impura e que venha o gozo da maior tortura. Luto corpo a corpo, luto todo o tempo, sem maior proveito que o da ca√ßa ao vento. N√£o encontro vestes, n√£o seguro formas, √© fluido inimigo que me dobra os m√ļsculos e ri-se das normas da boa peleja. Iludo-me √†s vezes, pressinto que a entrega se consumar√°. J√° vejo palavras em coro submisso, esta me ofertando seu velho calor, aquela sua gl√≥ria feita de mist√©rio, outra seu desd√©m, outra seu ci√ļme, e um sapiente amor me ensina a fruir de cada palavra a ess√™ncia captada, o sutil queixume. Mas ai! √© o instante de entreabrir os olhos: entre beijo e boca, tudo se evapora. O ciclo do dia ora se conclui 8 e o in√ļtil duelo jamais se resolve. O teu rosto belo, √≥ palavra, esplende na curva da noite que toda me envolve. Tamanha paix√£o e nenhum pec√ļlio. Cerradas as portas, a luta prossegue nas ruas do sono.

Quando encontrar algu√©m e esse algu√©m fizer seu cora√ß√£o para de funcionar por alguns segundos, preste aten√ß√£o. Pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e neste momento houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que voc√™ est√° esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos l√°bios for intenso, se o beijo for apaixonante e os olhos encherem d√°gua neste momento, perceba: existe algo m√°gico entre voc√™s. Se o primeiro e o √ļltimo pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o cora√ß√£o, agrade√ßa: Deus te mandou um presente divino: o amor. Se um dia tiver que pedir perd√£o um ao outro por algum motivo e em troca receber um abra√ßo, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: voc√™s foram feitos um pro outro. Se por algum motivo voc√™ estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas l√°grimas e enxug√°-las com ternura, que coisa maravilhosa: voc√™ poder√° contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se voc√™ conseguir em pensamento sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... se voc√™ achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se voc√™ n√£o consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que est√° marcado para a noite... se voc√™ n√£o consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se voc√™ tiver a certeza que vai ver a pessoa envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convic√ß√£o que vai continuar sendo louco por ela... se voc√™ preferir morrer antes de ver a outra partindo: √© o amor que chegou na sua vida. √Č uma d√°diva. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Ou √†s vezes encontram e por n√£o prestarem aten√ß√£o nesses sinais, deixam o amor passar, sem deix√°-lo acontecer verdadeiramente. √Č o livre-arb√≠trio. Por isso preste aten√ß√£o nos sinais, n√£o deixe que as loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor.

Definitivo Definitivo, como tudo o que √© simples. Nossa dor n√£o adv√©m das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e n√£o se cumpriram. Sofremos por qu√™? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas proje√ß√Ķes irrealizadas, por todas as cidades que gostar√≠amos de ter conhecido ao lado do nosso amor e n√£o conhecemos, por todos os filhos que gostar√≠amos de ter tido junto e n√£o tivemos,por todos os shows e livros e sil√™ncios que gostar√≠amos de ter compartilhado, e n√£o compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos n√£o porque nosso trabalho √© desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos n√£o porque nossa m√£e √© impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poder√≠amos estar confidenciando a ela nossas mais profundas ang√ļstias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos n√£o porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos n√£o porque envelhecemos, mas porque o futuro est√° sendo confiscado de n√≥s, impedindo assim que mil aventuras nos acon

