Sobre o Autor

Aldous Huxley

Aldous Leonard Huxley (26 de Julho de 1894, em Godalming, Surrey, Inglaterra - 22 de novembro de 1963) foi um filósofo e escritor britânico.

Se considerais ter agido mal, arrependei-vos, corrigi os vossos erros na medida do possível e tentai conduzir-vos melhor na próxima vez. E não vos entregueis, sob nenhum pretexto, à meditação melancólica das vossas faltas. Rebolar no lodo não é, com certeza, a melhor maneira de alguém se lavar.

Convenientemente aplicada a qualquer situação, o amor vence sempre. É um fato que se verifica empiricamente. O amor é a melhor política. A melhor não só para os que são amados, mas também para quem ama. Pois o amor é um potencial de energia.

A felicidade real sempre parece bastante sórdida em comparação com as supercompensações do sofrimento. E, por certo, a estabilidade não é, nem de longe, tão espetacular como a instabilidade. E o fato de se estar satisfeito nada tem da fascinação de uma boa luta contra a desgraça, nada do pitoresco de um combate contra a tentação, ou de uma derrota fatal sob os golpes da paixão ou da dúvida. A felicidade nunca é grandiosa.

Vivemos agimos e reagimos uns com os outros, mas sempre e em quaisquer circunstâncias existimos a sós. (...) Abraçados, os amantes buscam desesperadamente fundir seus êxtases isolados numa única auto-transcendência; debalde. Cada espírito, em sua prisão corpórea, está condenado a viver e gozar em solidão.

Todo excesso traz, em si, o germe da autodestruição

Experiência não é aquilo que acontece connosco; é o que fazemos com aquilo que acontece connosco.

Existe apenas um ponto do universo que pode ter a certeza de conseguir melhor, esse ponto é você mesmo”

Conhecimento não é aquilo que você sabe, mas o que você faz com aquilo que você sabe.

Viajar é descobrir que todo mundo está errado sobre os outros países.

As únicas pessoas completamente constantes são os mortos.

Existe apenas um canto do universo que você pode ter certeza de aperfeiçoar, que é você mesmo.

Experiência não é o que aconteceu com você; mas o que você fez com o que lhe aconteceu

O silencioso nunca depõe contra si próprio.

“Facts do not cease to exist because they are ignored.”

Os provérbios são sempre chavões até você experimentar a verdade contida neles.

E se este mundo for o inferno de outro planeta?

Os fatos não deixam de existir simplesmente por serem ignorados.

O inferno é a incapacidade de sermos diferentes da criatura segundo a qual ordinariamente nos comportamos.

As palavras nos permitiram elevar-nos acima dos animais, mas também é pelas palavras que não raro descemos ao nível de seres demoníacos.

As particularidades, como todos sabem, são favoráveis à virtude e à felicidade; as generalidades é que são, inteletualmente, males necessários. A espinha dorsal da sociedade não é composta de filósofos, mas de serradores de enfeites e de colecionadores de selos.

Os fatos são como os bonecos dos ventríloquos. Sentados no joelho de um homem sábio articularão palavras de sabedoria; noutros joelhos, não dirão nada ou dirão disparates, ou comprazer-se-ão em puro diabolismo.

Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados.

O degrau da escada não foi inventado para repousar, mas apenas para sustentar o pé o tempo necessário para que o homem coloque o outro pé um pouco mais alto.

A felicidade nunca é grandiosa.

Os homens são animais muito estranhos: uma mistura do nervosismo de um cavalo, da teimosia de uma mula e da malícia de um camelo.

A experiência não é o que nos acontece; é o que fazemos com aquilo que nos acontece.

Aquilo que o homem uniu a natureza não consegue separar.

Há um único recanto do universo que podemos ter certeza de melhorar: o nosso próprio eu.

Toda a descoberta da ciência pura é potencialmente subversiva; por vezes a ciência deve ser tratada como um inimigo possível.

Escrever um livro mau não requer menos trabalho que escrever um livro bom; jorra da alma do autor com a mesma sinceridade.