"- Como se mil pessoas se importassem com você, menos uma. E, de alguma forma, era a única que você necessitava que se importasse. - Eu sorri. Quer dizer, contraí os músuclos da face para mostrar os dentes. - E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. - Não quero nunca me perder de você. - Tenho agradecido por estar vivo e ter andado por todos os lugares onde andei, ter vivido tudo o que vivi e ser exatamente como eu sou. - Esperar dói. Esquecer dói… E não saber se deve esperar ou esquecer é a pior das dores. - E você não sabe quantos sorrisos eu já dei só de pensar em você. - Só uma coisa era fundamental (e dificílima): acreditar. - Tem gente que tem esse dom. De não ser feliz e querer enferrujar o sorriso alheio. - O que vale a pena possuir, vale a pena esperar. - Tenho me sentido legal. Mas é um legal tão merecido, batalhado. - Porque tu és o único que habita a minha solidão. - E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. - Não quero nunca me perder de você. - Não valorizou, perdeu! Só espero estar sempre tomando as decisões corretas. Pois se for meu, volta. Se não for pra ser, Deus sabe o que faz. - Inconstante: É assim que sou. Nenhuma outra palavra poderia me descreveria tão bem. - Como é que a gente faz pra se manter sempre alerta? Eu não agüento tanta atividade física e mental. - Quero-te-ver-te-abraçar-estou-com-saudade."

Caio Fernando de Abreu


Caio Fernando Loureiro de Abreu (1948 - 1996) foi um jornalista e escritor brasileiro.

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