Reconhecimento do amor Amiga, como s√£o desnorteantes os caminhos da amizade. Apareceste para ser o ombro suave onde se reclina a inquieta√ß√£o do forte ( ou que forte se pensava ingenuamente ). Trazias nos olhos pensativos a bruma da ren√ļncia: n√£o querias a vida plena, tinhas o pr√©vio desencanto das uni√Ķes para toda a vida, n√£o pedias nada, n√£o reclamavas teu quinh√£o de luz. E deslizavas em ritmo gratuito de ciranda. Descansei em ti meu feixe de desencontros e de encontros funestos. Queria talvez - sem o perceber, juro ¬Ė sadicamente massacrar-te sob o ferro de culpas e vacila√ß√Ķes e ang√ļstias que do√≠am desde a hora do nascimento, sen√£o desde o instante da concep√ß√£o em certo m√™s perdido na Hist√≥ria, ou mais longe, desde aquele momento intemporal em que os seres s√£o apenas hip√≥teses n√£o formuladas no caos universal. Como nos enganamos fugindo ao amor! Como o desconhecemos, talvez com receio de enfrentar sua espada coruscante, seu formid√°vel poder de penetrar o sangue e nele imprimir uma orqu√≠dea de fogo e l√°grimas. Entretanto, ele chegou de manso e me envolveu Em do√ßura e celestes amavios. N√£o queimava, n√£o siderava; sorria, Mal entendi, tonto que fui, esse sorriso, Feri-me pelas pr√≥prias m√£os, n√£o pelo amor Que trazia para mim e que teus dedos confirmavam Ao se juntarem aos meus, na infantil procura do Outro, o Outro que eu me supunha, o Outro que te imaginava, quando ¬Ė por esperteza do amor ¬Ė senti que √©ramos um s√≥. Amiga, amada, amada amiga, assim o amor dissolve o mesquinho desejo de existir em face do mundo Com olhar pervagante e larga ci√™ncia das coisas. J√° n√£o defrontamos o mundo: nele nos dilu√≠mos, e a pura ess√™ncia em que nos transmutamos dispensa alegorias, circunst√Ęncias, refer√™ncias temporais, imagina√ß√Ķes on√≠ricas, o v√īo do P√°ssaro Azul, a aurora boreal, as chaves de ouro dos sonetos e dos castelos medievos, todas as imposturas da raz√£o e da experi√™ncia, para existir em si e por si, √† revelia de corpos amantes, pois j√° nem somos n√≥s, somos o n√ļmero perfeito: UM. Levou tempo, eu sei, para que o EU renunciasse √† vacuidade de persistir, fixo e solar, e se confessasse jubilosamente vencido, at√© respirar o j√ļbilo maior da integra√ß√£o. Agora, amada minha para sempre, nem olhar temos de ver nem ouvidos de captar a melodia, a paisagem, a transpar√™ncia da vida, perdidos que estamos na concha ultramarina de amar.

O amor que move o Sol, como as estrelas ser busca outro ser, ao conhecê - lo acha a razão de ser, já dividido. São dois em um:, sublime selo que à vida imprime cor, graça e sentido. Amor - eu deisse - e floriu uma rosa embalsamando a tarde melodiosa no canto mais ocluto do jardim, mas seu perfume não chegou a mim

Eterno! Eterno! O Padre Eterno, a vida eterna, o fogo eterno. (Le silence √©ternel de ces espaces infinis meffraie.) ¬ó O que √© eterno, Yay√° Lindinha? ¬ó Ingrato! √© o amor que te tenho. Eternalidade eternite eternaltivamente eternu√°vamos eterniss√≠ssimo A cada instante se criam novas categorias do eterno. Eterna √© a flor que se fana se soube florir √© o menino rec√©m-nascido antes que lhe d√™em nome e lhe comuniquem o sentimento do ef√™mero √© o gesto de enla√ßar e beijar na visita do amor √†s almas eterno √© tudo aquilo que vive uma fra√ß√£o de segundo mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma [for√ßa o resgata √© minha m√£e em mim que a estou pensando de tanto que a perdi de n√£o pens√°-la √© o que se pensa em n√≥s se estamos loucos √© tudo que passou, porque passou √© tudo que n√£o passa, pois n√£o houve eternas as palavras, eternos os pensamentos; e [passageiras as obras. Eterno, mas at√© quando? √© esse marulho em n√≥s de um [mar profundo. Naufragamos sem praia; e na solid√£o dos botos [afundamos. √Č tenta√ß√£o a vertigem; e tamb√©m a pirueta dos √©brios. Eternos! Eternos, miseravelmente. O rel√≥gio no pulso √© nosso confidente. Mas eu n√£o quero ser sen√£o eterno.

Quero apenas ver voc√™, sentir voc√™, pegar em voc√™ como se pega num objeto precioso. Ter mais uma vez (a √ļltima?) a sensa√ß√£o de que voc√™ √© uma admir√°vel cria√ß√£o da natureza ou do dem√īnio, uma coisa diferente de todas as coisas.

