Sobre o Autor

Augusto Cury

Augusto Jorge Cury (1958), psiquiatra e escritor brasileiro.

Não existe lembrança pura do passado, o passado é sempre reconstruído!

Pais e filhos vivem ilhados, raramente choram juntos e comentam sobre seus sonhos, mágoas, alegrias, frustações.

Nós nos tornamos máquinas de trabalhar e estamos transformando nossas crianças em máquinas de aprender.

Nossa memória virou um depósito de informações inúteis.

Os jovens conhecem cada vez mais o mundo em que estão, mas quase nada sobre o mundo que são...

Melhor é errar por tentar do que errar por omitir!

Quem tem luz exterior caminha sem tropeçar, quem tem luz interior caminha sem medo de viver.

Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua.

Uma pessoa opaca é destruída pela dor, uma pessoa brilhante é construída pela dor.

Não devemos enxergar apenas com os olhos da face, que só captam a luz exterior, as ondas eletromagnéticas. Precisamos também enxergar com os olhos do coração que captam os pensamentos e as emoções das pessoas

Felizes são aqueles que conseguem transpassr a cortina do seu dinheiro, status social e títulos acadêmicos e se apaixonar pela vida, enxergando que cada ser humano é um ser único no palco da existência. Para esses, cada dia é um novo dia. A solidão e o tédio foram banidos dos seus labirintos, e os seus sofrimentos se tornaram alimentos que sustentam uma alegria superior

Fomos contagiados por um vendedor de ideias que nos ensinou a não negar o que somos. Antes desse contágo, éramos todos normais, estávamos todos doentes. Queríamos de alguma forma ser deuses, sem saber que ser deus é andar sobrecarregado, tenso, pesado, com o compromisso neurótico de ser perfeito, de se preocupar com a imagem social, de dar importância vital para a opnião alheia, de se cobrar, se punir, exigir. Perdemos a leveza do ser. Parecíamos zumbis engessados pelos nossos pensamentos estreitos. Fomos educados para trabalhar, crescer, progredir e infelizmente também para ser especialistas em trair a nossa essência no diminuto parêntese do tempo em que existimos. Em que fábrica de loucura vivemos?

O que sei é que até há pouco tempo eu não sabia dizer quem eu era. Agora? Sei menos ainda. Não sei quem sou nem o que sou, pois o que pensava que era não é o que sou. Estou me desintoxicando do que era para ser o que sou. Não compreendo ainda quem sou, mas estou à procura de mim. Tá entendendo? Ufa! Que maravilha! Pensei que só eu não entendia.

Uma pessoa emocionalmente superficial precisa de grandes eventos para ter prazer, uma pessoa profunda encontra prazer nas coisas ocultas, nos fenômenos aparentemente imperceptíveis: no movimento das nuvens, no bailar das borboletas, no abraço de um amigo, no beijo de quem ama, num olhar de cumplicidade, no sorriso solidário de um desconhecido. Felicidade não é obra do acaso, felicidade é um treinamento.

Há muitos miseráveis no território da emoção andando em carros luxuosos, usando jóias caras, roupas de marca e saindo nas colunas sociais. Os verdadeiramente ricos fazem muito do pouco, extraem prazer das coisas simples.

Muitos vivem apenas porque estão vivos. Vivem sem objetivos, sem metas, sem ideais e sem sonhos. Não sabem como lidar com suas fragilidades e lágrimas. Sabem lidar com os aplausos, mas desesperam-se diante das vaias.

Que o “Mestre dos Mestres” lhe ensine que nas falhas e lágrimas se esculpe a sabedoria. Que o “Mestre da Sensibilidade” lhe ensine a contemplar as coisas simples e a navegar nas águas da emoção. Que o “Mestre da Vida” lhe ensine a não ter medo de viver e a superar os momentos mais difíceis da sua história. Que o “Mestre do Amor” lhe ensine que a vida é o maior espetáculo no teatro da existência. Que o “Mestre Inesquecível” lhe ensine que os fracos julgam e desistem, enquanto os fortes compreendem e têm esperança. Não somos perfeitos. Decepções, frustrações e perdas sempre acontecerão. Mas Deus é o artesão do espírito e da alma humana. Não tenha medo. Depois da mais longa noite surgirá o mais belo amanhecer. Espere-o.

Normais levantam, reclamam, vestem, irritam-se, xingam e cumprimentam sempre da mesma forma. Dão as mesmas respostas para os mesmos problemas. Tem o mesmo humor no serviço e em casa. Petrificam sorrisos no rosto, dão poresentes sempre nas mesmas datas. Enfin, tem uma vida estafante e previsível. Fonte para vazios e enfados. Normais não surpreendem, não encantam. Deus, livra-me dos normais.

... Não deixe as frustrações dominar você, domine-a. Faça dos erros uma oportunidade para crescer. Na vida, erra quem não sabe lidar com seus fracassos.

O poder de um ser humano não está na sua musculatura mas na sua inteligência. Os fracos usam a força, os fortes usam a sabedoria.

Frágeis usam a violência e os fortes as idéias.

Devemos sempre criticar as idéias dos outros, mas nunca violá-las, pois não somos proprietários da verdade não somos deuses.

Não há aplausos que durem para sempre e nem vaias que sejam eternas.

Um excelente educador não é um ser humano perfeito, mas alguém que tem serenidade para se esvaziar e sensibilidade para aprender.

Conquistas sem riscos são sonhos sem méritos. Ninguém é digno dos sonhos de nao usar as derrotas para cultivá-los.

Felizes os que dão risada das suas tolices, pois deles é a fonte do relaxamento.

Descobrimos nossa espiritualidade quando despertamos para a finitude da vida. Por isso velórios nos fazem tombar no silencio

Aplausos passam, troféus empoeiram-se, ganhadores, esquecidos. As pessoas que mais significam, são as que encantam. Não são as que movem multidões, são as que marcam do jeito que são.

Saudades não se resolvem, mas o desespero não honra quem partiu.

Entendo que solidariedade é enxergar no próximo as lágrimas nunca choradas e as angústias nunca verbalizadas