Sobre o Autor

Arthur Schopenhauer

Arthur Schopenhauer, filósofo alemão do século XIX da corrente irracionalista

O amor é como os fantasmas de que todos falam, mas que ninguém viu.

Por toda a parte o homem encontra oposição, vive continuamente em luta, e morre segurando suas armas.

Um insulto supera qualquer argumento.

Nem todos os loucos ou burros são fanáticos, mas todos os fanáticos são loucos ou burros.

A modéstia é a humildade de um hipócrita que pede perdão por seus méritos aos que não têm nenhum.

A honra não se ganha; só se perde.

O homem é um animal metafísico.

O que torna as pessoas sociáveis é a sua incapacidade de suportar a solidão e, nela, a si mesmos.

“Se é certo que um Deus fez este mundo, não queria eu ser esse Deus: as dores do mundo dilacerariam meu coração.”

Desconsiderar é ganhar consideração

Sai de tua infância, amigo, acorda!

Os amigos da casa são chamados desse modo com razão, uma vez que são mais amigos da casa do que do dono, ou seja, assemelham-se mais aos gatos do que aos cachorros.

Não nos deixar cair em tentação, é o mesmo que dizer: Não nos deixar ver quem realmente somos.

Vontade: impulso cego, escuro e vigoroso, sem justiça nem sentido.

O saber humano se espalha para todos os lados, a perder de vista, de modo que nenhum indivíduo pode saber sequer a milésima parte daquilo que é digno de ser sabido.

Toda verdade passa por três estágios. No primeiro, ela é ridicularizada. No segundo, é rejeitada com violência. No terceiro, é aceita como evidente por si própria.

O que é a modéstia senão uma humildade hipócrita pela qual um homem pede perdão por ter as qualidades e os méritos que os outros não tem!

Todas as pessoas tomam os limites de seu próprio campo de visão, pelos limites do mundo.

Talento é quando um atirador atinge o alvo que os outros não conseguem. Gênio eh quando um atirador atinge o alvo que os outros não vêem.

Arquitetura é música congelada.

A compaixão pelos animais está intimamente ligada a bondade de caráter, e quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem.

Observei que o carácter de quase todos os homens parece particularmente adaptado a uma certa idade da vida, de modo que nela se apresenta da forma mais proveitosa. Alguns são jovens amáveis, e depois isso passa, outros, homens enérgicos e activos, dos quais a idade rouba todos os valores. Muitos apresentam-se mais favoravelmente na velhice, quando são mais indulgentes por serem mais experientes e serenos.

Os eruditos são aqueles que leram nos livros; mas os pensadores, os génios, os iluminadores do mundo e os promotores do género humano são aqueles que leram diretamente no livro do mundo.

O bom humor é a única qualidade divina do homem.

O homem é propriamente falando, um animal que agride.

Por sabedoria entendo a arte de tornar a vida mais agradável e feliz possível.

O que a história conta não passa do longo sonho, do pesadelo espesso e confuso da humanidade.

As causas não determinam o caráter da pessoa, mas apenas a manifestação desse caráter, ou seja, as ações.

Na verdade, só existe prazer no uso e no sentimento das próprias forças, e a maior dor é a reconhecida falta de forças onde elas seriam necessárias.

Não devemos mostrar a nossa cólera ou o nosso ódio senão por meio de atos. Os animais de sangue frio são os únicos que têm veneno.