Definitivo, como tudo o que √© simples. Nossa dor n√£o adv√©m das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e n√£o se cumpriram. Sofremos por qu√™? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas proje√ß√Ķes irrealizadas, por todas as cidades que gostar√≠amos de ter conhecido ao lado do nosso amor e n√£o conhecemos, por todos os filhos que gostar√≠amos de ter tido junto e n√£o tivemos, por todos os shows e livros e sil√™ncios que gostar√≠amos de ter compartilhado, e n√£o compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos n√£o porque nosso trabalho √© desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos n√£o porque nossa m√£e √© impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poder√≠amos estar confidenciando a ela nossas mais profundas ang√ļstias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos n√£o porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos n√£o porque envelhecemos, mas porque o futuro est√° sendo confiscado de n√≥s, impedindo assim que mil aventuras nos aconte√ßam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente n√£o sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa t√£o bacana, que gerou em n√≥s um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razo√°vel, um tempo feliz. Como aliviar a dor do que n√£o foi vivido? A resposta √© simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais! A cada dia que vivo, mais me conven√ßo de que o desperd√≠cio da vida est√° no amor que n√£o damos, nas for√ßas que n√£o usamos, na prud√™ncia ego√≠sta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos tamb√©m a felicidade. A dor √© inevit√°vel. O sofrimento √© opcional.

...Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata...

Em vão me tento explicar, os muros são surdos. Sob a pele das palavras há cifras e códigos.

O silêncio eterno desses espaços infinitos me assusta.

No Ouintanas Bar, sou ass√≠duo cliente. √Č um bar que n√£o √© bar, √© um bar diferente.

Então desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto au rumo da felicidade.

Um dia desses, eu separo um tempinho e ponho em dia todos os choros que n√£o tenho tido tempo de chorar.

O ano passado n√£o passou, continua incessamente.

Aprendi novas palavras e fiz outras mais bonitas

Mas se desejarmos fortemente o melhor e,principalmente, lutarmos pelo melhor¬ÖO melhor vai se instalar em nossa vida. (Drummond)

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade. Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Desejo a você: ...Namoro no portão, Domingo sem chuva, Segunda sem mau humor, Sábado com seu amor...

Se pensarmos pequeno, coisas pequenas teremos.Mas se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar em nossa vida. Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e n√£o do tamanho da minha altura.

Quando encontrar algu√©m e esse algu√©m fizer seu cora√ß√£o parar de funcionar por alguns segundos, preste aten√ß√£o. Pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e neste momento houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que voc√™ est√° esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos l√°bios for intenso, se o beijo for apaixonante e os olhos encherem d¬í√°gua neste momento, perceba: existe algo m√°gico entre voc√™s. Se o primeiro e o √ļltimo pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o cora√ß√£o, agrade√ßa: Deus te mandou um presente divino: o amor. Se um dia tiver que pedir perd√£o um ao outro por algum motivo e em troca receber um abra√ßo, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: voc√™s foram feitos um pro outro. Se por algum motivo voc√™ estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas l√°grimas e enxug√°-las com ternura, que coisa maravilhosa: voc√™ poder√° contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se voc√™ conseguir em pensamento sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado¬Ö se voc√™ achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados¬Ö Se voc√™ n√£o consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que est√° marcado para a noite¬Ö se voc√™ n√£o consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado¬ÖSe voc√™ tiver a certeza que vai ver a pessoa envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convic√ß√£o que vai continuar sendo louco por ela¬Ö se voc√™ preferir morrer antes de ver a outra partindo: √© o amor que chegou na sua vida. √Č uma d√°diva. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Ou √†s vezes encontram e por n√£o prestarem aten√ß√£o nesses sinais, deixam o amor passar, sem deix√°-lo acontecer verdadeiramente. √Č o livre-arb√≠trio. Por isso preste aten√ß√£o nos sinais, n√£o deixe que as loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor. -√Č, eu encontrei o amor,

F√°cil √© ouvir a m√ļsica que toca. Dif√≠cil √© ouvir a sua consci√™ncia. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas. F√°cil √© ditar regras. Dif√≠cil √© segu√≠-las. Ter a no√ß√£o exata de nossas pr√≥prias vidas, ao inv√©s de ter no√ß√£o das vidas dos outros.

Falar √© completamente f√°cil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opini√£o. Dif√≠cil √© expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se v√°. F√°cil √© julgar pessoas que est√£o sendo expostas pelas circunst√Ęncias. Dif√≠cil √© encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que j√° fez muito errado. F√°cil √© ser colega, fazer companhia a algu√©m, dizer o que ele deseja ouvir. Dif√≠cil √© ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confian√ßa no que diz. F√°cil √© analisar a situa√ß√£o alheia e poder aconselhar sobre esta situa√ß√£o. Dif√≠cil √© vivenciar esta situa√ß√£o e saber o que fazer. Ou ter coragem pra fazer. F√°cil √© demonstrar raiva e impaci√™ncia quando algo o deixa irritado. Dif√≠cil √© expressar o seu amor a algu√©m que realmente te conhece, te respeita e te entende. E √© assim que perdemos pessoas especiais. F√°cil √© mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar. Dif√≠cil √© mentir para o nosso cora√ß√£o. F√°cil √© ver o que queremos enxergar. Dif√≠cil √© saber que nos iludimos com o que ach√°vamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso √© dif√≠cil. F√°cil √© dizer oi ou como vai? Dif√≠cil √© dizer adeus. Principalmente quando somos culpados pela partida de algu√©m de nossas vidas... F√°cil √© abra√ßar, apertar as m√£os, beijar de olhos fechados. Dif√≠cil √© sentir a energia que √© transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente el√©trica quando tocamos a pessoa certa. F√°cil √© querer ser amado. Dif√≠cil √© amar completamente s√≥. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama. F√°cil √© ouvir a m√ļsica que toca. Dif√≠cil √© ouvir a sua consci√™ncia. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas. F√°cil √© ditar regras. Dif√≠cil √© segu√≠-las. Ter a no√ß√£o exata de nossas pr√≥prias vidas, ao inv√©s de ter no√ß√£o das vidas dos outros. F√°cil √© perguntar o que deseja saber. Dif√≠cil √© estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta. F√°cil √© chorar ou sorrir quando der vontade. Dif√≠cil √© sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria. F√°cil √© dar um beijo. Dif√≠cil √© entregar a alma. Sinceramente, por inteiro. F√°cil √© sair com v√°rias pessoas ao longo da vida. Dif√≠cil √© entender que pouqu√≠ssimas delas v√£o te aceitar como voc√™ √© e te fazer feliz por inteiro. F√°cil √© ocupar um lugar na caderneta telef√īnica. Dif√≠cil √© ocupar o cora√ß√£o de algu√©m. Saber que se √© realmente amado. F√°cil √© sonhar todas as noites. Dif√≠cil √© lutar por um sonho. Eterno, √© tudo aquilo que dura uma fra√ß√£o de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma for√ßa jamais o resgata.

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.

Para ganhar um ano novo que mere√ßa este nome, voc√™, meu caro, tem de merec√™-lo, tem de faz√™-lo de novo, eu sei que n√£o √© f√°cil, mas tente, experimente, consciente. √Č dentro de voc√™ que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.

Eterno, √© tudo aquilo que dura uma fra√ß√£o de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma for√ßa jamais o resgata! F√°cil √© ouvir a m√ļsica que toca. Dif√≠cil √© ouvir a sua consci√™ncia. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas. F√°cil √© ditar regras. Dif√≠cil √© segu√≠-las. Ter a no√ß√£o exata de nossas pr√≥prias vidas, ao inv√©s de ter no√ß√£o das vidas dos outros. F√°cil √© perguntar o que deseja saber. Dif√≠cil √© estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta. F√°cil √© chorar ou sorrir quando der vontade. Dif√≠cil √© sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria. F√°cil √© dar um beijo. Dif√≠cil √© entregar a alma. Sinceramente, por inteiro. F√°cil √© sair com v√°rias pessoas ao longo da vida. Dif√≠cil √© entender que pouqu√≠ssimas delas v√£o te aceitar como voc√™ √© e te fazer feliz por inteiro. F√°cil √© ocupar um lugar na caderneta telef√īnica. Dif√≠cil √© ocupar o cora√ß√£o de algu√©m. Saber que se √© realmente amado. F√°cil √© sonhar todas as noites. Dif√≠cil √© lutar por um sonho. F√°cil √© mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar. Dif√≠cil √© mentir para o nosso cora√ß√£o. F√°cil √© ver o que queremos enxergar. Dif√≠cil √© saber que nos iludimos com o que ach√°vamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso √© dif√≠cil. F√°cil √© dizer oi ou como vai? Dif√≠cil √© dizer adeus. Principalmente quando somos culpados pela partida de algu√©m de nossas vidas... F√°cil √© abra√ßar, apertar as m√£os, beijar de olhos fechados. Dif√≠cil √© sentir a energia que √© transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente el√©trica quando tocamos a pessoa certa. F√°cil √© querer ser amado. Dif√≠cil √© amar completamente s√≥. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama. Falar √© completamente f√°cil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opini√£o. Dif√≠cil √© expressar por gestos e atitudes o que realmente sentimos.

ENTRE O SER E AS COISAS Onda e amor, onde amor, ando indagando ao largo vento e à rocha imperativa, e a tudo me arremesso, nesse quando amanhece frescor de coisa viva. Às almas, não, as almas vão pairando, e, esquecendo a lição que já se esquiva, tornam amor humor, e vago brando o que é de natureza corrosiva. Nágua e na pedra amor deixa gravados seus hieróglifos e mensagens, suas verdades mais secretas e mais nuas. E nem os elementos encantados sabem do amor que punge e que é, pungindo, uma fogueira a arder no dia findo.

Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.

MENINOS SUICIDAS Um acabar seco, sem eco, de papel rasgado (nem sequer escrito): assim nos deixaram antes que pudéssemos decifrá-los, ao menos, ao menos isso, já não digo... amá-los. Assim nos deixaram e se deixaram ir sem confiar-nos um traço retorcido ou reto de passagem: pisando sem pés em chão de fumo, rindo talvez de sua esbatida miragem. Não se feriram no próprio corpo, mas neste em que sobrevivemos. Em nosso peito as punhaladas sem marca - sem sangue - até sem dor contam que nós é que morremos e são eles que nos mataram.

Para voc√™, desejo o sonho realizado. O amor esperado. A esperan√ßa renovada. Para voc√™, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir. Todas as m√ļsicas que puder emocionar. Desejo que os amigos sejam mais c√ļmplices, que sua fam√≠lia esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida. Gostaria de lhe desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente... Ent√£o, desejo apenas que voc√™ tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua felicidade.

Gostaria de te desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente. Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes. E que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua felicidade!

Desejo a você, Fruto do mato, Cheiro de jardim, Namoro no portão, Domingo sem chuva, Segunda sem mau humor e Sábado com seu amor!

O primeiro amor passou.<br/> O segundo amor passou.<br/> O terceiro amor passou.<br/> Mas o coração continua.

Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho.

Sofremos por qu√™? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas proje√ß√Ķes irrealizadas.

√Č f√°cil falar em nome do povo, ele n√£o tem voz.

Não digo que sou um Vascaíno doente, pois doente é quem não é Vascaíno.

CARIDADE A caridade seria perfeita se não causasse satisfa­ção em quem a pratica.

Por isso, preste atenção nos sinais, não deixe que as loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O amor.

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião. Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente sentimos.

Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado: é o amor que chegou na sua vida

¬ďEnfeite-se com margaridas e ternura e escove a alma com leves fric√ß√Ķes de esperan√ßa. De alma escovada e cora√ß√£o estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o pr√≥prio jardim. Sorria l√≠rios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha inten√ß√Ķes de quermesse em seus olhos e beba licor de n√©voa de borboletas, cada qual trazendo uma p√©rola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.¬Ē

Brincar com a crian√ßa n√£o √© perder tempo, √© ganh√°-lo. Se √© triste ver meninos sem escola,mas triste ainda √© v√™-los enfileirados em sala sem ar, com atividades est√©ries sem import√Ęncia alguma para a forma√ß√£o humana.

Depois de Madri e de Londres, ainda h√° grandes cidades! O mundo n√£o acabou, pois que entre as ru√≠nas outros homens surgem, a face negra de p√≥ e de p√≥lvora, e o h√°lito selvagem da liberdade dilata os seus peitos, Stalingrado, seus peitos que estalam e caem, enquanto outros, vingadores, se elevam. A poesia fugiu dos livros, agora est√° nos jornais. Os telegramas de Moscou repetem Homero. Mas Homero √© velho. Os telegramas cantam um mundo novo que n√≥s, na escurid√£o, ignor√°vamos. Fomos encontr√°-lo em ti, cidade destru√≠da, na paz de tuas ruas mortas mas n√£o conformadas, no teu arquejo de vida mais forte que o estouro das bombas, na tua fria vontade de resistir. Saber que resistes. Que enquanto dormimos, comemos e trabalhamos, resistes. Que quando abrimos o jornal pela manh√£ teu nome (em ouro oculto) estar√° firme no alto da p√°gina. Ter√° custado milhares de homens, tanques e avi√Ķes, mas valeu a pena. Saber que vigias, Stalingrado, sobre nossas cabe√ßas, nossas preven√ß√Ķes e nossos confusos pensamentos distantes d√° um enorme alento √† alma desesperada e ao cora√ß√£o que duvida. Stalingrado, miser√°vel monte de escombros, entretanto resplandecente! As belas cidades do mundo contemplam-te em pasmo e sil√™ncio. D√©beis em face do teu pavoroso poder, mesquinhas no seu esplendor de m√°rmores salvos e rios n√£o profanados, as pobres e prudentes cidades, outrora gloriosas, entregues sem luta, aprendem contigo o gesto de fogo. Tamb√©m elas podem esperar. Stalingrado, quantas esperan√ßas! Que flores, que cristais e m√ļsicas o teu nome nos derrama! Que felicidade brota de tuas casas! De umas apenas resta a escada cheia de corpos; de outras o cano de g√°s, a torneira, uma bacia de crian√ßa. N√£o h√° mais livros para ler nem teatros funcionando nem trabalho nas f√°bricas, todos morreram, estropiaram-se, os √ļltimos defendem peda√ßos negros de parede, mas a vida em ti √© prodigiosa e pulula como insetos ao sol, √≥ minha louca Stalingrado! A tamanha dist√Ęncia procuro, indago, cheiro destro√ßos sangrentos, apalpo as formas desmanteladas de teu corpo, caminho solitariamente em tuas ruas onde h√° m√£os soltas e rel√≥gios partidos, sinto-te como uma criatura humana, e que √©s tu, Stalingrado, sen√£o isto? Uma criatura que n√£o quer morrer e combate, contra o c√©u, a √°gua, o metal, a criatura combate, contra milh√Ķes de bra√ßos e engenhos mec√Ęnicos a criatura combate, contra o frio, a fome, a noite, contra a morte a criatura combate, e vence. As cidades podem vencer, Stalingrado! Penso na vit√≥ria das cidades, que por enquanto √© apenas uma fuma√ßa subindo do Volga. Penso no colar de cidades, que se amar√£o e se defender√£o contra tudo. Em teu ch√£o calcinado onde apodrecem cad√°veres, a grande Cidade de amanh√£ erguer√° a sua Ordem.

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida esta no amor que não damos nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

Falar √© completamente f√°cil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opini√£o. Dif√≠cil √© expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se v√°. F√°cil √© julgar pessoas que est√£o sendo expostas pelas circunst√Ęncias. Dif√≠cil √© encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que j√° fez muito errado. F√°cil √© ser colega, fazer companhia a algu√©m, dizer o que ele deseja ouvir. Dif√≠cil √© ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso, e com confian√ßa no que diz. F√°cil √© analisar a situa√ß√£o alheia e poder aconselhar sobre esta situa√ß√£o. Dif√≠cil √© vivenciar esta situa√ß√£o e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer. F√°cil √© demonstrar raiva e impaci√™ncia quando algo o deixa irritado. Dif√≠cil √© expressar o seu amor a algu√©m que realmente te conhece, te respeita e te entende, e √© assim que perdemos pessoas especiais. F√°cil √© mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar. Dif√≠cil √© mentir para o nosso cora√ß√£o. F√°cil √© ver o que queremos enxergar. Dif√≠cil √© saber que nos iludimos com o que ach√°vamos ter visto, admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso √© dif√≠cil. F√°cil √© dizer oi ou como vai?. Dif√≠cil √© dizer adeus, principalmente quando somos culpados pela partida de algu√©m de nossas vidas... F√°cil √© abra√ßar, apertar as m√£os, beijar de olhos fechados. Dif√≠cil √© sentir a energia que √© transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente el√©trica quando tocamos a pessoa certa. F√°cil √© querer ser amado. Dif√≠cil √© amar completamente s√≥. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama. F√°cil √© ouvir a m√ļsica que toca. Dif√≠cil √© ouvir a sua consci√™ncia, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas. F√°cil √© ditar regras. Dif√≠cil √© segu√≠-las. Ter a no√ß√£o exata de nossas pr√≥prias vidas, ao inv√©s de ter no√ß√£o das vidas dos outros. F√°cil √© perguntar o que deseja saber. Dif√≠cil √© estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta. F√°cil √© chorar ou sorrir quando der vontade. Dif√≠cil √© sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria. F√°cil √© dar um beijo. Dif√≠cil √© entregar a alma, sinceramente, por inteiro. F√°cil √© sair com v√°rias pessoas ao longo da vida. Dif√≠cil √© entender que pouqu√≠ssimas delas v√£o te aceitar como voc√™ √© e te fazer feliz por inteiro. F√°cil √© ocupar um lugar na caderneta telef√īnica. Dif√≠cil √© ocupar o cora√ß√£o de algu√©m, saber que se √© realmente amado. F√°cil √© sonhar todas as noites. Dif√≠cil √© lutar por um sonho. Eterno, √© tudo aquilo que dura uma fra√ß√£o de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma for√ßa jamais o resgata.

Convite Triste Meu amigo, vamos sofrer, vamos beber, vamos ler jornal, vamos dizer que a vida é ruim, meu amigo, vamos sofrer. Vamos fazer um poema ou qualquer outra besteira. Fitar por exemplo uma estrela por muito tempo, muito tempo e dar um suspiro fundo ou qualquer outra besteira. Vamos beber uísque, vamos beber cerveja preta e barata, beber, gritar e morrer, ou, quem sabe? beber apenas. Vamos xingar a mulher, que está envenenando a vida com seus olhos e suas mãos e o corpo que tem dois seios e tem um embigo também. Meu amigo, vamos xingar o corpo e tudo que é dele e que nunca será alma. Meu amigo, vamos cantar, vamos chorar de mansinho e ouvir muita vitrola, depois embriagados vamos beber mais outros sequestros (o olhar obsceno e a mão idiota) depois vomitar e cair e dormir. (Em: Brejo das Almas)

A. impossibilidade de participar de todas as combina√ß√Ķes em desenvolvimento a qualquer instante numa grande cidade tem sido uma das dores de minha vida. Sofro como se sentisse em mim, como se houvesse em mim uma capacidade desmesurada de agir. Entretanto, na parte de a√ß√£o que a vida me reserva, muitas vezes me abstenho e outras me confundo. [¬Ö] A ideia de que diariamente, a cada hora, a cada minuto e em cada lugar se realizam milhares de a√ß√Ķes que me teriam profundamente interessado, de que eu certamente deveria tomar conhecimento e que entretanto jamais me ser√£o comunicadas ¬ó basta para tirar o sabor a todas as perspectivas de a√ß√£o que encontro √† minha frente. O pouco que eu pudesse obter n√£o compensaria jamais esse infinito perdido. Nem me consola o pensamento de que, entrando na confronta√ß√£o simult√Ęnea de tantos acontecimentos, eu n√£o pudesse sequer registr√°-los, quanto mais dirigi-los √† minha maneira ou mesmo tomar de cada um o aspecto singular, o tom e o desenho pr√≥prios, uma por√ß√£o, m√≠nima que fosse, de sua peculiar subst√Ęncia.

Recomeçar Não importa onde vc parou... em que momento da vida você cansou... o que importa é que sempre é possível e necessário RECOMEÇAR. Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo... é renovar as esperanças na vida e o mais importante... acreditar em vc de novo. Sofreu muito nesse período? foi limpeza da alma... Ficou com raiva das pessoas? foi pra pedoá-las um dia... Sentiu-se só por diversas vezes? é porque fechastes a porta até para os anjos... Acreditou que tudo estava perdido? era o início da tua melhora... Pois é...agora é hora de reiniciar... de pensar na luz... de encontrar prazer nas coisas simples de novo. Que tal Um corte de cabelo arrojado... diferente? Um novo curso... ou aquele velho desejo de aprender a pintar... desenhar... dominar o computador... ou qulquer outra coisa... Olha quanto desafio... quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando. Tá se sentindo sozinho? Besteira... tem tanta gente que vc afastou com o seu período de isolamento... Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu pra chegar perto de vc. Quando nos trancamos na tristeza... nem nós mesmos nos suportamos... ficamos horríveis... O mal humor vai comendo nosso figado... até a boca fica amarga. Recomeçar... hoje é um bom dia pra começar novos desasfios. Onde vc quer chegar? Ir alto... sonhe alto... queria o melhor do melhor... queria boas coisas para a vida... pensando assim trazemos pra nós aquilo que desejamos... se pensamos pequeno... coisas pequenas teremos... Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor... O melhor vai se instalar na nossa vida. E é hoje o dia da faxina mental joga fora tudo que te prende ao passado... ao mundiho de coisas tristes Fotos... peças de roupas, papel de bala... ingressos de cinema, bilhetes de viagens... e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados... jogue tudo fora... mas principalmente... esvazie seu coração... fique pronto para a vida... para um novo amor... Lembre-se somos apaixonáveis somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes... afinal de contas... Nós Somos o Amor Porque sou do tamanho daquilo que vejo e não do tamanho da minha altura.

Desejo a vocês: Namoro no portão, domingo sem chuva, segunda sem mau humor, sábado com seu amor. Chope com os amigos, viver sem inimigos, filme na TV. Ter uma pessoa especial e que ela goste de você.

Pois de amor andamos todos precisados! Em dose tal que nos alegre, nos reumanize, nos corrija, nos dê paciência e esperança, força, capacidade de entender, perdoar, ir para a frente! Amor que seja navio, casa, coisa cintilante, que nos vacine contra o feio, o errado, o triste, o mau, o absurdo e o mais que estamos vivendo ou presenciando.

Por muito tempo achei que a aus√™ncia √© falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje n√£o a lastimo. N√£o h√° falta na aus√™ncia. A aus√™ncia √© um estar em mim. E sinto-a, branca, t√£o pegada, aconchegada nos meus bra√ßos,que rio e dan√ßo, e invento exclama√ß√Ķes alegres, porque a aus√™ncia, essa aus√™ncia assimilada, ningu√©m a rouba mais de mim.

Que a felicidade não dependa do tempo, nem da paisagem, nem da sorte, nem do dinheiro. Que ela possa vir com toda a simplicidade, de dentro para fora, de cada um para todos. Que as pessoas saibam falar, calar, e acima de tudo ouvir. Que tenham amor ou então sintam falta de não tê-lo. Que tenham ideais e medo de perdê-lo. Que amem ao próximo e respeitem sua dor. Para que tenhamos certeza de que: Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.

¬ďQue a felicidade n√£o dependa do tempo, nem da paisagem, nem da sorte, nem do dinheiro. Que ela possa vir com toda a simplicidade, de dentro para fora, de cada um para todos. Que as pessoas saibam falar, calar, e acima de tudo ouvir. Que tenham amor ou ent√£o sintam falta de n√£o t√™-lo. Que tenham ideais e medo de perd√™-lo. Que amem ao pr√≥ximo e respeitem sua dor. Para que tenhamos certeza de que: Ser feliz sem motivo √© a mais aut√™ntica forma de felicidade.¬Ē

F√°cil e dif√≠cil Falar √© completamente f√°cil, quando se tem palavras em mente que se expresse sua opini√£o... Dif√≠cil √© expressar por gestos e atitudes, o que realmente queremos dizer. F√°cil √© julgar pessoas que est√£o sendo expostas pelas circunst√Ęncias... Dif√≠cil √© encontrar e refletir sobre os seus pr√≥prios erros. F√°cil √© fazer companhia a algu√©m, dizer o que ela deseja ouvir... Dif√≠cil √© ser amigo para todas as horas e dizer a verdade quando for preciso. F√°cil √© analisar a situa√ß√£o alheia e poder aconselhar sobre a mesma... Dif√≠cil √© vivenciar esta situa√ß√£o e saber o que fazer. F√°cil √© demonstrar raiva e impaci√™ncia quando algo o deixa irritado... Dif√≠cil √© expressar o seu amor a algu√©m que realmente te conhece. F√°cil √© viver sem ter que se preocupar com o amanh√£... Dif√≠cil √© questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e as vezes impetuosas, a cada dia que passa. F√°cil √© mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar... Dif√≠cil √© mentir para o nosso cora√ß√£o. F√°cil √© ver o que queremos enxergar... Dif√≠cil √© saber que nos iludimos com o que ach√°vamos ter visto. F√°cil √© ditar regras e, Dif√≠cil √© segui-las...

Gostaria de te desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente. Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes. E que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua felicidade!